A Dimensão dos Sonhos.

13 6 meses de pura paz


Notas iniciais
Gente, meus dias de postagens estão uma bagunça, peço desculpas se faço vocês esperarem demais, sinto até vergonha sabendo que a história já está até pronta! Vou começar a postar mais ou menos uma vez por semana, espero que estejam gostando!!

–O que foi? Perguntou Alexandre ao ver a amiga sorrindo daquele jeito.

–Vem aqui. Ela murmurou baixinho em seu ouvido e ele a seguiu:

–O que foi? Retornou a perguntar ele.

–Fui até o meu quarto e fiz uma oração pedindo perdão a alma de Lucia e quando terminei uma brisa atravessou meu rosto e eu posso jurar que ouvi um obrigado.

–Você tem a alma muito boa Fer, pode ter certeza que o senhor ouviu o seu pedido. Ambos sorriram e voltaram até a sala de jantar.

Mais tarde, os adultos ficaram na sala e os adolescentes foram até o quarto de Fernanda:

–Brry! Que Frio! Murmurou Duda. – Porque só está frio no seu quarto?

Alexandre e Fernanda se entreolharam e Fer deu de ombros:

–Aqui é mais frio mesmo.

Todos vestiram casacos, o quarto dela estava realmente bem gelado.

–E aí Fer, rola algum filme de terror, nossos pais não parecem que vão terminar a conversa tão cedo.Lucas perguntou.

Fer abriu uma porta de seu guarda roupa e tirou de lá uma caixa enfeitada cheio de filmes, ela pegou uma caixinha dentro dessas , roxa onde estava grampeado com pedrinhas a palavra Terror e tirou os filmes de lá dentro espalhando os pela cama.

Lucas,Pedro,Kelly e Duda praticamente se atiraram em cima da pilha eles amavam filmes de Terror, Carol sempre muito curiosa acompanhado por Vitor estava xeretando os outros filmes da amiga, Fer,Gabi,Alexandre e Miguel estavam em um outro canto, tirando a cama do lugar, ajeitando a TV gigante e colocando os colchões no chão, enquanto os meninos terminavam o serviço, Fer e Gabi foram até a cozinha pegar refrigerantes e bolachas:

–Que entreolhares foi aquele entre você e o Alexandre?

–Que entreolhares?

–Aquele de quando nós entramos no quarto e Duda tremeu de frio.

–Não é nada.

Gabi parou Fer e olhou com aquele olhar: Eu te conheço há três anos Fernanda , não minta para mim.

Fer suspirou e falou baixinho:

–Naquela hora em que eu fui para o quarto, eu pedi perdão para o Senhor e pude jurar sentir uma brisa falando obrigado.

–Em perdão a alma de Lucia?

–É.

–Entendi, nunca mais me engane sua danadinha, achava que só porque começou a namorar agora vai se livrar das amigas?

–Nem se eu quisesse, eu não conseguiria.

Elas riram na volta com pacotes cheios de bolachas e garrafas de refrigerante, o filme eleito pelo clube do Terror tinha sido Atividade Paranormal 5, elas se deitaram apagaram as luzes e começaram a assistir, uma sessão cinema digna de ficar na história.

O próximo dia era uma sexta, Fernanda acordou cedo e foi para a escola, ela e as amigas na saída iriam ir para a chácara da vó de Fernanda, onde passariam o final de semana inteiro, ela mal podia esperar, as aulas passaram ligeiramente e tudo foi as mil maravilhas na saída.

Alexandre tinha ido passar o final de semana na casa de Miguel então, nada de meninos, aquela casa de uma senhora de idade virou uma balada a noite, Alice até dançava Ai se eu te pego com Duda, era Hilário !!!

O final de semana e as próximas semanas passaram voando, nem as provas incomodavam o grupo de amigos, cada final de semana um ia na casa do outro, tudo estava perfeito no sentido mais verdadeiro do mundo.

No mesmo tempo em que os assuntos escolares não preocupavam, algumas coisas tiravam Fernanda e Gabi que era a única que sabia do sério, a mediunidade de Fernanda estava ficando cada vez mais forte, começou no dia em que Lucia morreu e cada vez mais ela foi ficando mais forte, Fernanda não sentia frio, e quando estava por perto seus amigos sentiam como se ela fosse uma fogueira, ela conseguia entender palavras que não viam de lugar algum, ao mesmo tempo que sentia sensações estranhas que ninguém mais sentia, seus sonhos tinham significados mágicos, o lago onde ela e Alexandre se conheceram, peixes feitos totalmente de luz, campos floridos e quilômetros de lava que não queimava seus pés.

E sempre que elas procuravam ajuda profissional, nada explicava aquelas reações, tudo era misterioso demais.

Naquele ritmo não demorou muito para as férias chegarem, no último dia de aulas eles repassaram telefones e prometeram sempre se ligarem, inclusive de fazerem um tour, meninos na casa de Alexandre, meninas na casa da avó de Fernanda.

Férias comuns para qualquer adolescente se eles não soubessem o que viria depois...

Notas finais
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