Notas iniciais
Isso foi feito para um trabalho de escola, onde tinhamos que criar um heterônimo e dar a ele uma personalidade e um tema.
Acabou que todos planejaram, planejaram, e por fim não fizeram nada além de mostrar o que tinham dentro de si.
Comigo não foi diferente.

É incrível como o amor distorce as coisas, não, querida?

Por mais que você me ame, você não consegue admitir para si mesma. Ainda não. Falta-lhe coragem, esperança, e paciência da minha parte. Mas como você espera que eu fique estático, quieto, passivo, enquanto você se fere em pensamentos achando que não ligo para você?

Quando, na verdade, passo o dia inteiro te observando, admirando seus sorrisos, sonhando com o dia em que verei que está preparada para saber o tamanho do meu amor. Não sei dizer em termos físicos e exatos quando poderei lhe confessar a verdade, pois para quem ama, o tempo é muito mais relativo. Tudo depende de você, minha amada. Mostre-me que merece e que quer ser amada, que te mostrarei o quanto mereço e quero te amar.

Não, não diga isso! Você é linda, mais do que qualquer modelo. Você é inteligente, mais do que qualquer matemático. Você é especial, mais do que qualquer milagre. Pare de ligar para padrões estéticos, minha amada. Pare de derramar lágrimas salgadas, elas derretem ambas as nossas almas.

E por mais que suas duras palavras me machuquem, não pedirei que pare de proferi-las. Desde que eu sinta que suas lágrimas estão parando, a cada vez que você as diz, não me importa que elas doam como facadas. Tudo que me importa é te ver sorrindo, e sentir sua felicidade irradiando. Então, se eu puder ajudar de algum modo, não pare! Eu não sinto as facadas. Estou acostumado à elas. Desde que as palavras te façam ficar mais perto da felicidade. Não precisa pedir desculpas; nunca ficarei zangado com você.

Quando pergunto o que lhe afliges tanto, mesmo sabendo a resposta, você deixa o sangue subir ao rosto. A cada recaída, você engole mais um pouco da verdade, e fica mais perto o dia de minha confissão.

De repente, você olha para baixo, misteriosa. Sem poder ver seus olhos, não consigo entender o que se passa pela sua mente. Quando novamente me dá a honra de ver seus orbes escuros, percebo uma determinação súbita. Você encontrou a verdade mais rápido do que eu previa.

Antes que possa confessar primeiro o que sempre sonhei em te dizer, coloco minha mão em seus lábios, tocando-os antes de prová-los. Enquanto você ainda tenta digerir a informação, confesso.

Você me sorri de volta, com uma última lágrima escorrendo pelo rosto. A única, de todas as milhares que foram derramadas, que não feriram nossas almas. A pequena, mas poderosa água, que curou todas as feridas causadas por nós.

Algo me diz que nosso futuro será brilhante. Como seus olhos. Como aquela doce lágrima. Como o nosso amor.

Não acha, Darling?

Notas finais
O 'autor' dessa pequena prosa foi Alex Ferreira. O tal do heterônimo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.