Notas iniciais
U.u

Hermione passara uma péssima noite, estava ansiosa e preocupada, custou a dormir, e quando dormiu foi como se tivesse fechado os olhos e quando os abriu de volta, já era dia.

Hermione se levantou, se trocou e foi tomar café no salão principal. O salão estava do mesmo jeito de sempre, barulhento e cheio. Vários alunos se encaminhavam para a mesa de suas casas, todos rindo e conversando.

Hermione se sentou na mesa da Grifinória, ao lado de Luiza. Hermione não estava com uma aparência boa, bem diferente de Luiza, que estava feliz, e muito bonita, a menina parecia um poço de alegria.

– Nossa, Hermione! Você está com uma cara péssima, não dormiu bem? – disse Luiza.

– Eu nem dormi direito. – respondeu a menina cansada. – Eu estava, ou melhor, estou preocupada.

– Se preocupar não ajudar em nada. Espere até que as corujas cheguem trazendo as cartas, caso, nenhuma carta de Rony chegue, tente falar com ele pela lareira.

– Tudo bem.

Hermione pegou um copo de leite e um pão e comeu lentamente. Até que diversas corujas chegaram, deixando várias cartas e embrulhos. Então, uma coruja marrom deixou uma carta em cima da mesa, em frente a Hermione. A jovem bruxa se apressou para abri-la.

Querida, Hermione, eu lhe enviei uma carta ontem, e esperei o dia todo por uma resposta, a coruja que eu enviei nem sequer voltou, por isso, hoje de manhã, eu acordei cedo e escrevi mais uma carta para você. Eu quero saber se você recebeu a minha carta... porque caso não tenha recebido, eu tenho algumas notícias ruins para te dar.

Me mande uma resposta logo,

Rony Weasley.

Hermione, correu para seu quarto na torre da Grifinória, deixando seu pão meio comido, e um copo com um pouco de leite. Ela correu, ansiosa para responde-lo, ela ficou preocupada com a última parte da carta. Queria saber logo quais eram as notícias. Ela pegou uma pena e um pergaminho e escreveu uma resposta rapidamente.

Rony, eu não recebi nenhuma carta sua ontem, o que me deixou muito preocupada. Me conte logo o que está acontecendo!!!

Hermione.

Ela dobrou o pergaminho e o prendeu na perna da coruja, que ela havia trago junto consigo. A coruja levantou voo e saiu pela janela do quarto. Deixando lá, uma Hermione preocupadíssima.

– Hermione! – Luiza chamou no salão comunal da Grifinória. Hermione se apressou para chegar até ela.

– Era uma carta de Rony. – respondeu antes que a bruxa perguntasse.

– Sim, foi o que eu pensei. Você já enviou uma resposta?

– Sim, sim. Agora tenho que esperar uma resposta.

– Então, está mais tranquila? – a menina perguntou.

– Não, Rony tem notícias ruins pra me dar. Eu estou muito preocupada.

– Oh, não.

Depois de algum tempo foram para suas aulas, caminharam pelos corredores de Hogwarts sem dizer uma palavra sequer, Luiza estava preocupada também, apesar de conhecer Hermione a pouco tempo, ela gostava muito dela.

No final da tarde Hermione caminhava de volta a torre da Grifinória, com a mente longe, pensava nas diversas possibilidades do que Rony queria lhe dizer. Ela mal prestara atenção nas aulas, mas agora enquanto pensava nisso, percebia que as notícias trágicas de Rony podem não ser tão graves quanto ela pensava.

Ela chegou a torre da Grifinória, e foi para o dormitório feminino. Guardou seu material e se deitou na cama, olhando para o teto, se deparou com uma coruja marrom a observando com uma carta presa em sua perna.

Ela rapidamente pegou a carta e leu silenciosamente.

Esteja em frente a lareira à 00:00 noite, sozinha.

Rony.

Hermione sabia o que esperar, Rony queria falar com ela usando a lareira. A menina mal podia esperar para descobrir o que Rony tinha que falar. As horas passaram lentamente, e Hermione ficava mais e mais ansiosa. Luiza que estava assistindo um treino de quadribol, não estava lá para acalma-la. Por isso, Hermione começou a fazer todos os seus deveres de casa.

Quando Hermione terminou, Luiza estava entrando no dormitório.

– Por que não vai lá pra fora? Está um dia lindo! – Luiza disse, tentando animar a amiga.

– Eu não vou conseguir aproveitar o dia, mesmo que seja o mais lindo do ano. Acho que vou para biblioteca. Quer ir comigo? – indagou Hermione.

– Não, eu vou ficar aqui. – ela disse. – Tenho que terminar alguns deveres de casa. E enviar uma carta para meus pais.

– Tudo bem. Eu vou indo, tchau. – disse Hermione, indo para a biblioteca.

Ela caminhou até a biblioteca, e às vezes um ou dois alunos do primeiro ano a observavam com os olhos brilhantes, e cochichavam algo, e começavam a rir. Hermione não gostava muito disso, mais isso era porque ela lutou na batalha de Hogwarts e porque era amiga de Harry Potter.

Ela chegou a biblioteca, e desejou não estar sozinha. Ela pegou um livro, e começou a lê-lo, ela leu o livro com entusiasmo, e viajou para dentro dele, não literalmente.

Enquanto Hermione lia, as horas passavam, e ela só percebeu isso quando foi cutucada pela Madame Pince, que lhe disse para ir dormir pois já era tarde e ela tinha que fechar a biblioteca.

Hermione deixou o livro com madame Pince, e voltou para a torre da Grifinória. Lendo o livro nem percebera que as horas passaram. Chegando ao salão comunal, olhou no relógio e viu que era 23:55, ela foi rapidamente no dormitório e viu que todos lá estavam dormindo. E o salão comunal estava em total silêncio quando voltou.

Ela se sentou no chão, em frente a lareira, aguardando Rony. Era meia noite em ponto quando a cabeça de Rony Weasley apareceu. Ele mostrava uma expressão preocupada e um pouco triste.

– Rony! O que aconteceu? – perguntou Hermione aflita.

– Eu preciso que se acalme e só me escute. – eles disse.

– Tudo bem, mas comece logo... você está bem? – ela disse.

– Sim, eu estou bem. Ninguém está ferido ou algo assim. – ele disse, o que dixou Hermione mais preocupada.

Rony lhe contou tudo, desde Godric’s Hollow aos comensais no quintal, e a carta que ele enviou. Hermione, não demonstrava expressão.

– Rony! Foi um comensal que não deixou que sua carta chegasse. É obvio!! – disse a menina, incrédula por ninguém ter cogitado essa opção.

– Mas, por que deixaria que essas outras cartas chegassem.

– Isso eu não sei, não entendo a cabeça de um comensal. – respondeu a bruxa.

– Tudo bem... meu pai falou com Kingsley e ele marcou uma reunião da Ordem no final de semana.

– Só no final de semana?! E se algum comensal atacar?!

– Foi nisso que eu pensei, mas eu não pude fazer nada, porque essa semana Kingsley vai estar ocupado.

– Sim... mas, nós temos que fazer alguma coisa! – ela disse. – Temos que seguir um desses comensais... descobrir o que eles querem e quantos são...

– Calma, calma, Hermione! 1º) Você não pode ir está em Hogwarts, 2º) Quem é você e o que fez com a Hermione cautelosa que eu conheço? – disse ele sarcasticamente. Hermione lhe deu língua.

– Hermione, eu tenho que ir, amanhã tenho uma prova. Não posso demorar muito aqui. Mas, eu e Harry logo faremos algo. E quando fizermos te mandarei uma carta...-

– Não! Só fale comigo usando a lareira, a partir de agora. Me mande um recado por uma coruja diferente, avisando quando e a hora.

– Tudo bem. Agora eu tenho que ir.

– Tudo bem, vai! Boa noite, eu te amo. – ela disse.

– Eu também te amo, boa noite.

E assim, o fogo era apenas fogo, e não mais a cabeça de Rony Weasley. Hermione, foi se deitar com a mente à mil, tinha vários pensamentos sobre o que poderia acontecer... e nenhum deles era bom.