A Doce Traição
3 Capítulo 3 - O Reencontro
– Droga, droga, droga. – Sasuke entrou em casa batendo a porta.
– O que foi amor? – Era pra eu ter sido promovido hoje, não aquele idiota que entrou na empresa á um mês. Que ódio. – Eu falei pra você tomar cuidado, pra você tirar ele da empresa, mas você não me deu ouvidos. – Claro que não Karin, posso ser idiota, mas não sou traidor. – Ah não? – Não, por que ta dizendo isso? – Fala sério Sasuke, você desbancou e traiu seu melhor amigo pra ficar comigo e agora ta dizendo que não é traidor. Sabia que eu tava esperando essa sua promoção? É, por que você me prometeu que se você ganhasse, nós compraríamos aquela casa que eu quero. – Vai me jogar isso na cara? Não o traí, ele que foi burro. E, além disso, eu já falei que não quero mudar, não quero aquela casa, gosto do nosso apartamento, que droga Karin, é difícil de entender?
– Você é um idiota Sasuke, só pensa em você, sempre em você, nunca pensa em mim, no nosso casamento.
– Nunca pensei em você e no nosso casamento? Eu sou o único que tento manter isso aqui em pé, por que se você não percebeu nosso casamento ta desmoronando, por que você no lugar de passar os fins de semana comigo, vai ficar com os seus papaizinhos queridos, você não me deu atenção quando eu perdi meu emprego e fiquei super preocupado, mas eu fiquei com você quando o mongo do seu peixinho morreu. Mas claro, sou sempre eu que não penso nos outros né? – Saiu de seu apartamento e bateu a porta.
Sasuke estava cansado de seu casamento, casando de ser sempre a mesma coisa, brigas e mais brigas, e quando não estavam brigando estavam fazendo sexo, mas isso pra ele não era sinônimo de felicidade, que ele queria mesmo era uma mulher que gostasse dele, desse atenção a ele e ao seus problemas, que o tratasse bem e o fizesse feliz, mas em seis anos de casamento, ele foi feliz em apenas quatro. Onde estava a mulher pela qual se apaixonou e casou? Sumiu, foi embora sem ao menos avisar.
Sasuke andou até a praça que havia perto de sua casa, sentou-se e ficou olhando a lua, pensando em seus problemas, tantos problemas.
– Você ta bem? – olhou pro lado e sorriu, era a Sakura
– Na verdade não.
– Percebi, ninguém em sã consciência vem ao parque á essa hora – ela senta ao lado de Sasuke.
– Então você não esta em sã consciência. – Ela ri
– Na verdade, estou sim, é que sempre que saio de um plantão passo aqui, seja de dia ou à noite.
– Saiu do plantão agora?
– Sai. Era pra eu ter saído á duas horas, mas não deu por que me apareceu um parto de emergência. Mas, me conte por que você não ta bem.
– Ah... Eu acabei de perder uma promoção na empresa, e uma pessoa que eu considero demais fez questão de jogar na minha cara e brigar comigo.
– Hm, isso é tenso. Mas Sasuke, você já pensou que você pode ganhar outras promoções na vida? A vida é assim, às vezes se perde e às vezes se ganha. Olha, logo que eu me tornei residente, resolveram que iriam nomear uma residente-chefe, Sasuke você não tem noção de o quanto eu trabalhava, cheguei á ficar 48 horas em plantão e no final, outra pessoa ganhou a promoção. Mas no ano seguinte, ela foi demitida e eu fiquei com o cargo. Não to falando pra você fazer de tudo pra demitirem a pessoa pra quem você perdeu, to pedindo pra você relevar e esperar.
– É, concordo com você, Saky. Sabe, eu acho que a Karin devia ter feito o que você fez, me aconselhado e acalmado, e não ter brigado comigo.
– Vai ver ela tinha grandes expectativas com essa sua promoção.
– E tinha, mas era um motivo tão fútil. To tão cansado da minha vida, monótona e chata.
– Hm, já sei, o que você acha de brincar de ser adolescente? – ele sorriu
– Como assim?
– Conheço um lugar lindo , a gente pode sentar lá e ficar olhando a lua.
– Ah Sakura, não sei. – Ela levantou e pegou na mão de Sasuke.
– Vamos você não vai se arrepender. – Ele sorriu e a acompanhou.
Sakura o levou a um lugar do parque do qual ele nunca tinha ido, era meio que uma montanha, ele sentia como se estivesse perto do céu, das estrelas e da lua. Olhou pra ela e sorriu, ela lhe retribuiu o sorriso, iluminando a noite dele.
– Aqui é lindo e dá uma paz enorme.
– É, aqui é muito lindo – ela senta no chão – Sabe, eu costumava vim aqui com a minha mãe, ela me disse que cada vez que eu tivesse um problema eu poderia vim aqui e conversar com os anjos que eles me ajudariam – ela sorriu – Não venho aqui a uns cinco anos.
– Por que não?
– Não sei, depois que minha mãe descobriu que estava doente não tive mais coragem de vim aqui.
– Que mal isso.
– Hm, é. Mas é algo superado – ela sorriu.
– Sabia que sua alegria contagia?
– Sério? – ela sorri – você é o primeiro que me diz isso
– Nossa então o povo é tudo cego.
– Na verdade, o Naruto já me disse mil vezes que meu sorriso é lindo e quando ele me vê sorrindo ele tem vontade de sorrir também. Acho que é a mesma coisa que você falou – Ela riu
– O Naruto disse isso é?
– É sim, o Naruto é um menino maravilhoso – ela sorri.
– Você gosta dele?
– Ahn? Só como amigo mesmo.
– Hm.
– Por que?
– Nada – ela sorri.
– Eu tenho que ir... Prometi pra babá da Hana que chegaria cedo hoje e me esqueci disso.
– Hana é sua filha?
– Quem dera, ter uma filha como a Hana é o meu sonho. Mas não, Hana é a minha irmã, ela tem quatro aninhos só, minha mãe a adotou quando descobriu que estava curada – ela sorriu – só que meus pais viajaram então eu vou cuidar dela essa noite.
– Que legal. Nunca pensou em ter filhos?
– Faço tantos partos complicados que desisti. E você?
– Eu não posso engravidar, Saky. – ela gargalha.
– Não falei nesse sentido Sasuke, você nunca pensou em se casar e ter filhos?
– Ah... Já, já sim.
– Hm. Agora tenho que ir mesmo, a babá vai brigar comigo.
– Ta de carro?
– Não, ele ta na oficina.
– Eu te levo então.
Sasuke levou Sakura pra casa, passaram o caminho inteiro conversando sobre coisas sem importância, como filmes, livros e etc. Chegaram à casa de Sakura em dez minutos, ela se virou pra ele e sorriu.
– Quer entrar? Assim você pode conhecer a Hana.
– Hoje não dá, agora eu to com pressa. Já é tarde e eu vou tomar bronca quando chegar em casa – Sakura riu.
– Mamãe vai dar bronca é?
– Engraçadinha.
– Bom, tchau então. – lhe deu um beijo na bochecha e saiu do carro.
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