A Descendência Da Morte

12 Capítulo 11 - Let The Flames Begin!


Notas iniciais
CALMA! ♥ Muita calma nesse coração, muita calma nessa hora. Eu sei que vocês estão, principalmente, furiosas! VOCÊS TEM TODO O DIREITO DE ESTAREM TOTALMENTE PU**S COMIGO, OK, EU RESPEITO ISSO! Eu demorei >demais<, demais mesmo, nesse capítulo! Tudo bem, um mês, mais ou menos, eu fiquei sem o pegar. "Pq diabos vc faria isso, Luana?" podem perguntar vocês. Pura falta de tempo! Mais sempre que eu pude, que batia saudade, eu pegava esse capítulo pra escrever, com todo o amor e carinho. E o pior de tudo, é que, às vezes, quando tinha tempo, a inspiração fugia! Dava vontade de espancá-la, mas ela fugia de mim! Quando voltava, tinha que aproveitá-la... Quando tinha tempo. E essa é a vida! Demorei... 3 meses e duas semanas? M e u D e u s, vocês tem todo o direito e ainda mais de ficarem brabas. Vocês podem me xingar, me bater virtualmente, qualquer coisa, mas falem comigo. Por favor. *u* Eu vos amo muito. Fiquem comigo. ♥
Se quiserem deixar carregando: http://www.paramore.net/music/let-flames-begin e http://www.youtube.com/watch?v=q-WVjGsdZrY ~pirando em 3...2...~
Boa viagem, espero que curtam o capítulo! ;*
E, now (#quemúsicaperfa), as notinhas do Wes:
OI GENTE ASÇDLKASD~LÇSAKÇD Bom, como o Nyah! é o pior site da história, demoramos pra postar (ok, não foi só isso). Enfim, aqui estamos! Espero que gostem e... Nos vemos lá embaixo.

Pov. Autor

O carro se movia suavemente e todos estavam tranquilos. Até agora, ao menos. Cathy estava novamente adormecida no colo de Dean. Já Dean trocava entre observar meigamente a moça dormir e a linda paisagem no qual estavam. Josh cantarolava uma música qualquer e Joe estava atento a direção e a “paisagem”.

Cathy de repente começou a se remexer, e com voz sonolenta perguntou “Onde estamos?”, abrindo os olhos devagar.

Dean pega uma mexa de seu cabelo e coloca atrás de sua orelha e sussurra um “alô”. Ela encosta a cabeça novamente em seu peito. A sensação era gostosa pros dois, assim como amor fofo deles.

– Estamos perto do Lado Erie, Cathyzinha. – Joe respondeu, com um sorriso simpático.

– Bem longe de Paris... – Dean suspirou. – Queria chegar logo, sabe? Apesar de a viagem estar sendo incrível parece que nós não chegamos lá nunca! – desabafou.

– Eu também estava pensamento nisso... – admitiu Joe.

Cathy estava pensando que ela nem havia considerado aquela hipótese. Não que ela não estivesse nervosa pra chegar (pelo contrário), mas nem havia tempo para aquele pensamento lhe ocorrer.

– Acho que vocês estão paranoicos. – brincou Josh. – Vamos aproveitar a viagem!

Todos concordaram, no final. Mas o problema ainda estava em como atravessar o rio que estava no caminho de Boston. Se tivessem que pegar um meio de transporte pelo rio, teriam que deixar o carro. Mas ninguém queria fazer isso, afinal, quem dera aquele presente foi nada menos que um Deus!

– Mas ainda temos o problema do rio... – lembrou Cathy.

– Talvez Apolo tenha cuidado disso. – disse Dean. – Afinal, por mais que precisássemos sair daqui o mais rápido possível, acho que para completar toda a viagem teria que ser um avião, ou qualquer outra coisa que voa.

– Não acha que quer demais? Afinal, ele ajudou um montão já. – disse Josh.

Todos concordaram e se calaram novamente, pondo-se a pensar em um modo de sair dessa.

Então Cathy, olhando para o lado e vendo a grama no chão passar absolutamente rápido, assustou-se. – Quão rápido nós estamos indo? – perguntou.

– Vai dizer que está preocupada com isso, Cathy? – Josh debochou.

– Estou sim.

– Não se preocupe com isso, bebê, Joe é um ótimo motorista. – afirmou Dean.

O coração fofo de Cathy começou a bater numa velocidade maior do que estava indo o carro, já o lado teimoso ficou com raiva. Que historinha era aquela de bebê? O silêncio reinou novamente, tanto na resposta que Cathy procurava quanto no carro.

Mas ele foi interrompido novamente e, dessa vez, prudentemente.

– O que é aquilo?

– Aquilo o que, bebezinha do Dean? – Josh debochou. Cathy já estava ficando com raiva dele, mas era tudo brincadeira. Ele só estava tentando passar aquele clima tenso.

Ela resolveu ignorar novamente. Já aprendeu que implicar com o apelido fazia-o durar mais tempo. — Aquele risquinho no cantinho do vidro, logo ali! – ela apontou para o cantinho do pára-brisa do carro, onde havia um detalhe preto. – Vai dizer que já arranharam o carro novinho?

Josh, que era o que estava mais perto, se inclinou para observar melhor e constatou que era um passarinho em forma de “V”, como quando eles voam em rebanho lá no alto e nós só enxergamos cada passarinho apenas como um “v” pequeninho, formando um grande “V” com o rebanho todo.

– É um passarinho... – disse ele timidamente.

– Porque será teria um passarinho estaria pintado no cantinho do pára-brisa do carro? – Joseph questionou, sem tirar a atenção do volante.

– A marca do carro? – propôs Cathy.

– Mas esse carro é um Mustang, a marca dele é Ford. – afirmou Dean, fazendo que os outros ficassem meio que “como você sabe disso?”. — Eu gosto de carros antigos... – admitiu.

Cathy lembrou-se do Impala 1967 do seriado que assistia. Ela tinha uma miniatura em cima da mesinha, achava um charme.

– Que fofo! – ela disse, com a voz meio chorosa com a saudade de casa. Seu padrasto já devia ter colocado cartazes de desaparecida.

Dean a apertou um pouco mais no abraço, a aconchegando melhor.

– E aí, ainda não está explicado porque tem um passarinho pintado aqui, por mais sem importância que isso seja. – Comentou Josh, chegando mais perto do desenho. Então ele cutucou, para ver o material que foi pintado, quando...

A pintura ganhou vida.

Era isso mesmo que estavam enxergando todos os quatro? Um mínimo risquinho ficando maior, saindo de dentro do vidro, com penas de verdade? Aquilo os assustou muito, com certeza!

E então ele voou na direção de Dean, loucamente, caindo no colo de Cathy. O que então surpreendeu foi que, quando ele abriu o bico, ao invés de saírem pios, saiu palavras!

Palavras saindo da boca de um pássaro que era um desenho que acabou de sair do vidro do carro?, surpreenderam-se todos.

Foram três simples palavras. – O carro voa.

E assim foi ele explicando como deveria fazer para que o carro fizesse tal.

Sobrevoando o lado Erie ainda havia quatro pessoas completamente surpresas e encantadas. Não era mesmo que o carro voava? E o pássaro falava? Além de saber tudo de como fazer aquilo funcionar! Era um fiel escudeiro de Apolo.

Meus deuses, aquilo não parecia real! Eu estava em direção à Paris para uma escola sobrenatural num carro voador, junto com três “criaturas” míticas e um pássaro falante!, pensou Cathy. Não havia ninguém ali mais perdido que ela.

Mas ela rapidamente esclareceu os pensamentos. Aquilo é uma loucura mesmo, mas ela fazia parte daquilo, tendo como mãe Afrodite. Aquilo a fez ficar ainda mais tonta. Mas lembrou que o lobisomem que estava ao seu lado é um fofo, o vampiro que está dirigindo é legal e o olimpiano a sua frente é seu “parente”.

Aos poucos ela foi se acalmando, com a ajuda de uns goles de ambrosia dada por Dean, que afirmou que ela estava com “cara de enjoada” e um pedido de ”Por favor, não vomite”. Ela adormeceu, novamente no colo de Dean, pensando que era muito boba e sortuda por ter pessoas como aquelas...

– Acho que podemos ir mais rápido, não é? – propôs Joseph.

– Hmm... A gente já está bem rápido, é melhor ir com calma. – Advertiu Dean, sendo acompanhado por um pio de aprovação do pássaro.

Cathy acordou pensando que ia morrendo. Aliás, todos ali pensavam que iam morrer, com exceção do pássaro que estava voando ao lado tentando dizer alguma coisa não compreendida por ninguém, de tão rápido que aquele carro ia em direção ao chão.

Mas então ele viu que o desespero no rosto de todos não ia ajudar e tentou ele mesmo. Isso mesmo, o pássaro! Ele voou rapidamente até o porta-malas e picou desesperadamente – ele estava sendo afetado pelos outros! – o buraco no qual ia a chave que o abria. Ele picou tanto e com tanta força que a porta cedeu, ficando levemente levantada. Ele se espremeu pelo espacinho e abriu mais, por fim passando.

No exato momento que faltava o tempo mínimo para aquilo abrir e os salvar o pássaro apertou no botão, fazendo inchar uma espécie de air-bag gigante por baixo do carro, caso caísse dos céus. O pequeno pássaro os havia salvado da morte.

Eles estavam no solo de Boston.

***

Lá estavam eles colocando o carro no lugar, depois de um bom tempo.

– Eu não falei que não era uma boa ideia ir nessa velocidade? Agora estamos no chão novamente e deu toda essa trabalheira, tá vendo o que você fez? – A voz de Dean retumbava nos ouvidos de Joseph.

– Tô, droga! Você nunca errou? – Rebateu Joseph furioso.

– PAREM, VOCÊS DOIS! – Zangou-se Cathy. Já não era a primeira vez.

– Esse carro não estará mais em condições de voar por algum tempo, sendo assim é melhor continuar em terra até alcançarmos o Atlântico. – piou o pássaro. Continuava sendo assustador para todos ver um pássaro falante.

Cathy fechou os olhos e respirou fundo, dando um sorriso forçado. “Acalme-se, você logo estará na Escola e esclarecerá tudo isso. Isso logo vai passar e você vai voltar pra casa. Respire. Um... Dois... Três...”.

Dean franziu a testa, muito mais preocupado com Cathy do que com o carro. Ela não parecia estar reagindo muito bem. Ele separou a distância entre os dois em duas passadas, puxando-a para um abraço.

Cathy reconfortou-se em seus braços com um suspiro. Essa parte ela não queria deixar.

– Logo vamos chegar e toda essa doideira vai passar. – Dean disse baixinho, deixando um beijo em sua testa. – Apenas relaxe.

Ele colocou uma mecha do cabelo dela para trás de sua orelha e Cathy sorriu em resposta. Então pegou sua mão e os dois seguiram de volta para o carro. Dean abriu a porta da frente para Cathy e ela entrou, depois deu um selinho em seus lábios e soltou sua mão.

Joe estava escorado na frente do carro, então Dean apenas foi até lá e estendeu a mão. – Pode deixar que eu dirijo agora, ok?

Joseph apenas jogou a chave para Dean – que as agarrou e entrou no banco do motorista, então pegou a mão de Cathy — e entrou no banco de trás do carro, onde Josh já se encontrava.

E seguiram caminho.

A cidade era incrível e eles deliciavam o caminho, maravilhados. Fizeram um belo caminho pela cidade para dar uma voltinha, mesmo Joe declarando “pouco tempo”. Estavam passando perto do estádio Fenway Park, quando Josh teve uma ideia.

– Ei, que dia é hoje?

Cathy se pegou pensando em quantos dias passou fora de casa. Estava completamente ferrada.

– Acho que 21. – respondeu Joseph.

– Hoje tem jogo do Red Sox! – berrou Josh. – Nós temos que ir!

– Você tá louco? – perguntou Joseph.

– Seria legal... Eu gosto de Red Sox. – Cathy opinou.

– Pena que nós não temos tempo. – lamentou Dean.

– Por que não? – interveio Josh. – Temos a vida toda, sabe?

– Vamos! – apoiou Cathy.

– Mas... – choramingou Joe e desistiu, vencido, ao ver o sorriso de Dean.

– EBAAA! – Gritaram Josh e Cathy em uníssono, festejando.

– Será que ainda tem ingressos? – questionou Dean.

Josh fez uma cara muxoxa.

– É verdade...

– Não custa nada tentar! – disse Cathy otimista.

– Ok, ok, vamos lá. – Dean disse convencido.

***

E não é que no final conseguiram? Estavam lá eles sentados no ginásio com lugares bons, vibrando com o jogo. Josh com seu dedo de espuma, ao lado Josh com um cachorro quente e Dean e Cathy dividindo uma pipoca, de mãos dadas. Ser um ser sobrenatural tem lá suas vantagens...

Já haviam esquecido qualquer briguinha boba e quando o Red Sox marcou seu primeiro gol até Joe vibrou gritando. Então o estádio foi tomado por uma onda de palavrões com o gol do time adversário. Mas logo recuperado.

– Viva o Red Sox! – foi o berro que irrompeu de Dean.

Então veio a pausa do jogo e todos estavam sorrindo felizes. O Red Sox estava ganhando! Mas haviam esquecido a Kiss Cam, que de repente apareceu no telão. Um “oh” foi suspirado por Cathy.

E lá estava ela. Um casal de beijou na fileira abaixo deles! Oh. E então estava ali, focando em Dean e Cathy.

Cathy estava totalmente surpresa, com a mão que pegava a de Dean suando. Suas bochechas coraram e ela deu um leve sorriso. Dean estava sem reação, apenas olhando para o rosto perfeito daquela garota, iria beijá-la, ele deu um leve sorriso.

Então os dois se inclinaram um pouco mais e deram um selinho cheio de carinho e paixão, iniciando um beijo de cinema... Estavam tão fofamente apaixonados, tão cheios de amor um pelo outro, tão radiantes... O beijo ficou um pouco mais quente e um “uuhh” atravessou a multidão, então se pegaram sorrindo de novo e se separando. Cathy escondeu o rosto no ombro de Dean, envergonhada.

O resto do jogo seguiu normal, com todos divertindo-se. Josh adorava ficar fazendo pegadinhas sobre o casal, apesar de atento ao jogo.

Depois se saírem do jogo seguiram viagem, apreciando as luzes da cidade à noite. Era realmente bonita e todos tiveram uma boa impressão dela, com gostinho de quero mais.

Na velocidade que Josh ia – ele resolveu dirigir agora – logo estariam na costa. Lá decidiriam se seguiriam com o carro ou pegariam um avião...

E logo o tempo já havia passado. Uma rápida discussão resultou em continuar no carro, afinal, foi um presente de um deus grego!

Após algum tempo estavam dormindo, com o piloto no automático. Cathy estava no banco de trás junto com Dean, novamente, deitados no banco abraçadinhos — um pouco apertados. Josh e Joe estavam na frente, cada um no seu banco inclinado.

O passarinho piou baixinho, acordando de seu sono. Dean havia conseguido achar um botão para o carro ficar no modo segurança – ou seja, se caíssem, o wireless inflaria automaticamente. O que já era pra ter acontecido na outra vez!

Outra queda?

***

– Eu não aguento mais cair desse carro! – reclamou Josh.

– Como se algum de nós gostasse... – resmungou Cathy.

Eles estavam no solo de Portugal. Em outra rápida discussão – com todos cansados – foi decidido passar a noite em Portugal. Estavam exaustos.

Dean segurava a mão de Cathy, enquanto passeavam pelas belas ruas de Portugal. Como tudo ali era lindo! Haviam tido a sorte de cair em Lisboa e não conseguiam não se fascinar pela cidade.

– Acho que está bom ali, não acham? – propôs Joe, apontando para o outro lado da rua. Havia um hotel luxuoso, porém o primeiro que haviam visto.

Entraram no lugar, encantados. Tudo ali era tão fino. Como era fora de época havia quartos ainda e conseguiram dois, sob uma quantidade de dinheiro que Joseph conseguiu tirar de um caixa eletrônico. Resolveriam depois como se dividiriam (o mais difícil foi achar alguém que falava inglês). Continuavam encantados com tudo enquanto iam em direção ao quarto. Verificaram os números na porta do quarto...

– Não é aqui, oitenta e quatro e oitenta e três? – perguntou Dean.

– Acho que sim. – respondeu Josh.

Então Cathy soltou a mão de Dean e deu-lhe um selinho, depois se separou dele e entrou em um dos quartos. Os garotos não puderam fazer nada se não entrarem no outro.

Os quartos eram fantásticos. Cathy deixou sua boca formar um pequeno “o” ao se encostar contra a porta e olhar o quarto. Sua arquitetura era clássica e chique, mas não se demorou muito e correu para a porta que dava para o banheiro. Como precisava daquilo!

Chaveou a porta correndo atrapalhadamente com os dedos, depois correu até o box — o banheiro era gigante – se despindo pela caminho. Quando os pingos quentes caíram e escorreram por sua pele fria ela se deliciou com a sensação, abraçando o corpo. Depois de alguns minutos resolveu “se mexer” e tomou um banho rápido e saiu dali enrolada na toalha que havia no banheiro, igual ao outro hotel.

Suspirou cansada e simplesmente se jogou na enorme cama de casal – a única cama que havia no quarto -, indo para baixo da colcha, com preguiça de desdobrar as cobertas. Fechou os olhos e descansou... Mas a fome estava incomodando!

No exato momento em que pensou isso, ouviu uma batida na porta e Dean a chamando. Deslizou saindo de baixo da colcha. Com o coração palpitando carinhosamente caminhou em passos lentos, com a toalha curta e apertada sobre o corpo, até a porta.

Abriu um pouquinho a porta e espiou, dando de cara com um Dean charmoso de cabelo molhado todo bagunçado. Resistiu ao impulso de passar a mão por aqueles cabelos e colar seus lábios macios nos seus e simplesmente sorriu, abrindo mais a porta.

Dean sorriu levemente de volta, dando um passo a frente. Um fio ondulado do cabelo de Cathy caía do coque leve e soltinho que estava preso, dando a Dean o impulso de colocá-lo para trás de sua orelha, deixando uma mordidinha em seu pescoço. Resistiu ao impulso e simplesmente disse com sua voz meiga “Já estão servindo o jantar, não está com fome?”.

– Sim... Mas preciso de uma roupa, aquela já não aguenta mais. – respondeu com um sorriso brincalhão.

Sua roupa. Dean não resistiu e deu uma olhada de cima a baixo, quase deixando baba cair. Suas coxas grossas apareciam, sua silhueta estava marcada e o busto apertado na toalha. Ai Meu Deus.

– Apesar de resistente, é muita coisa queda de helicóptero com explosão, ataque de puma, tempestade, duas quedas de um carro voador...

– Ok, ok. – interrompeu Dean com um sorriso, não conseguindo desviar o olhar de seu corpo. – Que tal eu achar alguma coisa na loja de roupa que tem na frente do hotel? Amanhã você compra outra, pode ser?

– Claro!

– Então tá...

Dean deu dois passos rapidamente, deixando um selinho em seus lábios. Mas Cathy não resistiu e entrelaçou as mãos em cima de sua nuca, puxando-o mais para perto e começando um beijo mais intenso. Dean segurou em sua “cintura” puxando mais pra perto. E com os corpos colados um no outro, e com o desejo a mil...

Ouviram passos no corredor. Merda! Pensaram em uníssono, enquanto Cathy se soltava de Dean, e ele saía com o rosto amassado para o corredor. Cathy fechou rápido a porta, irritada. Então clareou a mente e o motivo de irritação mudou. Onde é que eu estava com a cabeça? Provavelmente em Marte, pelo jeito!

Bufou, correndo de volta para a cama e se jogando nela. Continuava irritada. Mas a realidade a chocou, e simplesmente deixou pra lá. Estava irritada? Estava, mas... dane-se. Puxou a colcha para junto de si, e tentou dormir. Mas quando viu as lágrimas estavam rolando. Ela estava com tanta saudade de casa, com tanta vontade de ter sua pequeninha nos abraços, com tanta saudade de sua risadinha. Com tanta saudade dos conselhos do padrasto, do boa sorte, dos momentos em família. Também estava tão ressentida por ter feito tantas bobagens...

O toc toc da porta a despertou e ela gritou um “já vou” meio choroso, enquanto secava as lágrimas e pulava da cama ajeitando a toalha atrapalhadamente. Caminhou até a porta e parou, respirou, e então a abriu. E lá estava Dean com seu sorriso, tirando todo o remorso.

– Aqui estão. – Disse ele, alcançando as roupas. Cathy agradeceu e lhe deu um abraço, se controlando.

– Vou me vestir, você me espera lá em baixo?

Ele assentiu e ela sorriu, fechando a porta. Colocou as roupas em cima da cama... Lá havia um vestidinho floral com um cinto já amarrado¹ e uma sandália de couro bonita, porém resistente. Um saquinho lacrado aberto pela curiosidade de Cathy revelou uma calcinha e um sutiã de renda. Safado.

Como Dean sabia seu tamanho Cathy não sabia, mas as roupas e a sandália serviram, porém as íntimas ficaram um pouco apertadas. Depois de pentear o cabelo rapidamente e escovar os dentes (tinha um pente no banheiro, assim como uma escova de dentes fechada, pasta dental, shampo, condicionador, etc.), ela saiu do quarto timidamente e desceu as escadas para o salão do restaurante.

Como tudo no hotel, chique descrevia. Tudo cheio de babados e... Cathy se perdeu quando achou os rapazes sorrindo conversando em uma mesa, e seguiu até lá. Dean educadamente se levantou e puxou a cadeira vazia ao seu lado para ela. Cathy sorriu e deixou um selinho em seus lábios.

– Você está linda, Cathy. – Joe disse meigamente.

– Verdade. – disse Josh com um sorriso de lado, acompanhado de um gole de alguma coisa que havia em seu copo.

– A namorada é minha, cavalheiros. – Dean disse brincando, e piscou para Cathy.

Cathy corou e sorriu, mexendo no guardanapo. Então prestou atenção na linda voz que ecoava pelo lugar, junto com o som de um violão. Um pequeno show acústico! Ela vasculhou o lugar com os olhos e achou uma linda garota portuguesa cantando em inglês com um levíssimo sotaque.

– Essa música não é a mesma que a gente ouviu no carro? – perguntou Cathy.


What a shame we all became

Such fragile broken things

A memory remains

Just a tiny spark

(Que vergonha o que nós todos nos tornamos

Tais frágeis coisas inúteis

Uma memória restante

Apenas uma pequena faísca)

– É, sim... Paramore. Mas você estava dormindo nessa. – Josh respondeu, sem tirar os olhos da moça que cantava e tocava maravilhosamente.

Todos ali absorviam a música, tirando um pouco de cada estrofe para si. Todos ali eram a música naquele momento. Ou, ao menos, seus sentimentos eram.


I give it all my oxygen

To let the flames begin

So let the flames begin

Oh glory

Oh glory

(Eu dou todo o meu oxigênio

Para deixar as chamas começarem

Então deixe as chamas começarem

Oh glória

Oh glória)

A garota cantava com perfeição, dando o melhor de si, deixando todos bobos.


This is how we'll dance when

When they try to take us down

This is what will be, oh, glory

(É assim que nós vamos dançar quando

Quando eles tentarem nos desanimar

É assim que vai ser, oh, glória)

– Tão... – tentou Dean.

– Nós? – Joe brincou.

– Nós. – confirmou Cathy, olhando a todos. Josh ainda estava hipnotizado com a moça.


Somewhere weakness is our strength

And I'll die searching for it

I can't let myself regret

Such selfishness

My pain and all the trouble caused

No matter how long

I believe that there's hope

Buried beneath it all and

Hiding beneath it all and

Growing beneath it all

(Em algum lugar a fraqueza é a nossa força

E eu vou morrer procurando por isso

Eu não posso me deixar arrepender

Tal egoísmo

Minha dor e todos os problemas causados

Não importa o tempo

Eu acredito que há esperança

Enterrada por baixo de tudo e

Escondida por baixo de tudo e

Crescendo por baixo de tudo)

This is how we'll dance when

When they try to take us down

This is how we'll sing, oh

This is how we'll stand when

When they burn our houses down

This is what will be, oh, glory

(É assim que nós vamos dançar quando

Quando eles tentarem nos desanimar

É assim que nós vamos cantar, oh

É assim que nós vamos aguentar quando

Quando eles queimarem nossas casas

É assim que vai ser, oh, glória)

Sem conseguir tirar os olhos da garota, e tomados em emoção, os três pegaram as mãos uns dos outros, buscando forças. A música é tão encaixada em seus sentimentos, em suas ações, em seus pensamentos e remorsos. A música é tão deles. Josh estava tão atentamente vidrado na garota que não reparou. Seus olhos brilhavam, bobamente apaixonados.


Reaching as I sink down into light (into light)

Reaching as I sink down into light (into light)

(Alcançando enquanto eu afundo à luz (à luz)

Alcançando enquanto eu afundo à luz (à luz))

This is how we'll dance when

When they try to take us down

This is how we'll sing, oh

This is how we'll stand when

When they burn our houses down

This is what will be, oh, glory

(É assim que nós vamos dançar quando

Quando eles tentarem nos desanimar

É assim que nós vamos cantar, oh

É assim que nós vamos aguentar quando

Quando eles queimarem nossas casas

É assim que vai ser, oh, glória)

Todos levantaram de suas cadeiras e o lugar estava imerso em palmas à garota imensamente talentosa, que corava e agradecia envergonhada.

Josh não se demorou na sua cadeira e foi até a garota, caminhando em passos incertos. Seu coração palpitava aceleradamente, querendo sair do peito, perfeitamente encantado. Quando viu estava sua frente, e a moça sorria levemente.

– Pois não? – ela perguntou em português, com uma voz carinhosa e envergonhada ao mesmo tempo, levando a boca para longe do microfone e mais perto de Josh, que estava a sua frente.

Josh, como bom estudante que sempre foi, falava fluentemente dez idiomas, entre eles o português. Ele não quis falar nada na recepção, pois não lembrava se seu português era tão bom e tinha medo de tentar. Mas, sinceramente, não havia como não tentar falar com aquela moça mordendo suavemente os lábios inferiores, mostrando seus dentes superiores levemente separados e dando um charme à garota. Ou então colocando as mechas do cabelo castanho que incomodavam o rosto caindo nervosamente para trás da orelha. O violão ainda estava em seu colo, e ela esperava sentada na cadeira onde tocou, com seus olhos piscando ansiosamente pela resposta de Josh.

– Poderia tocar... – ele começou, com um sotaque americano forte, mas tentando ser gentil.

– Claro. Qual? – perguntou a garota, ainda amavelmente.

– The Only Exception, da Paramore.

A garota sorriu e começou a tocar, entrando na música. Josh sorriu para ela em agradecimento e começou a caminhar em passos lentos para mesa, flutuando com seu sorriso no rosto, enquanto a música do violão retumbava em seus ouvidos.

Ele já não era tão magrinho, pois seu corpo de “imortal” – agora era como se fosse um humano, sem poderes, mas ainda tinha a característica de ser resistente — voltou a forma nesses poucos dias, seu cabelo loiro ganhou um brilho, e estava mais feliz. Chegou a mesa e puxou a cadeira, e os meninos o olharam sorrindo maliciosamente, mas Cathy apenas lhe deu um sorrisinho amarelo rápido antes de voltar sua atenção à bela moça.


When I was younger I saw

My daddy cry and curse at the wind

He broke his own heart and I watched

As he tried to reassemble it

(Quando eu era mais jovem eu vi

Meu pai chorar e xingar ao vento

Ele quebrou seu próprio coração e eu assisti

Enquanto ele tentava remontá-lo)

Uma lágrima escorreu pelo rosto de Cathy, enquanto lembrava-se do pai chorando, muitas vezes do nada, por uma palavra mal pensada – ou lembrada. Da dor que era ao falar da mãe, e da dor ao enfrentar a guerra, afogando suas mágoas. Da dor do pai. Apertou a mão de Dean, e ele puxou sua cabeça para seu ombro.


And my momma swore that she would

Never let herself forget

And that was the day that I promised

I'd never sing of love if it does not exist

(E minha mãe jurou

Que jamais se deixaria esquecer

E aquele foi o dia em que eu prometi

Que nunca iria cantar nada sobre amor se ele não existisse)


Agora lembrava claramente do bilhete que recebeu em um livro sobre mitologia que apareceu no funerário de seu pai. “E Afrodite jurou, nunca esquecerei. Pesar senti e sentirei, nunca esquecerei o que amei.”, dizia o primeiro trecho. Na época Cathy não havia dado bola... As lágrimas começaram a ofuscar sua visão, enquanto mais Dean para junto de si.

– Sh, eu estou aqui. Está tudo bem. – sussurrou Dean no seu ouvido, a acalmando. Joe e Josh estavam um pouco alarmados, mas não sabiam o que fazer.


But, darling, you are the only exception

Well, you are the only exception

Well, you are the only exception

Well, you are the only exception

(Mas, querido, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção)


Lembrava do único namorado que teve, antes da morte do pai. Ele era legal, e levou um bom tempo para conquistar seu coração. Mas agora sabia que ele não havia o conquistado verdadeiramente no momento que viu Dean. A única exceção.

– Eu sei. – ela sussurrou de volta, se acalmando. – Vamos dar um volta.

Ele levantou, tendo delicadeza com ela. Caminhando juntos, lado a lado e calmamente, entrelaçaram os dedos, dando as mãos. Cathy rumava ao quarto de hotel, com o pensamento a mil. Abriram a porta do elevador, e até lá dentro havia um radinho transmitindo o pequeno show acústico.


Maybe I know somewhere

Deep in my soul that love never lasts

And we've got to find other ways

To make it alone or keep a straight face

And I've always lived like this

Keeping a comfortable distance

And up until now I had sworn to myself that I'm content with loneliness

Because none of it was ever worth the risk


(Talvez eu saiba em algum lugar

No fundo da minha alma que o amor nunca dura

E temos que arranjar outros meios

De fazermos sozinhos ou manter a cara séria

E eu sempre vivi assim

Mantendo uma distância confortável

E até agora eu jurei para mim mesma que era feliz com a solidão

Porque nada disso nunca valeu o risco)


Cathy estava tendo sérias dúvidas se alguém não havia contratado um espião em sua vida para compor a canção, e esse pensando a fez rir. Dean olhou para ele e teve que sorrir de volta, no momento em que a porta do elevador abriu. Caminharam calmamente até a porta do quarto, e Cathy a abriu insegura. Nos corredores, os radinhos continuava transmitindo. Dean a olhava calmamente, então não se segurou e entrou dentro do quarto com ele.


Well, you are the only exception

Well, you are the only exception

Well, you are the only exception

Well, you are the only exception


(Bem, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

Bem, você é a única exceção)


– Dorme aqui hoje. – pediu ela, com a voz manhosa, sem largar sua mão.

Dean fechou a porta atrás dele, e puxou Cathy para si, entrelaçando os dedos em sua cintura. Deuses, como isso é bom! Cathy pegou o rosto delicado de Dean com suas mãos macias, o olhando nos belos olhos castanhos. Dean olhava para a perfeita combinação de verde com azul que era os olhos de Cathy, e os dois com o coração aos pulos, juntaram os lábios num beijo.

Os dedos ansiosos de Cathy correram pelo cabelo de Dean, e os entrelaçou em sua nuca, puxando-o para mais perto. Dean interrompeu o beijo, mas continuou preso a Cathy, enquanto eles caminhavam em direção à cama de costas. Dean riu quando Cathy pisou no seu pé, e Cathy o largou, se jogando na cama. Ele pulou na cama logo depois e se deitou, devagar, sobre seu corpo.


I've got a tight grip on reality, but I can't

Let go of what's in front of me here

I know you're leaving in the morning when you wake up

Leave me with some kind of proof it's not a dream, whoa

(Tenho um forte controle sobre a realidade, mas não consigo

Deixar o que está aqui diante de mim

Eu sei que você vai embora pela manhã quando você acordar

Me deixe com alguma prova de que isso não foi um sonho, whoa)


O coração dos dois batia a mais de mil por hora, enquanto mil pensamentos passavam por suas cabeças. O corpo quente de Dean contra o dela abalava Cathy, enquanto Dean tentava mal sucessivamente controlar a respiração. Encurtando a distância, os dois se beijaram, se desejando loucamente. Nos braços de um do outro, tudo era melhor.


You are the only exception

You are the only exception

You are the only exception

Well, you are the only exception


(Você é a única exceção

Você é a única exceção

Você é a única exceção

Bem, você é a única exceção)


Os dois se separaram com um selinho, ainda ficando abraçados e deitados na cama – um ao lado do outro -. Dean dá uma mordidinha na orelha de Cathy.

– Eu sempre vou estar junto com você, linda, em qualquer momento que precisar. Nunca se deixe pensar que está sozinha, pois sempre vou estar com você. Mesmo quando brigarmos, mesmo que ninguém esteja, não se deixe enganar. Eu vou estar, e isso é uma promessa. – Dean disse meigamente. – Se você deixar.

Era só isso que ela precisava.

– Obrigada, Dean. Obrigada por ser meu sol. Obrigada por estar aqui. Obrigada por ter feito-me te amar... Eu deixo. – gaguejou Cathy em resposta, com a voz embargada em emoção.


You are the only exception

Well, you are the only exception

You are the only exception

Well, you are the only exception

(Você é a única exceção

Bem, você é a única exceção

Você é a única exceção

Bem, você é a única exceção)


– Obrigado por existir, Catheryna. Obrigado por ter me feito amá-la. Eu te amo, hoje e eternamente. – ele disse, e a beijou.


And I'm on my way to believing

Oh, and I'm on my way to believing

(E estou quase acreditando

Oh, e estou quase acreditando)

Notas finais
¹ Por ser tonta, perdi o link da imagem do vestidinho rosa que ganhou! :c Porém ainda tinha a foto desse, que empataria com o que ganhou se eu votasse, então deixei esse, ok?
-
Vocês chegaram até aqui! Uh uh uh uhhhhhhhhhuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!!!!!!!111!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1 ♥33333333333333
~pulando~
O QUE ACHARAM DO CAP?!?!?!?!? *UUUUUUUUUUUUUUUUU* ♥
Apesar de gigante demora, escrever esse cap foi gostoso. Mais da metade eu inventava enquanto escrevia, e sfoksofs´[fçsáfçsaf ♥33 apenas ME DIGAM O QUE VCS ACHARAM *U*
Podem me xingar à vontade também, eu deixo. (:
E, tenho que pedir desculpa a Iza! ;-; Eu >não< consegui escrever aquilo. Juro que tentei. :c Mas vou tentar compensar, NO PRÓXIMO CAPÍTULO - JURO, JURO, JURADINHOOOOOOO, NEM QUE ELE TENHA 1000000 PALAVRAS - ELES CHEGAM NA ESCOLA!!!!!!!!11!!!!!
Falar em 100000 palavras, esse ficou megagigante SAOPFKAPFOKASFKSAOPKF vocês devem ter percebido, é..
E, SOFIA, OI!!!!!!!! VOCÊ APARECEU NA FIC!!!!!!! ~vivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa~
E.... eu tinha tanta coisa pra falar! Acho que esqueci um bocado. iasfjiaosjfoisajf
Mas nos falamos logo. Love ya, beijitos. ♥
"Então, galera, o que acharam? Merecemos review? Vai, digam que siiim! E, bem, Sofia, diga que se encontrou aí LDKSADÇLKA Beijão prôceis!" - Wes
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.