A Dama Branca
24 Ilusão
Notas iniciais

Em algum lugar do Japão:
Aquele local cheirava a hospital, seus corredores eram de metal polido e possuíam iluminação nos cantos do teto e chão, ao lado de onde se iniciavam e terminavam as paredes.
Um homem trajado com uniforme de soldado preto, corria pelos corredores, seus pés envoltos por coturnos negros impactavam-se firmemente contra metálico chão. Ele aparentava estar com pressa e carregava em sua mão esquerda um pequeno objeto retangular, de coloração preta com detalhes em vermelho, tal objeto se assemelhava e muito a um pen drive.
Após percorrer os corredores rapidamente, ele havia chegado a um elevador. O homem parou diante do mesmo e apertou diversas vezes o botão de acionamento dele, como se aquilo o fizesse se mover mais rápido. Enquanto aguardava ansioso pela chegada do elevador, ele batia seu pé direito, diversas e incontáveis vezes, contra o assoalho de metal, e quando ele o fazia, ecoava pelos corredores o som dessa ação.
Após poucos minutos o elevador chegara ao seu andar, que era mostrado por um pequeno dispositivo localizado acima da entrada do mesmo. Esse dispositivo indicava que o soldado em preto se encontrava no S17.
Ao chegar ao S17 o elevador abriu suas portas, e rapidamente o soldado adentrou ao elevador, e havia no mesmo um painel que representava, aparentemente, o número de andares daquele local. Tal painel mostrava uma variação de números de 0 a 37, totalizando, supostamente, 38 andares, porém todos os números possuíam um S à frente. O homem, então, apertou o botão no qual havia indicado S27 e em seguida pressionou o que acionava o fechamento das portas de forma mais rápida. Assim, o elevador fechou suas portas e subiu em direção ao S27.
O soldado, mais uma vez, impaciente com tamanha espera, batia seu pé direito contra o assoalho do elevador. Para muitos aquele tempo de espera não era grande, mas para ele aquela pequena fração de tempo se assemelhava a eternidade.
Finalmente o elevador chegara ao seu destino, e em virtude disso abriu suas portas. O soldado imediatamente as atravessou e novamente voltou a correr. Aquele andar, era diferente do qual o homem viera. Ele possuía corredores feitos de concreto, porém aquele concreto era bem liso, totalmente definido e sem falhas, era inegavelmente bem feito. E no cetro do teto, podia se ver diversas luminárias internas enfileiradas, e que possuíam certo espaço uma das outras.
O homem percorreu aqueles corredores com extrema agilidade e velocidade, até que ao fim de um deles, o solado visualizou o que se assemelhava a uma porta dupla branca. Ao se deparar com seu destino o soldado aumentou ainda mais a velocidade de sua corrida, e parou por fim, diante da porta, batendo na mesma em seguida.
— Meu senhor ?! – indagou ele, batendo três vezes contra a porta branca, à espera de alguma resposta.
— Entre! – ordenou uma voz masculina grave.
— Com sua licença, meu senhor. – pronunciou o militante ao adentrar a sala que, aparentemente, pertencia aquele homem.
O soldado trajado em preto se encontrava, agora, em uma sala extremamente luxuosa, e bem equipada, porém que estava parcialmente emersa na escuridão. Suas paredes possuíam uma coloração branca, e alguns detalhes em marfim no teto junto a um luxuoso lustre de cristal. Haviam anexados ás paredes, alguns quadros de obras renomadas e monitores planos desligados.
Ao fundo da sala podia se ver uma mesa de madeira escura, e sobre ela três notebooks distintos, uma pequena esfera com um conteúdo vermelho, e um porta retrato que possuía a foto de uma garota de pele clara, cabelos brancos e olhos vermelhos, tão vermelhos quanto o conteúdo daquela esfera. Á esquerda daquela mesa, podia se ver o que se assemelhava a uma grande janela, que ocupava quase que por inteiro aquela parede. E através da mesma se via o céu noturno, aparentemente nublado, e uma avenida com veículos parados, podia se ouvir também o som das buzinas daqueles veículos presos no engarrafamento.
Sentado à mesa, podia se ver um Homem de cabelos loiros, pele clara, que se encontrava trajado com um terno azul marinho. Porém não era possível visualizar seu olhar, pois a sala se encontrava parcialmente escura.
— O que quer, soldado? – indagou o Homem de terno azul escuro com um tom firme e seco.
— Desculpe a intromissão, senhor... – fez uma pausa. – tentamos contata-lo, mas sem sucesso. Então tive que vir pessoalmente, apesar de saber que não é do gosto do sen-... – continuou o militante, mas antes de terminar o que tinha para dizer, o homem o interrompeu.
— Não consegue ir direto ao ponto, soldado? O que houve de tão urgente? – disse o Homem rispidamente, aparentemente encarando o homem de uniforme negro diante de si.
— Creio que conseguimos encontrar o Número zero, senhor. – disse o militar firmemente, em posição de sentido, porém somente com uma de suas mãos espalmada junto à coxa, já a outra se encontrava segurando o pen drive.
Imediatamente ao ouvir o que o soldado dissera, o Homem de terno se ergueu da sua cadeira de couro, e em virtude disso, a empurrando para trás, caminhando na direção do soldado e parando por fim a certa distância dele. Aquela notícia parecia te-lo pego de surpresa, e ele parecia ansioso para ver o que o militante trouxera.
— Mostre-me... – disse o Homem em tom imperativo, indicando com a mão sua mesa, e voltando seu olhar para um dos monitores desligados que se encontrava a sua frente, anexado à parede.
— Sim, senhor! – assentiu o soldado, se encaminhando rapidamente para a mesa de seu superior.
O militar parou diante da mesma, porém sem sentar na cadeira de seu superior. Em um dos notebooks que se encontrava em desuso, ele plugou o pen drive, e transmitiu a imagem para o monitor no qual o homem de terno fitava.
Assim, podia se ver no grande monitor o que se assemelhava a gravações, aparentemente de uma câmera de transito. Naquela gravação era possível visualizar uma garota de longos cabelos brancos adentrar, correndo, uma movimentada avenida.
Em seguida, uma frota de carros vêm na direção dela, que se encontrava parada no centro da avenida de fluxo duplo, e a atropelam. O corpo frágil da jovem, que estava trajada com um vestido de alcinha branco, foi lançando ao ar, e após uma sequência de impactos contra outros veículos caiu imóvel e disforme contra o asfalto. Um homem vem ao socorro dela, aparentemente um médico ou de alguma área da saúde, visto que ele carregava certos equipamentos em sua mala. Porém, repentinamente o corpo que jazia aparentemente morto, devido aos ferimentos brutais, começou a se levantar e a se regenerar de todos os danos que sofrera.
Ambos olhavam para as imagens, o soldado não possuía expressão, porém o Homem ao ver tudo aquilo abriu um sorriso de extrema satisfação. Não era possível ver seus olhos, mas com toda certeza se fosse possível visualiza-los, veria-se um brilho de felicidade e realização, indescritíveis.
— Com toda certeza... é ela! – disse o Homem de terno, desfazendo seu sorriso, mas era possível sentir uma espécie excitação em sua voz, provavelmente devido ao achado. – Quanto tempo se decorreu desde essa gravação, soldado? – indagou o Homem, caminhando de volta a sua mesa.
Imediatamente, ao ver seu senhor vir em sua direção o militante abriu caminho para ele, fazendo uma continência sutil, e parando mais uma vez diante de sua mesa, porém a certa distância da mesma. Já o Homem tornou a sentar em sua poltrona de couro, fitando, em seguida, o militar.
— Faz um pouco mais de cinco minutos, senhor. – respondeu o soldado.
— Não esperava que ela estivesse lá fora dessa forma... – disse o Homem trajado em azul marinho tornando a encarar a enorme janela de sua sala. – Você sabe para que serve tal ilusão? – continuou ele, aparentemente, olhando para a janela.
O soldado sabia a que ele se referia, afinal aquela vidraça não se tratava de uma janela, mas sim de um painel que imitava a mesma, pois aquela base era subterrânea. Então, para que os frequentadores de tal não ficassem loucos, foi feita essa imitação em quase todas as salas, afinal eles estavam a quilômetros da superfície. Já os sons que saíam dali serviam para complementar esse efeito.
Todos ali tinham consciência disso, mas nos dias agitados de trabalho nenhum deles parava para pensar a respeito.
Assim, apesar de saber, ele preferiu se manter em silêncio e permitir que seu superior continuasse a falar.
— Bom, ela serve para nos manter mentalmente íntegros. Afinal, estamos a quilômetros da superfície, e no dia-a-dia não temos contato com o exterior. – explicou ele, ainda focado na falsa janela. – Em pensar que ela está lá fora e nós aqui... – ele soltou um suspiro, e voltou a fitar o soldado que estava a sua frente. – Enfim, vá imediatamente! Convoque os demais e a traga de volta! – ordenou o Homem. – mais uma coisa... elimine todos os que estiverem no caminho, ou souberem de alguma informação sigilosa. – concluiu.
— Sim, senhor! – assentiu o militar, encarando seu superior, aparentemente a espera de mais alguma ordem ou instrução.
— O que está esperando?! – indagou seu superior rispidamente. – Ande logo, a cada minuto que você perde aqui, é um minuto a mais em que ela está em liberdade! – concluiu ele dando sua última ordem.
Ao ouvir tais palavras o soldado fez sua última continência, e saiu rapidamente pela porta, a fechando em seguida. E assim, voltou a correr pelos corredores.
Na sala o Homem loiro de terno azul marinho se levanta, pega o porta retrato da garota de cabelos brancos, e caminha até ficar de frente para o monitor anexado à parede.
— Finalmente, você voltará para o seu lar... minha preciosa Dama Branca. – disse o loiro fitando a filmagem, que se encontrava pausada, com zoom no rosto da garota de pé e suja de sangue.
Todos os Sakamaki se encontravam a beira do abismo que muitos chamam de Frenesi, mas ainda lhes restava um leve traço de humanidade e consciência, a única coisa que eles não conseguiam controlar era a súbita sede por sangue. No fundo, o que eles realmente desejavam era o líquido rubro do qual eles sentiam o forte aroma adocicado, mas naquele instante qualquer sangue ajudaria a saciar, mesmo que temporariamente, aquela sede irrefreável.
Yui vinha correndo na direção dos Sakamaki, mas antes de sequer chegar perto dos mesmos, eles desapareceram de sua visão, em um piscar de olhos. Repentinamente, Kanato apareceu diante dela, a surpreendendo, e em virtude disso, Yui soltou um leve gemido de susto. Os olhos rosas da loira se encontravam levemente arregalados, sua boca sutilmente entreaberta e sua frequência respiratória juntamente com seu coração se encontravam acelerados.
— K-kanato...v-ocê me assustou! – disse ela recuperando o folego.
— Quieta, Yui! – disse Kanato com uma expressão séria.
Kanato não respondeu nada além disso, em seguida, olhou para o Teddy e tornou a olhar novamente para Yui. Os olhos roxo claro de Kanato estavam com um aspecto diferente, brilhavam vividos e ávidos por sangue.
— O que houve, Kanato? – murmurou Yui, sem compreender completamente o que se passava.
No fundo Yui suspeitava a respeito do que aconteceria em seguida, e também suspeitava do porquê de tudo aquilo, afinal ela possuía, como os Sakamaki, sentidos apurados. O motivo de tudo aquilo era aquele cheiro nauseante de sangue, ela conseguia sentir, e era forte até para ela, então imagina para eles.
Inesperadamente, Kanato agarrou o braço de Yui e começou a arrastá-la em direção a Limusine, na qual eles vieram.
— P-por favor, Kanato! Me solta! – implorava ela enquanto era arrastada por ele.
Dava pra notar que a mão dele segurava de forma forte o braço direito da garota, pois a mesma possuía em seu rosto uma expressão de dor. Em reação a essa dor ela fechou seus olhos por um breve momento, sentiu uma leve brisa bater sobre seu rosto, e quando abriu novamente seus olhos, se viu diante da Limusine juntamente com Kanato.
Yui se surpreendeu com aquilo, mas sabia o que havia acontecido. Ele usara sua Rapidez para irem mais rápido até onde ele desejava.
— O que está acontecendo, Kanato?! – indagou ela confusa. – Me diga para que eu possa ajudar. – concluiu ela encarando o jovem, de cabelos roxo claro, a espera de uma resposta.
— Você vai ajudar de outra forma, Yui. – respondeu ele, a fitando com seu olhar sedento, abrindo, em seguida, a porta e a empurrando para dentro da Limusine.
Yui sentiu seu corpo ser empurrado para dentro do veículo, e após isso, o sentiu impactar-se contra um local macio. Ela se encontrava no interior da Limusine e deitada sobre o banco traseiro da mesma, e quando ela finalmente conseguiu se situar viu Kanato vir na sua direção, com a boca já aberta e suas presas à mostra.
Yui tentou se defender, mas já era tarde. Kanato se encontrava com seu corpo gélido sobre o dela, e com o rosto alojado em seu pescoço. As mãos dele prendiam os pulsos da jovem acima de sua cabeça, para evitar que ela fugisse. Nesse instante Yui se lembrou do que havia passado antes de fugir da mansão, e junto com tais memórias vieram a lembrança da dor que ela sentia ao ser mordida pelos Sakamaki.
— K-kanato...por favor...não! – implorou ela, na tentativa de impedir o que estava por vir.
Kanato sequer deu atenção para a suplica de Yui, a única coisa que ele desejava era o que corria em suas veias. Ele, como todos os outros da mansão, não ligavam para o que ela sentia, afinal, ela era somente alimento.
Yui podia sentir os lábios gélidos de Kanato em contato com seu pescoço, e em seguida pôde sentir, mais uma vez, as presas dele perfurarem sua carne. Em virtude da dor causada pela perfuração, Yui soltou um gemido de dor, e de seus olhos notava-se que lágrimas começavam a brotar. O sangue da garota era sugado de forma voraz, tão voraz que Kanato sujava por completo sua boca com aquele líquido rubro.
A sensação de ter seu sangue tomado de si causava dor a Yui, não somente uma dor física, mas também moral, afinal ela havia voltado para a mansão. Ela havia retornado para o local no qual havia pedido tanto a Deus para tirá-la, porém aquilo não era culpa dela, ela foi forçada a isso.
Após alguns minutos, Yui começou a se sentir fraca e sonolenta.
— Ka-nato...por favor... já chega... – murmurou ela com a voz fraca, suplicando para que ele parasse.
Sua visão começara a ficar turva, porém Kanato continuava sugando vigorosamente seu sangue, até que ela começou a sentir frio, e por fim perdeu a consciência.
Uma garota de cabelos ruivos e olhos azuis caminhava solitária pela calçada paralela à movimentada avenida. Ela trajava uma roupa de inverno de lã azul clara, acompanhada de uma calça jeans simples e botas pretas. Em seu pescoço podia se ver um cachecol xadrez com as cores preto, azul escuro e vermelho. A jovem acabara de sair do shopping depois de uma noite de compras, afinal, o natal estava chegando e ela precisava presentear aqueles que eram importantes para si. A ruiva não possuía muito dinheiro, mas qualquer lembrança já era válida, afinal, o que realmente importava era sua boa intenção em presentear, e não o valor dos presentes, assim pensava a garota.
Enquanto caminhava, ela desviava das pessoas e esboçava um leve sorriso ao imaginar a reação de seus conhecidos ao receber seus presentes. Repentinamente, ela ouviu um homem gritar, e olhou na direção dele. Assim, a jovem presenciou um brutal acidente, no qual ela se relutou a ver, ao notar que no trajeto de uma frota de carros se encontrava uma frágil garota. A ruiva ouviu somente os sons daquela fatalidade, e em virtude do susto e do medo que aquilo lhe causara, ela deixou as sacolas que estavam em sua mão, caírem. Suas pernas se encontravam sutilmente tremulas, e felizmente ou infelizmente ela não conseguia visualizar como a vítima se encontrava. Possivelmente estava morta, pois os sons do acidente eram perturbadores.
Assim, ela ficou ali, tanto por curiosidade quanto para se recuperar do susto. Enquanto presenciava a ambulância se afastar, a garota viu um vulto negro passar ao seu lado, seguido de uma leve brisa.
Ela sentiu então a presença de alguém a suas costas, então virou-se para poder encarar tal pessoa, porém, antes de o fazer ela sentiu sua cintura ser agarrada. Repentinamente tudo ficou completamente embaçado, e ela pôde sentir não só enjoo, por não conseguir fixar sua visão, como também, um vento forte bater por seu corpo.
Após alguns milésimos de segundo, tudo voltara ao normal, mas o enjoo ainda persistia, e em virtude disso, a ruiva curvou sutilmente seu corpo e pousou sua mão sobre a boca, no intuito de evitar que ela vomitasse.
Enquanto ainda tentava se recuperar de tudo aquilo, e começava a pensar no que acontecera, a garota fora surpreendida por um toque no seu ombro, e isso a fez soltar um leve gemido de susto.
Assim, ela olhou para a mão que pousava em seu ombro, era uma mão masculina extremamente branca, e sutilmente esmerada. Em seguida voltou seu olhar para o dono daquela mão, e viu diante de si um rapaz de cabelos brancos e olhos vermelhos. Espantada com toda aquela situação ela sequer reparou no que ele trajava.
Os olhos vermelhos daquele jovem brilhavam de forma intensa, como rubis. Aquele brilho era inebriante, a ponto de fazer seu enjoo se esvair aos poucos. Ela se sentia confortável ao lado dele, mesmo que contra sua vontade ou sendo ele um desconhecido. Aquele toque suave era frio como mármore, porém o que era suave de repente se tornou forte. A mão do albino a agarrava de forma firme, tão firme que chegava a machucar. A ruiva sentiu vontade de gritar, mas ao encarar novamente aquele olhos vermelhos feito sangue, essa vontade passou. Inesperadamente ela viu o rapaz agarrar seu cachecol com sua outra mão, e o puxar de forma repentina. O albino encarou o pescoço dela, e subitamente avançou em sua direção com a boca recém aberta, e nela era possível ver o que se assemelhavam a presas.
Antes que ela pudesse sequer reagir ou assimilar o que acontecia, a pobre jovem, sentiu sua carne ser perfurava. Nesse instante ela tentou reagir, mas o rapaz a pressionava fortemente contra a parede. Ela sentia seu sengue ser sugado de forma intensa e vigorosa, aquilo também causava dor a ela, e devido a dor, suas pernas começaram a ficar bambas e de seus olhos azuis era possível ver lágimas surgindo. Porém quando menos esperava, ela sentiu as presas o albino descravarem de sua carne. E devido a bambeza de suas pernas ela caiu, sentada, no chão. Foi então que ela se deu conta de que se encontrava em um beco sujo, parcialmente escuro, e que cheirava a umidade e mofo.
Enquanto reparava onde ela estava, a ruiva ouviu um estrondo extremamente próximo a si, e isso a assustou ainda mais. Assim, ela tornou a olhar para a origem daquele som, e pôde ver o albino com o punho cerrado encostado na parede, e ao redor do punho dele, a parede havia trincado e afundado levemente.
— Não é igual! – exclamou o jovem de cabelos brancos cabisbaixo, mas ainda com a mão apoiada à parede.
Assim, enquanto a garota tentava entender o porquê daquelas palavras, o albino desapareceu diante de sua visão. A garota ficou durante um tempo sentada no chão, ainda se recuperando de tudo aquilo, porém quando começou a tentar se lembrar de como viera parar ali, sua memória foi se esvaindo aos poucos, até o momento em que ela não se lembrava mais de como foi parar ali, ou sequer do que aconteceu.
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