A Dama Quase De Ferro

11 Capítulo 11 - Coisas a serem feitas parte II


Notas iniciais
Desculpa mesmo por não ter postado na data que foi prometida!! Mas fiquei tão sem vontade de fazer, cheia de problemas, que eu não tinha coragem nem de escrever um linha. Mas foi bom demorar, porque eu estou muito satisfeita com o resultado desse capítulo :D Espero que gostem! Boa leitura e desculpa de novo >_

Hoje. Hoje foi o dia. Levantei da minha cama mais cedo, mais especificamente duas hora antes do normal. Me arrumei em dez minutos, fui até a cozinha e tomei um copo de leite com café que já estava pronto em cima da mesa, depois sai correndo para a rua. Peguei o ônibus e cheguei no colégio em vinte minutos.

O colégio estava vazio e silencioso, não tinha nenhum aluno, apenas professores sonolentos e faxineiros resmunguentos andando de um lado para o outro. Caminhei calmamente pelo corredor, já que faltavam ainda uma hora e vinte para começar a aula, indo em direção a sala dos professores.

– Bom dia Takano-sensei, desculpa pela minha ausência nessa última semana, não estava me sentindo bem – disse entrando na sala e sorrindo em direção para o professor da turma.

– Tudo bem Tsuki-chan, irei entrega-la alguns temas que perdeste nesses dias, quando bater para ir embora, volte aqui que eu vou estar com tudo aqui. Mais alguma coisa?

– Obrigada Sensei! Sim, tenho só mais um favor. Eu poderia pegar alguns minutos da primeira aula que vai ter hoje para falar algumas coisas?

– Que coisas?

– Quero resolver alguns problemas... – apenas para dar uma lição naquela piranha mirim que se acha a linda!

– Tudo bem, mas no máximo três minutos.

– Obrigada! Não irei demorar! Bom... vou para a sala, bye bye! – disse saindo da sala.

Estava muito feliz, queria que a aula começasse logo, mas ainda faltava uma hora. Entrei na sala, já tinha umas cinco pessoas nela conversando, quando me olharam começaram a rir e cochichar coisas repugnantes que nem me prestei a escutar. Sentei na minha mesa e as vezes olhava para a janela e outras lia meu livro.

Horoíto e Kori chegaram juntos e vieram falar comigo. Nesse momento, Suzuko chegou na sala e quando me viu, olhou-me espantada, mas logo voltou ao normal e falou para que todos ouvisse:

– Mas eu não sabia que a chorona era tão corajosa para vir ao colégio novamente depois de tudo.

Todos começaram a rir, menos Kori e Horoíto, que tive que segura-los para não baterem nela.

– Calma vocês dois – falei puxando eles para perto de mim – Se vocês estão com raiva, imagina eu, não façam nada, daqui a pouco ela irá ver.

Os dois me olharam, respiraram fundo e sentaram no seus lugares. A aula iria começar. O professor entrou e iniciou o silencio. Levantei e fui para atrás da mesa onde os professores ficavam para dar aula. Todos se olharam e logo depois olhavam para mim, curiosos. Olhei para cima, respirei profundamente e voltei a olha-los com cara de piedade e doçura.

– Colegas, queria apenas dizer algumas palavras. A muito tempo que ando tratando vocês numa maneira que vocês não merecem... – merecem muito mais, eu que sou boazinha, vocês deveriam sofrer – Por causa disso, pedi alguns minutos para falar que peço desculpa a todos – fiz uma pausa dramática com cara de choro, mas no fundo eu queria mesmo era socar todos – Mas principalmente a uma pessoa que sofreu demais comigo... Suzuko – disse caminhando em direção a ela, que estava com uma cara apavorada.

– Mas que merda é essa... – disse Suzuko baixinho quando levantei ela.

– Suzuko, eu queria tanto de pedir desculpas, fui uma garota muito estúpida, eu estava errada. Você poderia me perdoar? – fiz uma cara de cachorro abandonado e todos começaram a choramingar, idiotas.

– C-como assim?! Eu não estou acreditando que vocês estão caindo nessa cena! – disse ela irritada.

– Como você é má Suzuko, olha a cara dela, ela apenas quer seu perdão! – disse um dos meus colegas idiotas. Estou pensando em ser atriz...

– Suzuko, é a verdade, me perdooe para eu ser feliz de verdade – disse segurando as mãos dela e com os olhos cheios de lágrimas.

– T-tá! – disse ela com raiva soltando com força a minha mão – Agora me deixa em paz.

– Sério?! Obrigada Suzuko, você é uma boa pessoa – boa pessoa é o caralho, é uma vadia mesmo! – Vocês me perdoou, colegas?

– Claro Tsuki-chaaaaaan – todos disseram ao mesmo tempo indo na minha direção para me abraçar, mas graças a Deus, o professor interrompeu dizendo que era hora da aula.

– Pode se sentar Tsuki – disse o sensei.

A aula ocorreu muito bem, apesar da Suzuko ficar me encarando com um olhar de desconfiança. Está tudo ocorrendo conforme o plano...

Bateu para o recreio e Kori e Horoíto vieram correndo para mim:

– MAS O QUE FOI AQUILO TSUKI?!

– Falem baixo caralho – puxei a orelha dos dois – Eu vou explicar para vocês, já que preciso de ajuda para o que vai acontecer mais tarde.

Expliquei meu plano e eles ficaram me encarando perplexos, mas ansiosos.

– Tudo bem, nós iremos ajudar! – disseram os dois – Até o último sinal... muhaha – disseram fazendo uma cara demoníaca.

Bateu o sinal, era o último período antes de acabar a aula. Todos vieram falar comigo dizendo que me perdoavam e que estava tudo bem.

– Sinto muito por tudo que fiz... obrigada, estou muito feliz –

Assim respondia com a cara mais meiga que conseguia fazer naquele momento, mas com uma vontade de bater em todos. Não quero o perdão de ninguém, eu sou rancorosa e o que eu queria mesmo era me vingar de todos por terem rido de mim. Mas eu estava boazinha naquele dia, por isso nada aconteceu com eles. Porém, não quer dizer que não irei me vingar de pelo menos uma pessoa. A mais irritante e idiota de todas, Suzuko.

A aula foi tranquila, apesar dos olhares desconfiados de Suzuko para minha direção, mas eu apenas sorria e abanava para ela, em reação, ela encarava mais um pouco e voltava a olhar para o professor.

Alguns minutos antes de bater o sinal de saída, Horoíto e Kori saíram sem que ninguém percebesse e ficaram na frente do portão. Quando bateu o sinal, Suzuko saiu primeiro, nem me preocupei, sai calmamente e quando cheguei no portão Kori e Horoíto já estavam seguindo Suzuko pela rua. Agilizei o passo para alcança-los, nisso Suzuko parou e, sem virar, disse:

– O que vocês estão fazendo me seguindo?

– Nada... – disse Kori caminhando na sua direção e segurando um lenço para colocar na boca da Suzuko – Apenas... – nessa hora tampou a boca dela e Horoíto, que estava logo atrás, levantou Suzuko e pôs em seus ombros.

Um dos nossos colegas viu e espantado perguntou:

– O que estão fazendo com a Suzuko?!

– Ah... Olá colega! é apenas uma brincadeira nossa com a Suzuko – disse chegando perto do garoto – é que ela é masoquista, entende?

– Ah! Me desculpe atrapalhar, estou indo! – disse envergonhado.

– Não se preocupe, ela é do tipo que gosta que os outros vejam um pouco, mas é o nosso segredinho, ok?

– C-claro! Tenho que ir, bye! – disse o garoto indo embora com um pouco de sangue no nariz e muito vermelho. Patético. Sempre tem um pervertido para atrapalhar a vingança dos outros.

– Bom... vamos voltar ao que interessa.

– — — -

Chegando na casa de Horoíto, já que não tem nenhum pai certinho para atrapalhar o momento, deixamos ela amarrada a uma cadeira.

– Por onde começar a tortura? Pelas pernas ou pelos braços, Kori? – disse encarando a Suzuko que se contorcia apavorada.

– Acho que tem que começar pelas unhas da mão, arranjando um de cada vez, depois a gente vê o que faremos com essa... coisa – disse Kori enfiando a cara na garota amarrada, mas logo se afastou.

– Brincadeirinha Suzuko-chan. Nunca iriamos fazer isso com você – fiz uma pausa olhando pelo espelho, que estava atrás de mim, ela paralisada – Só se você pedir, ai poderíamos fazer com o maior prazer do mundo – disse soltando uma gargalhada.

Horoíto saiu por um momento para pegar alguns panos e uma filmadora. Nesse momento houve um silencio, que foi apenas quebrado quando ele retornou.

– Podemos começar?

– Só deixa eu ligar a câmera, ansiosa – disse Horoíto posicionando a câmera – Pronto.

– Olá pessoa ou pessoas que estão vendo este vídeo – disse me virando para a câmera, já com o pano na mão – Olhem! – disse mostrando Suzuko e indo em direção a ela – Suzuko, uma garota que é invejada por muitas meninas do meu colégio, não sei por que, mas elas ficam dizendo “Ai eu queria ser que nem ela, ela é tão linda! Parece uma boneca” e blá blá — disse removendo o pano da boca dela – Mas essa tal “beleza natural”, não passa de uma “beleza fabricada”, vejamos – disse olhando para ela e fazendo sinal de silencio, quando ela não ameaçou gritar, peguei o pano e levei ao rosto dela, passando da testa ao queixo, bem forte, depois virei para a câmera o pano que ficou todo manchado de amarelo, laranja, preto e rosa – Querem a beleza dela? Está toda aqui... nessa gosma colorida.

– O que ela passa na cara? – sussurrou Horoíto para Kori com cara de nojo.

– é maquiagem, muita maquiagem.

Depois de ter mostrado o pano, joguei no chão e virei novamente para Suzuko que estava perplexa e toda borrada.

– Foi só o começo galera – disse massageando o cabelo dela – E esse cabelo? Tão invejado por essa garotas, não sei por que, já que é apenas um mero aplique – disse puxando a parte de baixo do seu cabelo, fazendo ela gemer, tirando um grande pedaço de “cabelo” – viram?

– Para com isso – dizia ela quase chorando.

– Quieta, ainda não acabei! E por último, porém não menos importante – fiz novamente uma pausa, me apoiando no ombro da Suzuko que se contorceu de medo – E esses enormes peitos? Quem nunca quis peitos gigantes? – disse puxando pela lateral dos sutiãs dois pedaços de enormes enchimentos – ó – disse fingindo estar surpresa – Suzuko, não sabia que seus peitos podiam ser tirados? – disse em forma de deboche – Horoíto, pode desligar a câmera, acabamos.

Enquanto ele desligava, Suzuko, em seu estado deplorável – Cabelo bagunçado, o rosto todo manchado e sutiãs enormes com pouco peito dentro.

– Por que... – disse ela abaixando a cabeça – eu irei te processar!

– Mas como? Você não terá provas!

– Esse vídeo irá mostrar que foi você que fez tudo! Estúpida! – disse rindo, achando que iria ganhar.

– Que vídeo? – disse chegando perto dela – Isso não será mostrado para ninguém. Será um vídeo apenas para me divertir.

– Que vingança estúpida! Por que não mostraria para os outros? Hein!

– Suzuko, você é tão idiota mesmo. As pessoas que mereciam ver sua cara escrota estão aqui presentes. Eu não preciso mostrar ao mundo sua derrota. Você sempre se lembrará disso. Eles também, é isso que importa! – falei pegando na mesa outro pano e colocando no seu colo – Mas se você fizer mais alguma coisa a mim ou a eles, não tenho dúvidas que irei mostrar para todos isso – Suzuko me olhava perplexa, enquanto isso, eu ia soltando ela.

– Então irei te processar!

– Processa, eu não me importo, ninguém irá acreditar mesmo. Como eu disse, você não tem provas – falava enquanto ela limpava o rosto.

– Você irá ver.... – disse, já com o rosto limpo, juntando os enchimentos e pondo-os no lugar.

– Chega disso! Do que adianta! Isso é ridículo, você ainda não aprendeu? – disse segurando o pulso dela.

– Tudo bem! Mas não venha achando que está tudo bem entre nós. Eu te odeio ainda! – disse levantando e tirando minha mão dela – Agora eu quero ir para a casa. Está feliz com a sua vitória? – falou irritada arrumando o cabelo, já com o aplique no lugar.

– é um empate, ok? – disse esticando meu braço na sua frente, com a mão aberta.

– Empate... – disse emburrada e apertando minha mão como resposta – Agora vou ir embora, chega dessa cena ridícula! – falou virando em direção a porta e dando um pequeno sorriso – Até a aula que vem, Dama de Ferro.

Suzuko saiu. Kori sentou numa cadeira que ficava ao lado da janela. Horoíto olhava para mim como se estivesse orgulhoso. Não sei por que, mas senti ficar um pouco quente.

– Para de me olhar seu idiota! – disse virando para a janela.

– Não posso mais olhar?

– Não, não te dei permissão!

– Como a nossa menina cresceu – disse Kori, já ao lado dele, com cara de mãe orgulhosa.

– Para com isso Kori! Eu só disse o que era certo. Apesar de preferir ainda o plano de torturar... – disse virando para os dois.

– Você não conseguiria – disse Horoíto colocando uma das mão no meu ombro, delicadamente – Você é uma boa garota – falou por último, sorrindo para mim e tocando no meu cabelo.

– Acho que temos que ir Tsuki! Está ficando tarde! – falou Kori aparecendo ao nosso lado – Tchau Horoíto! – falou ela me levando a toda velocidade para o elevador. Só deu tempo de ouvir um “Tchau” de dentro do apartamento.

– Te controla! Está toda vermelha! – falava Kori diversas vezes, mas eu não prestei muita atenção. Apenas imaginava a cena que tinha acontecido agora pouco.

Eu. Horoíto.

O toque dele era tão bom. Os olhos deles fixados em mim. Seu sorriso sincero.

– ACORDA TSUKI! – disse Kori já na minha casa me sacudindo em uma cadeira.

– Foi um sonho? – falei depois de um longo tempo.

– Claro que não! Sua vingança foi um sucesso! – disse Kori muito animada – Você não estava sonhando, mas você paralisou depois do elogio do Horoíto. Ele foi mesmo gentil.

– É, é.

Depois da janta, Kori foi para a casa dela. Naquele dia eu olhei novamente para a janela do seu apartamento. Tinha novamente uma sombra mais escura na janela. Dessa vez, fiquei olhando, até que uma hora a sombra sumiu e a escuridão não tinha mais nenhuma forma dentro dela.

Notas finais
O que acharam da vingança da Tsuki? Gostaram? Não gostaram? Digam!!! Podem até dizer o que vocês fariam :) Obs1: O capítulo 12 vai ser lançado dia 26 de setembro (se tudo der certo), no dia do meu aniversário! :D Enquanto isso, aguardem! Obs2: O que acharam da capa nova da fanfic?Beijooooos! ^^