Notas iniciais
ta aí o segundo capitulo neste dia que eu havia prometido ontem,espero que gostem beijooos!

Annie havia me contado que meu pai deveria me declarar como sua filha ainda hoje já que não tenho mais treze anos e ela me disse que isso fora um pedido de Percy. Bom, não estava curiosa para saber quem era meu pai, afinal, eu nunca o conheci, não sabia quem ele era ou o porque de nunca ter me visto, então porque eu ficaria curiosa? Não haveria motivos. Minha real curiosidade era saber quem era aquele cara misterioso e eu tinha uma leve impressão que isso seria em breve.

Annie me levou até o refeitório e disse para que eu me sentasse ao lado dos filhos de Hermes. Eles pareciam ser legais, mas ela havia me avisado para nunca deixar uma carteira perto deles, já que Hermes é o deus dos ladrões.

-Ola, meu nome é Rebecca, mas pode me chamar de Becca, sou filha de Hermes. Quem é você? Perguntou uma menina loira de bonitos olhos azuis, seus olhos não eram iguais aos meus, eram mais simples, não parecia que havia uma tempestade dentro deles, eram tranquilos e bonitos.

-Meu nome é Celina e sou indeterminada ainda. Falei e dei um pequeno sorriso.

-Bom Celina, bem vinda ao acampamento meio sangue. Becca me disse.

-Brigada.

Rebecca me explicou melhor como era no refeitório e sobre ter de dar comida aos deuses, no final do jantar Quíron me chamou lá na frente e pediu que eu jogasse um pouco de minha comida na fogueira, fiz o que ele disse e logo um raio surgiu em cima de minha cabeça.

-Celina Houston, filha de Zeus. Quíron falou e os campistas bateram palmas.

Era ridículo eles ficarem batendo palmas por que meu pai, que eu nunca conheci, disse que eu era sua filha e ele nem veio pessoalmente, somente fez aparecer um raio em cima da minha cabeça.

-Não conhecia. Uma voz disse ao meu lado. Me virei para ver quem havia me dito aquilo quando me deparei com olhos azuis, aqueles olhos que foram me ver no orfanato, o homem que não havia me dito nem uma única palavra, era ele, era o cara misterioso.

-Celina, meu nome é Zeus, e eu sou seu pai. Ele disse com um sorriso estampado em seu belo rosto.

-Porque foi me ver no orfanato e não me disse nada? Perguntei friamente.

-Porque eu não podia. Você não poderia saber de nada antes que alguém fosse buscá-la, eu tinha medo que os monstros fossem atrás de você minha filha. ele disse.

-Porque não me ajudou quando eu era pequena?! Eu gritei.

-Eu não podia.

-Sabe quantas vezes eu tremi de medo? Medo do cinto que minha mãe me batia depois de se drogar? Eu era muito pequena! Você me abandonou! Nunca se importou comigo! Porque fez isso comigo Zeus? Porque deixou aquela mulher me machucar tanto? Quantas vezes eu chorei por ouvir ela dizendo que me odiava? Que eu era uma inútil e que eu só era um peso em sua vida! Que não era para eu ter nascido! EU NUNCA FUI AMADA! NUNCA NA MINHA VIDA ALGUEM DISSE QUE ME AMAVA! QUE SE IMPORTAVA COMIGO! E AGORA VOCE VEM ME DIZER QUE NAO PODIA? VOCÊ TAMBEM NAO PODIA TER FILHOS E MESMO ASSIM TEVE, PORQUE NAO PODIA PELO MENOS TER ME CONSOLADO ENQUANTO EU CHORAVA? VOCE NÃO AMA NINGUÉM PELO VISTO "PAPAI", SÓ AMA A SI MESMO E A SUA FAMILIAZINHA PERFEITA! VOCÊ NÃO É CAPAZ DE AMAR! Eu gritei chorando e soluçando no meio do refeitório, todos os campistas nos olhavam, uns com pena, que era uma coisa que eu odiava, outros assustados com minha atitude. Sai correndo para a praia deixando meu pai com a cabeça abaixada e com uma lagrima em seus olhos.

Quando meus pés tocaram a areia senti uma imensa paz, sempre me senti calma perto do mar, minha avó me levou uma vez quando eu era pequena, mas logo depois ela morreu e nunca mais vi o mar.

Sentei-me perto o suficiente do mar para as ondas alcançarem meus pés.

Fiquei horas somente olhando o mar e pensando em tudo que já havia acontecido em minha vida, em tudo que me falaram e em tudo que fizeram comigo. Fiquei assim até um homem sentar ao eu lado.

-Ola Celina. Ele disse.

-Oi, quem é você? Perguntei.

O cara tinha cabelos negros que nem os meus só que seus olhos eram verdes, ele era idêntico ao percy.

-Sou seu tio, Poseidon. Ele disse.

-Se você é meu tio me responda uma coisa: porque os deuses são tão frios e cruéis?

-Não somos frios e cruéis, somos idiotas sim, mas cruéis não. Sabe Celina, eu nunca pude ver o Percy quando ele era mais novo, mas sempre o amei, assim como seu pai te ama. Sabe, alguns deuses tem ciúmes de você, porque você é a queridinha dele. meu tio disse me fazendo rir.

-Tenho certeza que não, ele não é capaz de amar. Eu disse.

-É sim. Todos nós somos, afinal, se não existisse o amor, Afrodite não existiria, e ela esta bem viva e chata como sempre. Ele disse rindo e me juntei a ele.

Eu e meu tio ficamos conversando por um longo tempo, não me lembro que horas eram, só me lembro que adormeci ali mesmo, na praia, no colo de Poseidon.

Notas finais
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