A Corça - Segunda Temporada
7 Uma visita nada calorosa
Notas iniciais
Me desculpem mesmo, eu sei que estou devendo tipo uns 43 capítulos, mas é que fiquei sem PC, e não tenho inspiração para escrever no PC dos outros, então, eu resolvi dar um tempo até ele chegar do conserto (Que não adiantou em nada, por acaso) para eu voltar a postar.
E sim, eu posto sempre segunda e quinta, mas eu terminei um capítulo e pensei: "Nossa, eu já tô super atrasada, melhor mandar logo", e, enfim, é isso aí : )
Espero que não estejam tão chateadas comigo >
#Júh
- Aposto que não consegue!
- Consigo sim!
- Há! Não consegue, viu? – Lilian exclamou, enquanto caminhavam até a sombra de uma árvore – Então, estamos kits. Para nós é impossível por a língua no nariz.
Lilian deitou-se na grama, olhando os galhos e as folhas verdes acima de si, enquanto Tiago sentou-se do seu lado.
- É tão bom conseguir finalmente ficar um pouquinho com você, Lily. Esta sendo tão difícil...
- Ah, eu te entendo, querido – Ela falou, fechando os olhos – Com todas as nossas aulas e os seus treinos de Quadribol e o Clube de Duelos eu sei que é complicado. E obrigada por ter conseguido cancelar o treino de hoje só para passar a tarde comigo.
- Ah – Ele ficou sem graça. Não queria dizer que cancelara o Quadribol (depois de muito esforço e reclamação de Sirius), mas, a Lilian sabia que havia treino todos os sábados pela manhã – Não foi nada – Ele sorriu e percebeu que seu amigo, ao longe o chamava nervoso – Ah... Lily?
- Sim? – Ela continuava de olhos fechados.
- Eu já volto, esta bem?
- Ok.
Tiago levantou-se e correu para Sirius.
- O que foi?
Este estava muitíssimo chateado.
- Não acredito. Você é um idiota!
- Ei! O que é?
- Largou o Quadribol para ficar com a Lilian? Sabe que o primeiro jogo é daqui a duas semanas, não é?
- Sim, eu sei! Mas nós vamos jogar contra a Lufa-lufa, e eles sempre perdem pra gente. Não sei por que está se preocupando tanto assim – Tiago cruzou os braços.
- Quê? A Lufa-lufa vai derrubar a gente se não treinarmos! E você é o apanhador, Pontas! Você é quem mais deve se preocupar! Se você não souber jogar, nós perdemos! – Sirius agitou as mãos, como que para expressar sua raiva eminente.
- Esqueceu quem eu sou?
- Agora vai começar com esse seu ego não é? Pois bem. Sou o substituto. E eu digo que vamos treinar hoje. Com ou sem você – Sirius deu as costas.
- Não ligo! – Tiago aumentou a voz para o amigo que se afastava – Pode se acabar nesse treino idiota!
- Não acredito que está trocando seus amigos por ela, Potter – Sirius murmurou antes de ir embora.
- Humpf.
- O que houve, Pontas? – Lilian perguntou, enquanto Tiago se aproximava.
- Nada demais. O Sirius ficou irritado porque eu cancelei o treino.
- Oh... Foi culpa minha? Você sabe que eu apoio totalmente você treinar para o jogo...
- Não foi, Lily. Eu acho... – Ele deitou-se de bruços em frente a Lilian, que girava sua varinha na mão – Ele deve estar chateado. Apenas.
- Por falar em chateação... Você já fez as pazes com o Remo?
- Não fale dele assim tão displicentemente – Tiago falou, fechando os olhos por um segundo para tentar ficar calmo – Ele queria tirar você de mim.
- Eu não quero te chatear... Mas isso é ridículo. E mesmo assim, o Remo nunca faria uma coisa dessas. Ele é a pessoa mais sensata deste mundo!
- Lily! Parece que você gosta mais dele do que mim!
- Não disse nada disto! Viu? Isso que eu queria dizer com “não quero te chatear”.
- Lily, não quero falar sobre isso.
Lilian suspirou.
- Está bem. Só quero que entenda que você é o meu namorado, ok?
- Eu sei... – Ele deu um beijo em sua testa.
- E a Alice? Tem tido notícias? Aposto que já devem estar em casa.
* * *
- O que você pretende, Avery?
- Você não vai querer que eu mate sua noiva querida, não é? – A varinha estava apontada para Alice, tombada e petrificada no chão. Frank tinha o coração ao saltos, e mantinha-se parado, pois sabia que o Comensal era muito bem capaz disso.
- Não, por favor! O que você pretende fazer? – Perguntou de novo. Avery gargalhou.
- Não está claro? Vou levá-los ao Lorde das Trevas, e desta vez não escaparão. Como ousaram fugir deles, seus tolinhos? – Ele olhava diretamente para Frank, o sorriso desaparecendo e dando lugar á uma expressão de raiva, seus olhos flamejantes por vingança.
- Mas por que? Por que precisam da gente? Nos deixe em paz!
Avery gargalhou novamente e acenou a varinha que estava virada para Alice, ainda encarando Frank, e o corpo imóvel da moça levitou por três metros, quase encostando no teto. Frank olhou para os longos cabelos negros caindo em cascata e tremulou. Se ele quebrasse o feitiço, Alice cairia tão depressa no chão que, se por Merlin não quebrasse uma costela, se machucaria terrivelmente.
- Você não percebe o que diz, não é? – Avery brincava com Alice, balançando-a para cima e para baixo. Frank estava aflito – Como você, um mero rapazinho que acabou de terminar os estudos conseguiu escapar por dentre os dedos do Lorde das Trevas? Ele ainda precisa de mais informações sobre a Ordem, essa tal Ordem da Fênix. E adivinha só o quanto ele ficará grato por mim? Receberei a devida retribuição... E você vai me ajudar, não vai? Senão... – Ele jogou o corpo de Alice para baixo e o parou no último instante, os fios de cabelo mais longos encostando no carpete de hotel. O coração de Frank chegou na garganta de tão forte. Agora era a hora de pensar. Ele sempre foi péssimo nisso. Era sempre Alice quem dava os planos. Ele era só o cara fortão. Mas eles juraram pela Ordem. Nunca os entregariam. O que Alice faria se fosse ela nessa situação? Lógico que ela se entregaria. Ela morreria pelo bem da Ordem. Frank deveria se colocar em seu lugar, é claro...
- É estranho não é? – Avery continuou, meio distraído, olhando a expressão de Frank enquanto voltava a brincar com Alice – Como as pessoas com o cérebro pequeno ficam confusas quando não sabem tomar a decisão certa. Eu sou assim também, meu amigo, fique tranquilo. Mas hoje eu sei o que é certo. Agora eu sei o que devo fazer. Entregá-los ao Lorde das Trevas. Ele vai interferir na sua mente até encontrar todas as respostas que precisa, mesmo que logo após você entre em colapso e morra. E então e vai visitar aquela gente que se denomina “Ordem da Fênix” e matará todos. Não restará ninguém. E não terá nenhum babaca infeliz atrapalhando os planos do Lorde das Trevas, escutou, Longbottom? Você é o tipo de bruxo de raça mais nojenta que já vi. Uma família de sangue-puro... E você faz uma desonra dessas, querendo proteger os nascidos trouxas. Estes sim devem morrer. Queimados.Vivos, se puder. Estes são a espécie mais horrorosa que existe. Não são bruxos. São crianças que brincam de serem bruxos, e isso é ofensivo. Eles devem morrer imediatamente.
- Me diga, Avery – Frank interrompeu, a raiva subindo-lhe o rosto e a vontade crescente de dar um murro bem no meio do rosto do Comensal lhe afogueava a cada instante – Seus pais são bruxos?
- Lógico que são! Eu teria vergonha se tivesse nascido trouxa. Me mataria.
- Com certeza...
- A onde quer chegar com esse papo furado?
- Lugar nenhum.
- Se você acha que sou apenas seu rival, com quem você pode trocar suas ideias está enganado, Longbottom. Porque eu tenho sua mulher como refém, então eu tomaria o máximo de cuidado.
Frank respirou fundo.
- Eu queria lhe pedir, por favor, que não fizesse isso com ela. Eu não vou deixar que faça isso com ela, nem que morra.
- Quer ficar no lugar dela, Longbottom? – Ele caçoou.
- S-Sim.
Avery soltou outra de suas gargalhadas momentâneas.
- E o que eu ganho em troca, meu caro?
- Vou lhe contar sobre a Ordem... No seu devido tempo.
- Olhe lá que você não me engana! E nem tente usar a Legilimência, afinal, o Lorde nos alertou sobre isso, seu espertalhão. Que tal? Como fica seu plano agora? – Ele riu mais um pouco e trocou a mão da varinha, relaxando o braço.
- Plano? Só quero proteger minha noiva.
- Hum, sei... – Ele olhava desconfiado, um sorriso esboçando naquele rosto feio – Você não é um cara tão nojento como eu pensava, Longbottom. Mas não deixa de ser. É apenas... Cultural – Frank sentiu vontade de rir. Avery era um burro de pedra, seria fácil enganá-lo – Acho que vou satisfazer o seu pedido. Mas, antes, me diga onde fica a sede do seu grupinho. E sem demora. Se eu ver que está pensando ou hesitando derrubo-a no chão – Ele virou a cabeça de leve para Alice, ainda dependura. Coitada, pensou Frank, tinha de fazer algo depressa.
- Nós não ficamos em um lugar ao certo. Mas normalmente nos mudamos para cidades mais afastadas, mais rurais – Ele respondeu depressa, confiante – Perto de Ottery. Mas nunca no mesmo lugar. Nos encontramos por causa da fumaça. Nossas chaminés emitem uma fumaça azulada, por isso todos sabem que é a Ordem. Assim fica mais fácil.
Avery apertou os olhos, encarando firmemente Frank, que estava totalmente firme.
- Você está falando certo, Longbottom? Se você estiver mentindo...
- Estou falando a verdade – E tratou de pensar em pôneis. Sabia que Avery podia ter aprendido um pouco de legilimência com Você-Sabe-Quem e poderia saber que ele estava mentindo.
- Certo... Acreditarei em você. Vou te liberar por hoje, mas fique bem quietinho na sua, porque posso vir te buscar a qualquer instante – Ele murmurou, e em seguida desceu o corpo de Alice até o chão e saiu porta a fora. No minuto seguinte ele não estava mais no corredor. Suando frio, Frank correu até Alice e apanhou sua varinha.
- Finite Incantatem – Murmurou, e ela voltou ao normal, respirando depressa.
- Ah, meu Merlin, Frank! Você está bem? – Eles se abraçaram – Foi tão horrível! O que aconteceu?
Ele lhe contou tudo e no fim, ela estava decidida.
- Precisamos cair fora, Frank. Vamos usar aparatação agora.
- Mas, Alice... É perigoso e... Precisamos descansar!
- Podemos descansar em outro estado. Eles vão correr para Ottery procurar uma fumaça azul ou sei lá o que, e vão voltar irados, por falar nisso, ótima ideia.
- Obrigado – Ele sorriu por um instante – Tem certeza disso?
- Sim. Agora precisamos ficar mais afastados da Ordem possível. Teremos que ficar fugitivos por um tempo, até as coisas se acalmarem. Mandaremos para Dumbledore uma carta pedindo espiões, e quando estiver tudo certo por lá, nós voltamos, está bem?
Frank concordou e Alice levantou-se do chão, devagar.
- Ai, agora estou toda dolorida de novo. Preciso tirar este roupão! Ah meu Deus!
Na hora seguinte, eles terminaram de se arrumar e saíram do hotel, onde a recepcionista parecia estar um pouco tonta. Aparataram e foram para uma cidadezinha bem longe de Londres. Alice cortou o cabelo o mais curto possível, o que deixou seu rosto mais bonito do que nunca, e procuraram alguma casa sem dono para passar a noite.
Notas finais
Valeu se você leu até aqui! o/
Comentem POR FAVOR o que acharam do capítulo de retorno, e o que vocês queriam que eu voltasse mais atenção na fic.
Beijo pra vocês ^ ^
#Júh
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