A Cura para o Meu Veneno
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Essa é minha primeira fic "Yuri"; Sejam gentis.~~
Terça feira, 15 horas da tarde. Orihime Inoue fazia os preparativos de sua festa de despedida juntamente com sua melhor amiga, Loly Aivirrne. Orihime, de personalidade descontraída, fazia as coisas avoada, despreocupada com o tempo e com um sorriso bobo na cara. Loly, ao contrário, perfeccionista e apressada, ansiava deixar tudo impecável: Arrumou cada orelhinha de coelho dos cupcakes, 2 bigodinhos para cada docinho de gatinho, verificou se estavam devidamente enfileirados na mesa e já estava impaciente por parte dos salgadinhos ainda estarem parcialmente fritados. Obviamente, não queria que nenhuns dos salgados de panda saíssem torto, afinal, queria a todo custo que o desing escolhido por Inoue resultassem intactos.
Ao terminar, decidiu verificar a amiga, a qual deveria estar na sala, enchendo os balões. E deu de cara com ela conseguindo estourar 3 deles de uma única vez, ao tentar amarrá-los. Uma veia saltou por sua testa e já ia gritar com a ruiva com impaciência.
- Hehe! Estourou!! – A cara da menina foi tão inocente que fez perder a linha de raciocínio. Um pensamento lhe rondava ao ver a cena: Como alguém podia ser desajeitadamente fofa dessa forma?...
- Vem cá, Orihime. Deixa que eu te ajudo nisso. – Ofereceu, desistindo da ideia de lhe dar um bom cascudo.
- Ah! Muito obrigado, Loly-chan!! – O sorriso meigo rodeado facilmente por florezinhas enrubesceu quase que inteiramente a face da outra.
- Sua boba... – Sussurrou desviando o olhar. Orihime apenas riu inocentemente.
Cada ação benevolente da ruiva despertava ainda mais timidez à outra. O estranho é que Loly nunca foi de ligar muito para esse jeito descontraído dela. Na verdade, toda vez que Orihime fazia coisas do tipo, ela logo lhe dava um sermão ou um cascudo, pra ver se deixava de ser tão avoada.
Mas não era o caso agora... Há algumas semanas, Inoue recebeu o telefonema de uma tia sua, a qual só agora lhe pode oferecer uma moradia ao seu lado. Desde a morte de sua mãe e irmão, morava sozinha e a tia era sua única parenta ainda viva... Ao ouvir a voz do outro lado da linha, ela não pode recusar a proposta. Loly, que lhe fazia companhia sempre que podia, estava descendo as escadas na hora que Orihime desligava o telefone.
“- O-ri-hi-me-chan! Olha só o que eu achei!! – Cantarolou, exibindo o mangá shoujo, o qual estava perdido a séculos em seu quarto. Mas parou ao perceber que a amiga nem se mexia. – Orihime?
- Loly-chan... Eu.... Buaaaaaaaaaaaaaa!!! – Começou a chorar desesperadamente.
- Orihime?! O que aconteceu?! – Saiu correndo em direção a amiga que estava de costas.
- Eu-eu-eu! Eu aceitei! Ela parecia tão alegre por que iria me rever novamente! Eu não consegui dizer não! Eu... – Loly estava totalmente confusa acerca das alegações da amiga.
- Orihime, tenha calma. Me diga o que aconteceu, devagar. – E tocou em seu ombro. Estava tremendo. Era a primeira vez que Loly presenciava a amiga dessa forma.
- Eu vou... – E virou, encarando a de cabelos pretos. – Me mudar. – Seus olhos grandes e castanhos, acompanhados do rosto levemente corado pelo choro, causaram na outra um estranho sentimento de ansiedade.
- Se mudar?! Como assim?! – E a ruiva desatou a chorar novamente. – Ei! Orihime!!”
Algo despertou dentro do coração da garota de cabelos pretos naquele dia. E hoje, durante os preparativos para a festa de despedida de Inoue Orihime, os sentimentos pela ruiva se intensificaram ainda mais. Ainda faltavam quatro dias para a partida, mas só de pensar que nunca mais veria esse sorriso bobo, totalmente preterido do mundo, e um jeito descontraído que só ela parecia ter, lhe pesava por dentro de forma incomparável.
Aparentemente, toda vez que se via sozinha com a amiga, não conseguia reprimi-la pelas coisas que falava ou fazia, pois sua atenção não estava exatamente no modo estupidamente desastrado da mesma. Ao invés disso, observava a quão branca era sua pele; O quão gracioso era o movimento de seus cabelos laranja escuro em meio a seus movimentos; Ou quão carnudos eram os lábios que constantemente proferiam palavras de ternura. De uma maneira ou de outra, a percebia de uma maneira muito mais sedutora que o comum...
Por volta das 17 horas da tarde, tudo já estava organizado e as meninas já achavam que era hora de tomar banho e se arrumar, uma vez que o horário combinado para a festa seria às 19 horas, e, como regra mundial, 2 horas é um tempo um tanto limitado para garotas poderem se ajeitar. Loly morava perto, mas por via das dúvidas trouxe uma trouxa de roupas e artigos de higiene pessoal consigo, para não precisar ir e voltar duas vezes no mesmo dia.
- Quer tomar banho junto comigo, Loly-chan? – Convidou na mais pura inocência. A pele da outra pareceu um tomate de tão vermelha que ficou.
- Tá-tá louca é?! Claro que não...!
- Anh! Porque não Loly-chan? – A têmpora pulsou com força na cabeça da temperamental. – Você não gosta mais de mim?... – E fez uma carinha triste.
- O quê?! O que isso tem a ver?! – Retrucou quase berrando, irritada pela fala totalmente no sense da outra. – Mas é claro que gost... – Ruborizou completamente ao descer o olhar por aqueles seios fartos, chocando-se um ao outro. – Só entre logo de uma vez ai! – E a empurrou pra dentro do banheiro, fechando a porta, escutando o choramingar da mais nova.
Suspirou fundo. Quase. Muito quase. Se tomassem banhos juntas, era capaz de não conseguir se controlar e acabar com qualquer resquício de amizade que ainda poderiam ter após sua partida. Ao menos, era isso que pensava Aivirrne.
Às 18:50 já estavam arrumadas e prontas para receberem os convidados. O visual das duas parecia estar sempre em contraste: Enquanto as roupas de Loly visavam um típico visual Kei, repleta de acessórios sombrios e prateados, sem faltar coturno de cano longo à par das meias listradas de branco e preto, divergia-se plenamente de Inoue, cujo look soava incrivelmente meigo em seu vestidinho tomara-que-caia, verde bebê com desenhos espaçados de flores cor-de-rosa claro e brancas; Um cinto marrom cujo ajuste na cintura dava ainda mais volume aos seios já enormes, finalizando com uma delicada sandália no mesmo tom do cinto.
- Pra quê insiste em usar decotes assim?... – Corou intensamente ao perceber o destaque que o vestido deu ao busto da melhor amiga.
- Hm? É que assim fica mais fresquinho! – Sorriu enquanto ajeitava o penteado. Ainda não conseguia entender alguém podia ser tão sonsa desse jeito, apesar de todos os anos de amizade. – Me ajuda a colocar esse colar?
Aproximou-se então daquele pescoço pálido, exposto pelo penteado em forma de rabo-de-cavalo alto da ruiva. Conteve-se ao máximo para não contatar os lábios naquela pele aveludada. Sentia-se a própria vampira na caça à presa. Respirou fundo e prendeu o acessório cor de cobre na nuca da amiga. Esta última sorriu, desatenta às tentações da outra.
A campainha toca. “Salva pelo gongo”, pensou Loly, que disparou em direção à porta.
- Oiii! Chegueeei! – Cumprimentou uma garota de cabelos curtos e loiro escuro.
- Ah, você veio, Mellony. Não dito que tinha um outro compromisso hoje? – Estava claramente irritada com a irmã mais velha, pois não tinha conseguido acreditar que a mesma tinha algo mais importante do que isso para se fazer hoje.
- Vamos não fique assim. E eu mencionei que daria uma passada rápida.
- Creeeeeedo, que grossa! – Surgiu uma figura, que, por milagre, não parecia uma Drag queen hoje. – Nem acredito que a Inoue-chan ainda anda como uma bruta que nem você!
- Luppy... – Sua mão se fechou em um punho, louca para mostrar umas poucas e boas para o ser mais irritante do universo, assim sendo considerado por ela.
- Acalme-se Loly... Ele insistiu em vir. A Inoue-san também é importante pra ele, sabe.
Ignorando o alarde da irmã, ia partir pra cima daquele que a olhava com desdém, mas então escutou uma voz que impediu seus movimentos.
- Mell-chan! Luppy-san! Que bom reavê-los! – Cumprimentou alegre. A energia serena dela sempre acalmava qualquer clima de tensão que pudesse se instalar no ar. A garota de cabelos pretos rapidamente firmou um falso sorriso para as visitas, sem conter por completo o incômodo disparado pelo homossexual. Como tinha raiva daquela criatura... Mesmo que quisesse pular em cima daquela bicha, seria visto como algo completamente sem sentido por sua amiga, e não queria lhe causar nenhum sentimento de confusão. Principalmente naquele dia tão especial.
Aos poucos, mais e mais convidados iam aparecendo e preenchendo o lugar, logo o barulho de música e vozes misturava-se ainda mais ao local. Uma festa bem dimensional, pois ali parecia ter todos os tipos de pessoas presentes. Inoue Orihime sempre foi naturalmente uma pessoa que se importava mais com os outros, do que com si mesma. Para ela, o mais importante era que a pessoa não se sentisse triste, e faria de tudo para reaver o sorriso de alguém. E provavelmente foi isso que lhe atraiu todo tipo de amizade. Como, por exemplo, a figura que agora chegava ao meio da festa.
- Olá, Ulquiorra-san! Seja bem-vindo! – Abriu o sorriso para o recém-chegado. – Fico feliz em vê-lo aqui!
- Olá. – E lhe beijou a mão, causando um tom rosado sobre as bochechas da garota. – Igualmente, minha pequena dama.
Subitamente, Loly apareceu, desfazendo a conexão das mãos de ambos com um tapa, deixando a ruiva confusa.
- Loly-chan...? – Percebendo o ato repentino, tentou disfarçar a cena.
- Oii, Ulquiorra, como é bom vê-lo! – Ria falsamente. Se havia outro ser a quem poderia depositar todo ódio que tinha, era naquele homem. E era realmente irritante ver o quanto ele dava em cima dela... – Ah, é que tinha um mosquito na sua mão, Orihime-chan! Desculpe, te machuquei? – Sorriu levemente para a amiga, que sorriu de volta.
- Muito obrigada, Loly-chan! Está tudo bem. – E riram com o suposto desentendido. Mas é claro que isso não enganou aquele de olhos verdes escuros.
- Orihime-san. – E interrompeu o momento das duas. – Não devíamos entrar?
- Ah, sim, claro! Vamos agora mesmo. – E se virou em direção a porta.
Loly lhe lançou um olhar assassino. Mas para sua surpresa, o garoto apenas lançou um sorriso vitorioso de volta, como se aceitasse o desafio. Se a intenção dele era ter Orihime em sua posse essa noite, a garota de cabelos pretos não hesitaria em fazer de tudo para impedir...
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