A Cruzada

23 Miguel & Erika - Brigas


Notas iniciais
Opa, olha quem voltou kk Hoje mais capítulo, espero que gostem. Boa leitura galera.

— Quando vai conversar comigo Erika?

— Eu deveria? Não estou afim Miguel. Me deixe descansar.

— Precisamos conversar Erika! Desde que nos casamos, não conseguimos fazer nada. Nosso dialogo diminuiu, não ficamos juntos, não dormimos juntos, parece que voltei a ser só seu simples guarda. Me diga o que devo fazer para você voltar a me amar... Você não me ama mais é isso?

— Eles estão voltando! — gritou um soldado onde eu e Miguel fomos correndo para a sala principal para ver quem estava chegando.

Primeiro chegou Marcos trazendo consigo Elise, logo depois veio Klaus que estava com seus braços bem danificados e por ultimo Elise trazendo Mikaela. Os médicos correram até eles para curar a todos. Mikaela estava bastante ferida com muitas queimaduras em seu corpo, algumas partes de seu corpo estava com queimadura do nível mais auto. Ele parece ter sofrido bastante.

— Cade o Genbu? — perguntou Julie com o punho direito sobre o peito. — Ele ainda não voltou.

— Lucy também. Será que algo aconteceu? Marcos, aconteceu algo? — eu perguntei. Eu olhei e vi que nenhum deles sabia a resposta. Todos olharam para trás e também ficaram surpresos ao ver que ninguém estava vindo.

— Não princesa. Quando sairmos estávamos todos bem... Não entendo, já era para ele estar aqui.

Ficamos preocupados. Miguel mordeu seus lábios pelo nervosismo, Klaus se sentou em uma cadeira e Elizabeth estava brincava com um dado.

— Já chega! Eu vou lá — disse Miguel se preparando para entrar no portal enquanto Lucy aparecia pelo portal.

— Lucy? Que bom que está bem — disse Elizabeth. — Lucy? Aconteceu algo? —Lucy estava pálida e aterrorizada. — Lucy?

— Genbu, foi morto em batalha cumprindo seu dever — disse Lucy deixando uma lagrima escorrer. Ela foi andando até Julie e lhe entregou uma carta e a abraçou em seguida. — Me desculpa.

Julie abaixou sua cabeça, pegou a carta e se foi. Todos ficamos tristes e Miguel com um soco e destruiu a mesa

— Quem fez isso? — ele perguntou com sua voz grossa e rouca. Bem diferente do condicional. — Por favor Lucy me diga.

A magia de Miguel começou a cercar o local inteiro da sala. Era azul e cobria o espaço todo, parecia girar em toda à sala.

— Foi... Julio.

— Entendo — disse Miguel enquanto aquela magia virava raios que não eletrocutava ninguém, mas era assustador. — Vou matar ele.

— Qual é o seu problema Miguel? Não quis ir conosco, mas quer ir agora sozinho? Deixou Miguel morrer? Você não tava dizendo que tem menos da metade de todo o seu poder e agora quer bancar o fodão? — gritou Marcos. — Deixe de ser criança! — ele disse e em seguida avançou para dar um soco no rosto de Miguel, onde o mesmo com uma mão segurou o soco.

— Esta certo — disse Miguel enquanto diminuía sua magia. — Eu não posso derrotar ele. Por hora eu deveria pensar em recuperar minha magia. — ele disse enquanto saia da sala indo em direção ao quarto da Julie. — Só mais uma coisa, se me atacar mais uma vez... Eu mato você.

— Preparem o funeral — disse Margareth. — Mandarei meus homens para recuperar o corpo ainda nessa tarde. Hoje a noite teremos o funeral de despedida.

Eu sai da sala e fui até o quarto de Julie para seguir Miguel. Ele estava abraçando ela em cima da cama tentando confortar a tristeza da mesma. Eu também fiz isso, a abracei e peguei a carta.

— Ainda não leu essa carta? — eu perguntei a ela. — Quer que eu leia para você?

— Sim por favor — disse Julie com seus olhos avermelhados, provavelmente por muito chorar. — Eu quero saber o que esta escrito, mas não tenho coragem de abrir e saber que serão as ultimas palavras que ele deixou para mim.

— Tenha fé nele — disse Miguel. — Deixe que eu leio. Aqui diz:

‘’Julie, sei que o tempo foi curto entre nós, eu escrevo essa carta sempre antes de qualquer missão, pois eu nunca sei se voltarei. Hoje não é diferente, eu posso voltar, posso não voltar, mas se esta lendo acho que é obvio que não vou. Gostaria que soubesse que mesmo que tenha sido por um mês, eu amo você, amei você e fico feliz que tenha aceitado ser minha noiva embora que tenha sido um casamento arranjado. No nosso primeiro encontro você me deu muito gelo (irônico né) mas aos poucos se abriu e me permitiu beija-la com a a bela vista para o lago que refletia a luz da lua. Lua cheia naquele dia inclusive. Pois é, teremos um filho, ou filha eu não sei. Eu acho que será menina e se for eu peço que o nome seja Jéssica, se for menino eu deixo a seu critério, embora eu saiba que será provavelmente Hermes não é? (risos) Quero que saiba que hoje eu provavelmente morri, mas morri lutando para proteger o nosso futuro. Nosso reino e nosso filho. Quero que saiba que eu posso ter morrido, mas sempre estarei olhando por você e torcendo. Posso ter morrido hoje, mas saiba que nem a morte vai me fazer amar menos você. Julie, obrigado por tudo, eu... Eu te amo’’

— Obrigado Miguel — disse Julie que não conseguiu conter seu choro nesse momento. Era um choro solitário, um choro de quem não teve experiencias com amor, era um choro no qual ela expôs tudo o que ela sentia.

— Estamos aqui por você Julie. Conte comigo — disse Miguel abaixando sua cabeça e saindo da sala.

— Conte comigo também amiga — eu falei enquanto dava um ultimo abraço. Sai da sala e me encontrei com Miguel logo ali fora.

— Ela vai ficar bem — eu falei para ele.

— Pelo menos ela pode.

— O que esta querendo dizer com isso?

— Quero dizer que eu quero saber o que fiz de errado. Eu só quero conversar com você.

— Eu não quero conversar Miguel, eu preciso de espaço.

— Entendo. Sabe... Quando casamos a gente prometeu que não teria segredo entre nós. Prometemos que nos apoiaríamos um no outro. Que seriamos um só, mas acho que era só uma mentira sua — ele disse e saiu andando. Eu vi o quão decepcionado ele estava comigo.

— Espera Miguel...

— Quer saber... Tenha todo o seu tempo. Não irei mais atrás de você. Tenha uma boa tarde princesa — ele disse enquanto se curvava e saia.

Eu vi que fiz besteira, mas eu não quero conversar sobre isso. Eu me sinto suja por lembrar do jeito em que eu enfrentei Algol, e principalmente do jeito que eu o matei. Eu não me sentia confortável em conversar sobre isso. Ele não entende que eu não estou preparada ainda, mas eu também não estou facilitando nada.

O funeral começava as oito horas da noite. A lua na qual ele conheceu Julie voltou a aparecer. Lua cheia. Sobre o lago, um pequeno barco com o corpo resgatado foi jogado. O corpo estava inteiro com exceção da cabeça. Não que importasse, pois sobre o corpo tinha palha para que o corpo pudesse ser queimado com sucesso. É inegável que não recuperar o corpo foi um tiro no pé, mas foi o suficiente. Eu olhei pela sacada e vi que Miguel estava sentado sobre o pier, pensativo. Lucy deu um arco para Julie com a ponta que estava flamejante e Julie por sua vez atirou.

Foi uma noite triste. Foi uma noite em que nos despedimos de um grande companheiro. Uma noite em que eu vi pela primeira vez Miguel magoado comigo e que eu pela primeira vez percebi o quão estupida eu sou. Julio estava lá fora... a Anarquia ainda estava ameaçando nosso reino. Foi uma noite em que eu finalmente percebi que esta na hora de agir como uma líder e não uma simples princesa.

Notas finais
Se gostarem comentem, eu não mordo gente, sou legal... eu acho u-u Bye bye