A Dama

11 Capítulo 11: A última missão.


Clarice ouvia passos correndo pelas pedrinhas vindo em sua direção e ao abrir os olhos, se deparou com Robert a ajudando, enquanto George revirava os bolsos de Dereck, que estava caído com um buraco na testa. Robert tira a mordaça de Clary e a abraça apertado. Ela sente o corpo trêmulo do marido durante o abraço e o olha.
_Você está bem Clary? — pergunta Robert voltando a abraçá-la apertado e ela desejaria retribuir, mas não podia por causa das algemas, então beija Robert, o fazendo sentir o gosto do sangue na boca dela.
_Estou sim Bob...
_Que bom amor. — diz ele acariciando o rosto dela, enquanto a loira sentia as mãos de George em seu pulso abrindo as algemas dela.
_George... — diz ela o abraçando apertado.
_Estou bem. Aquele imbecil acertou o colete. — diz ele mostrando os buracos na camisa. — AI! — grita George massageando a cabeça, onde Clarice o acertara com o punho fechado.
_Nunca mais me assuste assim Collins! — ralhou ela com raiva, o socando no braço.
_ Para de me bater cacete! Eu prometo Clary... — diz George olhando a amiga que assim como ele, tinha lágrimas nos olhos. Ele se volta para Robert e diz: — Belo tiro Robert.
_Obrigado...
_Bob? — começa Clary incrédula — Foi você quem o matou Robert?
_Ele ia te matar oras!
_Não está uma fera por eu ter uma vida dupla?
_Depois a gente pensa nisso! O importante é que você está bem.
_Temos que sumir daqui. — Interrompe George. — Se ele ia te levar para o secretário de Estado, deve ter dito quem você era a eles e a essa altura devem estar te caçando e a esse imbecil também!
_Coloque ele na mala Collins... E ligue para Steven Garcia no necrotério... Eu tive uma idéia. — fala Clarice com um sorriso de deboche nos lábios e os olhos brilhando como quem soubera da maior loucura do universo.

O sol brilhava alto. O céu estava azul e via-se as gaivotas voarem a esmo. A brisa marinha refrescava o lugar que era quente e úmido. O mar tocava sua melodia, com as ondas que iam e vinham enchendo o lugar com seu cheiro salino.
George mexia no seu laptop sentado numa mesa a beira de uma piscina que fora projetada de um jeito que parecia que a água se fundia com o oceano mais adiante. Ele sente um par de mãos pousar nos ombros dele e olha para trás, vendo Clarice que devido a briga com Dereck, ainda tinha um curativo na cabeça, a boca cicatrizando, um homatoma feio na bochecha, um olho roxo que não se podia ver devido aos óculos escuros da loira e as pernas e os cotovelos ralados. Ela usava um biquini rosa e branco que exibia bem seus contornos e curvas. Ao lado dela, Robert, usando um short florido e com o peito nu.
_Sai desse laptop Collins e vá viver! A vida é feita de emoções! — diz Clarice sorrindo, ao se sentar ao lado de George.
_Já tive emoções suficientes Clary!
Robert olha a tela do laptop de George e vê a matéria do New York Times que destacava: "Tragédia! Morre Clarice Ethelvyse" e abaixo o restante da matéria.
_Eu posso George?
_Claro Robert. — fala George virando o laptop para Bob quando ele se senta. Ele olha para George e Clarice e começa a ler alto:
"A publicitária e dona da Ethelvyse S. A. Faleceu há dois dias, após um incendio na casa de seu secretário e amigo, George Collins. Os vizinhos afirmam que viram Clarice chegar acompanhada de seu marido, Robert. Os bombeiros tiraram os corpos carbonizados do local e acreditam em incendio criminoso, já que os três corpos (de Clarice Ethelvyse, Robert Schnneider e George Collins) tinham buracos, semelhantes a de tiros, no crânio. Nova York está de luto por perder um exemplo de dama e de bondade que era a sra. Clarice Ethelvyse." — leu Robert.
_Continuo sendo perfeita mesmo depois de morta.
_Você é muito inteligente amor, isso sim!
_Não fiz nada demais Bob!
_Nada demais? — disse Robert. — Pra mim foi sim sra. Ethelvyse.
_Xiu! — ralhou ela. — É senhora Souza agora. E arrumar dois indigentes no necrotério, meter uma bala na cabeça de ambos, e jogar o corpo daquele babaca no meio do fogo foi fácil! — fala ela sem falsa modéstia, olhando a tela do laptop, onde agora exibia o rpg que George jogava.
_Ow! Eu estava no meio de uma WOE! — resmunga ele quando Clary fecha o laptop e o atira na piscina. — Está vendo como ela é maldosa Robert? Muito maldosa.
_Nem me meto! Em briga de irmãos? Jamais!
_Nem pode Bob! Ainda não me esqueci da prostituta russa! E só não cortei seu pinto porque salvou a minha vida.
_Só por isso?
_E também porque o amo... Brincadeirinhas de submissão a partir de agora somente comigo! Entendeu? — ele acena com a cabeça e os dois se beijam. Clarice chama uma empregada com um gesto e ela vem até o grupo.
_Sim Dona Clarice.
_A senhora poderia me trazer uma jarra de suco? — pede a loira em bom português.
_Sim senhora.
_Nunca soube que tivesse admiração pelo Brasil Clary. — disse George.
_Não tinha... Meus pais sim, digo, minha mãe... Tinha fotos e mais fotos. Principalmente aqui de Angra. Quando voltamos da Europa, eu ficava olhando os albuns deles e sempre dizia a mim mesma que se um dia fugisse, seria pra cá.
_Excelente escolha eu diria. — disse Robert olhando a praia mais adiante.
Clarice segue o olhar de Robert e percebe que o marido admirava a beleza feminina do local. Mulatas com bundas avantajadas e seios fartos que passeavam com biquinis minúsculos. Clary sente uma pontada de inveja, queria ter a cor e o corpo delas, sentia-se estranha, por ser tão alva. Contudo, ela ergue uma sobrancelha e mira os rapazes jogando vôlei na areia e cutuca George.
_George, brasileiros são uns gatos, não são?
_Se são. — admite George que agora assumira interesse no jogo de volei, fazendo Robert os olhar emburrado.
_Ei, eu estou aqui! — resmunga Robert.
_Desculpe Bob. Tem razão... George preferiria você na cama dele.
_Quem sabe George. — ironiza Robert piscando, fazendo George sacudir a cabeça negativamente. Enquanto Clarice e Robert se acabavam de rir.
_Eu mereço vocês dois sabia... Sr. e Sra. sarcasmo!
Clary abraça George e dá um beijo na bochecha dele, ouvindo um zumbido de um telefone tocando. A loira abre a bolsa e se depara com um telefone celular preto e na tela escrito: "Suiça" em letras garrafais.
_O que acha George? Robert?
_Você é quem sabe... — disseram os dois em unissono dando de ombros.
_Não vale a pena. Não mais. — diz ela deixando o celular cair no chão e o esmagando com o pé. — De agora em diante, seremos nós três senhores e o sol escaldante do Brasil sobre nossas cabeças!
Robert olha a esposa e sorri aliviado por saber que ela abandonara de vez a vida dupla, o mesmo sorriso estava no rosto de George, pois ele sabia que nunca mais iria passar pelo susto de quase perder a irmã que a vida havia lhe dado.

*Para a minha irmã Juliana Gimenez que é uma irmã que Deus me deu de presente, a quem eu amo demais e que assim como eu, é viciada em livros e histórias.
*Para a minha irmã Viviane (que eu carinhosamente chamo de Yano), que foi quem me inspirou para escrever esta.
*Para o meu esposo Abreu, meu lord inglês, homem perfeito, que gosta de histórias de ação.
*E para o meu melhor amigo William Pereira a quem eu muito amo.

Notas finais
Eu espero sinceramente que tenham gostado! Críticas, sugestões, elogios, xingamentos? Mande review eu agradeço e até a próxima crianças do meu coração
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!