Estava terrivelmente ansioso com tudo o que estava por vir. Um filho para criar, uma casa para sustentar, uma familia para amar e enormes outras responsabilidades. Era fato que estava angustiado, era fato que estava preocupado, mas sempre que colocava os olhos em sua Mei tudo parecia ficar perfeito.

Ela vinha caminhando em sua direção séria como de costume, mas aos olhos dele, ela conseguia ficar cada dia mais perfeita. A medida em que se aproximava o sorrido dele aumentava. Estava completamente apaixonado, abobalhado e também muito feliz.

– Bom dia minha adorada Mei. – Ele cumprimentou e beijou seus lábios.

– Bom dia. – Ela disse com um singelo sorriso.

– Quais são os planos para este lindo dia de hoje? – Ele disse feliz por estar em sua presença e começou a caminhada para o colégio.

– Nós vamos ao médico, lembra? Para os resultados dos exames que fiz.

– Ah, é mesmo. – Ele havia se esquecido e pareceu refletir um pouco sobre aquilo.

Mei passava muito mal e mesmo que afirmassem ser o estágio inicial da gravidez ele se preocupava muito.

– Não se preocupe Kouichi-kun, são só exames de rotina. – Ela disse vendo que ele se preocuparia.

– Sim. Só exames de rotina... – Ele disse tentando convencer a sí mesmo.

*

Mais uma vez o sinal que anunciava o término das aulas soou e todos correram livremente para fora de suas salas, já respirando o ar da liberdade que lhes era tão agradável. Certa ruiva aguardava este momento ansiosamente, pois havia um loiro que ela desejava ver.

Não o encontrou no início das aulas e nem no horário do intervalo, mas sabia que ele estaria por perto porque viu que Mayumi estava com seu capacete. Procurou por todo o colégio e não o encontrou, decidiu então ir para a saída do colégio e não foi espanto encontrá-lo lá.

Ele não havia assistido a aula aquele dia e ela deveria mesmo ter imaginado. Estava encostado em sua moto, de óculos escuros, usando uma jaqueta de couro preta. Os braços cruzados. Ele parecia olhar em sua direção.

Seu sorriso abriu de imediato. Desejava vê-lo e sentiu seu coração disparar naquele momento. Quando viu que estavam de frente um para o outro, pensou em eliminar a distância e atravessar a rua, mas ao dar o primeiro passo, viu Mayumi chegar primeiro e o abraçar.

Quando a viu se aproximar, ele abriu um enorme sorriso. No mesmo instante o seu se fechou. Mayumi e Naoya se abraçaram e se beijaram, ali em plena rua, em frente a todo o colégio. Não acreditou em si mesma, mas sentiu seus olhos arderem pelas lágrimas. Ele era seu.

Seu Teshigawara, seu grande amor, seu homem. Aquele que lhe fez sentir tão amada e deseja há um dia atrás. Ao lembrar-se de tudo o que viveram e ao ver aquela cena a sua frente parecia que algo não estava certo.

Iria consertar aquilo, iria bater de frente com ele e sua namorada para assumir o que havia acontecido, mas o olhar de Teshigawa sequer foi direcionado em sua direção e ele apenas pediu para que ela subisse na moto.

Quando o viu pegar a chave e se posiocionar sobre o veículo, percebeu que ele não daria chance de fazê-la falar e que estava com pressa. Mas que pressa seria essa, se ele sairía com Mayumi? Pensou em apenas uma coisa, pensou no que eles poderiam fazer e seu coração contritou-se ainda mais.

Mayumi subiu na moto e ele arrancou dali, com ela abraçada a ele parecendo feliz. Feliz... Ela se sentiu feliz enquanto estava em seus braços. Mais uma vez os olhos arderam e ela bufou para não acabar chorando.

Engoliu em seco o nó que se formava em sua garganta e procurou liberar a mente para outra coisa. Naquele mesmo instante uma idéia passou por seus pensamentos, que foi muito bem aprovada e transformada em um plano. Ela iria tê-lo para si e definitivamente.

*

Ele estava, mais uma vez, terrivelmente nervoso. Enquanto esperava no consultório, batia um pé de cada vez e de minuto em minuto ia mais rápido. Mei como sempre foi muito calma, apenas olhou para aquele que agora era seu noivo e segurou sua mão.

– Ainda está nervoso, não é mesmo? – Perguntou olhando fundo em seus olhos.

– Sim... – Ele finalmente admitiu. – Não sei porque, mas tenho muito medo que algo aconteceça com você e ou com o nosso bebê.

– Fique calmo, vai ficar tudo bem. – Ela alisou seu rosto e o beijou carinhosamente. Ele sorriu e a olhou bem fundo nos olhos, sua Mei era uma mulher muito especial.

– Senhorita Misaki Mei. – A voz da recepcionista chamou e ambos olharam para ela.

– Sim.

– A senhora já pode entrar para sua consulta. – Disse a mulher sendo simpática.

– Obrigada. – Ela disse e se levantou, para ir em direção a sala do médico. Kouichi ficou olhando para ela e a mesma parou e esperou que ele a acompanhasse. Ele logo se levantou e segurou sua mão. Irião fazer tudo juntos dali por diante e nada os separaria.

Depois de um ciclo de perguntas e análises infindáveis sobre os exames, o médico constatou que estava tudo bem. Foram vários os conselhos e ao invés dela, Kouichi foi quem fez mais perguntas.

Estava sendo super protetor e ao olhar nos olhos do rapaz o médico via o quanto se importava com aquela jovem que gerava uma criança.

– Fique calmo, meu rapaz. – Ele disse sorrindo. – Mei, pode deitar na maca para fazermos o ultrassom?

– Ah, claro. – Ela disse já se levantando e deitando sobre o móvel.

– Agora levante a blusa, por favor. – Ele pediu e ela obedeceu, timidamente. Kouichi apenas olhou o médico de soslaio, mas logo prestou atenção no que o monitor dizia.

Primeiro, ele espalhou um liiquido sobre a barriga da jovem, depois passou o aparelho por ela. Olhava atentamente o monitor, assim como os futuros pais que ali estavam e logo o médico descartou vários riscos.

– Bom, está tudo correto e há somente um bebê em sua barriga. – Mei sorriu lindamente e Kouichi sentiu seus olhos arderem pelas lágrimas. Era seu filho, mesmo que naquele momento enxergasse apenas um borrão preto, era seu lindo filho.

Misaki e Sakakibara se olharam e sentiram um amor enorme um pelo outro naquele momento. Estavam vivendo um momento de muita felicidade.

– Ok, ok. Não estou aqui para ser vela. – Disse o médico interrompendo e fazendo todos rirem.

Aqueles momentos era valiosos e com certeza seriam marcantes para ambos. Era uma nova etapa de suas vidas, onde viveriam um para o outro e ambos para a pequena criança que estava por vir.

*

Finalemnte o filme estava chegando ao final. Ele não entendia porquê, mas estava se sentindo completamente entediado com tudo aquilo.A morena tinha a cabeça apoiada em seu peito, enquanto ele alisava seus cabelos. Estava de corpo presente, mas sua mente vagava muito longe.

– Teshigawara! – Chamou Mayumi.

– Oi meu amor. – Ele respondeu.

– Nossa... Você está tão aéreo hoje. – Ela comentou sentindo-se um pouco rejeitada.

– Desculpe-me minha linda. – Ele a abraçou. – É que estou muito preocupado com a final do basquete.

– Tem certeza de que é só isso? – A pergunta de sua namorada pareceu obter inúmeros sentidos e por um momento ele pensou que ela sabia, mas decidiu nada falar, até porque jurou para si mesmo que em Akazawa nunca mais tocaria.

– Tenho.

– Tem mesmo? – Ela perguntou novamente, tentando extrair dele alguma verdade. – É que fazem alguns dias que você anda assim.

– É só preocupação meu amor, não se preocupe. – E beijou os lábios de sua doce namorada que lhe era tão perfeita.

Ao separarem seus lábios ela abriu um enorme sorriso. O amava com todas as suas forças. Ele também sorriu, porque adorá-va saber que a fazia feliz. Ela merecia seu amor, ela merecia seu coração e tudo mais que ele pudesse lhe dar.

– Bom, eu já tenho que ir. – Disse a morena olhando o relógio.

– Eu a levo para casa. – No mesmo instante o loiro pegou sua chave da moto e eles se dirigiram até a porta, para poderem ir até a casa dela.

Quando retornou a sua casa, dirigiu-se diretamente ao banheiro para tomar seu banho. Queria deitar-se e pensar somente em sua vida. Saiu do chuveiro que fez com que a água quente relaxasse seus ombros e dirigiu-se até o espelho. Olhou para seu próprio reflexo e depois não quis mais olhar.

Abriu a porta do armário e escovou os dentes. Guardou suas escova e pasta de dentes e fechou a porta. Reparou que a luz da cozinha estava acessa. Ele tinha certeza que havia a deixando desligada.

Ainda de toalha caminhou lentamente até a cozinha. Com passos leves ele se dirigiu até o local e o espanto foi imediato quando viu o que jamais imaginou ver.

– Mas o quê...

– Até que enfim você se livrou daquela chata. – Ela disse revirando os olhos. – Não aguentava mais ouvir aquelas palavras de amor melosas!

Demorou um pouco até o espanto passar e finalmente observar a cena a sua frente. Em cima do balcão de sua cozinha, Akazawa estava deitanda comendo morangos cobertos com chocolate. Engoliu à seco. Era uma cena um tanto erótica.

A ruiva que estava de botas pretas que iam até seu joelho e um sobretudo preto, decidiu olhar o loiro ainda abobalhado. Ela sorriu maldosa e desceu do balcão enconstando-se ao mesmo e esperando uma palavra dele.

– Como consegiu entrar aqui? – Ele conseguiu então falar.

– Hum... – Ela pegou mais uma morango. – Fico feliz que a pergunta seja essa, ao invés de o que você está fazendo aqui. Significa que não se importa de me ver em sua casa.

– Responda. – Ele disse simplesmente.

– Lembra-se da formatura do Ensino Fundamental, logo depois da calamidade quando você decidiu se declarar para mim? – Ela disse calmamente, enquanto abria o fecho de sua bota esquerda. Ele concordou com a cabeça. – Lembra-se também que você me disse que adorava vermelho? – Ela abriu e retirou a outra bota vermelha.

– Como poderia esquecer... – Ele disse observando-a se livrar das botas e reparou que ela parecia estar vestida com uma meia vermelha.

– Então... Outro dia no shopping eu vi algo que achei que iria lhe agradar. – Ela colocou a mão no laço de seu sobretudo.

– E o que é? – Ele perguntou curioso pela forma sensual que ela falava.

– Isso! – E abriu o sobretudo mostranto a ele o que havia por dentro.

Ela estava com uma lingerie vermelha, que possuia uma cinta liga também vermelha. E somente isto. O sutiã vermelho sustentava perfeitamente os seios, dando a ele um volume ainda maior. A calcinha fio dental realçava ainda mais as nádegas arredondadas que possuía e a meia vermelha dava-lhe um toque extremamente sensual.Teshigawara sentiu seu sangue correr mais rápido nas veias e Akazawa sorriu ao ver sua reação.

– O que você está... Akazawa por quê... – O loiro nem conseguia pronunciar as palavras corretamente. – Ela então jogou o sobretudo de lado e se aproximou dele.

– Você disse que amava vermelho, porque era a cor do meu cabelo. Então eu espero que ame minha lingerie, para querer vê-la sempre. No meu corpo ou fora dele. – Naoya se arrepiou por inteiro e após repirar profundamente por vários segundos pensou em Mayumi.

– Eu não... – Izumi aproximou seus lábios do rapaz e deu-lhe um rápido e caloroso beijo.

– Chega de conversa. – Subiiu no balcão e ao se posicionar apoiada sobre os cotovelos, esticou a perna esquerda e tocou no peito de Naoya. – Acho que nós temos muito mais o que fazer. – Depois desceu a perna, fazendo com que a toalha caisse no chão.

– Isso não está correto. .. – Ele disse ainda parado, mas nu diante dela. Pensando somente em sua namorada e na promessa que fez, alegando que nunca mais tocaria naquela mulher que tanto lhe fez sofrer.

– Claro que está. Nós nos amamos e é isso que importa. Agora venha para mim Naoya, preciso de você.

– Não! Isso não pode acontecer! – Ele disse fechando os olhos, para logo depois sentir o corpo quente de sua amada encostar-se ao seu e beijos serem depositados em seu pescoço. As mãos dela percorriam todo seu corpo.

– Eu te amo Naoya...

– Pare Izumi...

– Eu te amo Naoya...

– Pare com isso agora...

– Eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo... – E ele não pôde mais resistir.

Sem poder mais esperar por muito tempo, Teshigawara a pegou no colo, tendo as pernas da menina encaixadas ao seu redor. Levou-a diretamente para o quarto onde a amou incansalvelmente, calorosamente e apaixonadamente.

O que havia entre eles era algo forte, inevitável e avassalador. Os momentos que passava com ela lhe trazia extrema felicidade. Mas ele precisava se decidir se continuaria com Mayumi ou assumiria de vez o amor que sentia por Izumi.

E isto, ao contrário de antes, não seria uma fácil decisão.

Notas finais
Quem será que ele vai escolher, hein?! E que momentos lindos são esses de Mei e Kouichi, gente?

Beijo e até a próxima.