A Dama

8 Capítulo 8: O pior aniversário...


Notas iniciais
Não se deixem iludir por um sorriso meigo ou um rostinho bonito... A vida me ensinou a nunca trocar uma amizade verdadeira por um "amor" falso...

A atmosfera ficava cada vez mais tensa. George ainda lutava consigo mesmo mentalmente sobre abrir o jogo com Clarice a respeito do homem com quem ela dormia... Mas perdia a coragem minutos depois. O assunto era delicado, não queria colocá-la num dilema entre "O homem que ela amava e seu melhor amigo nerd".
George as vezes ria de puro nervoso e ironizava para si mesmo que estava vivendo uma novela mexicana. Outubro passa voando, trazendo novembro. Começava a esfriar em Nova York com a proximidade do inverno. A atmosfera estava esquisita. George falava somente o necessário a Robert e isso entre os dentes, já o executivo, o cutucava dizendo:
_Um dia ainda acabo com esse segredo seu e da Clarice! — o que o deixava com a língua coçando de vontade de contar que ele era o atirador da Casa Branca para a amiga.
Os dois se alfinetavam nas costas de Clarice e se tratavam de modo educado na frente dela. Pareciam irmãos que brigavam e fingiam amizade na frente da mãe temendo o castigo, que com certeza, viria. O que acalmava George era a companhia de Joseph, agora, mais constante do que nunca. Como Joseph trabalhava em casa, estava constantemente na casa de George. Ele pensava seriamente em assumir o namorado perante todos, mesmo que isso implicasse em se auto desmascarar perante a sociedade.
O secretário se distraira tanto em seus afazeres, o namoro, suas discussões com Robert e os cuidados com Clarice que nem se dera conta de que seu aniversário estava chegando. Seria no próximo domingo. Clarice havia marcado um jantar secreto num restaurante tailandês com Joseph para que eles combinassem a surpresa de aniversário para George.
_O conhece bem melhor Clary, se diz que o George surtaria com uma festa surpresa, eu confio.
_Joe, eu pensei em fazer um jantar de casais, você escolhe o restaurante...
_Melhor! Faremos na casa dele! Você e Robert, George e eu, o que acha?
_Acho ótimo!
_Eu irei preparar tudo. Mas você precisará me dar uma ajuda. Primeiro pra tirar George de casa. Num domingo, nem imagino uma desculpa.
_Eu penso em uma! — diz a loira.
_Segundo, preciso que me ajude na organização.
_Excelente! — diz ela concordando.

No domingo seguinte, mais ou menos na hora do almoço, George se vestia a contra gosto e praguejando Clarice por tê-lo mandado trabalhar num domingo e na companhia de Robert.
_Justo no meu aniversário! Você me paga Clarice! — resmungava ele enquanto colocava as meias.
George recebe um beijo de Joseph que estava sentado numa poltrona fazendo charminho para que ele não fosse. Ele se desculpa, beija o namorado e sai. Joseph fica olhando a rua pela janela e se coloca de pé ao ouvir o barulho do carro indo longe. Ele desce a escada e segue em direção a garagem, abre o porta malas do próprio carro, tirando uma mochila e uma mala de lá.

Clarice chega a casa de George por volta das dezesseis horas, hora combinada por ela e Joseph. A loira entra e estranha a casa estar deserta. E mais ainda sem nenhum cheiro de comida sendo preparada será que Joseph saíra para comprar algo?
_Joe? — chama ela entrando na cozinha.
Clarice recebe um murro que a faz cair sentada no chão cuspindo sangue. Ela levanta a cabeça e se depara com Joseph a olhando com ar de riso enquanto apontava uma pistola pra cabeça dela.
_ Como eu queria ter enfiado a mão nessa sua cara, vadia! Naquele dia em que atirou em mim na Casa Branca. — Clarice surpreende-se.
_Do que você?...
_Não se faça de ingênua! O único motivo de eu estar aturando aquele babaca do George é porque eu queria pegar a você... Dama. Os russos estão pagando dois milhões de dólares pela sua cabeça! Mas fiquei sabendo que os americanos pagarão cinco por você viva! Acho que talvez, queiram torturá-la e se for o caso, eu adoraria fazer parte.
_Quem é você?
_Eu minha cara? Dereck Schümmer.
_Família Schümmer... Os assassinos mais procurados na Europa.
_Não mais do que você, minha cara. Estava só esperando para dar o bote e consegui, não é mesmo?
Ele pega Clarice pelos cabelos e a puxa na intenção de colocá-la de pé, mas recebe uma rasteira da loira e bate no chão. A arma dele voa longe e os dois começam a lutar. Clarice acerta um vaso na cabeça de Dereck, abrindo um corte na cabeça dele, fazendo o sangue escorrer como suor pelo rosto do homem, mas ele ignora, dando outro soco no rosto dela.
Clary acerta um chute em Dereck e em seguida outro, o jogando atrás do sofá. O nariz de Clarice sangrava assim como o canto da boca dela. Ela cospe o sangue e se coloca em guarda no momento em que Dereck vem pra cima dela.
Ela o segura numa chave de braço e bate a cabeça do ruivo na parede duas vezes e soca a cara dele em seguida o fazendo cospir sangue. Ele dá uma cotovelada no estômago de Clarice, se livrando dela. Dereck avista a pistola, mergulha no chão e a pega, apontando para Clarice quando ela vai atrás dele.
_Parada sua vaca! Senão terei que perder três milhões por te meter uma bala!
Clary levanta as mãos e Dereck tira um par de algemas do bolso e joga para ela, mandando que Clarice as colocasse nas mãos e ela obedece. E em seguida outro par para que ela colocasse nos pés. Dereck dá uma coronhada em Clary, a fazendo desabar desmaiada no chão. Ele a arrasta pela cozinha, passando por uma portinha para a garagem e a joga no banco de trás de um dos carros de George, colando uma fita adesiva nos lábios da loira.
Dereck sai a toda, enquanto discava um número no celular, o colocando em seguida num apoio no painel do carro. Uma mulher atende o telefone que estava no viva voz e os dois começam a conversar em alemão.
_Mãe, acabei de pegar a vaca da Ethelvyse!
"Muito bom Dereck. Deve entregá-la ao secretário de segurança em Washington DC e receber a recompensa, caso contrário, se ele não nos pagar, seu pai e eu daremos cabo da família dele!"
_Sim senhora. Mas precisarei de ajuda! Aquele palerma do Collins pode mandar alguém vir atrás dela. Infelizmente tive que pegar um dos carros dele, são bem mais rápidos e não tive tempo de verificar se essa merda tem rastreador!
"Seu pai e eu nos encarregaremos de matá-lo"
Fim da ligação. Clarice estava algemada e amordaçada no banco de trás, mas começava aos poucos recobrar os sentidos, ouvindo o barulho dos carros ao longe. Ela mal sabia que estava sendo levada a Washington para que fosse entregue as autoridades e pagasse com a vida, por tudo o que fizera.

George havia deixado Robert falando sozinho e ido pra casa depois de uma discussão com ele. Porém, Robert, ao se lembrar de que Clary pedira a ele que enrolasse George para a surpresa de aniversário, resolve pegar o carro e ir atrás do secretário. Os dois chegam a casa dele ao mesmo tempo. Eram quase quatro e quarenta, o que o deixava com tempo de sobra pra aproveitar o restante do aniversário com Joseph, assim ele pensou.
_George! Não entre!
_Não quero mais falar com você Robert! Eu sei quem você é! Sei de tudo! Do que andou fazendo e quando Clarice souber... — calou-se George parando de andar de súbito.
_Eu também sei sobre você e ela! — grita Robert devolta entrando em casa, ficando igualmente pasmo.
George sente como se tivessem injetado gelo nas veias dele. A sala estava bagunçada e havia sangue na parede, vários vasos espatifados. Ele mira o sofá sujo de sangue e corre até a cozinha, onde vê respingos de sangue no chão, junto a bolsa Dolce e Gabana de Clarice.

Notas finais
Pessoas xingando o namorado do George em 3, 2, 1...