A Dama

3 Capítulo 3: A Dama.


Dois anos mais tarde, acontece o 11 de setembro. Dois aviões acertam as torres do World Trade Center, as pondo abaixo e um terceiro acertou o Pentágono e um quarto avião, que nem chegou a decolar, deveria detonar a Casa Branca.
Clarice solidifica a amizade dela com George nos anos seguinte. Ele era como uma espécie de cão de guarda fiel da loira. O seu cérebro, como ela bem costumava dizer a ele. Clarice se especializa mais em armas e com a ajuda de George, começara a fazer o que seus pais faziam, mas de uma maneira diferente. Ela trabalhava para qualquer governo que a pagasse, sendo sempre guiada por George que a ajudava a bolar planos, rotas e estratégias, o que fazia que Clarice nunca fosse pega.
Ela atuou na Europa para o governo inglês, alemão e francês. Pegou fama depressa por ser agil e limpa. Geralmente matava seus alvos com apenas um tiro certeiro. A loira retorna aos Estados Unidos em 2006, trazendo consigo George, que ganhara depressa uma falsa fama de mulherengo pegador, criada por ele e Clarice. E ela, a fama de boa moça americana, idéia de George e ela o xingava por ter aceito a sugestão dele de virar uma mosca morta.

Setembro de 2007.
"Olha eu não queria ser você Clary." — zumbiu a voz de um homem num ponto eletrônico.
_Ah você queria sim George! Quem mais sobe no telhado de um prédio com uma Remington M74 nas costas e um par de Prada belíssimos?
A visão era de dar frio na espinha. Clarice usava um elegante vestido negro cravejado com cristais e seu cabelo loiro estava preso num requintado coque. Ela caminhava por um estreito beiral no telhado de um prédio de sessenta andares em Nova York, procurando uma melhor vista do prédio vizinho, onde acontecia a reunião do G-10. Ela chega até um ponto onde não poderia mais passar, soltando um palavrão de desaprovação por isso.
"O que houve?"
_ Não tenho mais para onde ir!
"Atire de onde você está Clary Está com uma visão privilegiada de acordo com meu computador."
_Seu computador está errado George. Tem uma estátua no beiral. Não consigo ver... A não ser que eu...
"Olhe bem o que vai fazer Clary!"
_Silêncio um minuto! É dificil pensar com um homem na minha cabeça... Bem, quase. — diz ela com deboche.
"Eu ouvi isso!"
_Sei que ouviu. — diz ela na hora em que pula do beiral e abraça o pescoço da gárgula.
A mulher pega o rifle com mira noturna de longo alcance e se posiciona. Ela olha pela mira, para o representante Japonês sentado na mesa e dispara.
O homem desfalece sobre a mesa e Clarice assiste o corre corre geral na sala de reuniões.
_George, pode avisar ao nosso cliente que a Dama, o reverencia.
"Ok"
Sempre que executava o seu alvo, Clarice dizia isso a George. Ela se tornara a assassina mais procurada por chefes de Estado no mundo para o que eles julgavam "servicinhos de limpeza". Nenhum deles jamais conhecera seu nome, ou seu rosto, somente sua voz e seu codinome: A Dama.
Clarice volta por onde viera, desmonta o rifle, esconde a maleta dele num vão no telhado para que George se encarregasse de pegá-lo mais tarde, retira as luvas brancas de gala das mãos e as atira a um canto e desce a escadinha, entrando num elevador em seguida.
A mulher sai e um belo homem de olhos castanhos, cabelos negros curtos e trajando um elegante smoking, estende a mão para ela.
_Achei que não viria minha bela dama.
_Oras Robert. Como eu faltaria a uma homenagem a mim? Seria uma grosseria e grosseria é uma palavra que eu desconheço, meu doce marido. Disse-lhe que me atrasaria... Mas é que no trajeto para cá um importante cliente me ligou e eu tive que atendê-lo com urgência.
_Valeu a meia hora de espera. Você está belíssima Clary.
Clarice beija o marido e é conduzida por ele por um tapete vermelho no corredor, até um auditório, onde seria homenageada por ajudar um hospital de câncer infantil com uma bela quantia, o que possibilitou na construção de uma nova ala.
No dia seguinte, um domingo, Clarice desperta e mira o teto de seu quarto. Haviam pequenas flores pintadas no teto do quarto dela, a visão da pintura a relaxava antes de dormir. Ao lado de Clary, Robert dormia pesado. Na mesinha ao lado dele, uma garrafa de vinho pela metade. Ele levava vinho pro quarto quando queria "soltar" sua esposa que era uma dama recatada. O que ele não sabia era que Clarice bochechava o vinho e cospia em algum jarro de flores e fazia o que bem queria com ele. Ela odiava o gosto da bebida, doce e forte, mas quando queria ser ela mesma, aceitava o artifício.
Clarice tivera que se livrar de algumas cicatrizes ao longo dos anos com cirurgia plástica, para não levantar suspeitas. O que ninguém sabia, a não ser George, óbvio, era que ela tinha uma haste de titanium na perna esquerda, colocada lá após a queda de um telhado em Moscou e apenas 50% da audição do ouvido direito devido a um murro que ela levara de um segurança de um de seus alvos, o que fez com que George saísse de sua posição passiva e agisse pela primeira vez. Ele acertara um tiro na cabeça do homem com um AK-47, o que fez Clarice se surpreender pelo tiro certeiro, rececebendo dele em resposta um simples "São angulos e cálculos Clary". Clarice tinha mais do que uma forte amizade com George, ela o amava como um irmão querido que ela jamais poderia viver longe.
A loira sai da cama deixando o marido ainda adormecido. A camisola preta de seda dela arrastava pelo chão. Ela deixa a mesma escorregar pelas curvas de seu corpo entrando no boxe em seguida. Clary toma um banho rápido, veste um moleton e tênis brancos, como se fosse correr, mas vai até a garagem, pega a sua mercedes e sai. A loira dirige por três quadras e para em frente a um casarão, com o jardim impecavelmente cuidado. Ela tira a chave da casa da bolsa e via-se a personagem Miku, uma vocaloid, pendurada no chaveiro, presente de George para ela. A loira vai até a porta da casa e entra.
Lá dentro, um homem forte com jeito de nerd estava sentado no sofá com o tablet na mão. Seus olhos verdes eram vistos atras da armação vermelha de seus óculos e seu cabelo castanho precisava ser aparado, mas por alguma razão, o desleixo do corte de cabelo, deixava George charmoso. Ele deixara de ser o magricela desengonçado que Clarice havia conhecido há oito anos e tudo graças a loira.
_Bom dia George. — diz ela com um enorme sorriso dando um beijo na bochecha de George o que o faz tirar os olhos do tablet.
_Bom dia Clary. E aí, deixou o bonitão dormindo e fugiu para me ver foi?
_Foi. Vim ver o meu amante gostoso. — George a olha de cara feia, o que faz Clary rir alto. — Você não tem senso de humor Collins! Quero saber se pegou Edith no telhado.
_Você e essa sua mania de dar nomes aos seus "brinquedinhos" letais. Eu a peguei. Está no seu arsenal particular. — explica ele apontando pra parede atrás de si com o dedão, olhando o tablet, onde ele jogava um jogo bobo de corrida.
_Obrigada meu amigo. — fala ela se atirando no sofá ao lado de George, o que o faz dar pausa no jogo e a olhar de soslaio.
_Cadê seus modos? Damas não se jogam! Se sentam com elegância e leveza.
_Pro inferno com a etiqueta! A fase de colégios suíços e franceses com boas maneiras impecáveis, já passou. Amo quando estou com você pois posso ser desleixada, mal educada e falar palavrão.
_É. Eu sei. E sabe, adoro ver seu verdadeiro eu.
_E aí, sabe as notícias matinais?
_Deixe-me ver... — começa ele pondo o dedo na tela do tablet, abrindo um site de notícias. George dá uma olhava no site e suspira. — Bem, fora o misterioso assassino de um representante japonês no G-10? Você. Ouça:
"Clarice Ethelvyse é a dama que qualquer homem desejaria como esposa e qualquer pai desejaria como filha. Dotada de uma educação excepcional, fala dez línguas diferentes e é uma milionária que administra a empresa deixada por seus pais já falecidos, a Ethelvyse S. A. Vinte e seis anos, a loira de 1,70 de olhos verdes claros é uma exímia filântropa, que foi homenageada na noite de ontem pela ajuda em dinheiro ao hospital para tratamento de câncer infantil Saint Francis."
_Uau! Sou perfeita não sou?
_Bom, de certo ângulo... Só esqueceram de mencionar que você é dotada de um senso de humor maldoso que em 90% dos casos irrita o seu melhor amigo, no caso, eu! E o fato de ser a assassina mais bem paga do mundo! Contratada por chefes de estado para eliminar seus inimigos. É também dotada de uma excelente mira, um vasto conhecimento de armas e mestre em várias artes marciais e que sua favorita é krav magá.
_Conhece-me tão bem. Entretanto, de tudo o que falou, uma é mais do que fato! Eu adoro irritar você. — diz ela se pondo de pé.
_Ja vai?
_Ah sim. Eu preciso. Se Robert souber que estou com você em pleno domingo, ele vai surtar de ciúmes.
_Ciúmes de mim? Tá de brincadeira não é?
_Acho que ele não se sente seguro por eu ter um melhor amigo — disse a loira frisando bem o "O" — e não uma melhor amiga, como teoricamente uma mulher deveria ter.
_Mal sabe ele que a minha fantasia é: Eu e ele na minha cama. — fala George de modo monótono mexendo no tablet.
_George Collins! Não me faça meter uma bala em você! — diz Clarice com um sorriso debochado nos lábios
_É brincadeira Clary. — ele revira os olhos.
_Eu sei meu amigo. Talvez, se você não tivesse fama do homem mais mulherengo de Manhattan...
_Acho que nós dois exageramos em nossos auter egos para a sociedade.
_Nem me fala. Ter que fingir para o meu marido que baratas me assustam e que eu odeio violência é uma dificuldade que tenho que superar todos os dias. Vou indo. Nos vemos amanhã no escritório?
_Claro. Estarei lá como o seu assistente anotando tudo como sempre.
Clarice se vai e George se joga no sofá e abre a pasta de emails, onde um deles havia um com o assunto escrito em japonês. "Para a Dama". Ele abre o email e lê o seguinte:
"Eu é quem deveria lhe reverênciar minha Dama. Me disseram que era a melhor e agora eu vi que realmente é! Valeu cada centavo."
_Realmente! Ela é a melhor!

Já na mansão Ethelvyse, Clarice entrava na sala de porcelanato branco cuidadosamente limpa e arrumada. Ela cumprimenta uma empregada com um bom dia e ouve a voz de Robert, que descia a escada de marmore.
_Acordei e não a encontrei. Fiquei preocupado.
_Me perdoe Bob, eu fui correr. Tenho que manter a forma.
_Pra mim sempre está linda. Toma café comigo?
_Sim.
Robert Schnneider se casara com Clarice havia somente seis meses, após um breve namoro de quatro meses. Ela recusou-se a completar o nome com o sobrenome de seu marido, alegando que seria melhor para os negócios continuar somente com o Ethelvyse, sobrenome de seus pais, porém, ela confidenciou a George, que jamais aceitaria qualquer outro sobrenome que não fosse o dela, cogitando apenas o Collins do amigo por amá-lo como um irmão.

No dia seguinte, George estava sentado atras de uma mesa na sala que dividia com Clarice. A sala ficava na cobertura do prédio da sede da Ethelvyse S. A. Os raios do sol invadiam a sala e a enchiam de luz através das enormes janelas. Quem entrava via a direita, uma mesa de mogno com tampo de vidro, onde sentava-se George numa confortável poltrona negra. A esquerda, a mesa de mármore italiano e vidro e a confortável cadeira cor marfim de Clarice que no momento estava vazia. A sala era grande demais para os dois, era o "tipo de coisa de Clary" como ele costumava brincar. Diante das mesas, no chão, um tapete persa de cem mil dólares comprado por Clarice há mais ou menos um mês e em colunas de gesso ao lado da porta, um par de vasos chineses do século XVI, com valores incalculáveis.
Ao contrário de como sempre se via, George não usava jeans ou camisas de bandas, rpgs ou animes, mas sim um alinhado terno azul marinho. Ele pega o notebook dele na maleta e abre uma pasta onde haviam fotos dele e de Clarice em dezembro de 2003 na faculdade de Oxford, na Inglaterra.
_Bom dia George. — disse Clarice entrando na sala.
_Bom dia.
_Perdão o atraso.
_Tudo bem Clary.
_Fazendo o quê? — pergunta ela puxando a cadeira para o lado dele. — Vendo os rombos que dou no orçamento?
_Olhando umas fotos nossas em Oxford.
_Bons tempos... — ela mira uma foto deles dois com as cabeças juntas mostrando a língua. — Eu gosto muito dessa... Obrigado por sempre estar comigo meu amigo. Depois que perdi meus pais... Só tenho você.
_Eu também agradeço imensamente o dia em que te conheci. Eu era um bobo e você me ensinou a como me defender.
_Aulas de defesas pessoal e krav magá todos os dias depois das aulas. — diz a loira com empolgação.
_Cuidamos um do outro.
_Mas admito que você cuida mais de mim do que eu de você George! — ele começa a rir e concorda com um aceno de cabeça. A vendo abrir a bolsa. — Droga! Vou até o meu carro. Esqueci o meu outro telefone.
Clarice se referia ao celular onde ela recebia as ligações dos chefes de estado para os serviços extra dela. A loira sai da sala e George abre os emails e em seguida os anexos que eram relatórios de contabilidade da Ethelvyse S. A. A porta se abre e George ouve a voz suave da secretária.
_Entre senhor. A senhora Ethelvyse irá recebê-lo.
_Obrigado.
George se coloca de pé com a entrada do homem loiro, de terno cinza chumbo. O homem tinha uma expressão séria, mas logo reconhece George e começa a rir com deboche.
_Ah eu não acredito... Se não é meu nerd favorito. Como vai Collins?
_Olhá Cromwell. — fala George entre os dentes.
George ergue a sobrancelha e amarra a cara ao ver quem era. O homem era nada menos do que o seu importunador na faculdade. Quando George fora estudar em Oxford, Leonard Cromwell era um veterano, goleiro do time de hóquei da escola que o obrigava a fazer os deveres de escola dele e suas namoradas e amigas de namoradas, sob o pretexto de dar uma surra no rapaz.
_O que faz aqui nerd?
_Trabalho aqui. O que você faz aqui? — quis saber sublinhando a palavra você.
_Vim tratar de negócios com a sra. Ethelvyse... Acho engraçado sabe. — comenta ele andando de um lado a outro lentamente diante de George. — Você não desgrudava dela na faculdade, agora é... Uma espécie de secretário, ou sei lá. Fale a verdade Collins — diz Leonard parando de forma dramática diante de George, ficando nariz a nariz com ele. — Você é o brinquedinho dela.
_Não seja idiota! Clarice é uma mulher de respeito. E não uma vadia feito a chefe de torcida com que você se casou!
_Não ofenda a minha mulher! — diz o homem com raiva pegando George pelo terno. — Vou te dar uma surra para relembrar os velhos tempos.
George desvia do soco, torce o braço de Leonard e dá uma rasteira nele. Antes que desse conta, Leonard estava sendo segurado pelo braço com o rosto a centímetros do chão.
_Cavaleiros. — diz Clarice sem entender nada olhando da porta.
George solta Leonard, que bate com a testa no chão. Ele se levanta tirando a poeira que não havia do terno e encara o secretário.
_Onde aprendeu a fazer isso?
_Se eu contasse não acreditaria. — fala George entre os dentes, cruzando os braços.
_Bem, bem, bem. — começa Clarice. — Sr. Cromwell veio até aqui me pedir um empréstimo e o encontro agredindo meu braço direito? Por gentileza, saia da minha sala... E não retorne. — Leonard sai sob o olhar severo de Clarice, que se volta para o amigo preocupada. — George, ele lhe fez algo?
_Queria, mas me lembro bem de cada aula que me deu e sei me livrar desse tipo de gente.
_Menos mal... Vamos! Pegue suas coisas e venha comigo George. — Ele pega o laptop, o tablet e o celular sobre a mesa, coloca numa pasta e sai atras de Clarice. — Srta. Watson, qualquer pessoa que me ligar hoje diga que estarei fora. Retornarei em três dias. Remarque tudo!
_Sim senhora.
Os dois entram no elevador, Clarice ajeita os cachos soltos de seus cabelos. George ia abrir a boca, quando Clary o olha pelo espelho e responde a pergunta que ele tinha em mente.
_Vamos para Washington. Acabei de receber um telefonema.
_Vai matar quem dessa vez? — pergunta ele surpreso. — Bush?
_Bem que eu queria! — admitiu. — Mataria qualquer um desses merdas que estão a frente desse país de filhos da puta! Mas não se preocupe... Um velho cliente alemão pediu para que eu roubasse certos projetos de bombas atômicas.
_Você não é ladra.
_Não! Não sou, mas se eu puder fuder com os E.U.A., eu fico feliz.
_Nossa! Mas e seu marido?
_Viajou a trabalho hoje cedo. Rússia...
_Rússia?! Que conveniente não?
_Eu o mandei tratar daqueles benditos contratos com os russos. Ele vai passar uma semana fora. E adivinha quem será meu par no baile beneficiente na casa branca.
_Clarice Ethelvyse, de jeito algum! Seu marido me mataria.
_Se ele tentasse, sei que ele ficaria bem machucado. Tive minha prova agora a pouco, quando aquele babaca covarde tentou te machucar. Mas conte-me, como vai o seu "caso misterioso" — falou ela fazendo aspas com os dedos.
_Joseph é uma boa pessoa. Gentil, inteligente...
_Nerd viciado em joguinhos feito você é o termo Collins. — ironiza ela o fazendo rir.
_E sabe qual o melhor de tudo?
_O que?
_Ele gosta de você.
_Milagre! — diz ela erguendo as mãos. — Todos os seus namorados sempre me detestaram!
_Realmente! E nem sei porque. Bem, um você deu motivo, mas os outros...
_Não dei motivos coisa nenhuma Collins! Precisava me livrar das roupas sujas de sangue! Queimei na pia da sua cozinha!
_Precisava fazer isso nua?!
_Me poupe de detalhes! — pede ela apontando o controle do alarme do carro pra frente.
Os dois entram na mercedes prata de Clarice. A placa de trás se lia: "Ethelvyse 2" ela dirige até a casa de George. Eles saem do carro e ela joga a chave para George. Os dois entram em casa e ele gira a cabeça da personagem no chaveiro de Clary. Uma porta se abre em meio a parede e sinceramente, jamais diriam que tal porta estava ali quando era fechada. Ele e Clarice entram no arsenal que tinha pistolas, fuzis, granadas, punhais, kindjals e espadas. Clarice tinha dez katanas empilhadas em ganchos na parede com bainhas de cores variadas, forjadas exclusivamente para ela. Os dois colocam diversas armas de baixo calibre em uma maleta. A loira vai até a parede e pega duas kindjal. Na lâmina de ambas a inscrição em latim: "Eu sou a mão da vingança de Deus!"
_Vai levar alguma dessas? — pergunta George apontando pra parede repleta de fuzis.
_Não George. Vou precisar de silenciador. — diz ela jogando dois para George, que os coloca na maleta, junto com munições.
Após as armas estarem escolhidas, Clarice sai de seu arsenal com George logo atrás dela carregando a maleta que ele coloca ao lado do sofá. Clary começa a desabotoar a blusa social três quartos de seda azul marinho e a tira. A loira usava um Victoria Secret rendado salmão e ouve a seguinte frase:
_Adorei o sutiã Clary. Essa cor fica bem em você.
_Obrigada! Te compro um quando voltarmos George.
_Engraçadinha! Você e essa sua mania de se despir na minha frente. — fala ele ao vê-la tirar a saia preta, revelando a parte debaixo de seu conjunto salmão.
_Qual o problema Collins? — quis saber ela o olhando no meio da escada que começara a subir. — Até onde eu sei, você ama homens em sua cama. Eu poderia andar nua que não daria em nada... E convenhamos, como você bem lembrou mais cedo, eu já fiz o teste.
_É! Fez sim. E me fez perder um namorado por isso. — diz ele revirando os olhos, ouvindo a gargalhada de Clarice do segundo andar.