Notas iniciais
Oi! Quanto tempo faz, 2 meses? Sim.. Me mantive afastada desse espaço por bastante tempo~ Os trabalhos finalmente acabaram e só me restaram provas (ufa). Com a copa espero terminar a fic neste mês de junho. Vou postar logo esse pedacinho antes que demore ainda mais. Desculpem por isso, beijos.

Já haviam se passado, provavelmente, mais de uma hora desde que o amigo havia lhe passado o conselho, mas ainda, assim Lolly permanecia indecisa. Seu maior medo com certeza era a rejeição. Talvez, se lhe contasse os sentimentos mais profundos, a amiga poderia passar a lhe olhar com repulsa, e lhe transmitir repúdio. Mas Inoue não era assim… Sabia que Orihime jamais julgaria alguém por suas falas, ou mesmo, ações. Era uma garota simplesmente parecia não enxergar defeito nos outros. Mesmo consciente disso, Lolly ainda se sentia insegura diante de tudo aquilo.

Durante todos os minutos que se passaram desde que as palavras de Grimmjow haviam entrado pelo seu ouvido, evitou pensar acerca do assunto, mas estava sendo completamente inevitável. Era a primeira vez que olhava para Inoue daquela forma; Um sorriso que antes lhe provocava apenas conforto de repente transformou-se em desejo quase incontrolável. Queria tê-la, possuí-la. E não dá-la para mais ninguém. Seus pensamentos cada vez mais possesivos a levaram inconscientemente para o andar superior. Mais precisamente, em frente ao quarto de Orihime.

– O que vim fazer aqui em cima, afinal? — Seus punhos se fecharam e sua respiração pesou. Sua mão prendeu à maçaneta metálica, gélida. Abriu a porta devagar, pensando em encontrar, talvez, Inoue. Mas a cena que encontrou era completamente diferente. — Mas eim…?

Duas garotas a encararam, calando-se repentinamente das risadinhas de ainda há pouco.

– Neliel...?! — Seus olhos se arregalaram para a garota de cabelos verdes e seios fartos. — O que está fazendo?!

Harribel, a mulher de quem Neliel estava acompanhada, afastou-se com o susto. Lolly as fitava pasma, sem saber ao certo o que dizer, afinal, ela não era o tipo de garota romântica, e cenas como esta, sempre a deixavam desconcertada. Neliel apenas suspirou fundo, com cara de quem teve sua diversão interrompida.

– Já que já nos viu mesmo, não vou negar. — E, puxando a outra de volta, colou seu corpo dela, de seios tão grandes quanto o seu próprio. — Sim, estamos juntas.

– Como... — Lolly estava completamente vermelha com a confissão tão direta da de cabelos verdes. — O que quer dizer??

Já não bastava a bruta interrupção, ainda tinha que aguentar uma pergunta dessas. A mulher de cabelos esverdeados estava começando a perder a paciência.

– Você bateu com a cabeça ou algo assim, Lolly?

– Quê?! — Se tinha uma coisa que a irritava, era alguém mais alta do que ela, vindo com atitude desaforada.

– Está muito estranha hoje. — Tá, se qualquer pessoa que viesse com acusações sobre seus comportamentos já era irritante. — Ah, já sei. Isso tem a ver com Orihime-chan, não é?

– Do-do-do que está falando?! — Gaguejou, com a simples pronúncia do nome de sua amada.

– Então o que Grimmjow falou é mesmo verdade?

–... Que quer dizer? — O azulado não era do tipo que saia espalhando notícia.

– Aqui, olha. — E exibiu a mensagem do celular que tirou do bolso.

– Aquele desgraçado!! — Gritou, quase partilhando o celular em pedaços. — Não acredito que ele fez isso! Por que ele te contou?!

– Sei lá. Ele tá sempre contado esse tipo de coisa pra mim. Mas acho que talvez dessa vez, ele tenha pensado que eu poderia te ajudar de alguma forma. — E pegou calmamente o celular de volta, enquanto ignorava Lolly em puro transtorno psicológico. De quê, ela não sabia. — E, por favor, não desconte mais no meu celular.

– Como assim me ajudar?! — Ela parou a linha de raciocínio ao escutar um gemido vindo da outra garota. — Dá pra parar de fazer putaria na minha frente?! — Apontou com o dedo, completamente vermelha.

– O que tem de errado em demonstrar o amor que sinto por alguém? — Declarou ao alisar as costas de seus dedos pelos cabelos e rosto da loira. — Além disso…

– Nel-chan... — Sussurou a outra, derretida quase que completamente com esse simples gesto.

– Eu não tenho vergonha do que sinto. — Terminou, lançando um olhar apaixonado para Harribel, que corou intensamente com o gesto. — Você também Lolly. Não deveria sentir vergonha de seu amor pela Orihime-chan.

– Como é?! — Tentou provocar, em vão, Neliel com suas palavras irritadiças. Mas a última nem ligou.

Saiu de lá bufando; Levando consigo sua mente contornada de constrangimentos. Todos estavam agindo como se ela estivesse perdidamente apaixonada pela melhor amiga.

– Não é isso! — Sibilou para si mesma.

Ou será que era? A imagem da ruiva lhe invadiu o espaço. Aquele sorriso que fazia do nada, o tudo… Uma sensação que lhe trazia nervosismo e alegria ao mesmo tempo. “Preciso encontrá-la”. Esse pensamento era tudo que lhe rodeava no momento. Um desespero levava seus pés à procura daqueles longos cabelos alaranjados. Mas quanto mais andava, menos possibilidades de encontro estavam ao seu alcance. Foi então que um mau sentimento lhe invadiu: Também não estava encontrando Ulquiorra. “Não”. “Ele não”. Seu coração batia como se cada pulsar lhe pesasse em direção ao chão. Logo mais se viu ajoelhada, próxima à porta da varanda, fraquejando, quase soluçando.

– O que pensa que está fazendo?... — Lolly levantou o olhar para aquela voz que vinhera de cima. — Assim vai acabar com toda a diversão.

Luppy a encarava com desgosto. A última frase solta por ele ainda demorou a ser processada pela garota que estava ao chão.

– Diversão…? Quê…?...

– Ora, vamos. Vai deixar mesmo que Ulquiorra tome Inoue-chan pra si? — Afrontou os sentimentos das de cabelos pretos. — Estou decepcionado. Não achei que desistiria tão fácil.

E se virou. Mas antes que se retirasse, sentiu a barra de sua calça afeminada ser puxada para baixo com força.

– Quem disse… — A puxada na verdade era um apoio para se levantar do chão. -... Que vou deixar aquele desgraçado fazer o que bem entende?!

Lolly tremia em raiva própria. Enfurecida não apenas por se perceber ao ridículo estado em que se encontrou por meros instantes, mas também por ter permitido, nem que fossem apenas alguns minutos, a possibilidade de Ulquiorra levar o seu mais precioso diamante embora. Orihime era sua, e ninguém, principalmente aquele cara, a poderia tê-la para si.

Percebendo a determinação da garota misturada à revolta, Luppy soltou o que poderia ser a sua última instrução de diversão particular:

– Se quer encontrá-los, acho que os vi indo em direção ao terreno dos fundos…

Sem pensar duas vezes, com a fúria lhe consumindo, Lolly partiu em direção ao local instruído. Estava a mil, e nada iria lhe impedir.

Notas finais
Imagem bônus, produzida nesta quinta-feira '-'~ Neliel e Harribel fariam um belo par juntas também, não acham? *-* Prox. Cap será o último. Beijos.