A Dominação De Lâminas

31 The thin line between Love and Hate


Notas iniciais
Como dizer que eu amo DEMAIS a música desse capítulo? :~ Tava fazendo o hentai e pá, conversando com a Shi, daí ela me aparece na cabeça. E nossa, se ela não tivesse aparecido eu teria ficado muito chateada. Eu falei que ia postar rápido e postei! :D Queria não deixar só essa pegação aqui nesse capítulo, mas ele tava ficando longo demais. E também daí eu não iria saber como começar o próximo capítulo, então... deixa assim mesmo. Vocês sabem que eu sou péssima em fazer suspense, então tá ai. Aproveitem!

A Dominação de Lâminas

A fraca luz amarela que vinha do navio iluminava o movimento das negras águas, clareando-as e mostrando sua tonalidade esverdeada. Da mesma cor das pupilas naufragadas, a água englobava tudo.

E tudo se movimentava e tudo girava. Como se Katarina estivesse em um carrossel, via as luzes e as faces distorcidas em baixo da água, com a refração impedindo suas formas. Os olhos verdes estavam grandes, tão dilatados, tão cegos... Refletindo aquele desespero inicial.

Desnorteada e até um pouco desengonçada, ela finalmente pode perceber sua queda. Via as bolhas de ar subindo junto ao seu cabelo vermelho, sentia o seu corpo pesado e tentava impedir-se de afundar mais.

Suas mãos pareciam de concreto e suas roupas pareciam uma corrente de ferro a levando para baixo. Balançava-se, em tentativas desesperadas se movimentar ou parar de afundar, mas seus movimentos pareciam inúteis e a cansavam.

Não conseguiria chegar a superfície.

Katarina Du Couteau morreria daquela forma? Fraca e inútil, da qual estava bêbada demais para se salvar? A filha mais velha daquela casa nobre – da mesma casa que a fizera parar nessas águas – embriagada o suficiente para não raciocinar e salvar a própria pele. De um jeito depreciativo, da qual sempre a lembrariam com vergonha.

Nunca.

Tentava recuperar suas forças, deixando-se levar lentamente. Mas engolira muita água em sua queda e o seu fôlego quase gritava, queimando a sua garganta na busca pelo ar. Não conseguia desistir, não morreria de uma forma tão desonrada. Sua morte seria algum feito histórico, algo que elevaria ainda mais Noxus, ela não morreria por água em seus pulmões.

Foi quando seus olhos turvos viram uma mão. E no instante seguinte, ela sentiu os braços ao redor de sua cintura, pegando-a com força e enlaçando-a para um abraço. Tentando voltar o mais rápido o possível para a superfície, nadavam com pressa, enquanto Katarina enrolava suas pernas e braços contra suas costas.

Quando saíram das frias águas e a diferença de meio se fez presente, o inverno foi lembrado com a queda da adrenalina. Ambos respiraram com dificuldade, tendo Katarina tossindo e soltando água enquanto subiam uma escadinha de corda de madeira.

Ao colocar os pés no navio, Riven a soltou no chão com sua respiração descompassa, o diafragma com as roupas grudadas subindo e descendo de forma veloz e descontrolada. As pupilas âmbares distantes brilhavam em ira quando olhavam Katarina por cima.

Daiki veio imediatamente e enrolou Katarina em um manto ioniano colorido. Ela continuava tossindo e nitidamente conseguia vê-la tremendo de frio, enquanto olhava para Riven com a mesma intensidade, mas com um brilho desconhecido até então.

— O esporro virá pra você depois. – Ela disse olhando pra Caleb, que encontrava-se pálido de susto. – E você, — Agora virando-se para Talon, Riven recuperava o folego enquanto o via afastado de braços cruzados. – você vem comigo.

.:.

— Eu realmente achei que vocês se comiam e tudo mais, só que pelo visto posso estar enganada. – Riven falou enquanto era seguida por Talon que escoltava Katarina, empurrando-a algumas vezes para seguir o caminho até as cabines.

Ela não tinha a cabeça baixa, mas também não estava empinada como era conhecido. Dos lábios roxos, ouvia-se apenas o trincar dos dentes. A manta de Daiki já estava toda molhada, pingando no chão do navio inteiro e deixando o rastro da água.

— Vão ficar em silêncio mesmo? – Ela se virou e os pegou desviando o olhar. Respirando fundo, Riven continuou andando quando chegavam a cabine. – Dê um banho nela e empreste suas roupas quentes. Depois que eu me trocar, eu virei até vocês dois.

Ao dizer isso, ela abriu a porta de sua cabine e entrou. O silêncio entre os dois se fez pesado como todas as outras vezes, mas sem delongas Talon abriu a porta da cabine e guiando-a pelos ombros, a levou até o banheiro.

Sem dizer-lhe uma palavra ou até mesmo a olhar, ele desenrolou o manto de Daiki e retirou a malha de algum pelo que ele lá sabia do que era. Desamarrou o cadarço de suas botas, tirando-as com cuidado e lentamente. Mas quando ameaçou a desabotoar sua calça, a forma como Katarina segurou a sua mão o fez parar.

— Vá embora.

Novamente o tom autoritário. Uma frase tão pequena e tão fria quanto a mão que o tocava com força. E novamente, ele a obedeceu.

Quando ela saiu do banheiro, ele continuava lá. Mas a cabine estava um pouco diferente, já que Talon havia arrastado a cama até a parede, retirando o colchão de solteiro e colocando-o no chão ao lado de um outro que ele arrumou. Algumas cobertas também apareceram, forrando a cama e a deixando quente.

Mas ao vê-la saindo de lá, Talon imediatamente rolou os olhos. Vestia novamente apenas a regata preta molhada, a calça também molhada e a merda daquele cabelo longo pingava. Ele começou a achar que aquela mulher estava querendo morrer de frio ou pegar um resfriado, porque só assim pra ser tão burra... e tão orgulhosa.

Com o seu rosto demonstrando totalmente o desgosto, Talon retirou a jaqueta preta e logo depois a malha acinzentada, ficando apenas com uma blusa de manga longa preta também. Sem a olhar, ele andou até ela e quase jogando a blusa nela, Talon cobriu-lhe a face.

Ela virou-se em direção ao banheiro, e apenas depois retirou a blusa da cabeça. Quando voltou, Talon já estava deitado, então a única coisa que fez foi apagar a luz e deitar também na cama/chão super improvisada.

Talon percebeu a fuga, mas ao ver aquele seu sutil ato, algo subiu em sua pele como um verme, revirando-o e incomodando-o. E quando percebeu, ele já tinha rolado de uma ponta até a outra, abraçando o corpo frio com força contra seu peito.

Ela ficou em silêncio e ele respeitaria isso. Acomodando-a rente ao seu corpo, ele começou a passar algumas cobertas sobre eles, colocando algumas especialmente ao redor de Katarina. Mas a pele dela continuava fria, quase congelando seu próprio corpo.

De uma forma até estranha, ela deixou que ele pegasse em seu cabelo e o colocasse para fora do colchão. Mas isso não impedia de pegar algumas mechas molhadas e enrolar em seus próprios dedos, novamente imaginando a sua cor naquele breu.

Foi com o seu nariz roçando levemente na testa de Katarina que Talon conseguiu dormir aquela noite.

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Acordou com sua própria respiração. Soltando o ar baixinho por seus lábios semi abertos, Talon abriu seus olhos com preguiça e ameaçou esticar seu corpo. Mas seus braços estavam ao redor da cintura de Katarina, enlaçando-a e colocando seu corpo ao dele. Sua cabeça também estava um pouco abaixo dos seios dela, percebeu que a abraçava quase em desespero.

Ele instantaneamente se levantou.

Com a luz entrando pela pequena janela, ele pode olhar ao seu redor, vendo que já tinha amanhecido há horas. Os cabelos castanhos caíram pela face enquanto uma coberta deslizava pelo seu ombro. Olhando para baixo, Talon viu Katarina dormindo a boca aberta.

Uma sensação quente encheu o seu peito e fez um sorriso teimoso nascer no canto de seus lábios. Ele arqueou-se até ela, mas acabou deitando novamente, apoiando seu cotovelo no colchão e a olhando.

Aquilo não faria nada de mau. Ela não saberia que ele a observava e ele também esqueceria. Ele ignoraria aquela movimentação que quase o queimava por dentro e ela continuaria dormindo. Aquela manhã não seria lembrada, como se ela nunca tivesse existido, então não tinha nada de errado em tocar o seu rosto. Talon podia abrir aquela exceção, porque tinha acabado de acordar. E ele não raciocinava direito.

Não raciocinava direito...

A mão de Katarina pegou a dele, fazendo o coração de Talon acelerar ao ser pego desprevenido.

— Você me acordou... de novo...

A voz rouca que vinha dela entrou em seu ouvido, fazendo-o ter a sua respiração mais pesada. Mas depois, Katarina inclinou o seu corpo todo para ele, fazendo seus rostos estarem a milímetros de distância.

Ele olhou para as pupilas verdes dilatadas, o verde totalmente clareado pela luz que entrava, um tom beirando ao amarelo. O brilho da ignorância ao acordar a refletia enquanto os tons da perversão se misturavam. Não conseguia desviar o olhar, aquele verde era tão intensamente fraco que o hipnotizava.

Como se fosse uma marionete controlada por cordões, ele não percebeu quando começou a roçar o seu nariz contra o dela, ainda sem quebrar o contato visual. Também só conseguiu redobrar a consciência ao sentir suas mãos deslizando a cintura nua de Katarina, tateando-a e contornando-a até a bunda lisa.

No que exatamente aquela mulher pensava em dormir apenas com sua malha?

Sentiu também quando as pernas nuas entrelaçaram a sua coxa, colando o tecido de sua calça na área quente. Ela também passou um de seus braços finos ao redor de seu pescoço, em baixo dos cabelos castanhos.

Estavam agarrados um ao outro como se o orgulho não fosse nada.

Seus olhos ainda permaneciam quase colados, diferentemente de seus corpos já unidos. Como se analisassem o território a ser pisado, se olhavam para ver quem cederia primeiro, para saber quem seria o mais tolo a cair na tentação...

A boca de Katarina se moveu rente ao ouvido de Talon, com a respiração calma e quente o provocando. Quando ele achou que já tinha ganhado, ele mesmo toma seus lábios, não a deixando a também perder ou vencer.

Ah, o tolo era ele...

Vitória ou derrota, era apenas uma questão de ponto de vista. Ele negava-se a ser seduzido por Katarina, mas também negava-se em recusá-la. E entre dar a vitória à ela ou se render, o resultado era sempre o mesmo: ela conseguia.

O autocontrole da noite anterior tinha se passado. O Talon da noite anterior tinha se dissipado, e naquele momento, só a sua fome reinava.

Se seus beijos começavam calmos, em poucos segundos se tornaram selvagens, sedentos, sem controle. As línguas dançavam conforme quem provocava quem, as mãos se moviam por todos os cantos em urgência, em necessidade, as unhas se cravam, se arranhavam.

Sem tempo a perder com a racionalidade.

Katarina começou a se levantar, pausando os beijos e sentando em suas próprias pernas. Talon poderia ter tido insegurança ao perceber ela tentando se afastar assim, mas ao vê-la segurar a malha dele que usava, tudo em sua mente nublou.

Houve um breu que separou a realidade e a visão do corpo de Katarina, uma tênue linha entre o errado e o desejo. E ele só quis ultrapassá-la.

Ela retirou o tecido enquanto segurava nos lados opostos de seus braços, os cruzando e expondo gradualmente e graciosamente a sua pele nua. Retirando a blusa pela cabeça, alguns fios vermelhos agora enrolados caíram ao lado dos seios, contornando-os.

Olhou para Talon com o brilho desafiador, esperando dele qualquer coisa que fosse. Mas quando viu a face tragada, quase perdida, a única coisa que fez foi engatinhar até ele, subindo em seu colo e o olhando por cima.

Automaticamente ele abocanhou um dos seios, enquanto uma das mãos pegavam a sua bunda e a trazia mais para perto dele ele, tentando cada vez mais colar os corpos de forma desesperada. A mão que sobrava subia arranhando suas costas, pegando a raiz de seu cabelo e puxando para baixo, fazendo-a encarar o teto.

Ela gemia baixinho com o modo que ele a pegava de jeito, trocando entre morder e lamber seus seios, enquanto sentia o membro de Talon crescer sobre o tecido rude de suas calças.

Quando percebeu que ele estava ocupado demais, uma de suas mãos conseguiu seguir até a calça jeans sem ele notar, soltando devagar o botão e abrindo o zíper. No entanto, ela parou ao olhar de relance para baixo e ver a boca de Talon subindo, lambendo todo seu torso.

Ele mordeu sua clavícula, e Katarina rapidamente procurou por um apoio, segurando em um dos ombros a sua frente. Os beijos e as mordidas chegavam em seu pescoço, fazendo-a sentir o ar quente da respiração de Talon contra a sua pele, excitando-a cada vez mais.

Tentava não gemer, mas alguns suspiros involuntariamente saíam ao ter a língua quente deslisando sobre sua pele. Porém, quando Talon colocou com uma delicadeza nova até pra ele então — seus fios de cabelo para trás da orelha e lambeu glóbulo, o seu gemido não foi contido.

Sentiu o membro dele aumentar mais, roçando na sua intimidade perfeitamente. Não aguentando, sua mão esquerda desceu sorrateiramente e entrou na cueca que já aparecia, pegando seu pênis nas mãos.

Talon parou tudo que fazia e o sentiu latejar, ficando por poucos segundos de olhos fechados apenas sentindo a mão gelada ao redor dele. E sem ao menos um aviso, ele pegou com tudo um dos braços de Katarina, nem ligando se era o com pontos, e a jogou contra o chão de madeira. Ficando por cima dela e encarando a bela face em luxúria.

A vontade de destruí-la o invadiu subitamente, sabendo exatamente o que fazer com isso. E não seria nenhum pouco dócil.

Ele a penetrou com tudo, sem ao menos a avisar. Pode ver o gemido de dor morrer na garganta de Katarina, enquanto ele mesmo sorria ao ver os olhos verdes arregalados tremendo em surpresa.

Não começou a se mover com gentiliza, não uniu-se com a boca de Katarina também. Movia-se com uma frequência não muito razoável para ela, podendo ver todas as feições que nasciam naquele rosto bonito. E quando o brilho nos olhos verdes passou de doloroso para luxuriante, ele pode diminuir a velocidade, torturando-a um pouco mais.

Mas não se menosprezava Katarina. Repetindo, nunca.

Ela enlaçou suas pernas na cintura dele, fazendo-o lhe penetrar mais. E rapidamente como a queda de um trovão, ela fez força para levantar ambos os corpos e colocar Talon no chão contra a madeira, retomando o controle.

Pode ver de perto as pupilas castanhas dele se contraindo, logo seguindo a aceleração da respiração. Para Talon, em qualquer sexo antes, os seus batimentos cardíacos e sua respiração eram acelerados com o resultado dos movimentos que fazia, da liberação da adrenalina e do ápice de seu prazer. Porém, aquela mulher deixava as coisas diferentes, pegando-o desprevenido e fazendo seu coração acelerar.

Desviou os olhos. Sua mão ainda permanecia no braço de Katarina, mas foi solta quando a assassina arqueou o corpo para trás, levantando-se e dando a Talon uma visão privilegiada de seu corpo nu.

O bico durinho de seus seios o chamavam, fazendo-o estar com a boca aberta sem perceber, totalmente sedento. E quando Katarina percebeu que ele iria novamente avançar sobre si, ela começou a rebolar devagar contra seu membro, quase o hipnotizando com a visão.

Mas ela não resistiu muito ao ver a face dele mergulhada no prazer. Os lábios entre abertos estavam a chamando, e ela automaticamente passou os dois braços no pescoço dele, grudando de novo os corpos e o beijando com vontade.

Com o bico de seus seios roçando contra a camisa preta, Talon tentava aproveitar apenas o beijo. Mas Katarina ainda continuava rebolando lentamente, fazendo-o rapidamente se descontrolar.

As mãos fortes deslizaram pela cintura lisa e desceram até a bunda, apertando as nádegas com força. Tentando sem qualquer sucesso grudar mais os corpos, ele a levantava e a descia, voltando a aumentar o ritmo sem qualquer gentileza.

Desprendendo sua boca da dela, ele olha para cima com o desejo brilhando nos olhos castanhos. Katarina tentava segurar em seus ombros enquanto ele estocava cada vez mais e mais forte, com os gemidos preenchendo completamente o ambiente. Ela fechou os olhos, mas ele continuava a olhando, não tendo nada na cabeça além do nome de Katarina.

O cabelo vermelho enrolado caía pela face de Talon, enquanto as testas estavam coladas e seus narizes se tocavam. O pouco do suor escorria, grudando o corpo dela ao seu. As bocas tentavam em vão se unirem, mas o prazer era tanto que não conseguiam diante a fraqueza.

Era dessa forma que aquela manhã se transcorria. Sem quaisquer palavras ou gestos, apenas com os olhos verdes e castanhos se comendo e se devorando. Consumindo todas as lacunas, consumindo cada pedaço que o outro poderia lhe proporcionar, estes eram os assassinos da casa Du Couteau.

Talon fechou seus olhos ao se desfazer, ainda não era a hora de a deixar entrar.

E o que restou a seguir era aquela hora crucial, onde os corpos se desuniam e a sensação de incompletude voltava a reinar. Os corações tentavam em vão se igualarem, e as respirações voltavam lentamente a se acalmarem.

Ele voltou a abrir os olhos, com os cabelos de Katarina sendo misturados com a sua franja ao terem as testas ainda unidas. Deu de cara com o par de orbes verdes o encarando com um brilho irônico, como se debochasse de tudo que fizeram.

Sentiu raiva.

Trincando os dentes e rosnando um pouco, ele a olhou raivoso, como se redobrasse a sua mente após uma hipnose. Aquela ira subiu sobre sua pele, o incomodando de uma forma letal. Ele começava a odiar a forma como a mulher na sua frente podia facilmente o controlar.

Mas antes que ele pudesse retirá-la com força de cima de seu corpo, ou pudesse se afastar apenas para machucá-la, ela se levantou, o olhando enquanto o sorriso da vitória brincava em seus lábios.

Seu erro foi voltar a olhar o corpo perfeito a diante, observando detalhe por detalhe da carne exposta. E o traindo, sua mente voltou a nublar.

Em contradição, a ira queimou o seu sangue, fazendo-o se levantar e pegar Katarina novamente pelo braço. Tentou jogá-la com força contra a parede, mas ela bloqueou o baque enquanto sua risada ecoava pelo ar. Logo em seguida, ele voltou a penetrá-la.

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— Está feliz agora que te comi em todos os cantos desse lugar? – Foi a primeira coisa que Talon dirigia a ela naquela manhã, enquanto desfilava nu pelo cômodo a procura de sua cueca.

— Lá fora tem mais lugares. – Katarina estava encostada na porta, o olhando como se fosse uma víbora. – Imagino que seu trabalho esteja incompleto.

Talon a achou e a vestiu com um sorriso nos lábios. Ele poderia comê-la de novo e de novo, aquilo seria bem fácil. Bastava que ela sorrisse daquele jeito venenoso para que o seu desejo fosse misturado com o ódio e descontado todo nela. Poderia aproveitar sim, apesar de ter essa sensação estranha em ficar com alguém no mesmo quarto por tanto tempo.

Que seja, ele aproveitou-se bem disso, continuaria aproveitando-se. Katarina não sairia mesmo de sua vida tão fácil, ao menos que ela morresse – o que parecia no momento ser impossível. Então por que não aproveitar? Não se importava tanto assim com aqueles joguinhos, não estava mais com saco para fugir daquela mulher quando ele podia descontar algumas coisas nela.

No fundo, ele percebia que gostava de deixá-la achar que estava o controlando, com ele mesmo se enganando.

Voltou a pôr suas calças, resolvendo ignorar a visão que tinha pelo canto dos olhos. Ela estava estirada na porta que ia ao banheiro e seu corpo nu pendia para frente. Ela se desencostou e sem saber que era observada, esfregou os dois braços contra seu corpo, enquanto fitava a coberta.

Suas roupas estavam molhadas. O cabelo ainda enrolado continuava um pouco úmido e arrepiava seu corpo, ele percebeu isso ao ver todos os pelos de seu corpo arriçados. Ela fez menção em ir até uma das cobertas que olhava, mas Talon rapidamente se jogou contra todas, esmagando-as.

Ela franziu o cenho quando percebeu isso, ainda tendo seus lábios abertos em um sorriso.

Andou até onde ele que estava sentado a encarando, esperando por seu próximo movimento. Katarina encarava aquele relacionamento dos dois como campo minado, quem pisasse em falso ganharia um pouco de explosão, e ela no momento realmente não estava disposta a explodir.

Com sua mão leve, ela pegou os fios da cabeleira castanha com rapidez e força, fazendo-o fortalecer o seu olhar.

— O seu corpo não vai me impedir. – Ela falou baixinho, com sua boca próxima a boca da de Talon.

O bater na porta foi ouvido pelos dois, e antes de ela se virar para atende-la, Katarina levantou seu rosto, fazendo menção de morder o nariz de Talon.

Talon a olhou andar até a porta e quando pode perceber o que estava acontecendo, ele quase voou até ela com a primeira coberta que viu em sua mão.

Mas ela já tinha aberto a porta e o rosto franzido de Riven apareceu. Pelo menos não era Daiki ou qualquer homem nesse navio onde havia agora só aquelas duas mulheres. Katarina também franziu a sobrancelha ao ver Talon ao seu lado, segurando a coberta marrom clara. A única coisa que ele fez foi engolir seco ao ser pego na flagra.

— Eu esqueci que suas roupas estão molhadas. – Riven falou já entrando sem pedir passagem e Talon rapidamente fechou a porta.

Os olhos de Katarina o seguiam, mas ele fingia a ignorar procurando sua camisa preta.

— Eu também me esqueci. – Ela passou por Talon e pegou a coberta que estava do lado da camisa, arqueando-se para provocá-lo um pouco. Enrolou-a contra seu corpo como se fosse uma toalha de banho e olhou para Riven. – Perdi a chance de te agradecer ontem.

— Eu não preciso das suas desculpas. – Riven falou se sentando na quina da cama sem colchão. – Eu preciso que me conte a verdade.

O cenho de Katarina voltou a se franzir.

— O que aconteceu?

— Me diga você. – Riven cerrou os olhos âmbares, Katarina percebeu que ela estava completamente séria. – Acha mesmo que vou te contar para que você arrume mais e mais desculpas?

— Não tenho a mínima ideia do que você tá falando. — A ruiva quase rolou os olhos, mas se controlou.

— Claro que sabe! – Riven gritou, mas sua voz continuava falha. – Eu passei a merda da tarde inteira com você, rindo com você, pra depois você fazer isso? – Ela deu uma pausa, piscando longo. – Ele era o meu amigo, merda! – Passando o dedo entre os seus cabelos, ela voltou a se levantar, andando até Katarina. – Não importa o que aconteceu ontem, você não tinha direito algum!

— Você tá me achando com cara de advinha caralho? – Ela a respondeu ríspida, e Talon percebeu que a paciência dela estava no limite.

As pupilas âmbares de Riven tremeram, Katarina pode até ver ela engolindo seco.

— Eu sei que eu não devo explicação alguma pra você, mas me irrita muito você entrar no meu quarto e me acusar de algo que eu nem sei o que é e que você também não me fala. – Ela continuou, percebendo que Riven tinha ficado quieta. – Se você prefere desse jeito, pode continuar à vontade, mas daí sim eu não vou garantir a sua segurança.

Riven riu nervoso.

— Me ameaçando, claro que ela me ameaçaria. – Falou baixo, pensativa e um pouco desesperada. – Segurança, né? Segurança... Então era isso que eu deveria ter feito? Garantido a segurança do Caleb pra você não o matar?

Katarina a encarou séria, sem a raiva anteriormente exposta em sua face.

— Caleb está morto? – Ela respirou fundo. – Agora sim, – Sorriu falsamente. – as suas palavras começam a fazer sentido.

Notas finais
meu deus vc finalmente ta cedendo ein, depois de quase 30 capitulos, seu bosta
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.