Notas iniciais
Eae, galera. Gostaria de pedir perdão antecipadamente, pois sinto que o capítulo será curto.

Caso vocês queiram ver a música da Louise:
http://www.kboing.com.br/imagine-dragons/1-1174490/

A música pode não ter nada a ver com o começo, mas no decorrer da série ela fará bem mais sentido, rs.

O suor fazia com que seus cabelos grudassem no pescoço. Ela observava enquanto o seu pai martelava o ferro, deixando-o em forma de espada. Ele era o melhor ferreiro de todo o reino, e sempre lhe enchiam de pedidos.

A menina deslizou silenciosamente para dentro da forja. O calor fazia com que seu corpo gritasse, mas preferia aquilo ao frio lá de fora. Havia um arsenal inteiro lá dentro, espadas belamente incrustadas, lâminas tão afiadas que o mínimo toque poderia cortar. Ela pegou uma e ficou a observando.

– Que faz aqui, minha filha? – perguntou seu pai, coçando seu cabelo ruivo, o qual a menina não herdou.

– Eu estava com frio – disse ela.

– Sei reconhecer quando mente, Louise – falou – Agora diga, por que veio até aqui?

A menina suspirou.

– Eu preciso de uma espada.

– Por que você precisa de uma espada?

– Eu quero decidir a guerra, pai!

O ferreiro deu uma gargalhada.

– Sem preconceito, meu bem, mas meninas não decidem o destino de uma guerra. Nunca irão lhe deixar participar dela, inclusive, eu não vou – o homem falou isso rigidamente, como se estivesse dando um ponto final.

– Pai, por favor! – disse ela – você sabe que eu sou capaz de manejar uma espada tão bem quanto um homem! Até melhor, para falar a verdade.

– Louise Prouhdon! Você não vai sair de casa, muito menos lutar. Agora, vá ajudar sua mãe a fazer a comida e os deveres de casa. E nem pense em fugir.

– Eu não tinha pensado... – disse a menina baixo, mais para si mesma que para o seu pai.

– O que você quis dizer, Louise? Volte aqui imediatamente – ele gritou.

A menina só soube correr, para o bosque mais próximo. Viu seu pai indo atrás dela, mas não ligou. Ela tinha o dom de ser extremamente rápida e podia escalar coisas facilmente. Quando começou a chapinhar na lama foi que percebeu que em suas mãos ainda tinha a espada que pegara da forja.

Ela era extremamente leve, e afiada. Possuía uma lâmina fina que ela pensou servir para estocadas, principalmente. Talvez fosse coincidência, ou o destino, mas a espada parecia adaptada à menina.

Então continuou a andar.

Notas finais
Espero que tenham gostado, pode ter acontecido rápido demais, ou simplesmente ter sido chato, mas com o tempo será mostrado flashback dela, e também dele (dele quem? Não sei :v) E acho que vou conseguir fazer uma série boa, afinal de contas.

Comentem, sua opinião importa!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.