A Cronica Das Arteiras E Dos Marotos...
10 QUANDO TUDO ISSO ACABAR PODEREMOS SER UMA FAMÍLIA
Notas iniciais
POV. Sírius Black.
Estava amanhecendo quando eu acordei com alguém coçando atrás da minha orelha. Olhei e vi minha filha, minha mulher, Remo, Severus, meu afilhado, Draco, um senhor um pouco mais velho que eu, o professor Alvo e um menino que eu não conheço. Todos eles sorriam para mim, Hermione tinha em sua mão cerca de oito frascos com memorias retiradas, Harry J. carregava uma gaiola coberta por um pano. O homem desconhecido carregava uma mala, Remo trazia consigo um terno, e Severus um estojo. Os únicos de mãos vazias eram os meninos com cachecol verde e cinza e o diretor.
Então me transformei, senti um leve alivio como se estivesse me esticando após anos curvado. As reações durante minha transformação foram de surpresa a risadas. Sentindo o olhar do Diretor sobre mim eu cumprimentei todos, e minha mulher começou as apresentações.
– Bom esse é Sírius Black III, ele deseja provar sua inocência perante um tribunal justo com chance de se defender de suas acusações. Sírius esse é o oficial de justiça que aceitou defender você, Jonnes Korteds.
– Senhor Korteds obrigado, muito obrigado por aceitar meu caso. — falei estendendo a mão para o advogado, que a apertou com força, e logo a largou.
– Não foi nada, já conversei com sua noiva e seus filhos e creio que será fácil provar sua inocência, mas para isso você terá que se apresentar para depor, e ainda fazer um B.O. sobre o sequestro do seu filho contra os Nott, — O que? Será que Theodore é mesmo meu filho? Será que Draco estava certo? — um processo de requerimento de guarda de Draco Malfoy, sem contar em um processo contra o ministério por te confinar sem provas, que acabará resultando em um ressarcimento de cerca do 15 mil galeões.
– Senhor como posso lhe pagar, lhe recompensar por seu trabalho? — Perguntei olhando para o Senhor de vestes formais a minha frente.
– Bom além do ressarcimento do governo, os Nott serão obrigados a lhe remunerar também, o que provavelmente ira fazer o senhor e a srt ª Potter faturarem cerca de 15%% da fortuna dos Nott, já que toda a riqueza deles está em testamento para seu filho. Os outros 85% ficaram em posse de Harry Sírius Potter Black assim que ele completar 17 anos. — Notei o menino moreno da sonserina sorrindo para mim, aquele garoto é o meu Harry? — 25% do que você ganhar do governo.
– Claro está tudo bem. Quando será o julgamento? — Eu perguntei pra ninguém em especial, só queria uma resposta.
– O julgamento será hoje as 14:30 da tarde. Até lá é melhor o senhor estar apresentável, o senhor Dumbledore, — Falou Jonnes apontando para o professor — liberou o banheiro feminino do segundo andar para você tomar banho e ficar em dia com a higiene. Seus amigos — Ele apontou para Remo e Severus — irão lhe oferecer os materiais necessários para se arrumar. Seu filho e sua filha foram liberados das aulas para lhe oferecer apoio, sua filha irá mostrar todas as provas do julgamento, o senhor Malfoy será liberado da aula para depor contra os pais, provando a quem são assim os verdadeiros culpados, assim como seu filho.
– Harry me passe a gaiola. — Falou Mody com convecção. Meu afilhado passou a ela o metal tampado, que ela rapidamente destapou revelando um rato com uma pelagem rala, em seu oitavo sono. — Feitiço do sono, muito inteligente. — Falou ela enquanto cobria novamente a gaiola, fazendo o menino com a cicatriz sorrir. — Então senhor Korteds vamos levar Pedro a justiça. — Ambos acenaram e foram até a floresta onde com permisão de Dumbledore aparataram.
Fui levado ao castelo abraçando minha filha e olhando meu filho que estava com medo de se aproximar. Meu afilhado e Draco voltaram para a aula. Meus amigos me mostram poções de limpeza, tesouras, navalhas, espuma para barbear, duas mudas de roupa uma para mim usar enquanto aguardava o tribunal e uma para tal. E me deixaram lá sozinho com meus filhos.
Harry sem dizer nada molhou meu rosto e o encheu com a espuma branca, pegou a navalha e começou a tirar minha barba. Minha filha molhou meus cabelos e os cortou. Eu não sabia o que falar para nenhum dos dois, eu nem lembrava direito o que era ser pai até encontrar Hermione a alguns dias. Eu não cheguei a ser pai direito, e agora 12 anos me foram tirados com a minha filha e 13 anos com meu filho. Eu não sabia o que dizer, eu sentia que precisava dizer algo, mas não sabia o quê.
Quando achei as palavras certas para dizer, meu cabelo estava bem mais curto, e eu estava sem barba. Olhei para meu rosto limpo, e então olhei para os meus filhos, Hermione analisava as poções no estojo, enquanto Harry me encarava com um brilho no olhar.
– Oi... filho...- falei olhando nos olhos dele, um nó na minha garganta parecia impedir que eu falasse. Harry olhou para mim com os olhos brilhando. — Filha... — Hermione parou de analisar as poções e se voltou para mim — Eu... EU... Não sei ser um pai, eu não sei o que dizer nesse exato momento, você, Harry, foi tirado de mim e de sua mãe quando tinha dois anos e meio, e Hermione me perdeu com pouco mais de dois anos. — As lagrimas estavam em meus olhos mas me recusava a as deixarem molhar meu rosto. — Eu não sei nada sobre vocês, e se algo der errado hoje eu provavelmente eu nunca irei conhecer. Só me contem um pouco quem vocês são. — eu pedi olhando primeiro para minha filha que estava com os olhos marejados, depois para meu filho que estava com uma certa incerteza no olhar, escondendo o que parecia admiração.
– Bom, eu fui criado longe de minha família, com o nome de Theodore Nott, meus... "pais"... — falou o menino dando enfase enquanto fazia aspas com a mão. — Me trataram como um Nott, mas eu sabia que eu não era, um dia falei a Draco isso e minha... "mãe" — fez aspas de novo — ouviu e me bateu no rosto, falou que meus pais eram traidores de sangue que nunca poderiam criar um sangue-puro do jeito que se deve. Por isso temi as ameaças, quando me falaram que me matariam quando entrei na escola, caso eu não parasse na Sonserina, eu implorei ao chapéu seletor, que queria a todo custo me por na Lufa-lufa, que eu deveria ir para a Sonserina. Até que ele cedeu. — Eu engoli o seco como esse idiotas fizeram isso com meu filho. — A alguns anos eles estão me pressionando para virar um comensal, falaram que se o "mestre" — as aspas eram presentes em sua voz — tivesse algum corpo eu já teria sido... convertido ao lado negro... Hoje eu conheci meu pai e minha mãe biológicos e tenho muito medo do que pode acontecer com eles. — Falou, e eu o puxei para um abraço.
– Filho, você sofreu tanto. Queria poder ajudar você de alguma maneira. — Ele assentiu e retribuiu o abraço. Então Hermione começou a narrar suas aventuras com Harry J. e com Rony, contou tudo que viveram e passaram no primeiro e segundo ano.
Tomei uma poção para limpar os dentes, e fui tomar banho. Me arrumei penteei os cabelos, e conferi se a roupa precisava de algum ajuste. Enquanto esperava meus filhos se aprontarem, os dois chegaram juntos do Malfoy. Andamos juntos até a sala do diretor, onde usamos a rede de pó de flu para chegar ao tribunal. Hermione limpou nossas vestes e seguimos até o salão onde Melody estava nos esperando junto de meu advogado.
Melody me viu e me recebeu com um beijo, e já contou que o tribunal havia sido cancelado,
–...as provas eram o suficiente para provar, o Pedro vivo em forma de rato já convenceu o próprio ministro que irá retirar a acusações contra você. As lembranças de Malfoy e Harry mostraram muitos comensais que não foram forçados por feitiço algum e que são muito piores do que qualquer outro preso em Azkaban. — Você está livre. — Ela falou me beijando enquanto puxava Hermione e Harry S. para um abraço. — Agora que tudo isso acabou poderemos ser uma família.
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