A Devoradora
4 Capítulo 4 - Incentivada
Notas iniciais
Falta de tempo e vontade master : /
Porém decidi voltar ao Nyah! E retomar minhas histórias.. desculpem pela demora.
Espero que gosteem ;)
Bjoos
Semanas haviam passado e eu não conseguia entrar em contato com Nyny, o único meio que eu tinha de saber sobre ele era a mídia, porém não era o meio mais seguro.
Eu me lembro de quando Nyny e eu começamos a sair, a mídia toda falava que eu era uma vítima de câncer que estava se aproveitando da doença para tocar o coração do famoso Edward Sweeny. Graças à Deus, algumas semanas depois meu cabelo e cílios e sobrancelhas não caíam, e os intrometidos acabaram descobrindo que eu não era vítima de câncer, eu apenas era voluntária na área.
O que me perturbava mais, era que nada fazia sentido. Como pode alguém estar tão apaixonado num dia, e no outro simplesmente se apaixonar por outra pessoa?
Edward não era assim. Ele não iria começar a sair com uma garota só porque é fã dela, ele sabia muito bem a diferença entre pequenas obsessões de fãs de um amor de verdade.
Eu estava ficando cansada de toda aquela história, eu queria simplesmente esquecer que eu havia tido alguma coisa com Edward e começar a tocar minha vida pra frente. Porém o estrago havia sido grande aqui dentro, eu realmente estava apaixonada por ele, e então comecei a entrar em depressão. Não queria mais comer, quebrei todos os espelhos da casa para não poder mais olhar para meu rosto ou para meu corpo que eu considerava horrível, não saía mais de casa e não atendia mais o telefone, nem entrava na internet.
Eu me refugiava em meus desenhos, minha arte era meu mundo.
Naquela tarde, como de costume, eu me sentei em meu sofá e comecei um novo projeto, era diferente de todos os outros, obscuro. Havia um céu lindo, azul e tranquilizador, com pássaros voando e cantando. Porém do canto superior esquerdo surgia uma grande nuvem escura, derramando dor em forma de água, puxada por um grande corvo que gritava espalhando terror.
De repente eu ouvi a campainha tocar, olhei no olho mágico. Era Lily. Suspirei de alívio e abri a porta.
Fui recebida com um grande abraço de alívio:
– Anne! Ah meu Deus, não faça isso! Olhe só você, está se decompondo! Vim te salvar, você não pode mais fugir do mundo.
– Não Lily, não. Eu não quero ser salva. Apenas... Apenas me deixe aqui.
– Não, que tipo de amiga seria eu se fizesse isso? Olha, eu sei que é ruim e tudo o mais, mas o melhor jeito de sair da depressão é sair! Vamos, fiz seu prato favorito: Torta de frango com salmão ao molho branco. Você vai comer, se arrumar e...
– Lily, eu agradeço o que está tentando fazer por mim, mas...
– Mas nada! Vamos, se apresse, comprei os bilhetes da primeira fila para uma apresentação de ballet. Sei que você adora ballet.
Eu odiava quando ela fazia isso, saí da casa da mamãe justamente porque não aceitava receber ordens. Mas eu sabia que ela estava certa, para poder melhorar eu precisava tentar.
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