Notas iniciais
Aproveitem!

John, um rapaz muito novo, com apenas dezenove anos, mas vasta experiência em combate. Era um dos guerrilheiros da Guarda Imperial, que havia acompanhado o rei na fatídica e fracassada missão à Losche, onde no lugar da cidade monumento e símbolo de paz e prosperidade encontravam-se ruínas e destroços de onde não se imaginaria que a felicidade poderia existir. Viu-se em toda aquela confusão silenciosa, observou mulheres e crianças jogados no canto de ruas, completamente desfigurados e mutilados. Por outro lado uma fogueira ardente consumia o que restara da tropa que acompanhara Gabriel.

Estava deitado ao lado de uma construção em quebrada, uma taberna e uma hospedaria. Acordou sozinho e levantou-se devagar com uma dor forte na cabeça, causada por um golpe poderoso de uma clava dos Wantos que o deixara tonto a princípio, e logo depois sentiu latejar um ferimento não muito fundo na perna, o qual improvisou uma atadura com um pouco de pano rasgado de sua camisa.

Caminhara por horas, sentindo sua virtude secar pela frustração de não ter cumprido o juramento de proteger o rei com sua vida. Buscava alguém que pudesse ajudá-lo, ou simplesmente saber que não estava sozinho.

Com uma espada em mãos e com ouvidos atentos a qualquer ruído estranho. Cambaleava nos buracos das ruas, tropeçava em corpos estendidos, queimados e putrefatos por todos os lados. Alguns de Wantos, a maioria de amigos ou companheiros de farda. Entrava em cada beco pungente e sentia sua esperança se esvaindo ainda mais.

— Tem alguém vivo aí?! – Gritava, cada vez com mais desespero e desamparo.

Correu por horas, gastou toda a energia que ainda tinha. Até achar o primeiro amigo que ainda falava. Roger Duddly, um companheiro quatro anos mais velho, porém menos ágil e inquieto. Tinha um corte muito feio no braço, mas poderia sobreviver.

— Amigo, consegue levantar? – Perguntou John, com preocupação e o medo de aquele ser o último homem salvo daquela guerra.

— Ajude-me. – Roger se apoiou em seu braço, e pela primeira vez olhou em volta percebendo a gravidade da situação de Losche – John... – Então se calou

— Eu sei. – Disse John em reposta.

— Seu pilantra, como conseguiu ficar vivo? – Insistiu, se esforçando para lembrar o que ocorrer horas atrás.

— Não me lembro, levei uma pancada forte na cabeça e acordei sozinho do outro lado da cidade.

Sua expressão de culpa se acentuava e fora percebida pelo amigo. Roger usou o braço que não estava ferido para dar algumas batidas leves nas costas de John como um consolo inútil, depois disse apenas:

— Vamos pegar um cavalo e voltar rápido para a capital antes que mais desses voltem. Deve haver ao menos um neste inferno.

Os dois avistaram ao longe a bandeira prateada com uma coroa de louro no centro que indicava a aproximação dos exércitos de Nigtan, a típica bandeira azul anil com uma coroa cravada por espadas largas em bronze que indicava a Guarda Imperial e a bandeira vermelha e preta com o brasão de uma harpia, a da Evas Invicta. Um pouco mais afastado do grupo, um garoto corpulento, mas visivelmente iniciante na arte da guerra, com uma armadura fina e vestes de couro que indicavam uma classe mais elevada. Era Leonard, que com muito esforço convencera Patrick a o levar para ajudar Gabriel.

Guarda Imperial era apenas um nome simbólico, pois Aschë não tinha um Imperador. Ela ficou conhecida assim pelo populacho que associavam o poder do reino ao antigo Império Assinio, que durou anos antes de uma terrível guerra que separou um dois reinos menores, que foram depois separados — por disputas civis e de tiranias — em todos que eram conhecidos atualmente.

Os dois homens esperaram a aproximação do grande grupo. Liderados por Patrick Cronin, Argame Zilles e William Campbell – Líder da Evas Invicta.

— O que aconteceu? – Perguntou Patrick, vendo John e Roger vagando pela estrada sem mais nenhum companheiro. Inicialmente com um susto, mas depois retomou a calma que lhe era comum e muitas vezes confundida com frieza ou descaso ou desinteresse. – Quais são os seus nomes e suas Legiões?

— Eu sou John Peeckman, da Guarda Imperial. – Com uma pequena reverência quase deixando o braço de Roger escorregar.

— Eu sou Roger Duddly, da Evas Invicta. – Com o mesmo cumprimento de John.

— Onde estão os outros soldados e o Rei, estão lá dentro? – Perguntou Argame, com tom urgente explicito na voz grave.

— Todos mortos até onde saibamos, não encontramos ninguém que ainda esteja respirando. – Respondeu John, com uma voz de lamento e um sentimento vazio.

— Fiquem os soldados todos aqui! – Ordenou Patrick, inclusive a Leonard que espreitava atrás do grupo tentando ouvir.

Argame, Patrick e William entraram na cidade, junto com John. Roger ficara junto à cavalaria onde seu corte começou a ser tratado, mas sem muito sucesso e ele acabou sem o antebraço.

Dentro dos portões de Losche, os três estavam chocados com aquela primeira visão. A impressão era que algo muito pior do que uma guerra havia acontecido. Algo além de um massacre. Um tipo de praga maligna que destinou todos que ali estavam à algo ainda pior do que a morte.

Argame desceu do cavalo e foi andando. Pulando os corpos um por um, desviando das poças de sangue e afastando lâminas quebradas, vasculhando a visão desordeira até que viu um brilho singular em meio ao cinza de corpos carbonizados e o vermelho vivo de chamas. E seguindo sua visão, viu a brilhante armadura que todos que a viam conheciam tão bem. Aquela armadura das forjas ricas e das minas profundas de Aschë, reluzente como o ouro, forte como o diamante, e leve como uma manta de seda. Aproximou-se dela e se abaixou.

— Cronin, venha aqui. – Disse com sua voz quase gutural.

Patrick se abaixou e viu também. O corpo de Gabriel Hawklight – o homem a quem Aschë pertencia e sem ele talvez mergulhasse em ruínas – estava ali, largado e entregue à morte, sem cabeça sobre o pescoço, com sangue empoçado manchando o chão arenoso sob seu peito.

— O que está acontecendo? – Perguntou William.

Argame virou o corpo que poderia ser do Rei, deixando agora a brilhante armadura refletindo a luz do Sol.

— Que diabos vocês querem me mostrando isso? – Perguntou William, com seus costumeiros modos grosseiros e impulsivos, mas se negando a admitir a morte de Gabriel.

— Olhe essa armadura, e as armas que fazem parte dela– Explicou pacientemente Patrick.

— Senhores. – Chamou John. – Acho que descobri o que estão procurando.

William virou-se e viu o que o rapaz olhava fixamente. A cabeça do Rei estava ali, cravada em uma lança de metal junto a outras como se fosse um troféu... Uma lembrança que ficaria marcada na memória dos que a viram.

—Quem foi que fez uma atrocidade dessas? – Perguntou William.

—Quem mais se não Karyl?– Respondeu Argame – Aquele maldito, quando eu encontrá-lo vou esfolá-lo, deixar a carne apodrecer e oferecer–lhe aos abutres e dar seus ossos a meus cães. Que os demônios cuidem da alma podre daquele desgraçado.

— Depois pensamos no que vai acontecer com Karyl – Disse Patrick – Agora é hora de pensarmos o que acontecerá conosco. Aschë está sem governante, Leonard, Ariel e Tuomas estão sem pai e o reino está sem referência. E nós estamos sem líder.

— Porque não montamos um funeral? – Sugeriu John.

— Bem óbvio isso, garoto, muito obrigado! – Vociferou William. – Mas como? Aschë fica a alguns dias de viagem.

—Vamos levá-lo para a capital, lá preparamos melhor as coisas. Elene mais que ninguém precisa saber o que aconteceu e ter apoio. – Disse Patrick com ar pesaroso enquanto se virava de volta ao grupo de homens.

Sendo assim, eles montaram rapidamente algo que pudessem levar o corpo do falecido Rei junto de sua cabeça. Cobriram o cadáver com uma manta feita de linho simples e a prenderam a uma carroça que seria puxada por dois cavalos de tração pesada.

Patrick foi incumbido de manter Leonard afastado e prepará-lo para o anúncio de tal infortúnio. Argame, antes de sair de vez da cidade, juntou um tanto de flores em campos próximos a estrada principal, e as posicionou no antigo portão de Losche.

— Que eles voltem em paz para as mãos do criador, sabendo que seus deveres foram bem cumpridos e que morreram lutando pela dignidade não só de suas almas, mas também de seu povo.

Os soldados restantes saíram acompanhados pela carroça que levava o corpo de Gabriel IV, numa caravana fúnebre e melancólica. Leonard tentava abrir espaço por entre os homens que lhe cobriam a visão.

— O que está acontecendo? – Berrava o jovem, sendo gentilmente ignorado. – Meu pai estava aqui? – Insistia.

Parou de gritar quando viu a espada reluzente do rei, com seus inconfundíveis detalhes em rubi reluzente no pomo, a chappe feita em metal leve e sua lâmina afiadíssima feita pelas forjas ardentes, mas agora ondulada e cheia de falhas e sulcos pela violenta e truculenta batalha.

— Conversamos quando chegarmos à capital garoto. Temos muito que falar. – Dizia-lhe Patrick com a serenidade e com os eufemismos que julgou serem necessários para acalmá-lo.

Embora já tivesse entendido o que estava acontecendo, Leonard preferiu não acreditar, e só pensar algo quando soubesse com certeza o que se passava, na verdade ele não sabia o que pensar. Gabriel fora além do melhor pai que lhe coubesse ser, seu ídolo, seu melhor amigo e agora, seu mártir.

A caminhada de volta fora pior, mais lenta e conturbada do que qualquer outra jornada que os soldados já fizeram. O inverno rigoroso que se aproximava deixava pedras escorregadias, rios com uma fina camada de gelo e o ar mais seco do que qualquer fornalha de lenha. Era como se o fato do Rei estar morto ao lado de todos aqueles que lhe foram leais, causava até mesmo a natureza um luto severo. Os dias eram cinzas e as noites eram sombrias.

Passaram-se seis dias de viagem, o cheiro de podre estava sendo sentido por todos que viajavam ao lado do corpo. Mesmo a temperatura fria não impediu que a natureza levasse aquilo que temporariamente emprestou. Cada parte da pele do antigo Rei já estava entrando em estado de necrose, sendo consumida por vermes e se transformando em meros restos daquilo que um dia já andou pelo mundo.

Os acompanhantes da viagem ainda estavam muito longe da Capital, e soltavam fumaça pela boca por causa do frio das montanhas. A carroça com o cadáver seguia com muita dificuldade pela estrada esburacada. Ela balançava muito e por várias vezes, eles tiveram que segurar o corpo para que ele não caísse.

Eles estavam passando por uma longa ponte, umas das muitas que existiam cruzando grandes vales com neve derretida passando com velocidade no meio das montanhas. O cominho era o pior, de madeira que parecia podre e extremamente frágil, mas era o mais rápido para quem queria evitar a decomposição. Todos passavam com passos leves pelas tábuas. Patrick ouviu barulhos, que aumentaram e ficaram mais rápidos.

— Corram para o fim da ponte! – Gritou. – Essa porcaria vai cair!

Todos deixaram tudo para trás e correram, como que por instinto, em direção à beirada que eles estavam indo. Dois não conseguiram chegar, e a ponte ruiu com o peso fazendo muito barulho, deixando a gravidade levar o que estava em cima dela para a água forte que corria muito abaixo. A madeira da ponte, dois soldados, a carroça e o corpo do antigo Rei Gabriel IV foram levados enfim pelo desejo da natureza de pegar de volta o é seu.

***

Demoraram mais cinco dias para chegar à Capital. Leonard estava arrasado por estar voltando para casa sem seu pai para lhe fazer um funeral digno, mas se sentia melhor de não estar carregando um homem morto.

Argame andava como um derrotado. A passos largos e pesados que demonstravam toda a decepção de ter perdido. De ter falhado no dever de levar Gabriel para Aschë, onde a rainha, Elene, e os filhos, que agora governariam o reino, se despediriam do homem que lhes servia de exemplo.

Avistar a Capital não foi uma coisa boa para todos, mas com certeza era reconfortante. Willian, que adorava se vangloriar pelos feitos incríveis e contar histórias, não falou sequer uma palavra durante todo o caminho, se contendo em muitos momentos para não soltar alguma besteira.

Todos caminharam pelas ruas devagar, no mesmo ritmo do restante da viagem, esgotados e deprimidos. As pessoas olhavam, a maioria sabia de onde eles vinham e o que estava acontecendo. Percebendo a expressão no rosto daqueles que voltavam alguns se preocupavam, ainda mais quando viam que o Rei não estava os acompanhando.

Na entrada do castelo, passaram pelo portão aberto e foram até as escadas, onde Elene já esperava. Provavelmente ela já sabia da chegada deles.

— Gabriel ficou lá para ajudar? – Perguntou, sem saber.

Leonard ameaçou chorar, mas se conteve para parecer mais forte. Ele não entendeu, mas parou protelar e mandou Ariel e Tuomas irem para dentro do castelo.

Argame tomou a frente, junto com Patrick e Willian.

— Senhora Rainha, o Rei foi morto pelo governante de Rhotrus, Karyl. Tentamos trazer seu corpo para que fosse realizado um funeral pela família e pelo povo, mas uma ponte que estávamos atravessando ruiu e levou o corpo de Gabriel, junto com mais dois companheiros de batalha.

Elene parou, não expressou reação, apenas se manteve impassível e com a face muito séria, sem querer que o filho a visse com fraqueza.

— Senhora… sei que os acontecimentos são recentes, mas a lei determina que Leonard deva assumir o mais rápido possível por que a senhora é a viúva do Rei, e não pode governar. – Disse Patrick, sem ser grosseiro e nem sensível, mas parecendo novamente um pouco frio.

Ela acenou com a cabeça, ainda sem reagir com tristeza, mas com o coração quebrado em vários pedaços.

O funeral não teve caixão, obviamente, mas sim a inauguração de uma estátua estranha em homenagem ao antigo Rei, que ficou no cemitério da Capital, numa área reservada a reis recentes.

A estátua era de bronze, do mesmo tamanho de Gabriel, com a armadura igual a que ele estava vestindo no dia da morte e a espada do rei que Argame tinha levado com ela, que ficava com o cume na mão dele e a ponta apoiada no chão.

***

Meses depois, Leonard ainda estava demasiadamente abalado, mas já bem mais recuperado da trágica e heroica morte do seu pai. Marcou uma festividade para aliviar toda a tristeza do reino e disfarçar a leve crise econômica que arrastava o reino.

Antes das festas, Patrick havia assumido a liderança do reino. Passava horas tentando reorganizar as forças militares e arrumar a hierarquia dentro da política do estado. Treinar novos soldados para a Guarda Imperial passou a ser uma das prioridades.

Apesar dos claros perigos e riscos, os jovens estavam cada vez mais procurando a academia militar da cidade, que por dia, formava dezenas de soldados, alguns dele muito fortes, que durariam poucos minutos numa guerra de verdade, mas já era uma ajuda válida.

Os recursos agora estavam destinados a duas coisas, condições melhores para os guerrilheiros e a reconstrução das cidades destruídas, especialmente aquelas estrategicamente posicionadas. Patrick ensinava a Leonard mais sobre como era o trabalho de um Rei e como agir diante de crises como aquela. O rapaz aprendia rápido, mas não sabia muito bem como colocar em práticas tudo que via nos livros de economia e política, sem falar em história e filosofia.

Patrick abriu mais duas forjas estatais, que trabalhavam dia e noite fabricando armas e armaduras sob medida para os soldados, além de construírem também marcenarias, que montavam dezenas de diligências de passageiros e de cargas.

Os rapazes e moças mais brilhantes foram colocados para estudar e trabalhar para o reino. Alguns eram capazes de fazer metais leves e maleáveis. Outros faziam misturas explosivas ou incendiárias, que poderiam ser usadas como armas em bombardeios. Leonard tentava aprender de tudo um pouco, aquela fora uma área que gostou muito, mas preferiu manter distância, por segurança.

Durante os festejos, lançaram-se chamas aos céus. Elas iluminaram os tetos das casas ao redor do palácio. Coloriram de verde e vermelho as copas das densas árvores da floresta que servia de proteção contra o calor do verão, além de fazerem muito barulho.

As pessoas estavam amando aquilo. Leonard tinha um forte desejo de se provar, mas não maior do que o de seu irmão, Tuomas. Ele, mesmo com apenas dois anos de idade, adorava provocar quem estava quieto, mostrar que também podia ser poderoso e persuasivo. Leonard subiu no palanque que fora construído a frente ao trono ainda vazio.

— Meus amigos! – Chamou. Todos olharam diretamente para ele e se fez um silêncio tão gritante quanto o correr de um rio seco – Embora ainda choremos a morte de meu amado pai, há muito que ser feito – Fez uma pausa de efeito, seu nervosismo era evidente quando ele mexia as mãos exageradamente. – Eu já sei como, precisamos tomar atitudes para que possamos viver uma vida melhor do que a que vivemos agora.

As pessoas aplaudiram. Leonard tentou voltar a falar, mas os barulhos aumentaram e ele decidiu se manter calado. Agora com sons e gritos muito altos, todos em um uníssono quase perfeito, a frase que os cidadãos clamavam era clara.

Rei Leonard. Rei Leonard. Rei Leonard.

Leonard não sabia o que fazer. Havia perdido as palavras e seu medo de aparecer em público veio à tona. Patrick se levantou e chamou a atenção das pessoas.

—Acho que ele não sabe o que dizer! – Brincou, todos riram. – Veremos se ele será assim na hora de escolher a rainha.

Leonard estava agora vermelho como as pimentas mais fortes do norte de Aschë. Ele sentia seu rosto queimar e tinha vontade de se esconder atrás das cadeiras, sorrindo sem graça.

— Pelo que pude ouvir, o novo rei foi escolhido. – Disse, pegando a coroa de ouro reluzente, cravejada de diamantes e rubis. – Rei Leonard, venha aqui. – Ele permaneceu parado, até perceber que Leonard estava tão amedrontado que seus pés não saíam mais do lugar.– Acho que terei de ajudar.

Patrick levou a coroa até a cabeça de Leonard, que a abaixou quase imperceptivelmente. A plateia fazia um silêncio incrível. Quando a coroa pousou na cabeça do novo rei, todos pularam e gritaram "vivas". Bandeiras tremulavam e mais chamas eram lançadas, em elegantes explosões que tomavam os céus e seus ouvidos.

Na plateia, Leonard viu a jovem Kristin, filha de Argame. Uma linda moça, muito diferente de seu pai. Seus lábios eram finos e rosados, sua pele tinha uma textura jovem e macia, como a seda, cabelos louros espalhados em leves ondas até um pouco abaixo dos ombros davam aos olhos verdes muito claros uma combinação de beleza, simplicidade e nobreza maiores do que a de uma formosa Fênix. Ao olhá-la, Leonard não pode conter uma risada leve, e um fervor maior ainda na face.

Devo estar parecendo um ridículo. Pensava.

Notas finais
Próximo capítulo em 07/01/2018.