Notas iniciais
Olá, espero que gostem da história e que me ajudem a melhora-la me dizendo o que gostaram e o que não estão gostando tanto sobre o enredo quanto os personagem e até mesmo a forma como a história é escrita e se possível me dizer o que acham que vai acontecer, vamos interagir! enfim, tenham uma boa leitura!

—Senhores e senhorita, creio que sabem por que estão aqui, são culpados por inúmeros assassinatos e roubos ao longo desses últimos anos...

Quatro pessoas ajoelhadas em um chão de mármore onde podiam ver seus próprios reflexos, estavam imundos em comparação ao homem sentado no trono a sua frente e ao homem que se mantia ereto ao seu lado sem dizer uma palavra com apenas um sorriso ou então ao guarda que os circundada enquanto lia uma carta

—Hoje seria o dia de sua sentença

—Seria? – a única mulher entre os três homens o interrompeu, algum tipo de súplica se misturava com ironia em sua doce voz, o homem a encarou com certo desprezo

—Não me interrompa senhorita Alícia, não sou eu quem esta acorrentado, então, a menos que queira voltar para a sua cela, sugiro que cale a boca – ela abaixou forçadamente a cabeça para tentar conter a raiva — Vejamos, a senhorita era uma cortesã até matar sua senhoria e se tornar uma assassina sedutora, você, senhor Rick, um Ladrão muito requisitado, sua última façanha foi o roubo ao banco real, bem sucedido, no entanto nos permitiu te localizar, Alcazar um matador de aluguel, capataz, parece que suas mortes eram bem brutas e por último senhor Francis, um homem de classe, no entanto um mercenário, huum, intrigante, o que acha majestade?

O homem no trono não era jovem, mas tinha um olhar malicioso fixo nas quatro figuras ajoelhadas a sua frente, enquanto apoiava o rosto na mão direita à esquerda cheia de anéis tamborilava no braço do trono

—São perfeitos, mas tenho a impressão de que nossa convidada de honra ainda não foi chamada?

—Achei melhor mantê-la separada deles para sua segurança senhor

—Traga-a

—Mas senhor, os sedativos não vão funcionar

—Ela precisa ouvir os termos, traga-a

—Como quiser – Ele fez uma leve reverencia antes de sair junto ao outro homem que se mantia ao lado do rei ser dizer nada até então, apenas com aquele sorriso de escárnio

Dez minutos depois, as portas do salão foram escancaradas e uma tropa de guardas entrou cercando uma única garota, que estava imunda e com sangue seco por toda parte, se não fossem pelas correntes que a seguravam pelo pescoço, pulsos e tornozelos, ela poderia ser apenas uma garota normal

—O quê uma garota faz aqui...?

Alícia não tinha o costume de se calar ou se intimidar por muita coisa, mas sentiu um arrepio percorrer sua espinha quando a garota levantou o rosto sereno demais para a situação e a encarou com aqueles olhos cinzas tão frios e vazios quanto belos

—Aí esta você...

O rei se endireitou na grande cadeira aveludada com um interesse ameaçador na garota que se aproximava, parecia esperar por algo, ao contrário dos outros quatro, ela não se ajoelhou quando chegou até ele

—Trate de se curvar para seu rei sua insolente

A voz agressiva e arrastada do homem que a segurava pelos braços não pareceu chegar até ela, sua única resposta foi um riso de escárnio igual ao dele

—Hora sua...!

—Baron – o rei o encarou fazendo um sinal com a mão para que deixasse aquilo de lado, ele apenas concordou com uma reverencia – Escutem, como bem sabem, nosso reino esta... Fraco – ele se recostou na cadeira unindo as mãos — Desde que a magia se foi, eu preciso fazer tudo o que for necessário para manter meu povo seguro, então aqui eu lhes ofereço uma chance única, ao invés de morrerem hoje, vão trabalhar para mim pelo resto de suas miseráveis vidas, vão continuar fazendo o que sempre fizeram, só que sobre meu comando e em equipe, vejam, não é um contrato ruim e ainda vão receber por isso – ele sorriu ao ver os quatro se encarando e trocando rápidos cochichos – Não há o que discutir, ou aceitam a proposta de se tornarem algo melhor do que eram e trabalham para mim, ou podem dizer olá a guilhotina por mim, então?

—Tudo bem – Alícia respondeu por eles – Nós aceitamos

—Ótimo

Porém a garota completamente acorrentada não havia dito uma palavra

—Minha querida, precisa responder, eles vão precisar de um comandante e só você pode fazer isso

Ela riu, um riso que percorreu os ossos de todos ali

—Recuso

De repente o gosto metálico preencheu sua boca e o chão frio era pressionado contra seu rosto enquanto alguém torcia seu braço

—Sua majestade esta lhe oferecendo uma segunda chance sua assassina de merda e você retribuindo rindo de sua generosidade?!

Ela tentou levantar o rosto sem sucesso

—Mate-me se é o que deseja, mas me recuso a me ajoelhar quanto mais trabalhar para um rei que se finge de protetor de seu povo enquanto usa uma coroa incrustada de joias de cada vida que ele tirou, aliás, esse trono foi manjado ha muito tempo, acho que a inutilidade é de família não é?

Com um grande suspiro ele se levantou e se agachou ao lado dela

—Deveríamos apenas matá-la majestade

—Mas ele não vai, vai, majestade? Não e sabe por quê? Porque precisa mais de mim do que qualquer um nessa sala, se meus termos fossem você morto e mil moedas de ouro, estaria feito, Barom

Ela ronronou o nome do homem que se manteve calado esperando por uma resposta de seu rei, o silêncio tomou conta do enorme salão enquanto ele voltava para o seu trono sem dizer uma palavra

—Nos deixe a sós

—Majestade!

—Levem todos daqui e nos deixe, ou vai desafiar uma ordem direta de seu soberano?

—Não... Como vossa majestade desejar

As portas foram mais uma vez fechadas e apenas os dois permaneceram na sala.

Essa foi a primeira vez que eles viram sua capitã, imponente e fria desde o começo, ninguém sabe o que aconteceu naquela sala, que tipo de acordo foi fechado, mas algo a fez aceitar aquilo. Tinha dezessete anos na época, agora com dezenove comandava as pessoas mais temidas do continente

Rick, um ladrão extremamente ágil de vinte oito anos, abandonou a família pela “carreira” e se tornou o autor do maior roubo já visto entre as dinastias; Francis, um mercenário aposentado de quarenta e quatro anos, que apesar da idade mantêm a beleza, graciosidade e com grandes habilidades acumuladas de suas viagens bancadas pelos serviços muito bem feitos, o mais velho e responsável; Alcazar, quarenta anos e nenhum traço de velhice fora alguns cabelos brancos, um matador sem um pingo de culpa ou sentimento, conhecido por não falhar, até mesmo seus contratantes o temiam, é quieto, porém extremamente sanguinário; Alícia, vinte e quatro anos de puro treinamento para transformar ódio e perda em habilidades, assassina e imediata, era cortesã, mas por revolta matou a própria senhoria e seguiu o caminho que realmente lhe convinha, bela e trapaceira, extremamente perigosa, conhecida como Rosa Sangrenta; Por último e mais perigosa, aquela que mantêm todos esses monstros na linha sem um pingo de esforço, ela jamais permitiu que alguém visse seu rosto além dos quatro e as pessoas que estavam naquele salão, mas fora isso era conhecida apenas como morte cinza, porque a última coisa que seus inimigos viam, era o brilho de sua lamina e por fim seus frios e belos olhos, Lizzy, a Capitã e a mais nova e a melhor assassina criada por monstros, um verdadeiro demônio, é isso o que ouve a todo o momento, uma garota tão fria quanto letal.

Um grupo composto pelos piores de suas categorias conhecidos como a Cavalaria Negra, porque por onde passavam, a Morte os acompanhava, temidos e idolatrados pelo povo Solli, a magia podia tê-los abandonado, mas naquele reinado de pesadelos e monstros a Morte parecia uma boa companheira, era o único Deus com quem podiam contar, então aqueles eram seus representantes para aquele povo. Nesse momento estavam indo em direção ao oriente, sua majestade jamais permitiu que fossem tão longe de seu reino ou supervisão, mas após dois anos parte de sua confiança havia sido conquistada pela capitã, agora todos estavam em seu jogo.

Notas finais
E então, o que estão achando? Espero que tenham gostado, até o próximo capítulo, vejo vocês lá!