A Corrida Universal
2 Cap. II / Edvard Munch
Eu ia arrastando-me vagarosamente pela curta estrada de terra esburacada que levava até minha morada, que se encontrava no final da mesma, ainda com aquela imagem de minutos atrás que logo converteu-se em uma ideia: ''se alguém já não tiver pintado a versão atual da obra de Edvard, eu a farei''. Ri-me comigo mesmo, e falei de mim para mim:
– Você não tem tempo para estas coisas, e além do mais, não sabe pintar. Se ao menos...Não terminei a frase pois fui interrompido por estalidos de garrafas chocando-se contra o chão e vozes masculinas, raivosas, que entoavam as mais chulas palavras que você pode imaginar, caro leitor. Tomei conhecimento de que em um minúsculo boteco que se encontrava a aproximadamente quinze metros de onde eu estava, acontecia uma discussão entre dois homens, provavelmente ébrios, então acelerei meus passos, temendo ser atingido por algum objeto mas, parei um pouco a frente pois, a curiosidade agarrou-me de tal forma que não conseguia sequer dar mais um passo. Culpa do medo que sempre se deixa vencer por ela, curiosidade, natural do homem, intermédio da sabedoria.
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