A Critical Failure
1 Capítulo 1 - Surpresa
Notas iniciais
– Meu nome é Alice Meyer,sou descendente de uma tribo norte americana,tenho 14 anos.Vim para o Brasil com 2 anos por causa das crises econômicas dos Estados Unidos ( de acordo com mamãe). Mas não acredito muito nela,já que ela é aquele tipo de Mãe clichê que quer competir comigo em sabedoria,que quer ser sempre mais que eu em tudo,e não é carinhosa e nem apegada a mim. Mas o que sempre me entristece é o fato de que ela não está comigo,seja nas horas boas ou nas ruins,ela nunca esta lá pra dizer: " Filha,você pode contar comigo". Só sabe cuidar da minha vida quando estou em bons lençóis,exemplo,quando estou afim de sair com alguns colegas ou ir em festinhas da rua. Mesmo eu não tendo amigos,eu tenho colegas,e alguns deles são divertidos.
– Meu nome é Jheangelo Mathias,sou de uma cidade muito pequena,não vale a pena citar,tenho 16 anos e minha vida é um tédio,meus pais não ligam muito pra mim,na verdade ninguém liga muito pra mim,e isso começou a partir dos meus 6 anos quando descobri que em mim constava uma doença chamada atraso mental,no início ninguém sabia,mas depois um primo próximo de mim espalhou para toda escola,depois disso ninguém mais se importava com como eu me sentia e muito menos com como ia minha vida,mas o que sempre me incomodou é as pessoas que sabem desse meu ''probleminha'',acharem que isso é contagioso e se afastarem de mim,é uma pena,já que isso só me afeta um pouco,eu diria que é uma simples falta de inteligência. Mas você apresentou seu problema pra tentar conhecer do meu ?
– Me desculpe se de alguma forma eu te ofendi.Estou acostumada com apresentações mais complementares,no caso falando um pouco mais da minha vida pessoal,relatei o meu maior problema e você o seu. -Escrevo rapidamente,com o intuito de explicar que não tive intenção de ofende-lo com minha apresentação.
– Que nada,está tudo bem.
– Ah,assim é melhor *Falha ao enviar mensagem*
– Ah,assim é melhor *Falha ao enviar mensagem*
Levantei do sofá com uma cara horrível,de quem acabava de comer algum tipo de comida que não gostava.Desci as escadas e logo encontrei mamãe,que com a mesma comecei uma conversa.
– Sabe o que aconteceu com a internet ? -Digo com uma voz baixa
– E porque eu deveria saber ? Eu não mexo e nem faço questão de entender dessas tecnologias. -Disse ela meio rude
– Nada,foi só uma pergunta mesmo.O que tem de jantar hoje ? -Digo com a cabeça baixa
– Comida -Disse ela
– Sério ? -Achei que iria nos servir um pedaço de pedra. -Disse á ela com uma cara de cínica.
Ela me olhou com uma cara de deboche e logo voltou a ler sua revista.
– Não me chame para o jantar,não estou afim de me sentar a mesa com vocês hoje. -Disse eu,um pouco nervosa.
– Não sou eu que irei ficar com fome,então faça como quiser. -Diz mamãe com falta de interesse no que eu disse.
Subo as escadas e volto para o meu quarto,ligo a televisão e procuro um canal legal,enquanto estou procurando passo por um canal de noticias,paro um pouco e escuto
– Não querendo causar pânico mas já causando,duas cidades do Brasil estão sujeitas a terremotos. -Disse o repórter.
Na hora eu gelei,fiquei meio pasma,já que eu sabia que no Brasil era quase impossível de acontecer terremotos ou tsunamis,respirei fundo e continuei a ver a reportagem.
– Não temos datas previstas para esses acontecimentos,porém podemos dizer uma coisa. Ninguém está seguro. Cientistas procuram saber a causa dessas ameaças no nosso país. -Continuou o repórter
Estava com o controle na mão,depois de saber sobre a noticia,sem querer deixei ele cair,fiquei um tempo com os olhos arregalados e com a boca aberta,por fora eu só tinha levado um susto,mas por dentro eu estava com muito medo.
– Aconselhamos que todos mantenham a calma até sabermos datas.
Fechei os olhos,desliguei a televisão,continuei assentada no sofá,fiquei imaginando cenas.
– Manter a calma é ? Isso é bem impossível. -pensei
Deitei-me na minha cama e fiquei martelando aquilo na minha cabeça.
– Pode ser verdade,e pode ser mentira. As chances são mínimas. Mas passou no jornal,e só de pensar que isso pode acontecer,me dá calafrios.
Fui pegando no sono e a última coisa que vi foi meu pai entrar no meu quarto,me dando boa noite e um beijinho na testa. Queria responder,mas estava com preguiça e sono demais para isso.
No outro dia,acordei me arrumei bem depressa e desci para a copa,onde estava servido o café da manhã.Consegui comer bastante,já que ontem não havia jantado. Meu pai já tinha ido trabalhar,e minha mãe estava vendo televisão.
– Alice,viu a noticia de ontem ? -Disse mamãe preocupada.
– Não,que noticia ? -Disse eu fingindo não saber de nada.
– Estamos propensos a terremotos. -Disse ela
– Que Deus nos ajude,que horror. -Disse eu fingindo uma surpresa
– É ... Como vão seus estu-
– Bem,agora tenho que ir,estou atrasada. -Interrompi ela
– Tchau. -Disse ela meio nervosa por eu ter cortado ela.
Sai pela porta e fiquei no ponto de ônibus esperando,o mesmo chegar.
Quando menos esperava surgiu uma garota do meu lado,bem risonha e alegre
– OLÁ ! -Exclamou ela,com um timbre bem alto
– Falou comigo ? -Perguntei
– HM ... Eu falei pra quem ouvir. -Disse ela dando uma risadinha com a mão na boca.
– Okay,oi então. -Respondi a primeira pergunta dela.
– Tudo bem ? -Ela perguntou
– Não. -Respondi
– hm ... Que pena,melhoras pra você -Disse ela
– E você,está bem ? -Perguntei
– Sim ! Na verdade estou muito feliz ! -Disse ela se empolgando
– Que bom,posso saber o motivo de toda essa felicidade ? -Perguntei
– CLARO !! Eu vou adorar dividir com você. Tipo,eu comecei a namorar com um menino,tipo muito legal ! Tipo,ele me ama e tipo eu amo ele -Disse ela gritando
Passou um moço de bicicleta olhando com cara de assustado,ela viu que exagerou
– Pare de usar ''tipo'' em tudo,fica meio difícil de não tapar os ouvidos. -Falei pra ela
– Oh,me desculpe ! Me empolguei e passei dos limites -Disse ela meio arrasada.
– Tudo bem,isso acontece as vezes. -Disse eu sorrindo.
Sentamos e ficamos alguns minutos lá,quando me dei conta já estávamos virando colegas de passagem,o ônibus chegou eu entrei e ela ficou.
Ela ficou acenando de um lado para o outro,fazendo ''Tchau'' com as mãos até me perder de vista,e eu fiquei do mesmo modo.
Mas eu ainda consegui ver,ela indo embora,voltando de onde veio. Na hora achei normal,mas não era.
– Eae Alice ! -Disse Filliph
– Oi Alice -Disseram acenando,Luana,Ana,Letícia e Duda
– Oi pessoal -Respondi
– Olha aquela menina,que pena,deve que brigou com os pais de novo,como sempre. -Disse Thassila,Karol e Brenda.
Olhei pra elas e sorri,tentando demonstrar que pouco me lixo pra elas
Elas olharam e sorriram,tentando demonstrar que não estavam falando de mim.
– Vem Luana,preciso falar com você. -Disse eu
– Ok Ok,não me puxa -Pediu ela
– Sabe hoje ? Então,eu estava no ponto de ônibus,quando encontrei uma menina,aparentemente ela tinha nossa idade,mas tinha algo estranho nela
– E porque me chamou aqui,como acha que eu vou saber ? -Disse Luana
– Cale-se -Disse eu olhando pra ela e rindo
–Eu não sou obrigada a nada — Disse ela rindo
Voltamos para o pátio e começamos a andar,ouvi algumas pessoas falando sobre a noticia de ontem.tipo umas 10 ... Se passaram uns 10 minutos e quando me dou conta,a escola inteira estava falando sobre os terremotos que ameaçavam o Brasil. De fato estavam todos com muito medo,inclusive eu. E quem não estaria,sabendo que a qualquer momento um tremor poderia atingir nosso país.
Entramos para as salas,e nada aconteceu,mas na metade da segunda aula ganhamos uma surpresa.
Ao som de falhas dos interfones chiados de cada sala ouvimos.
– Aqui é o UCDP,estamos com câmeras em cada sala,um passo de qualquer aluno,a sala do mesmo faz KABUM. Então,temos algumas regras pra vocês,quem quiser sair vivo que sigam elas.
As regras são o seguinte: O professor deve escolher 3 alunos de cada uma das 5 fileiras,formando 15 deles,se o professor escolher o aluno que está infiltrado,a sala explode. Porém o professor pode escolher apenas 1 aluno para ajuda-lo nesta escolha,e se por um acaso o professor escolher o aluno que é infiltrado,apenas o professor faz Kabum. Bloqueamos todas as linhas telefônicas do lugar,lembrem-se apenas queremos brincar.
Naquela hora eu vi,acompanhado do TicTac do relógio,cada olhar,cada rosto,em cada pessoa o sentimento de medo. Suares frios e olhares fixos,a morte estava dentro da escola,e poderia levar qualquer pessoa que sequer desse um passo em vão. Seja sorte ou azar,o medo esta junto dos dois.
*Escutei chiados e a última voz*
Peço que não entrem em pânico. Que o jogo comece !
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