A Descoberta do Segredo
1 Capítulo 1
- Isso é uma péssima ideia!
- Olha só quem resolveu falar! Você devia aceitar de uma vez, se tivéssemos escolhas melhores aquele seria o último lugar que eu gostaria de voltar.
Afirma Liliana minha mãe enquanto dirige, apesar de no começo ela brincar dá para ver a tristeza e desanimo que ela tenta esconder.
Encostada a janela do carro olho a paisagem mudando frustrada.
- Eu sei mãe, mas ....
Olho para ela tentando achar palavras.
- Podemos encontrar outro lugar certo? Tipo se existem vampiros em Phoenix deve ter outro lugar com lobisomens também né?
Vejo ela segurando o volante mais forte.
- Você sabe muito bem que não tem, não temos opção filha! Depois do que aconteceu com você e seus irmãos vocês precisam disso. Estou fazendo isso pensando no melhor para vocês.
Bufo frustrada me lembrando daquele dia infeliz.
FLASHBACK:
- Luna tem certeza é seguro voltar sozinha?
Pergunta minha amiga Ana me olhando preocupada e para o deserto da rua.
De certo modo a culpa é minha, estava me sentindo mais irritada que o normal. Fui para a casa dela tentando espairecer e ficamos até tarde comendo e vendo filmes.
- Tenho sim amiga, nem se preocupa eu consigo voltar para casa de olhos fechados!
Me exibo orgulhosa com ar de brincadeira e consigo o efeito que queria ela começa a rir e me chama de Idiota.
- É melhor você me avisar quando chegar em casa!
- Sim senhora!
Faço posição de sentido já indo embora.
- Cai fora!
Escuto ela gritar rindo atras de mim.
No caminho me sinto observada, isso se torna cada vez mais forte, assim como fedor intenso de lixo em decomposição.
- Deus como fede!
Reclamo alto já aumentando a velocidade dos meus passos, quando estava para passa em frente a um beco sinto alguém me puxar pelos cabelos e me lançar forte contra o muro no fim do beco.
Escorrego pela parede em um baque surdo gemendo de dor, com minha vista embaçada e tentando me erguer. Olho para frente e vejo em frente ao beco um homem pálido com olhos vermelhos me olhando com malicia.
Desnorteada toco na minha têmpora sentido algo molhado, olho para minha mão e vejo meu sangue.
- Você não sabia que é perigoso andar desacompanhada no escuro garotinha?
Escuto o homem desconhecido falando com deboche olhando para o sangue na minha mão com desejo.
- Não se aproxime!!
Grito me levantando com dificuldade e sentindo minha raiva aumentar.
Ele anda devagar me olhando como se eu fosse uma presa.
- Eu tenho observado você a algum tempo, sempre andando tão confiante. Tão bonita e jovem... De fato, a presa perfeita!
Em segundos ele me ergue na parede pelo pescoço com uma mão, foi tão rápido que parecia ser uma ilusão.
Seguro seu braço que me estrangula enquanto e3stou no ar chutando-o, mas ele nem se move parece ser feito de pedra. Com a outra mão puxa minha mão ensanguentada fazendo pingar meu sangue em sua boca.
Entro em pânico, mas logo sinto uma onda de calor intenso no meu corpo. Sinto a raiva me dominar e meu corpo começa a tremer.
O desconhecido de olhos vermelhos me olha com suspeita me soltando.
No chão daquele beco sujo e escuro sinto uma dor intensa quase me levando a loucura, grito de dor quando meus ossos começam a quebrar e se alongar assim como meus músculos aumentarem, a dor é tão intensa que fica tudo vermelho.
Antes de apagar escuto um uivo longo de lobo e o grito do homem em agonia.
Quando volto a mim estou olhado para o cadáver do homem estraçalhado em vários pedaços, mas o estranho é que ele não tem sangue, de fato parece feito de pedra.
Sinto uma sensação de prazer pois no fundo eu sei que fui eu que fiz aquilo.
Mas quando me movo me sinto estranha, estou em quatro patas, olho e ando cambaleando ao redor em pânico, logo escuto um grunhido e fico estática quando olho para uma poça suja ao lado e vejo um lobo preto com olhos azuis intensos me olhando.
Tento gritar, mas sai novamente o mesmo grunhido quase um uivo então percebo que aquele lobo sou eu. Fico em pânico sem entender andando em círculo naquele beco. Sem opções me sento no fundo daquele beco imundo e tento me acalmar.
Acaba funcionado sinto um ardor em todo o meu corpo e meu corpo muda de volta a forma humana, me levanto da posição agachada que eu estava, logo tento me cobrir quando percebo que estou completamente nua.
Tento achar minhas roupas mais só vejo o resto do que um dia foram, totalmente rasgadas.
O fato deu conseguir enxergar isso também é estranho, mesmo na escuridão daquele beco consigo ver muito bem.
Logo vejo minha bolsa ao lado enquanto vasculhava, para minha sorte só a alça tinha rasgado, mexo nela rapidamente e encontro meu celular em desespero.
Ligo para meu irmão tremula.
- Diogo!? Me ajuda rápido!
- O que aconteceu mana!? Esquece me diz onde você tá! Vou agora te buscar com David.
Escuto ao fundo a voz do meu irmão David perguntando o que aconteceu, nervosa digo onde eu estou e que preciso de roupas.
- Para que droga você precisa de roupas?
Ele me pergunta confuso.
- Só traz logo! Eu tô desesperada aqui okay!?
- Tá bom! Me espera ai, a gente já chega.
FIM DO FLASHBACK
- Nem fale mãe! Ser surpreendido com a visão da minha irmã nua me causa pesadelos até hoje!
Meu irmão Diego fala em tom brincalhão no banco de traz.
- Otário!
Reclamo dando um tapa nele já rindo.
- Mas ele tem razão irmã! Você tem que ter um pouco de piedade dos seus irmãos, tem coisas que nunca devem ser vistas.
David continua com um ar sério, mas sem conseguir esconder a diversão no olhos.
- Seus pirralhos!
Levanto um punho e ameaço os dois na brincadeira.
Logo o carro se enche de risadas com minha mãe rindo junto das nossas implicâncias mostrando um ar mais relaxado.
Isso até passarmos pela placa de Forks, como lembrete de onde estamos.
É unanime, todos mostramos expressões desanimadas, minha mãe até tenta fingir estar bem com a voz animada.
- Enfim chegamos! Uma nova vida nos espera, pode ser bom né?
Diz ela nos olhando rápido ainda dirigindo.
- Está mais para vida nova infernal.
Retruco irritada tentando me controlar.
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