A Dama Quase De Ferro
9 Capítulo 9 - E do nada, todos somem...
Notas iniciais
Demorei para fazer esse, até apareceu que tinha abandonado (mas não vou abandonar! De jeito nenhum!), mas é porque estou cheia de coisas para fazer, no colégio e em casa. Hoje e ontem tive um tempinho para descançar e consegui fazer! Além de que tinha gente querendo me matar por causa do atraso (Hyuu-kun, por exemplo) hahahaha... Bom, está ai o capítulo, beijo e boa leitura!
Quando estava me levantando para ir embora, ouvi um grito e depois tudo ficou escuro. Não conseguia ver nada, só escutava o silêncio macabro da sala. “O que aconteceu agora?” – pensei na hora.
“O-o que houve?”, “Cadê todo mundo?”, pensei.
Tum-tum.
– Alguém? Kori-chan? Hiroíto? – disse me segurando na cadeira onde estava.
Tum-tum. Comecei a andar, procurando por algo ou alguém. Uma porta talvez. Mas não conseguia enxergar nada. Tum-tum.
Logo depois, ouvi uma risadinha perto do meu ouvido. Assustei-me e dei um pequeno “miado” e tapei minha boca. Tum-tum.
– S-sério, pare com isso! Liga logo a porra da luz!
Porém, começou mais “risinhos”.
– Cala a boca! – disse me abaixando – Kori, cadê você!
Alguém tinha gritado. Tinha certeza que era a Kori. Era a voz dela! Mas estava do outro lado da sala. O que aconteceu?
Comecei a me arrastar até o lugar que ouvi o grito. Silêncio. Tum-tum.
– Kori? É você?
No momento que chamei por ela, ouvi passos, e...
– Pare! – gritei. Sentia mãos me puxando pelo braço e pernas – Por favor, pare!
Ai meu Deus. O que está acontecendo?! Onde foi todo mundo? A Kori? E o Hiroíto? Não enxergava nada, e estava sendo literalmente, puxada para a escuridão. É horrível admitir, mas estava apavorada. Tum-tum. Minha única solução no momento (única e a pior!) foi minhas lágrimas.
– P-por favor, me larga! – disse, com lágrimas nos olhos e me controlando para não soluçar, e chutando as mãos que iam vindo.
Todas as mãos tinham sumido e depois de alguns segundo de silêncio absoluto, veio um amontoado de risadas estéricas... Tum-tum...
Click...!
Houve um estalo e rapidamente um clarão, junto com as continuas risadas. A luz tinha voltado, para minha felicidade, que acabou no momento em que abri os olhos.
Olhei em volta e vi todas as pessoas de antes, só que em minha volta. Rindo. Depois de me olharem, pararam de rir, espantados com as minhas lágrimas... E logo depois, as risadas voltaram, mas ainda mais alto e com algumas frases no meio.
– A Dama de Ferro está chorando!
– Foi melhor que a encomenda!
– Olha a cara dessa idiota! Está apavorada!
Por que fizeram isso? O que eu fiz? Esses merdas estão rindo de mim! Tinha que ser amigo da Suzuko, eles vão-
– M-mas... Vocês? – disse olhando reto para duas pessoas das quais eu achava que eram os únicos que não estavam envolvidos em toda essa merda. Kori e Hiroíto. Porém, meu momento de traição foi interrompido pelo silêncio novamente.
– Eu não disse que iria me vingar Dama de Ferro? – disse Suzuko caminhando na minha direção e se abaixando na minha frente – Ou quer dizer “Quase de Ferro”? – segura o meu queixo e todos voltam a rir, porém, mais alto. Depois param quando ela levanta – E eu achando que você era forte, que poderia ser considerada minha inimiga. Mas me enganei. É apenas uma idiota ridícula que fica chorando – depois de ter dito isso, ela se virou e olhou para a Kori e o Hiroíto – Nem esses dois idiotas apaixonados te querem. Ou melhor dizendo, ele nunca vai te querer, não é Hiroíto?
– Espera, o que-
– Bom Tsuki, como eu sempre digo: quem ri por último ri melhor. Pode sair agora com essa cara vermelha. Vaza!
Levantei-me, sequei minhas lágrimas e quando estava me virando para sair da sala, com o meu orgulho ferido, Kori e Hiroíto param na minha frente:
– Tsuki... — pararam de falar quando os olhei.
– E eu ainda me preocupei com vocês – disse dando um sorrisinho. Olhei para baixo e uma lágrima caiu sem que eu pudesse fazer nada. E sai da sala, com as pessoas ainda rindo e os dois parados me olhando.
Fui até a parada do meu ônibus com a cabeça baixa e sem dizer nenhuma palavra. Contive minhas lágrimas.
“Só quero chegar em casa. Hoje tenho trabalho. O que será que tem de almoço?”, pensei para me distrair.
–Tadaima... – disse com uma voz baixa e tirando a mochila e os sapatos.
– Okaeri...? – disse minha mãe chegando perto com uma cara de não estar entendendo nada – O que houve hoje? Está com um carinha, filha.
–Não é nada mãe, é cansaço – disse passando reto e indo para o meu quarto – Mãe, não vou ir para o colégio esses dias, as aulas estão muito chatas e eu conheço as matérias, ok?
– Filha, é claro que não deixo! Você tem que ir para o colégio, ou está fugindo de algo que aconteceu hoje? Conta-me.
– Não é nada mãe! Me deixa em paz! Eu só não quero ir para o colégio esses dias por causa das matérias. Para de se preocupar com qualquer coisinha, não sou mais um bebê! – gritei, pela primeira vez, com a minha mãe. Não posso jogar tudo para cima dela – Desculpa – disse, abaixando a cabeça e voltando para a porta de casa — Vou me arrumar para o trabalho. Tchau.
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Fazia quatro dias desde aquele infeliz dia. Desde então, eu não fui para o colégio, apenas para o trabalho. Também não almoçava com a minha mãe, o clima estava muito estranho, das duas partes, desde a primeira vez que gritei com ela. Ela tinha todo o direito também de não querer falar muito comigo, e eu também não ia atrás. Me arrependi de ter sido tão idiota com ela, era a única pessoa que estava do meu lado.
– Estou indo para o trabalho mãe.
– Filha, espera um pouco – disse vindo na minha direção – Te amo muito, se cuida — disse dando um sorrisinho e voltando para a cozinha.
Também comecei a receber milhares de mensagens por dia de duas pessoas que vocês já devem saber né? “Me desculpa! Eu não sabia que ela ia fazer isso, achei que era só uma brincadeirinha boba” “Tsuki, por que não vem para o colégio? Eu e o Hiroíto estamos preocupados!” “Anã por que não vem conversar comigo? Sempre bato na porta da sua casa e sua mãe sempre diz que está fazendo algo!”, essas pessoas.
Fiquei um tempo fora do colégio para me acalmar e ficar na minha por um tempo, mas não conseguia, porque todo santo dia tinha alguém que me mandava mensagens ou tentava invadir a minha casa, e acabava fazendo eu me lembrar do que tinha acontecido.
Porém, tudo piorou, quando eu estava jantando um Hamburger numa pracinha na frente do meu trabalho que já tinha terminado. Até ai tudo bem. Quando ouço um grito masculino:
– Tsuki! Sua retardada! Finalmente te achei!
“Não. Não é quem eu estou pensando. Estou usando drogas, só pode ser. Não tem ninguém me chamando. Não vou virar. Continue comendo. Não vou me virar!”.
– T-s-u-k-i! Você além de retardada é surda? É melhor você virar sua anã! – disse a voz, porém mais perto e mais alta.
"Socorro!"
Então os passos pararam e senti uma mão no meu ombro e...
– Tsuki...- murmurou a voz irritada perto do meu ouvido.
– Hiroito?! Sai. Sai! – disse arrepiada e tirando a mão dele e chutando ele.
– Tsuki... – disse ele com um sorrisinho de satisfação e me levantando. Logo depois me puxou, abraçando-me com força, e disse – Nunca mais fuja de mim — houve uma pausa, uma respiração profunda — Me senti tão sozinho sem você...
Tum-tum... Por que meu coração está tão acelerado? Parece que vai sair pela boca... Calma Tsuki... Por que não se acalma? Por que? Tum-tum...
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