A Descoberta Da Semideusa
6 Fazendo novos amigos
Notas iniciais
Depois que saí do chalé 11 fiquei me perguntando aonde realmente devia ir, não conhecia muito os locais do acampamento, muito menos os campistas dali e me perguntava se conseguiria me encaixar em algum lugar naquele acampamento. Andei por um tempo pela área dos chalés e a todo tempo via campistas passando por ali ou sozinhos ou conversando com alguém mais sempre que passavam por mim apenas sorriam ou acenavam com a cabeça, mesmo sem nem mesmo me conhecer ainda. Vai entender o pessoal desse acampamento. Mas também havia algumas pessoas que simplesmente passavam apresadas por mim com suas espadas na mão e iam em direção a arena, então imaginei que iriam lutar. Como muitas pessoas estavam indo para a arena resolvi ir também, afinal não tinha nada a perder e pelo o que a Heve havia me falado as lutas sempre eram muito legais de se ver. Ao chegar na arena percebi que havia uma arquibancada ao redor do local aonde duas pessoas lutavam, a arena ao estilo grego antigo e isso não me surpreendeu em nada. A arquibancada não estava nem cheia nem vazia, havia uma quantidade razoável de pessoas ali assistindo a luta, enquanto me dirigia a arquibanda e sentava em um lugar um pouco afastado dos demais, foi então que prestei realmente atenção as pessoas que estavam lutando. Eram dois garotos isso era claro, logo reconheci o Nico lutando mais o outro garoto não sabia quem era, ele tinha cabelos castanho claros mais na luz certa parecia um pouco louro, sua pele era clara e ele parecia saber lutar muito bem com uma espada e um escudo e era muito mais ágil do que eu podia imaginar. A luta havia prendido minha atenção mais do que eu podia imaginar, Nico havia tentado uma estocada seguido de um corte de cima para baixo na barriga do garoto, mas ele conseguiu desviar desses dois golpes e ainda conseguiu empurrar Nico para trás com o seu escudo e o Nico quase perdeu o equilíbrio com isso. Mais de alguma forma ele conseguiu derrubar o outro garoto em um pequeno momento de distração, quando ele havia perdido o equilíbrio fingiu mancar uma vez como se estivesse machucado e o garoto hesitou, então foi ai que o Nico deu um chute nas pernas dele e o fez cair, ele botou a ponta de sua espada na garganta do garoto e sorriu.
–Olá — falou alguém de repente ao meu lado e isso me assustou.
Olhei para a pessoa que falara e percebi que era um garoto que parecia ser bem mais velho do que eu, mas a sua voz o entregara. Apesar de ter um corpo bem definido como se fosse bem mais velho, ao escutar sua voz percebi que ele devia ter apenas uns 12 ou 13 anos. Ergui uma sobrancelha me perguntando o que haviam feito com aquele garoto para ele parecer seu tão velho assim.
– Ah... olá. — falei educadamente, não queria deixá-lo no vácuo, por mais que a ideia fosse tentadora.
– Ei desculpe ter chegado assim, não queria te assustar. — falou ele fazendo uma careta — Ah e a proósito, eu sou o Shankar, filho de Ares. E você é a...?
– Malu, ainda não sei quem é minha mãe — falei dando de ombros tentando parecer um pouco indiferente.
– Ah entendo, indeterminada ainda né? Sei como é isso, mas não se preocupe logo você vaai descobrir quem é sua mãe — falou ele e pelo visto devia estar tentando me animar.
– É eu espero que sim — falei dando de ombros, não queria ficar mais naquele assunto então resolvi fazer a pergunta que mais queria fazer agora. -Então, quem é aquele garoto que estava lutando com o Nico, o filho de Poseidon?
– Ah, era o Gabriel filho de Atena, ele conseguiu ser muito ágil com a espada e tudo o mais né? — falou ele sorrindo um pouco
– Sim, me perguntei como ele consegui fazer aquilo, mas pelo visto no final ele acabou perdendo. Mais isso não é ruim. -falei calmamente e percebi que as pessoas que estavam assistindo a luta já estava saindo dali.
– É não é tão ruim assim perder, mas quando se é filho da Deusa da Sabedoria e das Estratégias em Batalha as vezes perder pode ser ruim — falou ele.
– Como assim? Quer dizer que os filhos de Atena não sabem perder? -falei, não sei porque mais ao escutar o que ele disse fiquei um pouquinho irritada.
– Não, não é isso. É só que as vezes eles não aceitam muito uma derrota — falou ele e eu apenas revirei os olhos.
– Ninguém nunca gosta de perder, já se perguntou que talvez eles se sintam assim ,por que afinal devem treinar muito e quando perdem ficam meio decepcionados? — falei, não me perguntei da onde havia tirado isso pois eu também não sabia.
– Ah tanto faz -falou ele e percebi que estava encerrando o assunto. — Então quando foi que você chegou?
– Cheguei hoje, a algumas poucas horas eu acho. -falei meio confusa pois não fazia ideia de quanto tempo já havia se passado desde que eu chegara ali.
– Você já viu então o acampamento? — perguntou ele
– Sim, a Hevelyn, filha de Atena, me mostrou alguns lugares mais não paramos em nenhum deles. — falei dando de ombros.
– Ah então vamos, eu te mostro o acampamento e assim te apresento a algumas pessoas. Você tem que se enturmar. -falou ele e não pude deixar de fazer uma careta.
–Olha é sério Shankar, eu posso me enturmar depois. Não precisa fazer isso, na verdade estava indo dar uma volta no lago — falei me levantando, e logo sai andando.
Não que eu não quisesse me enturmar, mas é que ele estava sendo gentil de mais e isso nem sempre significava coisa boa.
–Ah não, não é nada de mais e na verdade estava indo para o lago também — falou ele dando de ombros enquanto andava ao meu lado.
"É parece que não tenho sorte mesmo", pensei comigo mesma.
– Ah então está bem, então a quanto tempo você está no acampamento? — perguntei
– Estou aqui a muito tempo — falou ele, mas aquilo não havia sido uma resposta exata a minha pergunta.
Continuei andando em silêncio com o Shankar ao meu lado em direção ao lago, era meio estranho andar ao lado de um filho de Ares e também era um pouco intimidador mais isso não me dava tanto medo assim. Sabia que Ares era o Deus da Guerra então eu esperava que seu filhos fossem mais agressivos ou algo assim, mas Shankar estava com uma expressão totalmente neutra e não dava para saber ao certo se ele estava com raiva, feliz ou até mesmo entediado naquele momento. Vários campistas passavam pela a área comum a todo o momento, não pude deixar de notar que a maioria levava ou uma espada presa a sua cintura ou um arco e uma aljava as costas. Isso para mim era meio estranho mais percebi que para eles isso era muito normal. Não fazia ainda nem um dia inteiro que estava longe dos meus amigos e meu pai, eram apenas algumas poucas horas mais ainda assim era estranho estar ali sem eles, para mim aquilo parecia errado.
– Malu não é mesmo o seu nome né? — perguntou de repente o Shankar.
– Não, esse é só um apelido para encurtar meu nome um pouco — falei dando de ombros.
– Malu seria abreviação de que nome então? — perguntou ele, então antes que eu pudesse responder ele falou. — Ah já sei! É Maria Luzia né?
–Não mais passou perto, é Luiza. Maria Luiza — falei revirando os olhos.
– Ah sim... Então da onde você é Maria? — perguntou ele e eu respirei fundo apenas uma vez.
– Sou de Manhattan, ah e não me chame de Maria. — falei dando de ombros e percebi que já estávamos perto do lago.
– Ah legal, você fica irritadinha quando te chamam de Maria, isso é legal. Agora sei como te irritar. — falou ele e eu tive de respirar fundo mais uma vez só para não dar um soco nele.
Nunca fui violenta, sempre fui uma pessoa muito calma mais havia certas horas em que simplesmente perdia minha paciência, mas agora estava com muita vontade de dar um soco nele e não fazia a menor ideia do que por que.
– É sério, você não vai querer me ver irritada. — falei calmamente fingindo novamente indiferença.
Assim que chegamos no lago vi que havia bem mais pessoas ali do que quando eu chegara, havia um pequeno grupo de quatro pessoas sentadas na beira do lago e parecia que eles conversavam com alguém dentro do lago, havia também algumas pessoas sentadas debaixo das árvores , conversando e rindo. Pareciam estar aproveitando o final da tarde.
– Vem Malu, vou te apresentar a alguns dos meus irmãos e a alguns filhos de Atena que estão bem ali. — falou ele apontando para um grupo de campsitas que estavam sentados em baixo de uma árvore.
– Está bem, ei espere um minuto... Filhos de Ares e filhos de Atena conversando pacificamente? Mais tipo, Atena e Ares tem uma briga muito antiga, como é possível que os filhos de tais deuses se dêem bem? — perguntei confunsa enquanto nos aproximávamos do pequeno grupo de campistas.
– Sim Atena e Ares tem uma rixa, mas isso não implica tanto assim em seus filhos. É claro a não ser que ocorra uma guerra, mas nesse momento acho que isso não vem ao caso. — falou ele dando de ombros enquanto ia em direção ao grupo e eu ia logo atrás.
Enquanto andávamos em direção ao grupo notei que haviam seis pessoas ali, duas garotas e quatro garotos. Eles estavam sentados pertos um dos outros e pareciam estar se divertindo muito com a conversa. Dois dos garotos e uma das meninas se pareciam um pouco, pude notar que seus olhos eram da cor cinza e eles se pareciam um pouco fisicamente também. A menina de olhos cinzas tinha um cabelo preto e espetado e pelo o que eu percebi era também esguia. Um dos meninos que tinha os olhos cinzas tinha o cabelo meio encaracolado e eram da cor castanho clara, quase louros e assim como a menina ele também era esgui porém era um pouco mais forte. O outro menino de olhos cinzas tinha os cabelos quase pretos mais não eram encaracolados assim como os do outro garoto, ele também era esguio e forte, com um pequeno sobressalto percebi que aqueles três de olhos cinzas só podiam ser irmãos. Olhei para a outra menina e os outros dois garotos, a menina tinha os olhos quase negro, cabelos quase loiros e compridos, os outros dois garotos também tinham os olhos quase negros, porém um deles era mais forte do que o outro, na minha opinião ele se parecia mais um armário ambulante, pois era visivelmente o mais alto e forte dali. O outro garoto de olhos quase negros também era alto e forte, porém não se parecia tanto assim com algum armário que criara pernas e saíra andando por ai, ambos tinham o cabelo preto, porém o que se parecia um armário tinha o cabelo um pouco mais rebelde enquanto o outro garoto, o com o corpo mais definido tinha o cabelo cortado em um estilo militar. Assim que os seis avistaram a mim e ao Shankar se aproximando pararm a conversa e nos olharam, as duas meninas sorriram para nós enquanto o mini armário ambulante apenas fazia uma careta.
– Ei, oi gente ! Estamos atrapalhando algo? — perguntou o Shankar, enquanto se sentava entre o mini armário e o outro garoto com os olhos quase negros.
– Ah que nada Shank, estávamos realmente nos perguntando aonde é que você estava -falou a menina dos olhos quase negros sorrindo, então voltou seu olhar para mim e por fim disse.- Vem vamos, junte-se a nós. Você é a novata que chegou a poucas horas certo?
– Hã... sim, sou eu. — falei um pouco tímida, coisa que não era muito comum, então me sentei perto da meninas de olhos quase negros enquanto ela ainda sorria para mim.
– Bem então Seja bem — vinda ao acampamento. Ah a propósito, eu sou a Camila filha de Ares, mas pode me chamar de Mila, esses são meus irmãos Led Iago e o Victor, também são filhos de Ares. -falou a Mila enquanto apontava para os dois garotos, o mini armário era o Led Iago, e o Victor era o outro garoto com o corpo mais definido.
– Ei Mila, muito obrigada por esquecer de nós. -falou a menina de olhos cinzas enquanto dava um pequeno sorriso para mim — Bem eu sou a Izzy, esses são o Júlio e o Jeferson, mas chame ele de Jeff mesmo, nós somos filhos de Atena, e você? Ainda não se apresentou, qual é o seu nome?
– Hmm... Meu nome é Maria Luiza, mas me chamem apenas de Malu — falei dando de ombros e logo suspirei baixinho, pelo visto iria passar por aquilo ainda muitas vezes.
– Ah Malu, então o que está achando do acampamento até agora? — perguntou o Led Iago enquanto eu apenas dava de ombros.
– Estou achando bem legal, já vi até uma luta. Era a luta do Nico filho de Poseidon e do Gabriel filho de Atena. -falei então olhei para a Izzy, Júlio e o Jeff — Ele é o irmão de vocês certo?
– Sim, ele chegou a pouco tempo ao acampamento mais é um bom lutador — falou o Jeff pela primeira vez, enquanto dava de ombros.
– É eu vi que ele luta bem, acho que não teria de coragem de lutar com ele — falei fazendo uma careta.
– Então aonde foi que o Shank te encontrou pra poder te arrastar pra cá Malu? — perguntou o Victor.
– Na arena, quando eu estava vendo a luta — falei e acho que minha cara foi meio engraçada pois eles riram.
Continuei ali conversando com eles, mas com o tempo apenas os escutava falar. Eles estavam conversando sobre um tal Capture da Bandeira, e algo haver com uma corrida de Bigas. E sinceramente não estava entendendo nada do que eles estavam falando, não fazia a menor ideia do que era essa tal Capture da Bandeira mais para eles devia ser algo importante, já a corrida de Bigas eu já sabia o que era. Já havia lido sobre tal coisa e sabia que na Grécia Antiga, esse era um esporte que era praticado. Enquanto escutava a conversa deles sem entender nada observava as pessoas ali no lago, havia uma menina de cabelos pretos e curtos e olhos verdes na beira do lago, ela parecia conversar com alguém dentro do lago, foi só então que notei a figura de uma garota dentro do lago. Uma naidade, é claro, isso já era de se esperar considerando o local aonde eu estava. Estava observando tudo quando vi um garoto alto de pele clara, mais clara do que o normal, chegar ao lago. Ele não era atlético, nem tampouco era gordo. Seus cabelos eram negros e quando o vi se aproximar do grupo de pessoas aonde eu estava notei que seus olhos eram igualmente negros assim como seus cabelos.
"Negros como a noite", pensei comigo mesma nem sei bem por quê.
Enquanto ele se aproximava o continuei observando e notei que seu rosto tinha um formato um pouco triangular, e seu queixo era um pouco mais fino do que o resto do rosto, e suas bochechas eram maiores do que devia ser. Ele usava um sobretudo preto por cima de sua calça jeans preta e sua blusa também preta, ele se aproximou do pequeno grupo discretamente e falou um oi em tom baixo para todos ali e se sentou ao lado do filho de Ares Victor. O mesmo apenas cumprimentou o garoto de preto apenas com um acenar da cabeça e logo voltou a conversar com seus irmãos. Apenas dei de ombros e voltei a fitar o lago.
– Olá. — falou alguém de repente ao meu lado, e ao olhar para ver quem era percebi que era o garoto todo de preto, ele possuía um leve sotaque italiano
.-Ah, olá. — falei um pouco surpresa pois eu pensei que ele nem havia me visto ali.
– Então você é novata né? — perguntou ele e eu apenas suspirei.
– Sim, cheguei hoje a algumas horas atrás. — falei, é eu estava certa. Pelo visto ainda ia escutar muito a pergunta sobre eu ser novata ali.
– Ah então sendo assim, prazer eu sou o Jow filho de Hades, e a sua graça é? — perguntou ele, e tive de respirar fundo para segurar a súbita vontade que eu tive de rir naquele momento.
– Meu nome é Maria Luiza, mas me chame de Malu. Ainda não sei quem é minha mãe. — falei logo enquanto apenas dei de ombros.
– Ah sim, então ainda não foi reclamada. Suponho então que você seja reclamada na fogueira esta noite. — falou ele. — Então o que está achando até agora do acampamento?
– Estou achando bem legal, principalmente as pessoas daqui. Até agora achei todos muito legais. — falei dando de ombros enquanto olhava para o pequeno grupo no qual eu estava a pouco tempo.
– Hmmm...
– Que foi? — perguntei meio confusa.
– Ahã? Ah nada não... Mas então Maria você deve estar meio confusa com tudo o que está acontecendo né? Quer dizer de uma hora pra outra você descobre que é uma semideusa, isso nunca é fácil — ele falou e por um momento me perguntei se ele já havia tido essa conversa com os outros campistas novatos antes.
– Sinceramente? Não me sinto tão confusa assim, tanto quanto me senti ontem mesmo quando ainda estava com os meus amigos. Sabe, descobrir que eu sou uma semideusa não foi assim tão difícil quanto eu esperava que fosse, não estou confusa, na verdade estou mais aliviada. — falei dando de ombros, me sentindo um pouquinho melhor por estar conversando com alguém sobre isso.
– Aliviada? Como assim Maria? Acho que não entendi — falou ele, pude notar que estava confuso.
– Aliviada porque eu sempre soube que não era uma garota normal como as outras, no fundo sempre soube que havia algo diferente comigo. Ah e por favor não me chame de Maria e sim de Malu. — falei enquanto fazia uma careta.
– Ah sim, acho que agora eu entendi Maria. — falou ele e notei que ele estava mesmo tentando me irritar ao me chamar pelo o meu nome.
– Argh! Você é meio irritante assim mesmo é? — perguntei.
– Geralmente não, só com alguns novatos que me agradam. — falou ele e eu não tive a menor ideia do que ele queria dizer com aquilo.
Estava prestes a revidar falando algo o que com certeza iria prolongar aquela estranha conversa mais então olhei para o grupo de pessoas com o qual eu estava conversando e notei que eles estavam se levantando e saindo dali. Apenas o Shankar e o Victor continuaram ali e ao que me parecia os dois estavam me esperando, olhei novamente para o Jow e ele nem parecia se importar. Apenas suspirei, então escutei uma espécie de concha soar ao longe e fiquei confusa. O que será que isso queria dizer? Jow apenas se levantou e enquanto limpava suas roupas falou.
– Bom até mais Malu, te vejo na fogueira. — falou ele e saiu caminhando por um lugar aonde havia muitas sombras, quando eu olhei novamente ele tinha simplesmente sumindo.
Me levantei e limpei minhas roupas, não fazia a menor ideia de para onde os outros haviam ido, então fui até os filhos de Ares Shankar e Victor esperando que eles me explicassem algo pelo menos.
– Para onde foram todos agora? — perguntei a eles.
– Foram para o Pavilhão — Refeitório, está na hora do jantar. — falou o Shankar.
– Ah sim, pensei que aqui todos comiam a hora que quisessem — falei dando de ombros enquanto saía do lago andando ao lado dos dois filhos de Ares.
– Não, o Quíron gosta de reunir todos para jantar e logo após vão todos para a fogueira ou dar uma volta antes o toque de recolher, que devo acrescentar que a maioria não respeita. — falou o Victor.
– Bom esse Quíron, você quer dizer que é o mesmo Quíron das histórias? O que treinou todos aqueles heróis? — perguntei a eles.
– Sim, é ele mesmo. — falou novamente o Victor.
– Nossa isso é... um pouco estranho. — falei fazendo uma careta — Mas então aonde fica mesmo o pavilhão — refeitório?
– Vem a gente te leva até lá Malu — falou o Shankar e logo fui andando atrás dele junto de seu irmão.
Não sabia como havia conseguido fazer algumas amizades apenas em meu primeiro dia naquele acampamento, mas sabia que com certeza aquelas pessoas iriam me ajudar. Enquanto andava notei que aquele lugar era mesmo um pouco calmo, mas sempre com vários semideuses andando para lá e para cá isso era meio difícil de notar. Continuei andando com os filhos de Ares em direção ao Pavilhão -Refeitório e ao chegar lá acompanhada por eles notei que naquele lugar haviam 12 mesas de pedra e percebi que em cada mesa representava um chalé. Os filhos de Ares Shankar e Victor foram se juntar a seus irmãos logo após de se despedir de mim, então fui em direção a mesa aonde havia visto que o Caíque estava sentado. Ao me aproximar notei que havia além do Caíque dois meninos e uma menina. Os garotos se pareciam com o Caíque, então só podia ser seus irmãos, já a menina tinha cabelos louros mais também se parecia um pouco com os garotos e notei que ela também era irmã deles. Me sentei ao lado da menina e logo comecei a conversar com ela e descobri que seu nome era Mylena, e o nome dos garotos era Andriel, que preferia ser chamado de Andy, e Gilson. Fiquei conversando com eles até que por fim, Quíron em sua plena forma de centaurou apareceu. Ele deu alguns pequenos avisos, como por exemplo, que o Capture da Bandeira e a Corrida de Bigas estavam próximos, então agradeceu as Deuses e começou o jantar. Mas antes todos foram até a fogueira e jogaram algo para seu pai ou mãe, como eu ainda não sabia quem era minha mãe joguei um pouco da minha comida na fogueira para Hermes, assim que voltei para a mesa com os outros do chalé 11 jantei calmamente com eles, mas também ria um pouco pois o Caíque a toda hora fazia alguma brincadeira. Nunca pensei que fosse me sentir tão em casa assim como me sentia ali, de alguma forma sabia que aquele acampamento seria meu novo lar e eu não tinha problema algum com isso.
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