A Descendente do Leão
3 Conversas e Varinhas
Notas iniciais
Saímos da loja, e andamos até a loja de varinhas, enquanto isso o professor explicava como era na época dele:
– Na minha época, comprávamos no Olivaras, mas agora como ele não esta mais vivo, quem assumiu o lugar dele foi seu aprendiz, Jonh, ele não é tão bom quanto Olivaras mas é um dos melhores mesmo assim.
Estávamos quase chegando quando eu olho para frente e vejo uma loja, na mesma hora quis entrar nela, ela era cheia de cores vivas e parecia que era uma convenção de crianças e adolescentes lá dentro, daqui onde estava não dava para ler o nome da loja. Acho que o professor viu para onde estava olhando, por que falou:
–Depois de comprar a varinha podemos entrar lá – depois abaixou a voz só para eu ouvir – sei que devia não devia falar isso, porque sou seu professor, mas acho que vai encontrar coisas interessantes lá dentro para sua estadia de Hogwarts ser mais.. Agradável.
Percebi que ele queria dizer outra coisa com a palavra agradável, mas não falei nada, iria descobrir assim que comprasse minha varinha, uma coisa que eu estava morrendo de vontade de fazer desde que eu acreditei que eu era bruxa. Uma varinha seria a mesma coisa que a fonte do meu poder.
Chegamos numa loja que era a menor loja daquele Beco, tão pequena que eu entrei sozinha enquanto meus pais e o professor ficaram me observando pela janela. Entrei, e vi um homem que percebi estava no auge dos seus 40. Ele estava tão ocupado fazendo algo, que não dava para ver o que era, que ele não viu que eu cheguei em sua loja, então falei:
–Licença, estou procurando uma varinha.
Ele virou tão rápido que eu me surpreendi que aquele homem, que supus ser o Jonh, não tivesse quebrado o pescoço.
–Mas é claro que está, se não o que mais estaria fazendo aqui? Sou Jonh, como Neville já deve ter falado – Ele falou tudo isso com um sorriso e bem rápido, nem deixou eu falar algo e continuou – Bom, vamos ver presumo que seja destra – assenti com a cabeça e sem nem mais nem menos ele pegou uma fita métrica e mediu meu ombro até meu pulso.
Ele parou de medir e foi até uma de suas prateleiras e puxou um caixinha não maior que meu braço retangular, e de lá pegou uma varinha, e estendeu-a para mim. Eu pensei:´ok, como eu faço isso?´Com nenhuma ideia melhor, só fiz um giro no ar com a mão, terminado o giro o vidro da vitrine pulou para fora como se estivesse cansado de ficar lá e explodiu, fazendo com que chovesse vidro por tudo quanto é lado.
Meus pais gritaram, olhei para trás rapidamente pensando que havia os machucado, me acalmei quando vi o Professor falando eles, olhei para frente e o Senhor Jonh estava rindo, espera rindo?
–Você tem muita mágica mocinha, você é um desafio pelo que parece, vai ser muito legal escolher uma varinha para você, pode me dar a varinha agora – nem percebi que ainda a estava segurando ainda, estava muito surpresa com o que tinha acabado de acontecer.
Ele a pegou da minha mão e deixou na bancada. Então pegou a varinha dele e fez com que todo o vidro fosse para a janela de novo, andou até a prateleira de novo, e puxou outra caixinha. Engoli em seco, estava com medo agora, e se eu machucasse alguém? Mas eu não podia simplesmente ir embora sem varinha, então tentando não pensar muito, espero o Senhor Jonh voltar com a caixinha e a pego.
Depois de 9 tentativas, incluindo tudo sair das prateleiras, o senhor das varinhas ir até o teto e voltar caindo no chão, eu realmente não sabia o que ele estava esperando e nem como ia ser quando uma varinha me escolhesse. E sempre que uma acabava dando errado ele falava:
– Era como meu mentor dizia, ‘quanto mais varinhas te rejeitar, mais emocionante vai ser quando achar aquela que foi feita pra você’.
Na décima tentativa, o dono das varinhas, demorou mais do que das outras vezes para voltar com uma varinha, e quando, eu esperava ser a última vez que e que finalmente eu ia sair com uma varinha, o Senhor Jonh a estendeu para mim eu hesitei, lembrando que eu disse que eu não ia pensar muito se não iria desistir, estendi mão estava quase pegando a varinha levitei, fiquei assustada no começo, mas assim que a varinha saiu da mão do vendedor e veio para minha, entendi que finalmente eu havia achado a certa. Quando voltei para o chão, de um jeito leve não igual o Senhor Jonh, o mesmo bateu palmas tão alto e forte quanto é humanamente possível, e falou:
–Fazia tempo que eu não via uma ligação de varinha e mestre tão forte, uhuul. Sua varinha tem 22 centímetros e é feita de pena de hipogrifo com núcleo de pelo de leão, muito incomum.
Depois de ter passado o choque, eu sorri em resposta ao Senhor Jonh, eu finalmente tinha uma varinha, olhei para trás e vi meus pais e meu professor me olhando com orgulho, dei a varinha para o senhor ele embrulhou e falou que ficaria entusiasmado por muito tempo e que deu 9 galeões a varinha, paguei e sai da loja.
Como o Professor Neville disse nós estávamos a caminho da loja que vi antes de entrar na Olivaras, chegando mais perto da loja vi que seu nome era Gemialidades Weasley e que agora tinha muito menos pessoas do que antes, devia ser porque estava quase na hora do almoço.
Chegamos lá e eu quase tive um ataque do coração a loja era muito grande e espaçosa e havia muitas caixas , olhei para meus pais eles estavam admirados, não passou nem um minuto e alguém gritou:
–Tio Neville! O que faz aqui? Se fosse outro professor não o senhor, eu expulsaria da loja – fiquei procurando a pessoa da voz até que vi um menino com cabelos e com olhos castanhos chegando até nós.
– Oi James, estou aqui acompanhado esses trouxas e sua filha que acabou de descobrir que é bruxa, Emily. Emily, James é filho de uns dos meus melhores amigos.
–Prazer – disse.
– Então, James o que faz aqui?
– Estou ajudando o Tio Jorge, é sempre bom ter uma ajuda extra – ele falou aquilo como se estivesse planejando algo, e que esse algo não era nada bom – Então, por que vocês não deixam ela comigo para olhar a loja e você e os pais dela vão dar uma volta?
Eu estava apreensiva, do nada um menino que eu não conheço fala para eu olhar a loja sem meus pais e sem o Professor, mas se o Professor confiava nele, eu também, eu olhei para meus pais de um jeito que eles nunca diriam não, e feito, eles deixaram, então o Professor lançou um olhar para James e continuou. Como eu nunca tive vergonha, não era agora que eu ia começar a ter, falei:
–Por que você quis mostrar a loja sem o Professor e meus pais?
–Antes de eu responder, deixa eu te perguntar duas coisas: É a primeira vez que vem aqui, certo? E você que está com o dinheiro, certo?
Não queria responder, mas a curiosidade de saber onde essa conversa iria terminar foi mais forte, então respondi:
– Sim, é minha primeira vez. E sim estou com o dinheiro, por quê?
– TIO JORGE! TEM UMA PESSOA NOVA!
–Por que diabos fez isso?
– Chamou? – perguntou um homem com cabelos ruivos, alto e com sardas.
–Essa aqui é Emily ela nunca veio aqui, filha de trouxa no primeiro ano de Hogwarts, sabe como é, em fim, dispensei os pais dela e o Tio Neville, era ele que estava acompanhado eles, para nós mostrarmos nós mesmos a loja.
–É por isso que você é meu sobrinho.
– Então, essa loja vende o que? – falei, estava cansando vendo os dois falarem de mim como se eu não estivesse ali.
Os dois viraram pra mim com o maior sorriso no rosto, e Jorge disse:
–Essa loja é a loja que todos trouxas querem, e que os bruxos queriam antes que eu e meu irmão fizéssemos. Nós vendemos doces para ficar “doente” na aula e assim matar aulas chatas, vendemos,... – enquanto ele me explicava o que ele vendia, ele ia fazendo um tuor comigo pela loja, e quanto mais ele falava eu achava que era impossível ele vender tudo isso até ele apontar para a caixa onde estava o produto.
Acabando o tour, eu falei obrigada para ele, e depois fui procurar o James que eu nem sabia que não estava acompanhando a gente do tão impressionada que eu estava. Achei-o do outro lado da loja conversando com uma menina de cabelos loiros, ela estava de costas então não deu para ver o rosto dela, não querendo atrapalhar nada sorri para ele que era para entender que o sorriso era um obrigado e ele me sorriu para mim, e fui encontrar meus pais que estavam esperando na porta da loja.
De volta na Rua dos trouxas, nós estávamos nos despedindo do meu novo professor, quando eu lembrei que eu ainda não sabia nada de Hogwarts e que eu não iria mais ver o professor, e eu acho que eu não conseguiria passar o resto de minhas férias pensando como eu fui idiota de não ter perguntado nada para ele, então tive uma ideia.
–Professor, por que você não almoça com a gente?
–É uma boa ideia filha. Venha almoçar com a gente é o mínimo que podemos fazer depois de tudo que fez por nós — minha mãe falou.
Depois que o professor disse aquelas bobagens de não querer atrapalhar, e que não seria ético almoçar com uma aluna, meus pais convenceram ele. Então fomos pra casa, enquanto meus pais faziam a comida e colocavam a mesa, eu não ajudei dei a desculpa que eu não queria deixar meu professor sozinho, mas qual é, eu estava com preguiça de ajudar mesmo e aquela hora seria perfeita para eu perguntar sobre Hogwarts. Então, comecei:
–Professor, me fala de Hogwarts?
– Claro – ele sorriu — Hogwarts é dividida em 4 casas: Sonserina, Corvinal, Lufa-Lufa e Grifinória. Na sua primeira noite no castelo, você é resignada para uma dessas casas, o como eu vou deixar você descobrir sozinha, assim fica mais legal – eu queria discutir, mas ele é meu Professor – no final do ano letivo tem as classificações da melhor casa até a pior, você ganha se sua casa fizer mais pontos, e você ganha esses pontos com as conquistas que tiverem e perdem pontos com detenções, e coisas do tipo.
–E como é lá?
–Algumas coisas são melhores descobrirmos sozinhos.
Eu ia discuti, eu não ligava se era meu professor ou não eu queria saber mais, qual era problema de me contar? Mas minha mãe nos chamou para almoçar. Durante o almoço inteiro, eu me perdi em pensamentos enquanto os adultos conversavam. Almoçamos, e o professor foi embora dando um grande sorriso para mim.
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