A Descoberta Da Semideusa

17 Minha conversa com o centauro.


Notas iniciais
Estou de volta com mais um capítulo, espero que gostem.
Boa leitura ;)

–Olha Malu, parece com a ilha dos seus sonhos. Aquela que você falou. — disse Leandro e eu olhei para ele com uma cara que dizia claramente "Você não podia ter ficado com o bico calado?"

– Como assim " com a ilha do seu sonho" Malu? — perguntou o Jeff e eu não vi outra opção senão falar sobre os sonhos que vinha tento com tal ilha, porém não falei nada sobre a coruja mutante gigante que aparecera. Todos os campistas ficaram me olhando de um jeito estranho, inclusive Quíron que chegara ali de repente, ele mexia em sua barba enquanto começou a falar.

– Creio eu que seria melhor se eu pudesse conversar melhor com a Malu na Casa Grande, sinto que vocês estão meio que intimidando ela. — falou Quíron e eu suspirei.

O centauro saiu a galope e para eu poder conseguir alcançá-lo tive de correr atrás dele. Quando chegamos a Casa Grande eu respirei fundo para tentar recuperar o fôlego. Enquanto isso Quíron subiu a escada da varanda e se dirigiu até uma caixa de metal com rodas e que aparentemente não cabia muita coisa nela, mas ainda assim Quíron sabe-se-lá-Zeus-como sua parte equina na caixa. Assim que ele conseguiu esse feito, pernas humanas cobertar por um cobertor grande de lã apareceram e a caixa passou a se parecer com uma cadeira de rodas motorizada.

– Por favor, siga-me — falou ele entrando na casa, eu subi as escadas e entrei na casa logo atrás do centauro motorizado.

Quíron parou na sala e quando cheguei ao local logo atrás dele vi que o sr. D estava ali. Quíron indicou o sofá aonde eu podia me sentar, e como eu não queria irritar muito o cavalão, me sentei no sofá.

– Agora Malu, eu estive conversando com o sr. D e ele me disse algumas coisas interessantes... coisas sobre você — disse Quíron inclinando-se um pouco mais para frente e com um sobressalto percebi o que o centauro queria dizer.

– Você contou a ele? — falei ao sr. D querendo esganá-lo de repente.

– Bem eu tinha que contar baixinha, era para a sua segurança — disse Dionísio bebericando sua Coca Diet.

– Baixinha é a...

– Malu — cortou Quíron e suspirou. — Bem, o sr. D fez o certo. Eu vinha sentindo uma presença muito forte no acampamento, então quando falei com o sr. D ele confirmou minhas suspeitas. — terminou de falar o centauro recostando-se em sua cadeira de rodas.

– Está bem, bom agora ambos sabem a aberração que eu sou, então por que me chamaram aqui? — perguntei ao Quíron, mas não foi ele que me respondeu.

– Porque não é nada bom saber que você sonhou com a Ilha de Creta. — disse Dionísio.

– Ilha de Creta? Ela não devia estar tipo, sei lá... na GRÉCIA? — perguntei sem entender mais nada.

– De fato, mas veja só garota. A Ilha de Creta desapareceu a muitos anos e o fato de agora ela ter aparecido no Estreito de Long Island, não é nada bom. — falou Quíron fazendo uma garra por sobre o peito e o puxando para fora. Um gesto para afastar o mal, presumi.

– Mas o que diabos essa budega toda tem a ver comigo? — perguntei.

– Até agora não sabemos, mas por hora não vamos falar nisso. Agora Malu me conte exatamente sobre os seus sonhos com a Ilha — disse Quíron e eu lhe contei tudo, até mesmo sobre a coruja mutante gigante.

– Bem a coruja só pode ser Atena é claro, ela ADORA aparecer como essa aberração. — falou Dionísio revirando os olhos.

– Ei não fale mal das corujas, eu gosto delas o.k.? — falei semicerrando os olhos enquanto olhava para o deus do vinho.

– Está bem Coruja Júnior, vou me lembrar disso. — disse ele e eu fiquei com medo.

– Os dois, por favor sosseguem. — disse Quíron revirando os olhos. — Bem Malu não sei o que posso lhe dizer agora, a coruja como o sr. D disse certamente é Atena, mas o resto... eu não sei. Sinto muito.

– Não, tá tudo bem Quíron, será que posso ir agora? — perguntei.

– Ah claro, pode ir. Se soubermos de algo, ou seu você descobrir algo, por favor, venha nos informar. — disse Quíron.

– Claro sr. Quíron. Até mais ver esntão. — falei ao Quíron, então olhei de má vontade para Dionísio. — E até mais para você também.

Saí da Casa Grande e sem mais lugares para onde eu quisesse ir, decidi voltar para a praia. Quando cheguei lá novamente vi que haviam poucos campistas por ali, dentre eles estavam Taina, Rafael, Renato, Leandro e Victor que estava sentados juntos. Fui até eles me sentando perto do Rafael e do Victor.

– E então Maria? O que aconteceu lá? — perguntou a Taina.

– Ah não foi nada Smufert, foi só mais uma conversa rápida, nada de mais. — falei dando de ombros tentando parecer mais calma do que estava, mas olhei para Rafael, Renato e Leandro com uma cara que dizia claramente "Precisamos conversar".

– Bom se não foi nada de mais vamos aproveitar o resto do dia como se nada tivesse acontecido certo? — falou o Victor e todos concordaram.

– Está bem, vamos fingir que nada disso aconteceu. — murmurei baixinho para mim mesmo parecendo mais mal-humorada do que o de costume, encostei minha cabeça no ombro do Victor e fitei o mar deixando meus pensamente vagarem tentando não pensar na estranha Ilha que surgira.


Notas finais
Espero que tenham gostado, até a próxima :D