A Dama Branca

2 O Caçador e sua presa


Notas iniciais
Olá!
Obrigada a todos pelos comentários, pelos favoritados e pelas visualizações...Obrigada mesmo!
Espero que gostem *-*
Boa leitura a todos! :*

Ela continuou correndo, seguiu pelo caminho de pedras que levava até o portão. Yui estava ofegante, a chuva batia em seu corpo como lâminas lhe causando dor, mas tinha em sua consciência que não poderia ceder, não agora. Finalmente ela havia chegado ao portão. Era grande, de aço com a abertura em seu centro. Rapidamente ela o abriu, nesse momento um raio caiu nas redondezas abafando o ranger do portão. Após passar por ele, ela o fecha, com a intenção de não deixar pistas de como procedeu em sua fuga.

Já do lado de fora da mansão dos Sakamaki, Yui pôs-se novamente a correr. A chuva havia encharcado o chão de terra, que agora formara lama, a estrada seguia até onde os olhos de Yui alcançavam. A cada pisada forte na terra encharcada, Yui se sujava de lama, mais e mais, mas a essa altura isso era o que menos importava, pois se ela não corresse rápido, os irmãos Sakamaki poderiam alcançá-la.

Após correr por uns 20 min, Yui se depara com uma encruzilhada, e meio dela uma havia uma Pajero Dakar de vidros fumê, com todas as portas abertas, e conectada a uma cabine de metal, que também estava com as portas abertas. Yui deduziu que provavelmente a caminhonete devesse levar algo para algum lugar na direção do outro caminho da encruzilhada. Aparentemente a caminhonete havia derrapado, e o que estava na cabine havia fugido, e os ocupantes da Pajero resolveram ir atrás do fugitivo, mas de longe se ouvia um ruído parecendo com o de uma transmissão de rádio.
— Lambda 11. Aqui é Omega 7. Dê-me um relatório da situação. – Uma voz feminina pronunciava isso repetidas vezes. Até que parou. Nesse momento Yui entrou na cabine de metal e lá ficou escondida escutando tudo.
— Lambda 11. Onde vocês se encontram? – a transmissão voltou mas com outra pergunta.
De repente uma outra voz cortou o silencio que se seguia após as transmissões da voz feminina.
— Aqui é Lambda 11. Estávamos a caminho da Base 2 quando derrapamos – Olhando pelo retrovisor o homem viu um corte em sua testa, o sangue já havia coagulado, o que mostrava que ele ficara desacordado por um bom tempo. – Bati a cabeça no volante e desacordei, creio que os Outros foram atrás do pacote. Eles não voltaram até agora. Está chovendo e relampejando muito. Qual deve ser o meu proceder, Omega 7? – disse o homem em um tom firme, como o de um soldado.
Sua pergunta foi seguida por um chiado longo e depois a mesma voz feminina voltou.
— Lambda 11, dê meia volta e saia daí. Volte para a Base principal. – disse a voz feminina robotizada.
— Mas, os Outros, devo esperá-los voltar. Não posso deixá-los. – havia na voz um tom de preocupação e inquietação.
— Saia daí imediatamente! É uma ordem! – a transmissão agora foi feita por uma voz masculina em tom de ordem.
Imediatamente após isso o homem saiu da frente do volante, fechou as portas do Pajero, engatou a 1ª macha e saiu dali. E Yui foi junto, na cabine de metal, deixando para trás o pesadelo que ela havia vivido.

Shuu chegou primeiro ao local da explosão. Inicialmente ele notou que naquele local toda a vegetação sumira, como se não tivesse sequer existido, e não havia nem rastro delas.
— Que droga é essa?! – disse com uma expressão indefinida.
Só havia lama, e sangue e no meio de tudo aquilo uma mulher desacordada, e um pouco suja de lama e sangue. A mulher era branca como a neve, e possuía longos cabelos brancos. O cheiro do seu sangue fazia Shuu quase entrar em Frenesi, aquele aroma doce era o mais forte que ele já havia sentido em toda a sua vida imortal. Em resposta a isso ele caiu de joelhos meio nauseado.

Nesse instante os demais Sakamaki apareceram. Todos olharam as redondezas receosos, e depois para a mulher com os olhos ardendo em desejo de sangue. Até que Ayato se aproximou da mulher com o intuito de se alimentar dela.
— Nem pense nisso Ayato! Essa não é sua. – Disse Laito com um tom de deboche e com um largo sorriso sarcástico em seu rosto.
— Não enche o saco! Você não manda em mim! E sim, ela vai ser minha! – Resmungou Ayato afirmativo.
— Você não disse que Yui é sua, por que a viu primeiro?! Pois então, essa é minha pois EU a vi primeiro! – Retrucou Shuu em um tom ameaçador, sua expressão era firme e seus olhos estavam focados fixadamente na mulher de pele e cabelos brancos.
De alguma forma o cheiro daquele sangue motivou essa atitude de Shuu.

— Já chega! – Disse Reiji ajeitando os óculos, havia um tom imperativo em sua voz. – Agora que já vimos o que era, podemos voltar para casa. – Reiji virou as costas e começou a caminhar em direção a mansão.
Todos os irmãos se olharam.
— Ela ficará na casa até que resolvermos o que vamos fazer com ela. – Shuu estava sério, sua expressão fixa.
Então Shuu, pegou a garota, a envolvendo com seus braços. Assim como ela, ele se sujou de lama e sangue, atiçando seus desejos, mas ele conseguiu se controlar naquele momento. Ele caminhou em direção a mansão. Havia um tom de serenidade no rosto daquela garota.

Estava em um lugar escuro, haviam várias pessoas que já conhecia ao meu redor, eles tentavam me matar, havia facas, bisturis, injeções em suas mãos. O desespero tomou conta de mim, pensei que ia morrer. Eu poderia ter morrido, mas não sofri nenhum arranhão. Acordei em um lago de sangue, mas não era meu.

Acordei, meio ofegante depois daquele sonho, eu estava em um lugar estranho, um quarto lindo, diferente daquele lugar. Era um quarto amplo todo ambientado em rosa. Haviam lençóis luxuosos, uma escrivania á direita e uma janela, e em frente a cama havia uma penteadeira.

Saltei assustada da cama, meu coração batia rápido, não conseguia entender como fui parar ali. Só podia ser um sonho.
— Isso só pode ser um sonho. – murmurei encostando a cabeça na janela.
— Hum... Finalmente acordou, Marshmallow! – Disse um garoto ruivo de olhos verdes que estava sentado na cadeira da escrivania, de maneira que pudesse olhar diretamente para mim na janela.

Como eu não pude perceber aquilo, havia olhado por todo o quarto procurando alguém, e não havia. Como não o vi entrar. Tremi de medo, mas queria saber como fui parar ali.
— Q-Que-em é você? – Indaguei com medo e dando alguns passos pra trás, na direção oposta a dele, mas sem tirar os olhos do mesmo. Queria explicações.
— Já ia me esquecendo! Meu nome é Ayato Sakamaki, sou um dos donos desta casa.
— M- Mas como vim parar aqui? E por que estou com essas roupas? – Estava nervosa e o medo só aumentava.
— Ora... – Ele esboçou um sorriso malicioso – se o problema são as roupas, posso ajudá-la a tirar rapidinho. Só não garanto que será só isso! – disse se levantando, e caminhando em minha direção.

Seus olhos mudaram, pareciam me desejar de todos os jeitos possíveis. E o sorriso não havia sumido de seus lábios. Meu coração começou a acelerar, a única coisa que pensei foi em correr. E assim o fiz. Tentei correr até a porta, mas ele me agarrou pelo braço e me lançou na parede, o impacto fez meu corpo inteiro doer, assim ele me pressionou com seu corpo, agarrou meus pulsos e os prendeu acima de minha cabeça. Tentei me debater, mas ele sequer se movia. Ayato possuía uma força enorme, pois me debatia e de nada adiantava. Após isso ele parou sua cabeça paralela a minha de maneira a encostar sua bochecha na minha, seu rosto era frio como mármore.
— Você é muito linda, e apetitosa. – sussurrou em meu ouvido.
Seu hálito me fez arrepiar e sua voz me deixou bamba e corada. Não conseguia pensar direito, meu coração estava muito acelerado, em minha mente passava várias coisas, mas nenhuma fazia sentido. Fui pega totalmente desprevenida.
— Esses cabelos longos – disse puxando-os com a mão – Essa pele branca e quente – ao dizer isso Ayato lambeu meu pescoço, senti um arrepio mais intenso e não consegui conter um leve gemido – E esses olhos – fez uma pausa, e posicionou seu rosto de maneira me encarar, com medo, desviei o olhar. — Ah... esses olhos, vermelhos feito o sangue que corre em suas veias. Só de olhá-los já me sinto excitado. – Ele me encarava como se fosse me devorar em todos os sentidos existentes, e que iria fazê-lo ali e agora. — Seu cheiro é doce. – seu rosto caminhou no sentido do meu pescoço e lá se alojou de maneira que seus lábios encostassem em meu pescoço. Ao sentir seus lábios senti um choque percorrer por todo o meu corpo me deixando dormente.

Senti uma mão acariciar minhas coxas, era uma mão fria e aquele frio me dava sensações estranhas, o frio de seu corpo fazia com que os estímulos ficassem maiores e difíceis de resistir. E após a carícia veio um aperto, intenso e bruto. Mais uma vez não consegui segurar e gemi. Sabia naquele instante ele estava rindo, e estava com o olhar de um caçador quando consegue capturar sua presa.

Ayato tornou a me olhar-me nos olhos, e aquilo me deixava com vergonha. Virei meu rosto mais uma vez; não conseguia olhar em seus olhos.
E novamente ele fez uma carícia em minha coxa seguida de um aperto.
— Seus seios são grandes e bonitos, sinto vontade de mordê-los. – O sorriso maléfico voltou aos seus lábios e seus olhos pareciam me despir.

Sua mão começou a subir, de minha coxa para meu quadril, e do quadril para minha cintura. Sabia onde aquela mão iria parar. Eu não conseguia pensar direito, estava confusa com tudo aquilo, e o pior sentia algo estranho, não consegui acreditar, aquilo me excitava.
— P-P-Por favor, pare! Por favor, não! – disse gaguejando, isso foi a única coisa que consegui falar.
Nesse instante minha força começou a voltar. Sua mão só ia subindo e estava chegando em meu seio direito.
— Socorro! Por favor alguém! Socor... – Consegui renuir forças e gritar, mas imediatamente ele tapou minha boca com sua mão.
— Não, não...– disse balançando a cabeça em tom de negação. — Nada disso! Você é minha agora! – Seus olhos verdes brilhavam com fervor e sua língua percorreu seus lábios.

Em um movimento rápido e sem pensar direito, mordi a mão que tapava minha boca. Ayato fez uma expressão de surpresa, mas ele parecia gostar disso, gostava que eu reagisse, e gostava ainda mais daquele joguinho. Nesse instante o empurrei e saí correndo em direção a porta, a abri e sai correndo em disparada pelo corredor.

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Como poder ter ver, as coisas estão começando a ficar quentes kkk
E por favor comentem, estarão fazendo uma jovem escritora muito feliz! *0*
Obrigada por lerem! o/