A Coroa

8 Capítulo 7: Um dia anormal


Notas iniciais
Soooooorry!! Não foi possível nesse cap., eu acho, responder por completo a pergunta de vocês, pois eu quero deixar vocês mais curiosos ainda ^^ MUAHAHAHAHA eu sou muito malvada kk

*Mais um dia começava, infelizmente esse, diferente dos outros, em pleno verão, estava nublado. Não como aqueles dias nublados que você tem certeza que vai chover, um céu coberto por uma nuvem preta, e sim uma nuvem cinza clara. Interpretei isso como um sinal de que não teria que queimar tanto no sol, pois Maxon, assim que acordei, me informou de que passaríamos o dia andando à cavalo. Eu impliquei com ele de que não sabia andar à cavalo, mas ele disse que me ensinaria. E assim aconteceu*.

*Marlee, doce e sempre com um sorriso no rosto, aguardou-me do lado de fora do banheiro enquanto eu me arrumava sozinha para minha pequena e primeira cavalgada*.

*Vesti uma calça folgadinha, botas pretas, uma blusa comum e coloquei um chapéu. Saí do banheiro e lá estava Marlee, assentada no sofá do quarto, e assim que me viu, se apressou para levantar-se e vir até mim para me fazer um rabo de cavalo. Eu disse que sabia fazer um, mas ela insistiu e eu acabei cedendo dessa vez*.

*Quando terminou, colocou cuidadosamente meu chapéu por cima, para não estragar o penteado. Olhei-me no espelho e caminhei até a porta, a qual Marlee abriu para mim. Maxon estava debruçado no corrimão da escada. Me juntei a ele e descemos juntos para o primeiro piso do palácio indo direto para o salão das mulheres, para o café-da-manhã junto com minha família*.

–Bom dia Vossas Majestades. Os cavalos já estão arreados no estábulo. O soldado Leager e o soldado Frost já foram busca-los, e pelo que me disseram vocês vão cavalgar por fora dos muros do palácio?!

*Sílvia disse se aproximando assim que nos viu, tentando nos acompanhar*.

–Bom dia Sílvia. E... Maxon não me disse que era fora do palácio.

*Olhei para Maxon buscando respostas*.

–Era para ser uma surpresa...

*Entramos pelas enormes portas do salão. As cadeiras e mesas do baile da noite anterior já haviam sido recolhidas para que o café-da-manhã fosse realizado como sempre*.

*Por termos acordado mais cedo que os demais para a cavalgada, éramos os únicos no salão sem contar com Sílvia e os outros funcionários*.

*Maxon assentou-se ao meu lado e rapidamente tomamos um suco de manga, eu um pedaço de bolo de chocolate com calda de chocolate e Maxon um pão de queijo*.

*Nos levantamos e fomos para a porta principal do castelo, saímos, e os cavalos já estavam a nossa espera do lado de fora*.

*Aspen e o outro soldado estavam segurando os cavalos pelo cabresto para que não andassem sem rumo por aí. Maxon colocou o pé direito no estribo direito e jogou seu corpo para cima levando a perna esquerda para o outro lado da sela, montando num cavalo branco e majestoso*.

*Olhei para Maxon, depois para Aspen, depois para o meu cavalo com uma expressão como: “Como vou subir nisso?!”. Maxon logo desceu de seu cavalo e me ajudou a subir no meu. Me pegou no colo e me colocou na sela do meu cavalo, um cavalo negro com a crina e as patas brancas. Me desiquilibrei um pouco, mas me segurei à sela. Maxon voltou a subir em seu cavalo*.

–Vossa Majestade quer que nós os acompanhemos?

–Não, obrigado soldado Leager, ficará tudo bem.

*Aspen balançou a cabeça positivamente mostrando que entendeu o recado e logo seguiu palácio adentro com o soldado Frost*.

–Como eu faço para o cavalo andar Maxon???

*Maxon se lembra que não sei andar à cavalo e logo passa as instruções básicas*.

–Puxe a rédea...

*Ele já ia continuar explicando quando viu o ponto de interrogação desenhado em minha testa e tentou melhorar sua explicação*.

–Rédea é essa corda à sua frente. É ela que informa ao cavalo para que direção você quer que ele vá.

–Ah sim...

–Se você quiser ir para frente, balance a rédea para a direita e para a esquerda repetidamente. Se quiser ir para a esquerda, puxe para a esquerda. Se quiser ir para a direita, puxe para a direita. Se quiser que o cavalo pare de andar, puxe para trás, mas não com muita força, senão ele pode empinar.

–Tudo bem.

*Como queria ir para frente, balanço para a esquerda e para a direita, como ele fez, e o cavalo começa a andar*.

–Ai meu deus!

–Calma Meri, ele não vai correr.

*Respiro fundo algumas vezes, mas logo perco o medo, pois percebo que o cavalo ia sempre devagar e o passei estava realmente muito bom para que eu o estragasse com meu estres*.

*Passamos pelo caminho de terra, perto de algumas árvores, e logo passamos pelos portões. Já conseguia ver um trechinho de Carolina. Como eu tinha saudade de lá...*.

*Logo minha atenção e a de Maxon são atraídas para um bando de urubus que começam a descer e pousar numa parte do mato que estava alta. Maxon pediu para que eu parasse o cavalo e ele iria ver oque os urubus estavam caçando. Puxei a rédea para trás e o cavalo me obedeceu imediatamente. Maxon desceu de seu cavalo e o amarrou no tronco de uma árvore. Caminhou em direção aos urubus os espantando aos poucos com as mãos para abrir caminho até onde haveria alguma coisa. Chegando perto, tapou sua boca com a mão, olhou para trás, para mim, depois voltou a olhar para baixo. Se abaixou e calou-se*.

–Oque é isso aí Maxon?

*Gritei de longe*.

*Maxon olhou novamente para trás e balançou a cabeça negativamente com uma expressão triste*.

Notas finais
Oque será aquilo? Ou quem será aquilo? Será alguém conhecido? Uma vítima dos rebeldes? Um animal acertado por uma flecha?Seriam trabalho dos rebeldes nortistas ou sulistas? Por quê tão perto do castelo?