A Cruzada

2 Miguel & Erika -- Armas Milenares


Notas iniciais
A aventura vai começar♪♫ Todos juntos vamos visitar♪♫ Ta desculpa, espero que gostem do cap de hoje

— Precisamos descansar. — disse Miguel armando a barraca.

— Meu pai esta em perigo, precisamos ir! — Eu disse a ele abrindo meus braços me mostrando insatisfeita. — Precisamos ir agora!

— Não seja burra, estamos sem suprimentos. Eu irei caçar, Rafael ficará com vocês.

— Ei, espera, não vire as costas para sua princesa! — eu disse e o segurei pelo braço. — Me obedeça!

— Sim — ele disse e se sentou na pedra mais próxima.

— Rafael, você vai caçar. Julie e Elaine ficarão aqui comigo e vai me ajudar na barraca.

— Sim senhora. — disse ambas juntas.

Miguel insatisfeito com minha ordem se deitou em uma pedra e fechou seus olhos.

— Ei, você vai dormir? Não vai me ajudar na barraca ou esperar Rafael trazer alimento?

Ele me ignorou e se virou. — que mimado — e provavelmente adormeceu. Precisávamos voltar pela montanha, é um caminho difícil e cansativo, então eu até entendo o motivo de Miguel querer dormir.

— Você podia dizer para o Miguel que você quis que ele ficasse por saber que ele é mais forte — disse Elaine deitada na barraca e se virou para mim.

— Eu odeio admitir isso, mas eu não conheço a força de Rafael, então preciso ficar ao lado de quem confio...Embora que eu deteste Miguel, eu reconheço sua força.

— Pelo que eu entendi você deixa assuntos pessoais de fora em uma batalha, parece experiente nesses assuntos de guerra — disse Julie. — Você já esteve em uma antes?

— Não estive, mas em toda minha criação eu tive meu pai e meu mestre me aconselhando e ensinando estrategias para uma batalha, essa é minha primeira missão em campo, mas já me considero preparada.

— Você não esta nervosa? — disse Elaine.

— Não, eu me sinto segura enquanto eu estiver com Miguel.

— Você odeia ele, mas o respeita e reconhece sua força...Que lindo. — disse Elaine ironizando minha antipatia com Miguel.— Vocês deviam conversar mais, talvez vocês possam se dar bem.

— Eu irei me casar com ele dentro de um ano, teremos muito tempo pra conversar…

— Irão se casar? Então ele é o homem mais forte do reino? Pela tradição você deveria ter um filho com o membro mais forte do reino correto? — disse Julie.

— Sim. — eu disse e olhei para ela — terei que me casar com o senhor perfeito do reino. — eu disse botando minha mão sobre a cabeça e com um rosto descontente franzindo minha sobrancelha.

— Cheguei! Trouxe muita carne, vamos assar. — disse Rafael entrando na barraca com um grande sorriso. — Vamos aproveitar, amanhã teremos uma longa caminhada pela montanha.

— Miguel não vai querer comer? — disse Elaine.

— Se ele quiser ele que venha. Não sou mãe dele. — eu respondi a ele enquanto preparava uma fogueira.

Nos alimentamos muito bem, carne de cervo é boa e embora que Elaine comece mais que Miguel em seus dias de folga, foi o suficiente. Elaine, Rafael e Julie dormiram rapidamente, pois estavam sem dormir a muito tempo. Eu peguei um pouco de comida e botei em um prato e sai da cabana levando para Miguel que estava dormindo.

— Ficou com pena e veio trazer alimento para seu noivo é? — ele disse abrindo somente um de seus olhos e direcionando para mim.— Você é uma esposa maravilhosa. — ele acrescentou com seu tom de voz irônico.

— Claro querido, pois não quero que o homem que me protege morra enquanto dorme com facas nas costas… Quero dizer de fome.

— Horas, obrigado minha querida noiva, saiba que te amo muito.

— Ah que seja! Aqui esta, se vai comer ou não, já não é da minha conta — eu sai fechando meus punhos e me segurando para não bater nele. Me deitei e dormi, pois logo começaríamos subir a montanha novamente para voltar a nosso reino.

— Acordem minhas flores, esta na hora de subir uma montanha! — exclamou Rafael mostrando animo para a grande caminhada que viria — Mas antes eu quero ver o poder de todos vocês, gostaria de saber mais sobre os membros da minha equipe.

— Por mim tudo bem. — disse Elaine.

— Tanto faz — disse Julie com seus longos cabelos bagunçados que cobriam grande parte de seu rosto.

— Eu aceito, mas você vai ter que me mostrar sua magia também.

— Claro, vamos lá fora, estou ansioso para isso.

Nos arrumamos e saímos da barraca, eu vesti meu traje de batalha assim como Julie e Elaine tiramos aquelas roupas clandestinas. Rafael estava nos esperando sentando em uma pedra próximo a Miguel que ainda estava deitado com um pedaço de graveto em sua boca.

— Quem vai ser a primeira a mostrar sua magia? — disse Rafael.

— Eu começo — disse Julie tomando a frente — Eu utilizo eletricidade a minha vontade e tenho total controle sobre ela — complementou fazendo uma demostração de seu poder lançando uma rajada de raios que cortou algumas arvores.

— Eu tenho sentidos agudos e avançados, e posso conversar ou controlar qualquer animal, minha força também é grande — ela disse esmagando uma arvore usando somente sua mão mostrando que tem grande força física.

— Eu apenas consigo utilizar magias defensivas e de suporte — eu disse erguendo minha mão e fazendo uma grande barreira em minha frente — Pode atacar se quiser. Rafael fez uma pequena esfera de fogo com aproximadamente cinco centímetros e atirou onde não teve nenhum impacto.

Miguel deixou escapar uma risada de desdem.

— E você Miguel? Todos deveriam mostrar suas habilidades certo? Mostre a sua também.

— Ah que saco, não preciso mostrar isso a ninguém. — ele disse, porem um esquadrão de dragões passaram voando por cima de nós indo em direção ao reino onde Miguel se levantou e tirou o graveto de sua boca. — Que se dane, precisamos chegar ao reino rápido, mesmo que nosso exercito seja grande, aquele alto numero de dragões pode atrapalhar a vida do rei, então observe bem Rafael, esse é o meu poder. — ele disse movendo o pequeno graveto como se fosse uma espada na vertical lançando uma enorme onda de poder que cortou a montanha que estava a nossa frente e abriu caminho para o reino. — esse é o meu poder, agora vamos, não temos mais tempo. — ele acrescentou e seguiu andando pelo caminho que ele fez ao abrir a montanha.

— Isso é serio? — disse Elaine apavorada.

— Entendo, então isso é o poder de um membro da Anarquia… — suspirou Julie.

— Eu quero lutar contra ele — disse Rafael com um sorriso sádico.

— Agora que já tiveram sua amostra, precisamos ir. — eu disse e segui Miguel.

Caminhamos pela fenda que Miguel fez. Sons estranhos eram escutados, e presenças nos vigiando me incomodava, porem Miguel não se importava, então mantive minha postura.

— O que são esses olhares? — perguntou Elaine.

— Provavelmente vampiros, eles estão em época de hibernação, e o David acabou de destruir sua moradia...É provável que nos ataquem. — respondeu Julie.

— Quer dizer que essa montanha é o habitat natural de vampiros? — ela disse com uma cara de medo — Horripilante.

— Foram vocês que fizeram isso? — disse um vampiro aparecendo na frente Miguel. — Pois saiba que não gostei de perder meu lar por culpa de desordeiros.

— Saia da frente — disse Miguel. — Estou ocupado.

— Como é? Um humano imundo me tratando com desrespeito? Como ousa? Você é apenas um gado.

— Calado — ele disse cortando a cabeça do mesmo. — Eu tenho que ir.

A cabeça do vampirou grudou com o corpo do mesmo que se levantou. Ele sacudiu sua cabeça a estralando e em seguida puxou sua espada.

— Ataquem! — ele disse enquanto hordas de vampiros nos cercavam.

Algo em torno de 100 vampiros nos cercava naquele momento. Miguel e Julie atravessava todos como raios enquanto Rafael queimava os mesmos e Elaine esmagava suas cabeças. Vampiros de classe baixa podiam ser mortos se arrancarmos suas cabeças, enquanto os mais altos só com feitiço de nível S, coisa que nem mesmo eu consigo alcançar. Eu ficava ao meio da batalha criando barreiras para me proteger e proteger meus aliados para que os mesmos não fossem feridos, missão que foi um sucesso e poucos minutos depois todos os vampiros estavam mortos.

— E agora cabra macho? O que fará hein? Vai nos matar sozinho? — disse Rafael ironizando o vampiro que perdeu toda sua família em alguns segundos.

— Isso é um problema — ele disse passando a mão sobre seus cabelos que eram brancos e longos. — Que seja, matarei vocês e levarei as garotas para reprodução.

— Vai ter que passar por cima de mim primeiro — disse Rafael. — Sem falar que a de cabelo vermelho será minha esposa.

— Mas a princesa não deve se casar com o homem mais forte? — disse Elaine.

— Eu sou o mais forte — ele disse arregalando seus olhos e em seguida seu corpo ficou completamente sem chamas. Ele fez uma espada de fogo e atacou o vampiro que rolou para se esquivar. O vampiro ainda tentou atacar Rafael, porem o mesmo ergueu sua mão e queimou o vampiro. — Viu? Eu sou mais forte que Miguel, e no momento desafio ele para uma luta.

— Não estou afim; se você quer casar com ela vá em frente. Eu darei o título de o homem mais forte a você sem problemas. — disse Miguel que sorrateiramente começou a coçar o nariz.

— Onde esta a honra nisso? Não me sentirei a vontade em ganhar o título sem saber se mereço ou não.

— Não ligo, minhas prioridades são outras, por enquanto vamos para o reino. — ele disse se virando e ficando de costas para Rafael que o atacou.

Miguel balançou sua mão direita e dissipou as chamas que fora lançados contra ele. Miguel puxou suas duas espadas e ergueu seu braço direito e apontou para Rafael.

— Eu aceitei o convite dessa missão para poder lutar contra você, eu não posso deixar essa chance escapar.

— Entendo, então você é de uma família de mercenários… Eu imagino quem você seja.

— O nome de minha família não pode ser citado, de qualquer forma, lute! — ele disse avançando na direção de Miguel. Miguel parecia lutar enquanto girava utilizando suas duas espadas como se estivesse dançando; ele girava em torno de seu corpo e alterava suas espadas entre as mãos e em certa ocasião esteve com duas na mesma mão — não me pergunte como —.

Rafael em um momento de descuido usou poder demais e bateu sua espada de chamas com muita força sobre as espadas de Miguel e uma explosão devastadora ocorreu. O calor feito pelas chamas subiu demasiadamente nos fazendo suar muito.

— O que aconteceu? — disse Elaine tentando olhar pela fumaça.

Miguel estava parado a minha frente e protegeu a nós três das chamas ficando com vários ferimentos e queimaduras no corpo e sua roupa estava completamente rasgada.

— Droga, vocês estão bem garotas? — disse Rafael.

Miguel olhou para Rafael com um olhar agressivo que mesmo eu morando com ele por dez anos nunca tinha visto. Miguel em um piscar de olhos apareceu ao lado de Rafael e colocou sua mão direita no ombro do mesmo.

— Quando se trata de mim eu não me importo de lutar contra você, porem você envolveu a Erika nisso, você é arrogante, abaixe sua cabeça e se curve. — ele disse e em seguida empurrou Rafael para o chão onde o mesmo ficou sem entender o que aconteceu. — Me respeite e se ajoelhe.

Todos nós olhamos para Rafael que ficou claramente amedrontado com o tom de voz e olhar de Miguel que parecia uma besta pronta para matar. Miguel deixou Rafael no chão e seguiu em frente onde eu e as garotas acompanhamos; Rafael ficou para trás.

— Devíamos mesmo deixar Rafael para trás? — disse Elaine. — Ele era tão bonito.

— Talvez Miguel tenha ficado com ciumes pelo mesmo ter dado em cima da sua esposa — disse Julie erguendo seus braços e botando atrás de sua cabeça.

— Não seja tola — disse Miguel eletrocutando ambas e deixando seus cabelos em pé. — Traição não sera tolerada.

— Espera, eu também utilizo eletricidade… Por que você me afetou? — disse Julie onde Miguel continuou a andar e não deu uma resposta.

— Miguel… tem algo errado? — eu perguntei a ele. — Posso te matar agora, quer dizer, posso te ajudar em algo?

— Eu estou bem… — ele disse caindo a nossa frente.

— Miguel! Acorde! Miguel! — eu gritava com esperanças do mesmo acordar, porem ele desmaiou por causa dos ferimentos.

— Precisamos armar a barraca e tratar dos ferimentos de Miguel, pois ele sofreu o dano do impacto e o dano para nos proteger. — disse Julie abrindo sua mochila e pegando os itens da barraca para armar.

Julie armou a barraca o mais rápido possível e eu com a ajuda de Elaine começamos a tratar dos ferimentos de Miguel. A família de Elaine é conhecida por ótimos tratamentos médicos então apenas a auxiliei.

— Isso é minha culpa — eu disse me sentando ao lado do corpo de Miguel que estava adormecido. — Se eu fosse mais forte e não dependesse dele, com certeza isso não teria acontecido.

— Não se preocupe com isso — disse Elaine colocando sua mão em meu ombro e se sentando ao meu lado.

— Eu devo ficar mais forte, não posso continuar dependendo do Miguel.

— Na verdade pode e vai. — disse Miguel se levantando. — Minha missão é proteger, não quero que você precise lutar em batalhas desse tipo.

— Mas iriamos caçar nas florestas!

— Não compare a caça com uma guerra de verdade! — ele levantou seu tom de voz e me olhou com seus olhos azuis. — Então apenas fique pedindo por ajuda e corra para os meus braços quando você estiver em apuros.

— Até parece que eu vou escutar você — eu disse a ele virando meu rosto e franzindo minha sobrancelha. — Quero que você me treine. é uma ordem! — conclui cruzando meus braços onde ele me eletrocutou e arrepiou meus cabelos como de costume.

— Não seja idiota, minha missão é proteger você… Como irei proteger alguem que vai para a linha de frente na batalha? — ele falou colocando sua mão sobre minha cabeça e começou a arrumar o mesmo. — Eu irei proteger você e a deixarei com seu pai em segurança.

— Que fofo — disse Julie. — Nojento, mas fofo.

Eu gostaria de retrucar, porem Miguel novamente caiu em sua cama apagando completamente. Eu e Julie dormimos enquanto Elaine ficou de vigia durante o turno. Seus sentidos aguçados a permitiam ver no escuro ou escutar sons estranhos. Mais tarde eu troquei com ela.

Na manhã seguinte Julie colocou Miguel ainda desmaiado em suas costas e o carregou pelo resto do trajeto, estávamos a algumas horas do reino de meu pai e os dragões já podiam ser vistos a voar pelos céus na proximidade do reino. Uma enorme barreira magica estava ali presente protegendo dos ataques aéreos dos dragões, provavelmente magia feita pelo esquadrão de elite do meu pai. O reino estava completamente cercado e praticamente não havia nenhuma abertura para poder entrar no mesmo.

— Como vamos passar por isso? — disse Elaine assustada com o numero enorme de soldados que estavam tentando adentrar em Anya. — Não tem nenhuma brecha.

Os soldados de Unya usavam armaduras negras e seus dragões negros voavam pelo céu com seus rugidos e lançando fogo nas redondezas do castelo. As trombetas de guerra e as pisadas dos gigantes deixa o clima bem assustador.

— Isso é horrível, são muitos soldados e gigantes… sem falar dos dragões, — disse Julie encostando Miguel em uma arvore — precisamos fazer algo e rápido.

— Opa, parece que hoje é meu dia de sorte — disse um homem com cabelos dourador assim como seus olhos que caminhava em nossa direção lentamente. — Parece que Miguel apanhou bastante.

— Quem é você? — eu perguntei a ele que tinha cabelos e olhos dourados seguido de duas longas espadas em suas costas e um sobretudo preto em detalhes dourados.

— Meu nome é Loki, é um prazer conhecer você — ele puxando sua espada. — Eu estou aqui para matar você Erika.

— Você é um deles não é? Da Anarquia. — disse Elaine adotando uma postura defensiva.

— Sim eu sou — disse Loki apontando sua espada para mim. — E agora eu irei matar você. — ele disse com um falso sorriso em seu rosto.

— Não, você não vai — disse Miguel se levantando. — Não posso deixar que você encoste na Erika.

— Seu idiota, seu corpo… — eu estava dizendo, porem percebi que ele já estava completamente curado.

— Eu estou bem, só gostei de ser mimado por vocês três. — ele disse com um sorriso irônico.

— Seu imbecil! Eu juro que te mato! — eu gritei com ele indignada. — Eu pensei que sua vida estava em perigo!

— Se você quer tanto me matar podia me deixar no chão. É verdade que o impacto me feriu, mas Elaine me curou a primeiro momento.

— Miguel, não é educado ignorar minha presença.

— Ah, me desculpe é que eu não sou muito fã seu.

— Não seja tão duro, você sabe que eu respeito muito você como se fosse um irmão.

— Já eu te odeio.

— Que rude.

— Achei que você fosse se afastar da Anarquia e de Unya. Por que voltou para eles? — perguntou Miguel com seu olhar irônico.

— Você sabe o motivo. Unya e Anarquia estão em ascensão. E é claro que eu adoraria trabalhar com nossa equipe de novo.

— Entendo, então vocês já se reuniram… Foi mais rápido do que eu pensei.

Um som de trombeta pode ser escutado ao leste de nossa posição. Elfos se juntavam a batalha atirando flechas magicas que transformavam seu inimigo em pó no primeiro contato.

— Por que o elfos estão aqui? — perguntou Elaine.

— São reforços de meu pai, provavelmente irão ajudar no confronto.

— Esta certa — ele disse olhando para mim. — Minha missão principal é testar o poder militar de Anya, e minha secundaria é eliminar Erika que é herdeira de Anya.

Ele pulou na direção de Miguel que usou suas duas espadas para parar o primeiro golpe. Loki assim como Miguel usava duas espadas e seus estilos de luta eram semelhantes, porem algo estranho estava acontecendo. A cada golpe de Miguel; Loki parecia copiar e em seguida executar o mesmo com mais perfeição que o original. Pouco a pouco Miguel foi ficando sem saídas. Miguel atacava Loki utilizando suas duas espadas, ele rodava seu corpo para executar melhor suas técnicas.

— Devia saber que não pode me derrotar sozinho — disse Loki chutando a barriga de Miguel o arremessando contra uma arvore. — Você é o mais fraco entre a Anarquia, não seja patético se acha que pode me derrotar sozinho.

— Não estou sozinho! — ele disse enquanto uma bola de fogo voava na direção de Loki o derrubando no chão. — Você demorou muito.

— Me desculpa. Eu me lembrei que eu tava sendo pago por isso tarde demais. — disse Rafael aparecendo com seu corpo em chamas dentre as arvores. — E então, esse é um dos bastardos da Anarquia?

— Não seja tão duro nobre do fogo, vossa senhoria deveria ser mais humilde.

— Como você sabe? — perguntou Rafael.

— Acha mesmo que eu não reconheceria um dos primogênitos do clã do fogo? — ele disse seguido de uma risada. — É uma honra conhecer você. Miguel e Princesa, eu vos encontrarei em outra ocasião. — ele disse guardando suas espadas e descendo a colina.

As tropas de Unya começaram a recuar. Ficamos sentados por algo em torno de duas horas até que a entrada para o reino ficasse aberta.

— Isso é um saco, iriamos apenas destruir algumas aranhas próximas da floresta de Uruk e acabamos nos envolvendo em uma guerra. Como se não bastasse terei que casar com essa mimada em menos de um ano… — disse Miguel caminhando mais a frente.

— Eu queria casar com ela. — disse Rafael.

— É toda sua.

— Miguel, conte para mim, como é uma mulher perfeita para você? — perguntou Elaine.

— Mulher perfeita? Bonita; grandes seios; otimista; confiante; forte; independente grandes seios; esperta e grandes seios.… Acho que isso me agrada em uma mulher. Completamente o oposto da princesa.

— Como ousa falar assim comigo? Eu tenho todas essas características!

— Tirando a parte do bonita e grandes seios; otimista;confiante; forte… — ele dizia enquanto eu atirei uma faca que abriu um pequeno corte no rosto dele.

— O que eu não tenho mesmo amor? — eu perguntei.

— Se eu pudesse descrever mais corretamente, eu diria que a Julie seria minha esposa perfeita.

— Então case com ela.

— Mimada.

— Babaca.

— Imbecil.

— Alguém quer ouvir minha opinião sobre isso? — disse Julie.

— Não! — Gritei ao lado de Miguel.

Pouco a pouco as tropas inimigas estavam recuando. A defesa de Anya era impenetrável.

Chegamos ao portão do reino onde o mesmo se abriu. A vista de dentro do reino era de vários soldados sendo tratados. A população estava assustada, porem estavam bem e salvos. Subimos pela rua e entramos no castelo onde meu pai nos recebeu de braços abertos.

Rafael, Elaine e Julie se ajoelharam.

Miguel coçou o nariz.

— Filha! Você esta bem, como foram as coisas?

— Péssimas pai. Uruk estava em chamas, dragões devastaram a cidade.

— O reino de Unya não existe mais, apenas o herdeiro dele e a Anarquia, podemos derrotar eles em batalha.

— Meu rei, vossa senhoria não deveria se precipitar, Unya esta aliado aos Orcs e Gigantes… E aparentemente eles tomaram o reino de Druger ao norte. — disse Julie ainda ajoelhada.

— Entendo, isso explicaria muita coisa, no entanto eles possuem dragões… Eu não entendo isso. — ele se virou e começou a mexer em sua grande barba. — Dragões não aceitam ordens de humanos… e mesmo assim eles estavam sendo controlados, isso me intriga.

— Meu rei, devo pedir para a divisão de elite entrar em ação? — disse um nobre que estava atrás dele.

— Sim por gentileza, precisamos dos herdeiros de Anya para vencer essa guerra — ele disse e em seguida se sentou novamente em seu trono. — Erika, garotos, tenho uma nova missão para vocês.

— Missão? Qual missão meu velho? — disse Miguel.

— Preciso que vocês procurem pelas armas sagradas do deus Murdock filho do sétimo sol.

— E onde encontraremos isso? — disse Miguel. — Murdock guardou suas armas dentro das cavernas mais profunda de nosso planeta, e mesmo que a encontremos, as armas de Murdock tem vida própria e elas escolhem seu proprietario, duvido que algum de nós possa usar tais ferramentas.

— Não seja tolo Miguel. As armas de Murdock matou o deus Unya há Mil anos atrás, elas foram criadas para esse proposito. Elas irão despertar, pois o dever delas os chama.

— O senhor a cada dia ta ficando mais caduco, bem, que seja… Precisamos nos apressar, Julie Elaine e Erika podem ficar, eu irei sozinho.

— Espera, mais e eu? — disse Rafael apontando para si mesmo.

— Você foi contratado para nos ajudar em Uruk, sua missão já terminou — disse Miguel.

— Até parece que eu perderia a chance de ver a arma milenar de Murdock. — ele disse seguido de uma risada.

— Sim, eu também irei! — disse Elaine.

— Conte comigo. — disse Julie arrumando seus longos cabelos.

— E eu também e não ouse negar. — eu disse.

— Que saco… Bem, que seja, vamos logo acabar com essa guerra.

— Vamos com calma — disse meu pai. — Vocês partirão em uma semana. Hoje vocês irão descansar e repor suas energias, e amanhã daremos uma pequena festa em comemoração a vitoria de hoje. — ele disse e em seguida se virou.

— Velho — disse Miguel sorrindo.

—Sim?

— Preciso falar com você depois.

— Estarei na sala de estratégia, venha depois.

Eu tomei um banho e em seguida fui a sala de estrategia. Passei pelos longos corredores e segui o enorme tapete vermelho que cobre todo o chão até a sala.

Não devemos nos dar ao luxo de ficar na defensiva — disse uma voz, provavelmente meu pai.

Não podemos vencer a Anarquia ou Unya sem Anya e as armas milenares… Vai ser complicado — disse Miguel. Ambos pareciam estar calmos e conversando educadamente, além do forte cheiro de bebida.

E sobre minha filha? Quais suas impressões dela em batalha?

Não tenho muito a declarar, foi como o esperado… É apenas uma garota fraca querendo se envolver em um mundo de guerras, eu prefiro que ela não saia do castelo para a própria segurança.

Não fale assim Miguel.

É apenas uma garota fraca que cresceu no reino…Sua magia é forte e tem grande controle, mas é pouco desenvolvida — ele disse seguido de um som de cadeira arrastando. — Se preza pela vida de sua filha, não a deixe sair do reino.

Ele passou ao meu lado e sequer olhou para mim. Meu pai veio logo atrás dele e olhou para mim. Ele levou sua mão e a pôs em meus ombros.

— Não ligue para ele — ele disse com uma voz calma. — Ele só esta preocupado com você e não quer te envolver em uma guerra.

— Eu entendo isso, e sei que ele não falou por mal ou algo do tipo; mas não deixa de ser verdade. Eu sou fraca.

— Não, você não é.

— Para de tentar me consolar — eu disse bufando. — Preciso ficar mais forte para dar uma surra no Miguel.

Meu pai sorriu e se virou. Eu por minha vez fui ao meu quarto onde me assustei, pois Elaine estava pulando em minha cama; Julie bebendo uma xícara de chá em minha poltrona e Rafael vendo minhas calcinhas em minha gaveta.

— Como que você consegue usar isso?

— Me da isso seu tarado! — eu disse seguido de um tapa no mesmo que caiu no chão. — Por que estão aqui?

— Miguel pediu para ficarmos com você durante as noites, pois tem grande chance de um assassino entrar aqui e matar você — disse Julie. — De qualquer forma nos desculpe pela falta de modos, pelo visto eles não estão acostumados com isso.

— Agora me responde: isso não é muito pequeno não? — disse Rafael segurando uma de minhas calcinhas.

— Sai do meu quarto! — eu gritei enquanto o chutava para fora do quarto.

— Você parece exausta Erika, tem algo que quer nos contar? — disse Elaine se sentando na cama.

— Só estava pensando, Julie, você gostaria de se casar com Miguel?

— Sim é obvio, além de forte é incrivelmente protetor, é um ótimo marido para qualquer mulher.

— Entendo — eu respondi com uma leve bufada. — De qualquer jeito irei dormir. Boa noite. — eu disse e me deitei na cama.

Eu me lembro de sonhar nessa mesma noite. Eu sonhava que tinha uma criança em meu colo, bonito, tinha olhos heterocromáticos azul e verde e mais atrás de mim um homem segurou minha mão, cabelos brancos, porem parecia novo, não o reconheci. Depois a imagem desfocou e foi para a guerra, eu sonhei com as armas de Murdock; Uma espada longa; um arco; uma lança e um grande escudo. Atrás deles tinha a sombra de um homem grande e com um porte físico avantajado.

— Acorde — disse Miguel me chutando da cama onde eu cai no chão. — Você esta dormindo a um dia, esqueceu que tem uma festa para ir?

— Que dor de cabeça...Espera, festa? Meu deus, por quanto tempo eu dormi?

— Anda logo, seu pai deixou seu vestido com as empregadas, elas o ajudarão a vestir.

— Espera, e você?

— Eu estarei lá. — Ele disse e saiu pela porta.

O vestido era bonito. Vermelho assim como meus cabelos e detalhes em diamantes, era longo e cobria grande de meu corpo com detalhes dourados que cobriam a parte do seios e brancos com pequenas jóias próximas a perna. Meu cabelo era dividido em cima, porem o tapa olho que utilizo não me agradava.

— Esse tapa-olho me incomoda.

— Por que diz isso senhorita? — disse a empregada que usava um vestido branco com uma cruz preta que cruzava todo o vestido.

— Eu não me sinto bonita utilizando esse tapa-olho.

— Sendo assim posso ajudar vossa princesa.

Ela pegou um pente e começou a pentear meu cabelo deixando uma franja em meu lado esquerdo tampando meu tapa-olho.

— Elena, eu te amo! — eu disse seguida de um abraço nela que me pareceu feliz. — Agora vou indo, obrigada.

Notas finais
Até semana que vem :3 Seus fantasmas~~~~Deus ta vendo~~~~