Notas iniciais
Galera, saindo da minha área, mas eu precisava fazer algo para ter certeza que a Lininha postaria. Sim, isso é uma fã desesperada tentando continuar "A Batalha das Doze Casas" e, principalmente, "Doce Fruto de um Passado Amargo".
Se eu conseguir vocês me mandam beijos ok?? Hehehehe

Rin era uma jovem linda. Seu sorriso contagiava junto com seu sorriso largo e cabelos morenos. Quem a via jamais imaginava que havia algo errado com ela por dentro, já que sempre transparecia um ar sereno e tranquilo. Não era afeita a reclamações. Não era afeita a fazer ninguém perder tempo com seus problemas.

Rin não era como todas as outras meninas da era dela, ela não passava horas conversando com as amigas, não se preocupava com os garotos, não gostava de ler animes e assistir mangás. Aquilo tudo não a interessava, não a estimulava. Ela ouvia, acenava e concordava, mas sua mente esteve sempre em outro lugar.

Rin era reclusa, sendo que todas as vezes em que podia evitar contato social, acabava por evitar. As pessoas não pareciam muito interessantes, assim como os passeios não a estimulavam – na realidade, ela parecia não se encaixar em lugar nenhum.

Todos a viam como uma menina quieta e tímida, bastante introvertida, mas sem problema nenhum. Aquele jeito fofo e doce cativava as pessoas que a circundavam. Ela tinha amigas, conversava com alguns garotos, mas aquilo não tornava sua vida menos massante.

A vida era repleta de altos e baixos, mais baixos do que altos. A maior parte dos momentos, ela passava fechada em seu próprio mundo, muitas vezes sem muita cor. A dor para se levantar pela manhã era quase instransponível.

As idas à escola eram diárias, os bicos que ela fazia trabalhando também ocorriam com frequência. Ela era responsável, não faltava, não deixava ninguém na mão. Mas as vezes nada daquilo fazia sentido.

“Aquela vida não fazia sentido” era o que ela pensava enquanto empacotava os pratos de lamen na Sobaria em que trabalhava como assistente. Pegou dois copos de ban-chá e colocou numa bandeja para levar para a mesa 4.

No caminho, distraída pelos próprios pensamentos, tropeçou e derrubou a bandeja. Enquanto levantava se condenando por ser tão desastrada, viu uma mulher caída no chão completamente molhada de chá.

— Ah! Por Buda! Me perdoe... Eu não fiz por...

A jovem riu se levantando e torcendo parte da roupa.

— Eu vi que foi sem querer, prazer, sou Kagome.

Kagome sorriu estendendo a mão para Rin que abaixou o rosto enrubescida, com lágrimas nos olhos de vergonha e saiu correndo, deixando o restaurante e Kagome para trás.

Kagome, sempre muito extrovertida, fazia amigos com facilidade. Na verdade, ela tinha uma característica muito marcante em sua personalidade: ajudar todos que cruzassem seu caminho. Naquele momento ela entendeu que Rin precisava de ajuda, pois nunca tinha visto em ninguém tamanha tristeza.

Kagome, então, foi conversar com a dona do estabelecimento que era sua amiga. Questionou sobre Rin e só teve respostas positivas, que descreviam alguém que não era a dona daquele olhar triste e deprimido. Ela acenou agradecendo, sem se esquecer de perguntar onde a garota estudava e onde morava.

Ela estava certa, Rin seria seu mais novo projeto. E sua missão era animar a garota.

Rin, corria pela cidade em direção à sua casa, se questionando por qual razão tinha que continuar com aquilo. Aquela vida de aparências, sem sentido algum. As pessoas não tinham graça alguma, os programas, os lugares, sua família... Para que viver se era para ser daquela maneira tão infeliz?

Ela olhava de cima da ponte, mas não tinha coragem para aquilo. Foi quando ouviu seu nome sendo chamado ao fundo.

— Riiiiiin...

Ela olhou e ficou confusa quando viu que era a jovem do restaurante a chamando. Como raios ela sabia o seu nome e por que estava atrás dela?

— Oi Rin! – Disse Kagome sorrindo

— Er... Oi.

— E aí menina? Pra que sair daquele jeito?

Rin não respondeu, ficou sem jeito. A jovem a sua frente já havia trocado de roupa, estava seca e a observava de uma maneira desconcertante.

— Me perdoe...

— Não se preocupe, dizem que chá-verde faz bem para a pele. O que você vai fazer agora?

— E-eu?

— Sim.

O olhar de Kagome era penetrante e parecia mexer com Rin de uma maneira que ninguém mais mexeu antes, ela parecia ser capaz de entrar na muralha que a mais nova demorou tanto tempo para construir.

A voz de Kagome era ao mesmo tempo doce e dura, suave e severa. Kagome era uma mulher que sabia o que queria e fazia de tudo para conseguir, isso era nítido até mesmo para Rin que acabara de a conhecer.

— N-nada... – Rin não conseguiu mentir. Nem ela mesma entendeu a razão, mas o olhar de Kagome parecia tirar as palavras da boca dela de uma maneira diferente da normal.

— Ótimo então – Disse Kagome a pegando pelo braço com delicadeza – Então você vem tomar um chá comigo. Você gosta de chá? Ah, é claro que gosta de chá, quem não gosta de chá...

Kagome sorria levando Rin que queria resistir e não conseguia. Não demorou muito até chegarem num bar qualquer e Kagome pedir dois chás para elas.

— Dessa vez tente e beber e não jogá-lo em mim, tudo bem? – A morena dizia sorrindo para a sorridente e tímida menina a sua frente. Era tão nítido para Kagome que aquele sorriso escondia tanto...

— O que você faz da vida Rin?

— Bom, eu estudo o técnico e faço esses bicos na Sobaria da Sra. Kaoru.

— Hm... E o que mais? Não tem um hobbie?

— É.. Não tenho muito tempo para isso.

Kagome observava com muita atenção Rin que falava sem se mexer muito, vestindo seu kimono cor de rosa florido. Quanto Rin disse que não tinha tempo, levantou um pouco o pulso direito para arrumar uma medeixa do cabelo que saira do lugar.

— E o que são esses cortes no seu braço?

Kagome perguntou séria, com a voz mais grave, ao ver algumas pequenas cicatrizes no braço da nova amiga. Rin enrubesceu, puxando o kimono para esconder novamente aqueles pequenos cortes já cicatrizados, se perguntando como aquela mulher podia ser tão observadora se até então ninguém nunca havia notado nada.

— Er... Machucados... Antigos.

Kagome respirou levantando uma sobrancelha e se reclinando mais na cadeira, tomando uma postura mais ereta. Ela, pouco a pouco, via que sua impressão sobre Rin estava correta, a menina precisava de ajuda.

A jovem Kagome continuou o papo, o conduzindo de maneira leve, tentando ficar amiga da garota que cismava em não se abrir. Ela também não forçaria tanto a situação, ela tinha tempo para tentar entender Rin.

Não demorou muito até Kagome pagar a conta, depois de fazer Rin comer algo e a levou até a casa dela.

— Por que você está sendo tão legal comigo? Eu te molhei toda... Eu...

— Não se preocupe Rin, você parece valer a pena.

Kagome disse, piscando, virando de costas e deixando para trás uma Rin cheia de interrogações e dúvidas sobre quem raios era aquela mulher e qual a razão do interesse repentido.

Não demorou muito até Rin tirar aquela mulher estranha e intrometida da cabeça enquanto tentava se concentrar nos livros e esquecer aquela angústia que estava em seu peito.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.