Notas iniciais
Nota de cronologia: O prólogo se passa 150 anos antes do inicio da historia.

No ano de 1865, em uma pequena vila, numa simples casa no final da rua próximo a floresta se preparava para dormir um cansado jovem, depois de ter tido outro dia exatamente igual ao anterior e a terrível lembrança de ser forçado a se casar coma filha do padeiro, que mesmo sendo pobre era o mais rico da vila.

—­ Alexander não se esqueça de que amanha vamos à casa dos Houwer, foi uma sorte esse casamento meu filho, a moça não e tão velha, você vai gostar.

O pai deu um tapa nas costas de Alexander e saiu do quarto, na verdade não importava se Alex gostasse ou não da garota, o importante era que os Houwer tinham dinheiro e o pai queria esse dinheiro, mesmo que tivesse que prostituir seu próprio filho. Naquela noite a lua estava bem maior que o normal, mas Alex estava cansado demais para notar, havia passado o dia todo na floresta catando galhos e troncos, ele fechou a janela e foi dormir ignorando os ventos fortes que balançavam as árvores, era um pequeno quanto, havia uma cama de palha próxima a parede e alguns banquinhos de madeira com velas em cima. No meio da noite, enquanto Alexander dormia calmamente um estranho barulho o acordou, parecia um alguém tossindo, ele abriu os olhos e viu um velho homem meio careca e com barba grisalha, as roupas eram estranhas aos olhos de Alex, toda fechada com cortes retos sem fiapos, toda preta, o velho homem e tossiu outra vez e todas as velas do quarto se acenderam, Alexander estava tão assustado que não conseguia se mexer, quanto mais falar, o homem tinha uma aura negra sua volta, como se uma energia emanasse dele, quando finalmente pode ver os olhos eram completamente vermelhos, que era assustador em contraste com sua pele extremamente branca e enrugada. Depois de alguns segundos, que para Alex pareceram ser varias horas, o velho resolveu se apresentar, falou com uma voz franca e rouca:

—­ Meu nome e Corvinos, e você meu caro, e alguém que eu venho procurando há muito tempo – O velho se aproximou da cama e esticou uma magra mão – Venha comigo.

Assustado com tudo que o velho dizia, Alex não se moveu, apenas perguntou:

—­ Quem é você?

O velho então abriu um sorriso amarelo.

— ­Eu sou um demônio.

Alex pulou da cama se afastando do velho, a presença sinistra ainda era forte, e suas pernas tremiam muito, ficando em pé próximo a parede, Alex correu em direção à porta, mas num piscar de olhos o velho já estava lá, Alex caiu no chão implorando:

—­ Eu não quero morrer! Não me machuque, não fiz nada de errado não me leve com você.

—­ Curioso que não quer morrer, não foi a duas noites que tentou se enforcar em uma arvore, mas não teve coragem de pular, foi muito fraco? Teve medo? — ele deu uma curta risada e continuou – Não vim aqui para te matar.

Mas assustado do que nunca Alex olhou para aqueles grandes olhos vermelhos.

—­ O que você quer de min então?

—­ Quero lhe dar aquilo que você mais anseia, liberdade dessa vidinha, terá tudo que sempre quis, se vier comigo.

—­ Assim de graça? – Alex se levantou e o encarou – Um demônio vai me dar tudo que eu quero assim, sem querer nada em troca?

—­ Apenas estou lhe dando o que e seu por direito – Corvinos estava começando a ficar impaciente, o sorriso deu lugar a uma cara desagradável – Vocês descendentes são difíceis de achar, ainda bem que você e o ultimo, agora eu também estarei livre desse fardo.

Alex continuava a olhar para o velho sem entender nada, Corvino respirou fundo e continuou a falar.

—­ Escuta garoto, você realmente quer essa vida? Casar com aquela mulher e se um padeiro nessa vila medíocre? Venha comigo pelo o menos para eu explicar tudo para você.

Percebendo a realidade na sua cara, ele não queria ser um padeiro nem casar com uma estranha, Alex aceitou a ideia do demônio, se aproximou dele e mesmo com medo apertou sua mão, nesse instante ele ouviu o som de um bater de assas alto e sentiu um enorme puxão e tudo estava escuro, quando abriu os olhos eles estavam no meio da floresta, mas não uma desconhecida, era a clareira onde Alex brincava nas poucas horas de diversão que tinha quando era criança, com um estalar de dedos Corvinos ascendeu a fogueiro iluminando o lugar, havia um grande tronco caído bem à frente.

—­ O que estamos fazendo aqui? Você falou que ia muda minha via, não me jogar no mato!

—­ Olha! – disse Corvinos surpreso – Onde foi para o moleque medroso de agora a pouco?

A risada de Corvinos ecoou pelas grandes arvores brilhante a luz da lua, Alex então percebeu que o demônio estava diferente, ele não era mais um velho careca e enrugado, pelo contrario, agora estava jovem, bonito, agora tinha um corpo forte com uma fina barba e cabelos negros, seus olhos não eram mais totalmente vermelho e sim de um verde penetrante, quando o olhava parecia que conseguiu vê-lo por dentro.

—­ O que aconteceu com você?

—­ Como assim? Não estou bonito?

—­ Sim, mas, não, quero dizer, você estava velho agora pouco e agora parece ter a minha idade, como?

—­ Eu sei, adoro meu maravilhoso corpo! Aquela aparência de velho era só um lembrete da minha missão, achar você e fazer com que viesse comigo, no momento que você concordou, meu corpo voltou ao normal – Corvinos ficava andando de um lado para o outro sem tirar o sorriso do rosto, seus dentes agora eram perfeitamente brancos, sua pele bronzeada, apenas suas roupas continuavam as mesmas, se sentou na arvore caída em frente à fogueira — Agora venha, venha, sente-se aqui, devo lhe contar uma historia muito importante.

—­ Historia? Que historia?

—­ A sua!

Corvinos esticou sua mão sobre o fogo, uma fumaça negra começou a subir e estranhas imagens começaram a se formar, Alex as encarou e percebeu que pareciam pessoas, mas eles tinham asas, que estranhos.

—­ Esses são os chatos dos anjos, eles se acham por terem essas asinhas brancas.

Corvinos fez uma engraçada cara de nojo, então olhou serio para Alex , pediu silencio e começou a contar a historia, conforme ele falava as imagens na fumaça mudavam.

//

Há muito tempo atrás, em outra terra, poderosas criaturas vagavam livres, dentre todas sete espíritos animais se destacavam o poderoso leão, o esperto dragão, a majestosa fênix, o belo lobo, o veloz cervo, o inteligente corvo, e a ardilosa serpente. Sempre que estavam juntos a harmonia prevalecia, até que um dia a serpente observava certas criaturas desprovidas de magia, curiosa por eles ela foi perguntar para um amigo anjo que disse que aquelas criaturas imundas eram humanos, falou que eles não merecia viver, ele tinha certeza que eles, um dia, seriam a desgraça do mundo, ele não os suportavam, e confessou para a serpente que tinha um plano para acabar com eles antes que eles evoluíssem o suficiente para destruir tudo. Duvidando dele a serpente foi ver por si mesma os humanos, diferente de Lúcifer, ela os viu como seres bons, e mesmo contra seus instintos ela se aproximou e fez amizade com aquelas criaturas que viviam em tendas e cavernas, com o passar do tempo à serpente tinha cada vez mais certeza que os humanos tinham o direito de viver, coisa que Lúcifer não via, ele queria se livrar de toa aquela espécie que segundo ele, deixariam o planeta em chamas.

Numa noite Lúcifer foi a nascente do rio que nutria os principais povoados humanos, ele derramou um liquido negro e viscoso na água, a serpente, que o seguia há semanas, viu tudo e foi até o corvo, que tinha enorme conhecimento em poções, pedir informações, pela descrição ele só pensou e um elixir, mas um tão poderoso que ele se surpreendeu em estar nas mãos de um anjo, o liquida negro era sangue original de demônio, algo que criava demônios selvagens e sem controlo, nem os próprios demônios usavam aquilo. Em pânico a serpente perguntou se havia algo que ela poderia fazer. O corvo entendendo a empatia da irmã por aquelas criaturas disse que ela poderia tentar impedi-los de beber a água, mas a única cura conhecida era o que era chamado de “fruto proibido”, uma planta que produz uma fruta de energia que purifica completamente a alma de quem a comece, sem pensar duas vezes a serpente foi contar tudo aos humanos, mas quando chegou era tarde, alguns já haviam bebido da água e estavam gritando em agonia no chão, o mais rápido que pode foi ate a arvore da luz colher o fruto. Preocupado com a irmã, corvo foi atrás dos outros irmãos, contou tudo a eles. Quando serpente voltou com s frutos aqueles que haviam bebido da água não estavam mais no chão, estavam atacando uns aos outros como bestas selvagem, ela os forçou a comer as frutas, os que comiam voltavam ao chão em agonia e depois de um tempo se acalmaram e voltaram ao normal, mesmo tendo dado frutas a maioria algum conseguira fugir, Lúcifer ficou louco de raiva, foi com toda sua força para onde a serpente estava.

—­ Você deu o fruto proibido aos humanos serpente? Você condenou todos nós e ira pagar por isso!

Ele retirou sua enorme espada e voo ate a serpente, que estava tão cansada de correr para salvar os humanos que não poderia se defender porem no meio do caminho entre Lúcifer e serpente surgiu uma pequena bola de fogo, que brilhou e explodiu rapidamente, era a fênix protegendo sua irmã, o lobo também veio, ele mordeu e arrancou a espada da mão de Lúcifer, em instantes todos os seis espíritos estavam à frente da serpente, o leão irritado falou:

—­ Você esta louco, não pode destruir os humanos, e não pode condenar minha irmã por salva-los.

Mesmo irritado, Lúcifer fugiu, não poderia lutar sozinho contra seis bestas lendárias. Temendo uma vingança do anjo revoltado, dragão passou a vigia-lo, descobriu que ele estava transformando mais humanos em segredo e planejava usa-los para atacar e assumir o poder sobre as coisas vivas, Lúcifer sozinho era poderosa, com um exercito de demônios selvagens seria invencível, eles não tinham outra escolha, tinha que selar Lúcifer.

Corvo vasculhou em seus arquivos e encontrou um feitiço poderoso o bastante para selar um arcanjo, porem o sacrifício era alto, também seria necessário uma pedra de benitoíte*, que só poderia ser encontrado nas margens de um único rio que ficava a cinco dias de viagem, cervo se aprumou, falou que fazia a viagem e dois dias e partiu, enquanto isso os outros planejavam o ataque.

—­ Vocês enlouqueceram? Não podem se sacrificar para prender aquele maluco.

—­ E a única solução Alastor. – Leão falava calmamente.

Alastor, o Rei demônio, não perdia a chance de guerrear, mas dessa fez era demais, estavam falando em sacrificar as setes criaturas mais poderosas do planeta.

—­ Não vamos morrer não totalmente – começou o lobo – nossos corpos serão a prisão, mas nossas energias estarão livres, porem poderes tão grandes como os nossos não podem vagar sem destino, então cada um de nos escolheu um humano e marcamos suas almas, cada um deles ter um descendente em algum momento que será perfeito para nossos poderes, cabe a você e seus demônios achar esses descendentes.

—­Isso não e mais só para proteger os humanos, Lúcifer esta pondo em risco a vida de todos, o poder o enlouqueceu- completou o corvo.

—­Mas por que nos? Porque não os anjos para encontrar esses descendentes?

—­ Eles não vão ajudar, quando atacarmos Lúcifer eles vão abandonar a terra, mesmo ele estando errado, são orgulhosos de mais. — disse a serpente.

Alastor então aceitou a tarefa, apos o retorno do cervo com o benitoíte, eles se prepararam para atacar Lúcifer em seu castelo, durante dia, quando ele menos esperava eles entraram no castelo e a fênix disse as palavras do feitiço, e antes de conseguir lutar já estava paralisado pelo benitoíte, os sete ficaram em volta de Lúcifer e o selamento começou, um enorme e brilhante acumulo rápido de energia explodiu e destruiu a torre do castelo, uma onda de energia branca pode ser sentida em todo o planeta, logo após sete chamas brilhantes foram levadas pelo vento, Alastor as pegou e as colocou cada uma em um pode magicamente lacrado que só poderia ser aperto pelo legitimo descendente. Como a serpente havia dito os anjos abandonaram o lugar após o selamento de Lúcifer.

Corvo havia deixado um ultimo feitiço para ser ativado após o selamento, ele mandou todos os humanos para longe, para outra terra onde ficariam em segurança, afastados dos seres mágicos que ali abitavam.

Alastor confiou aos seus dois mais fieis guardas à missão de achar os descendentes de dois espíritos cada e ele mesmo ficou com três, espíritos tão poderosos como esses devem estar livres, disse, eles pertencem ao mundo.

//

O som do fogo era o único quebrando o silencio quando Corvinos terminou de falar, estava frio e Alex estava confuso. Corvinos o olhou calmamente e perguntou se ele tinha alguma duvida, a mente de Alex fervia de duvidas, mas nenhuma fazia sentido, alias o que mais pode fazer sentido depois de ouvir aquilo tudo.

—­ O que quer dizer com absorver o espirito? Ele vai me possuir?

—­ Não, você não perderá quem você é, mas você não será mais humano.

—­ Mas como? Você aparece e me oferece isso tudo assim sem querer nada em troca, e maluquice.

—­ Você não entende isso e seu por direito, foi decidido e muito tempo, você não quer poder ignorar a morte, e ser completamente livre?

Essa última palavra fez Alex tremer, ser livre, isso era tudo que ele queria abandonar a vila, começar uma nova vida, não precisar se casar, nunca mais ver seu pai, ah seu pai, o mandão que controlava sua vida, depois da morte de sua mão ele só piorou, culpava Alex pelo suicídio da esposa , sendo que era ele mesmo que batia nela todas as noite, sem um plano para o futuro, sem nada , a solução para todos seus problemas estava ali, a centímetros nas mãos de um demônio, mas o que fazer, Alex se perguntava. Corvinos continuava a olhar para ele sem dizer nada, ele não tinha nenhuma emoção no rosto recentemente rejuvenescido, isso deixava Alex ainda mais nervoso e assustado, após um longo tempo Corvinos finalmente quebrou o silencio.

—­ Então, o que vai fazer? Não vou ficar aqui a noite inteira, se você não quiser daqui uns 300 anos nasce outro descendente da serpente, ficarei velho de novo mais fazer o que, a escolha e sua.

Com a mente fervendo, muitas informações ao mesmo tempo, muitas memoria ruins, imagens de um futuro que ele nunca quis, a resposta parecia clara agora, se casar coma filha do padeiro, acho que não.

—­ SIM – Alex respondeu dando um salto.

Corvinos sorriram, ele pegou um pode de trás do tronco, ele era grande e branco, com uma tampa preta com o formato de uma mão desenhada.

—­ Veja e bem simples, você segura o pote e coloca sua mão nessa marca, assim o pode se abrira e a energia passara diretamente para você, só a sua mão pode abri-lo.

Alex pegou o pote, mas antes de por a mão Corvinos pediu para esperar ate ele is embora.

—­ Como assim você vai embora?

—­ Eu sei o que acontece quando o descendente abre o pote, não quero estar aqui ma hora, adeus Alexander, espero vê-lo novamente, boa sorte.

Numa fumaça cinza escura Corvinos desapareceu, deixando Alex sozinho na clareira, será isso tudo real? Ou será o sonho mais estranho de todos, no meio da madrugada na floresta com uma fogueira quase apagada, segurando um pote repleto de entalhes estranhos que iria à altura do seu joelho.

—­ Bom e agora – Alexander respirou fundo – foda-se tudo!

Ele apertou a marca na tampa, o pote começou a brilhar, uma luz branca muito forte veio dele, um barulho de vidro quebrando, a luz ficava maior, um grande calor no corpo, um vento forte.

—­ Não , por favor, pareeeeeeeeeeee.

HÁ HAHAHAHA HHHAHA HHAH

Ouvia-se longe uma risada louca, mas logo acabou só tinha silencio, Alex estava confuso, uma luz nos olhos, era o sol, havia uma leve fumaça cinza baixa, ele estava caído em volta a terra e madeira queimada, se sentou, ainda meio tonto e olhou ao redor, havia mais cinzas e pedras em ruínas do que pareciam ser casas, ele se perguntou onde estava, ele se levantou e começou a caminhar, seu corpo estava estranho parecia mais leve, não havia ninguém a sua volta, mas a frente viu algo q parecia ser uma placa perto das ruínas de uma casa de madeira, aquela era a placa do bar Juba de leão, esse era o bar local da vila de Alex , o que estava acontecendo, como havia parado ali, a ultima coisa que se lembrava era de estar na floresta, como chegou ali e porque tudo esta destruído. Será tudo um pesadelo, ele se perguntava, ele se sentou ali mesmo onde deveria ter uma porta, mas havia apenas um espaço queimado, olhando ao redor pode ver outra coisa estranha, essa era pequena e estava no chão ao se aproximar e tirar a terra se assustou ao ver q era uma mão que ainda estava quente, havia um rastro de sangue em meio às cinzas indo para traz do bar após uma pequena colina, lá havia algo bem maior, pilhas de corpos cortados e queimados espalhados por toda colina, ao ver essa cena Alexander se lembrou, foi como um grande soco, as memorias voltando todas de uma vez, foi ele, ele matou as pessoas da vila e reduziu tudo a cinzas, a risada sinistra era a dele, os gritos eram dos habitantes implorando por suas vidas, ao olhar para tudo aquilo a expressão de terror em seu rosto dando lugar a um vasto sorriso.

O vento batia forte em seu rosto, olhando suas mãos, tinha algo errado, sua pele estava branca, branca como leite, estava lisa e sem manchas, totalmente branca, Alex pegou o pedaço de vidro e pode perceber que seu cabelo também estava branco, o seus olhos também mudaram de cor, onde antes era castanho agora era vermelho, isso era assustador e excitante, após dar uma ultima olhada ao redor ele foi embora, caminhou ate a beira do penhasco próximo à vila olhou para o horizonte, ele finalmente percebeu que tudo era real, até os contos sobre criaturas que vagam na noite, que o assustava quando criança, mas agora ele não tinha mais medo, ele era uma das criaturas que andam na noite, era o descendente o espirito da serpente branca, era o sétimo immortal, respirou fundo e saltou, saltou para a escuridão do vale, para as trevas do mundo, para a imortalidade, para a liberdade.

Notas finais
Benitoíte* : Mineral silicatado de cor azulada que apresenta fluorescência. ( https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/50/c2/06/50c206de996dba9447cb53767c07dbf7.jpg )

Capitulo 1 : "Quem é você?" em breve.