A Dama do Lago
27 XXVII – O traidor
Notas iniciais
Era tarde, a luz solar fora exterminada pela densa névoa que inebriava a qualquer ser, fosse humano ou criatura, homem ou sereiano. O vento estava impetuoso, agitando os galhos das árvores e a selvagem relva.
No sul das terras de Avalon, um menino encapuzado disparava-se, afoito, pelas campinas verdejantes até um pequeno trajeto rústico das propriedades da Dama do Lago. A aparência magnífica e viva daquele arquipélago modificou-se drasticamente, as macieiras estavam secas, as águas, antes cristalinas, estavam obscuras, os sereianos, bem como os habitantes, estavam rebeldes e inquietos, tudo parecia mórbido e obscuro, semelhante a personalidade da poderosa bruxa.
Contíguo ao lago, um trono, feito de madeira e rosas vermelhas cheias de espinhos, fora construído para acomodar Morgana desde sua proclamação como senhora daquelas extensas terras. Ela aguardava pacientemente o retorno do menino que adotara.
Agitado, Mordred pulou de seu cavalo, levando muito tempo para ficar arrefecido e comunicar-se com a feiticeira.
— Tenho mensagens do reino, minha senhora. A população continua em grande festa, mas há presença de simpatizantes com os vossos ideais, desejando juntar-se aos Morganianos para destronar o rei...
— Esplendido. – Comentou a bruxa, sorrindo malignamente.
— No entanto, temos um problema, Merlin é o braço direito do rei...
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