Notas iniciais
Fiquei um tempo sem escrever, mas aqui estou eu novamente com mais um capítulo. Espero que gostem...

Assim que vi o trio entrar em minha casa não pude evitar de pensar comigo mesma.

Ah cara isso ai já é perseguição.

Mas eu sabia que aquilo não era perseguição, as palavras que meu pai havia dito ainda ecoavam em minha cabeça, ele falara que iria me contar a verdade sobre a minha mãe e sobre mim. Eu queria era mesmo saber apenas de minha mãe, pois afinal de contas eu já sabia quem eu era, uma garota normal e irritante que estava na estranha fase da adolescência. Os três entraram sem dizer uma palavra e se sentaram no outro sofá enquanto meu pai, ainda meio tenso, se sentava ao meu lado e passava o braço protetoramente ao redor do meu ombro, parecia que ele queria me protejer de algo do qual eu não fazia a menor ideia do que era. O silêncio continuou por mais alguns minutos, aquilo estava começando a ficar incômodo pois eu queria que alguém falasse alguma coisa logo. Que me explicasse o que estava acontecendo, pois toda aquela situação estava me deixando mais confusa ainda. O garoto que estava usando o capuz se mexeu, ele parecia estar meio desconfortável e me perguntei porque ele não tirava aquele capuz. Olhei para meu pai em busca de respostas mais ele apenas me olhou e nada falou, olhei para o trio, a garota me olhava fixamente com seus olhos cinzas e me perguntei se era assim que eu ficava quando encarava meus amigos, a resposta logo veio. Sim, era exatamente assim que eu ficava. Sem conseguir mais ficar sobre toda aquela tensão respirei fundo e por fim falei.

–Está bem, o que está acontecendo aqui? Quem são vocês? Que verdade é essa que você tem que me contar pai e que lugar é esse que você falou? — as perguntas saíram meio atropeladas umas pelas outras, mas ainda assim dava para entender.

Tinha muito mais a perguntar mais por hora iria me conter até que eu entendesse o que estava acontecendo. A garota se mexeu ao lado do garoto que estava sem casaco, e me continuou a me olhar fixamente não sei porque mais aquilo de algum modo me incomodou um pouco, mas então ela falou e a sua voz era exatamente assim como em meu sonho.

– Nos desculpe por toda essa confusão, mas isso era realmente preciso, você não faz ideia do perigo que está correndo agora. Não queremos lhe deixar mais confusa do que você já está, ah e a propósito, eu sou a Hevelyn, este é o Nicollas e este é o Brandon. — falou ela enquanto apontava para cada um deles.

Olhei para cada um deles, Brandon era o garoto de casaco e o Nicollas era realmente o garoto que eu havia visto no Central Park. Me perguntei como ela sabia que eu estava confusa, afinal estava tentando não deixar transparecer minha confusão. Tinha várias coisas que eu podia ter falado, mas é claro do jeito que eu sou a única coisa que falei foi.

– Dá pra perceber que eu estou tão confusa assim? — falei e percebi que o Nicollas tentava não rir. — Ah e a propósito Hevelyn, eu me chamo Maria Luiza, mas me chame de Malu. — acrescentei.

– Não, não dá pra perceber que você está confusa, mas é que é fácil para mim perceber algumas coisas. — falou a Hevelyn calmamente e acrescentou — Ah e nos sabemos que você não gosta de ser chamada pelo seu nome, seu pai já nos avisou disso.

– Como é? Meu pai? Ah é sério me expliquem logo o que diabos está acontecendo aqui antes que eu fiquei maluca! — falei tentando não parecer irritada demais.

– O que você sabe sobre Mitologia Grega? — perguntou o Nicollas falando pela primeira vez, sua voz também como no meu sonho.

– Sei o básico, e mais algumas outras coisas. Como o nome dos doze deuses mais importantes e também sei o nome de alguns outros. Sei mais sobre a história dos Doze Deuses do Olimpo, ou o Conselho Olimpiano se assim preferir. — falei dando de ombros. — Por que?

– Você sabe que antigamente alguns Deuses tinham casos com mortais e desses casos nasciam os semideuses certo? — perguntou o Nicollas.

– Sim, sei disso. Mas que importância tem? — perguntei sem entender muito aonde ele queria chegar.

– Então se nos dissermos que somos filhos de tais deuses, você acreditaria? — perguntou a Hevelyn

– Como é? Você está me dizendo que todas as histórias sobre os deuses não são histórias? É tudo verdade e que vocês são filhos de deuses? — perguntei, aquilo com certeza só podia ser uma piada.

– Sim, parece que você entendeu. Somos semideuses, bem eu e o Nico somos. O Brandon é um sátiro na verdade... — falou a Hevelyn.

Eles eram semideuses? Que tipo de brincadeira era aquela? Olhei para meu pai e ele apenas balançava a cabeça concordando com tudo o que era falado, sua expressão era bem séria.

– Ah qual é?! Corta essa! — falei, mas de repente comecei a me perguntar se aquilo não era mesmo verdade.

– Então você não acredita hein? Está bem, parece que teremos de provar. — falou o Nicollas e então ele pegou uma garrafa de água em sua mochila e a abriu. Ele virou a garrafa e eu me perguntei porque ele estava querendo molhar o tapete, mas em vez da água cair normalmente ele meio que controlou a água e a fez tomar a forma de uma esfera. Pensei que a minha reação iria ser chocada ou algo assim, mas para a surpresa deles e para a minha própria surpresa eu fiquei muito calma.

– Está bem, agora eu acredito. — falei ainda calma.

– Nossa isso realmente foi fácil — falou a Hevelyn, mas logo deu um pequeno sorriso.

–Bom, já que você e o Nicollas são semideuses, vocês são filhos de quem? — perguntei, já tinha uma vaga ideia de quem o Nicollas era filho mais ainda queria saber de quem a Hevelyn era filha.

– A Hevelyn é filha de Atena, a Deusa da Sabedoria e das Estratégias em Batalha, já o Nico é filho de Poseidon, o Deus dos Mares. — falou o Brandon pela primeira vez, e eu apenas assenti e meu pai suspirou ao meu lado enquanto eu me perguntava qual deusa seria a minha mãe, olhei para o meu pai e ele logo soube o que eu queria saber, apenas balançou negativamente a cabeça e falou.

– Sinto muito querida, mas você mesma vai ter que descobrir sozinha quem é sua mãe. Quando ela voltou ao Olimpo eu prometi a ela que não contaria a você de que ela é sua mãe, você vai ter que ir para o Acampamento e esperar ser reclamada. -falou meu pai e eu fiquei confusa.

– Acampamento? Que acampamento? — perguntei para ninguém específico.

– Se lembra de que alguns minutos atrás eu falei que eles iriam leva-la para um lugar seguro? — perguntou meu pai e eu apenas assenti com a cabeça e esperei ele continuar. — Bem querida, você irá com eles para esse Acampamento, no caminho eles vão te explicar melhor as coisas — falou ele.

– Então isso quer dizer que eu tenho de ir agora? — perguntei meio desanimada, mas não foi meu pai quem me respondeu e sim o Nicollas.

– Sim Malu, acho melhor você ir arrumar suas coisas. — falou ele.

– Está bem, eu já volto. — falei suspirando e fui para o meu quarto.

Sabia que aquele talvez seria o único momento que eu etia sozinha para poder pensar, as coisas tinham mudado drasticamente durante o dia, naquela manhã eu havia acordado para ir para o colégio e depois das aulas havia saído com meus amigos como em qualquer outro dia, e agora eu havia descoberto de que era filha de alguma deusa olimpiana. Por que essas coisas estranhas só aconteciam comigo hein? Enquanto me peguntava mentalmente aonde era essa tal acampamento para o qual eu ia, fui arrumando minhas coisas. Tinha uma mochila de viagem ali em algum lugar, levei algum tempo até finalmente acha-lá então finalmente comecei a guardar minhas roupas nela e alguns dos meus calçados também. Depois de algum tempo tinha botado sabe-se-lá-como todas as minhas roupas dentro da mochila junto com a maioria dos meus tênis, e ainda meu coturno também. A mochila que eu usara para ir para o colégio estava na sala e meu notebook estava lá dentro, apenas dei de ombros, então peguei a mochila de viagem que estava um pouco pesada e voltei para a sala. Meu pai conversava baixinho com a Hevelyn o Nicollas e o Brandon, mas assim que eles me viram a conversa parou, suspirei por um momento e falei.

– Bom, estou pronta.- falei olhando para eles.

– Acho então que já está na hora de irmos — falou o Brandon se levantando e indo para perto da porta.

– Ei Malu, deixa que eu levo isso pra você — falou o Nico e eu apenas concordei passando a imensa mochila para ele e tentei não rir quando ele quase caiu no chão por causa do peso.

Peguei minha mochila que eu usei para ir ao colégio naquela manhã e a botei nas costas, ali dentro estava a maioria dos meus aparelhos eletrônicos e acho que meu pai já havia descoberto isso. Ele se levantou e veio até mim e me deu um abraço bem apertado e falou baixinho para mim.

– Espero que você fique bem minha pequenina, e não se preocupe em breve sua mãe lhe mandará um sinal — falou ele e logo me largou.

Eu apenas assenti e a Hevelyn pegou minha mão, ela devia entender como eu me sentia agora meio confusa e um pouco triste por ter de deixar meu pai e meus amigos. Saí da casa junto com a Hevelyn e percebi que Nicollas e o Brandon nos esperavam, olhei para o meu pai e falei antes dele entrar novamente em casa.

– Pai, por favor tente explicar as coisas para os meus amigos, está bem? — falei enquanto fazia uma careta.

–Está bem minha filha, irei tentar explicar o que eu puder a eles. — falou ele e me deu um beixo na testa então olhei para a Hevelyn e falei.

– Bom e agora, como vamos para esse tal acampamento? — pergutei.

– Vem, nós temos um meio bem prático para ir ao acampamento. — falou ela sorrindo e olhou para o Nicollas que também sorria.

– Vamos lá Malu, está na hora de você descobrir como os semideuses se locomovem — falou o Nicollas e tenho de admitir que eu não entendi muito.

Ele saiu andando com o Brandon e a Hevelyn e eu os seguimos, não sabia aonde estávamos indo, mas sabia que a partir desde moemnto minha vida iria mudar, e muito. Tinha certeza de que ela nunca mais seria a mesma.