A Dama da Primavera
4 Nárnia?
Notas iniciais
NÁRNIA, P.O.V. Narrador:
Com cautela a Dama se aproximou, eram 8 lobos, ela conseguiu acertar dois com suas flechas, mas três lobos vieram em sua direção e eles começaram a lutar. Ela conseguiu chutar um deles pra longe o que deu tempo para desembainhar sua espada e se defender das mordidas do ouro lobo, enquanto o outro tentava insistentemente morder suas pernas.
– O inverno deixou vocês gordos e lentos, não? — ela provocou.
O lobo mordeu a perna dela e ela soltou um grito alto mas rapidamente enfiou sua espada bem no pescoço o lobo enquanto isso o outro lobo já tinha voltado e mordeu agora seu braço, fazendo ela soltar a espada, com duas facas que ela carregava na cintura ela conseguiu se defender e finalmente acabar com o segundo lobo, mas o terceiro só estava derrubado por um corte que sua lâmina tinha feito, quando ele se recuperou Mary já estava preparada e assim que ele se jogou nela ela enfiou uma faca na barriga dele.
Ótimo, mas se não bastasse as dores das mordidas os outros 3 lobos haviam levado Sr. Tumnus enquanto ela lutava.
No castelo ela não poderia entrar, embora fosse poderosa imaginava que lá existiam vários outros animais que defenderiam todo o castelo. Ela não poderia fazer nada agora. Apenas procurar um lugar em que o sol batia forte para tentar se curar.
INGLATERRA, Casa do Professor:
Numa tarde em que os irmãos Pevensie já tinham jogado todos os jogos que os quatro sabiam, ficaram entediados e resolveram explorar alguns cômodos que ainda não tinham visto. Mas naquela tarde também era dia de visita a casa do Professor, que tinha vários artigos históricos. E a regra de Dona Martha quando tinha visita era: não ficar pela casa em hipótese alguma!
Quando os quatro entrava no segundo quarto ouviram as vozes de um grupo de visitantes e Dona Martha subindo as escadas. Eles precisavam sair do corredor porque se não a velha berraria com eles ali mesmo! Tentaram se esconder nos quartos que ficavam ali perto mas todos estavam trancados, tentaram uma, duas, três portas e só na quarta conseguiram entrar no cômodo.
– Só pode ser brincadeira — dizia Suzana, eles tinham entrado no quarto em que ficava o guarda-roupa mágico de Lúcia.
As vozes ficavam mais próximas e parecia que Dona Martha caminhava para aquele cômodo.
– Vamos, entrem! — dizia Edmundo apontando para dentro do guarda-roupa.
E os quatro entraram, Pedro apenas encostou a porta do guarda roupa, sabia que seria imbecil se fechar lá dentro, e eles iam cada vez mais para fundo do guarda roupa, até que um momento começou a ficar frio e eles nao pisavam mais na madeira do guarda-roupa, pisavam numa coisa macia e fria.
– É impossível! — Suzana dizia olhando para as árvores. Os dois mais velhos olhavam encantados e um pouco assustados para aquela paisagem de inverno.
– Imagino que pedir desculpas não basta! — Pedro disse a Lúcia
– Não — ela atirou uma bola neve bem em sua cabeça — mas isso esta bom.
E Pedro lançou uma bola de volta e Lúcia acertou Suzana e eles fizeram uma guerra de neve, menos Edmundo que estava emburrado pois agora teria que confessar que já esteve em Nárnia e o pior, daria toda razão a Lúcia
– Devíamos voltar — disse Suzana batendo os dentes de frio
– Agora devíamos dar uma olhada! — Edmundo queria mesmo era mais manjar turco
– Seu mentiroso. Peça desculpas a Lu! — dizia Pedro bravo dando um tapa em Ed
– Ai... desculpa! — ele disse mal humorado
– Tudo bem, algumas crianças não sabem quando parar de brincar — Lúcia retrucou
– Enfim, acho que Lu devia decidir o que fazer — disse Pedro
– Adoraria que vocês conhecessem o Sr. Tumnus! Lá tem chá quentinho, torradas e sardinha! Sigam-me!
Mas quando eles chegaram na casa do fauno, a porta dele esta despedaçada, Lúcia ficou tão preocupada que disparou para dentro da casa que estava toda revirada. Acontece que Sr. Tumnus já tinha sumido desde a ultima vez que Lúcia e Edmundo estiveram em Nárnia.
– Quem faria isso? — disse Lúcia
– O fauno Tumnus foi acusado de alta traição contra sua Majestade Jadis, Rainha de Nárnia por abrigar inimigos e confraternizar com humados. Assinado Maugrim, comandante da polícia secreta. Viva a rainha! — Pedro leu um papel
– Devemos ir embora, se fizeram algo com Sr. Tumnus por ele apenas falar com humanos, imagina o que eles fariam com a gente! — disse Suzana
– Você não entendeu? Eu fui a humana. Temos que ajudar! — disse Lúcia chorosa
– Psiu psiu
– Aquele pássaro fez psiu pra nós? — perguntou Suzana
E novamente os irmãos se colocaram pra fora da casa, um barulho estranho de algo de movendo veio dentre as árvores. Era um castor.
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