A Dama Quase De Ferro

6 Capítulo 6 - A partir de hoje é com ele


Notas iniciais
Desculpaaaaaaaaaaaaaa galera que estava esperando meu próximo capítulo! Estava com uma preguiça imensa de colocar aqui e ainda demorei para decidir o título e a continuação.

Tenho novidades: Dei uma mudada em algumas coisas da história, então se quiser ver, é só olhar os capítulos anteriores ;)

Ta.... estou demorando para deixar vocês lerem (e tomara que estejam ansiosos). É tudo por agora. Boa leitura minna!!

Oi. Como vocês sabem, eu me chamo Tsuki, uma garota de certa forma normal. Eu só tinha uma amiga, mas isso nunca me incomodou. Sabe, a minha vida não era um morango. Algumas garotas me criticavam me chamando de Dama de Ferro, por exemplo. Tudo estava indo “bem”, até que descobri que o Stalker da minha amiga – e o estranho da minha turma — era meu vizinho. As coisas realmente viraram de cabeça para baixo. E para me “ajudar” eu comecei a namorar com ele. Essa gentileza não seria de graça – nunca é -, ele me ajudaria com uma condição: se minha única amiga, Kori, se apaixonasse por ele. Tive que aceitar, pois não aguentava ver os outros incomodarem a minha amiga com esses boatos infantis sobre nós. Por isso, criei missões para o Nerdoso realizar e então conseguir sua “recompensa”.

Pela Kori, ele mudou seu jeito de se vestir e arrumar o cabelo. Começou a conversar com todos. A ser sociável. Enfim, se tornou uma pessoa que quase todas as garotas querem. Para mim ele ainda é um idiota, gigante, esquisito, nerd e viado. Porém consegui dar uma melhorada naquele tonto.

Depois de conversar com os garotos, de ter sido assediado pelas garotas da minha turma, de ser gentil com todos, Hiroíto conseguiu passar na missão “100% sociável”. Por isso, naquela manhã, eu deveria falar com ele sobre a próxima missão.

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Cheguei ao colégio e não encontrei nem a Kori -que está sempre me esperando no portão- e nem o Hiroíto. Estranho.

Bateu o sinal, iria começar a primeira aula e nada dos dois aparecerem, o que será que tinha acontecido? Fiquei a aula inteira sozinha, ficava desenhando ou rabiscando meu caderno até despencar em um sono profundo. Acordei quando bateu para o recreio. Apesar de não ser muito comunicativa, eu tinha meio que um pânico por ficar sozinha, por isso a Kori nunca me deixava. Porém sem ela ou aquele retardado, eu me sentia vulnerável, e pelo jeito a Suzuko percebeu.



– Coitadinha da Dama de Ferro – disse me olhando com cara de pena – Olha gente! A Tsuki está sozinha... Mas preste atenção quem faltou: a namoradinha dela e o namoradinho dela. Será que não está sendo cornada? – disse dando uma gargalhada e algumas pessoas da sala também deram uma risadinha.



– Querida, cuida do seu capim ok? Se não as outras vacas vão roubar – pisquei para ela, ironicamente com um sorriso, e sai da sala com os outros rindo mais alto.



–Vai pode rir! Porém quem ri por último ri melhor – gritou Suzuko enquanto eu fechava a porta da sala.



Fui até o banheiro e molhei um pouco meu rosto, estava pálida. Sai de lá e comecei a caminhar pelo colégio, até que encontrei um banco ao lado da pracinha do colégio e sentei ali. No meu bolso tinha meu livro, se chamava “O Colecionador de Ossos”. A história relatava um famoso ex-criminologista, que com um acidente no trabalho virou tetraplégico, fazendo com que sua carreira foi interrompida, sendo obrigado a ficar preso a uma cama. Sua vida começa a não fazer mais sentindo e decide realizar eutanásia*. Porém sua decisão é interrompida por um caso que só ele pode resolver.



Sempre gostei desses tipos de livros, onde tem mortes e investigações (muito sangue!). E me identificava com o personagem, ele era uma pessoa solitária e apesar de mostrar a todos de ser um cara forte, mas no fundo tinha muitas fraquezas que ninguém conhecia.



Abri o livro e comecei a ler da onde tinha parado, até que duas pessoas chegaram perto de mim rindo. Era a Kori e o Hiroíto.



– Oiiiiiiii Tsuki-chaaaaaaaan – disse Kori muito feliz – *Gomen por ter atrasado, mas quando estava indo para a parada de ônibus, ele quebrou e então tive que esperar o próximo, que por coincidência, estava o Hiroíto.



– Mas vocês dois moram longe um do outro – disse nem olhando para eles.



– Sim Tsuki. Porém ontem fiquei na casa de um primo meu, ele estava me devendo uma coisa e acabei dormindo lá – disse Hiroíto.

– Hum... – disse permanecendo com um olhar fixo no livro.

– Continuando... – Kori falou rindo novamente – foi muito engraçado, porque acabamos conversando e não notamos que tinha passado da parada do colégio né Hiroíto? – os dois começaram a rir juntos, pareciam até namorados.

– Hum. Legal. Agora podem deixar ler meu livro em paz?

Os dois pararam de rir e me olharam – O-k – disseram paradamente e se entreolharam como se estivessem com medo.

Estava irritada. Os dois pareciam que eram melhores amigos, ou melhor, dizendo, namorados apaixonados. Que nojo. Fiquei sozinha esse tempo todo e ai quando me encontram ficam rindo entre si.

No final nem consegui ler meu livro direito, pois logo depois bateu o sinal. Fui para a sala e a aula foi muito chata. Mais do que o normal. As horas estavam se arrastando, tão lentamente que parecia que só sairia dali quando estivesse velhinha. Às vezes falava com a Kori, mas sempre distante.

Depois de finalmente bateu o sinal para sairmos. Arrumei meu material e quando fui sair da sala a Suzuko apareceu impedindo-me de passar.

– Ei garota, cuida ai do seu namorado, agora que ele está bonitinho, até a sua namoradinha está afim. Hahahaha. Todos estão te deixando.

– Sério? E porque uma piranha que nem você ainda está aqui? Eu só estou me controlando, mas se você me incomodar de novo com suas babaquices, eu nem sei o que sou capaz de fazer com você.

Empurrei-a e sai da sala. Caminhei até o portão, onde estavam Kori e Hiroíto parados me olhando.

– Tsuki, o que houve? Está estranha – disse Kori.

– Não é nada, estou só cansada – disse nem levantando o rosto.

– É melhor dizer– falou Hiroíto segurando meus ombros.

– Meu Deus! Não dá para entender que eu estou bem – disse irritada e tirando a mão dele do meu ombro – Só estou cansada!

– Tsuki... – disse Kori se aproximando.

– Kori, eu estou bem! Amanhã estarei melhor, prometo. Talvez esteja com febre, deve ser por isso.

– Tsu- Hiroíto é interrompido.

– Deixa – disse Kori para Hiroíto — Amanhã a gente se fala então. Até – falou para mim.

– Até. Hiroíto, você vai agora para a casa ou vai fazer outra coisa?

– Vou ir agora. Tchau Kori.

Como eu e o Hiroíto moramos na mesma rua, teríamos que pegar o mesmo ônibus. Mesmo irritada, eu me contive, deveria estar mesmo com febre. Quando fico, eu sempre me estresso por qualquer coisa. Também não foi culpa deles se atrasarem. Tudo bem. Tudo bem... Nada bem!

– Ei anã. E quando eu vou saber da próxima missão?

– Você vai saber agora, já que está quase completada.

– Como?

– A missão era “Aproximação”.

– “Aproximação”? – repetiu Hiroíto.

– Sim. Você deveria se tornar amigo da Kori, muito próximo. Ultimamente ela estava meio mal com o ex dela. Com isso, ela estaria mais “frágil”, meninas são assim.

– Sério?! Hoje eu conversei muito com ela! Kori estava mais alegre mesmo, e bonita – disse com cara de safado — Foi tão legal ver seu rostinho lindo de perto — disse depois se contorcendo de safadeza.

– Você não ficou babando nem fez coisas pervertidas com ela né? Quer levar um tiro na sua cara feia? Não né?! Então controla seus hormônios!

– Claro que não fiz nada...- fez uma pausa — Só imaginei — disse envergonhado.

– Que???? — Olhei para ele furiosa e dei um soco na cara dele.

Descemos do ônibus e cada um foi para suas respectivas casas. Agora com essa missão — e as outras que estão por vir — será é só com ele. Será que ele conseguira? Veremos...

Notas finais
*Eutanásia: É quando um paciente terminal quer por um fim em sua vida e usa meios como drogas e remédios com ajuda de algum médico ou parente.

*Gomen: Desculpa em japonês.

O que acharam? Estão curiosos para o próximo? Não irei demorar (eu acho!).