NARRAÇÃO DE MIRANDA

Eu estava esperando Lola sair do banho para podermos tomar café da manhã juntas. No hotel tinha uma loja de roupas então resolvi comprar uma calça jeans, uma blusa branca com estampa de um panda e um tênis para ela, para mim, resolvi comprar um conjuntinho de terno na cor rosa malva. Como tínhamos ido da festa direto para o hotel, as únicas roupas que levamos era nossos vestidos. Também comprei dois conjuntos de roupa íntima novinhas. Coloquei as roupas em cima da cama e tomei banho com Lola ainda dormindo. Depois a acordei com beijinhos na testa e na mão, ela se espreguiçou e reuniu forças para espantar a preguiça e levantar da cama, então enquanto ela entrava no banheiro para tomar banho eu pedi o serviço de quarto um café bem preparado com tudo que tínhamos direito; morangos, torrados, pães salgados e doces, café, suco de laranja, geleia de amora, maçã, salada de fruta e dois pedaços de bolo de laranja. Apesar de estar faminta, esperei por ela e enquanto aguardava arrumava a cama que fora nosso ninho de amor e minha mente vagava na noite maravilhosa que tivemos juntas. Enquanto dobrava o lençol e esticava o edredom em cima da cama, lembrava de como o corpo de Lola era perfeito e se encaixava ao meu de uma maneira única. Cada curva do corpo dela fazia com que meu corpo de estremecesse apenas pela lembrança de ser tocada por ela, de ter minha pele encostando na dela e de ouvir seus gemidos de prazer ao pé do ouvido. Fui despertada de meu devaneio quando ela abriu a porta do banheiro e saiu coberta por um roupão e uma toalha em volta da cabeça.

— Demorei muito no banho?

— Não, apenas o suficiente para eu sentir sua falta — me aproximei dela e dei um selinho em sua boca.

Lola sorriu.

— Que café da manhã lindo e farto é esse? Você que pediu?

— Sim e estava te esperando.

— Ah, que amor — ela se aproximou de mim e com suas mãos ainda molhadas pelo banho me beijou na boca e acariciou meu rosto — Vamos comer então pois estou faminta!

Apesar de saber que a camareira do hotel iria trocar as roupas de cama ainda assim resolvi arrumar a cama para podermos nos sentar e comer. Resolvi pedir serviço de quarto para termos mais privacidade e claro, para eu poder aproveitar cada segundo ao lado de minha amada à sós.

— Nossa, eu amo morango! — Lola disse enquanto passava a geleia de frutas em uma torrada.

Deu um gole no suco de laranja e pesquei um morango da cesta e levei em direção à boca de Lola.

— Então prove este — me aproximei dela e senti quando segurou minha mão e mordiscou o morango.

Não me contive e como estávamos sentadas na cama, passei a mão por baixo do roupão branco que ela vestia e coloquei a mão em sua coxa, senti seus pêlos se eriçarem pelo frio e fui subindo com a palma da mão até a cintura dela. Lola me puxou para perto e começamos a nos beijar. Segurei seu rosto com a outra mão e enfiei minha língua dentro de sua boca. Gemi por dentro quando senti que ela chupava minha língua quente. Minha mão deslizou para a parte interna da coxa dela e enquanto eu levava meus lábios até o seu pescoço. Ela abriu o a parte de frente do roupão lentamente. Fui beijando-a até à clavícula, descendo até chegar nos seios juvenis e fartos que ela tinha. Quando minha boca encontrou o bico do seio enrijecido dela, minha mão alisou seu sexo. Ela me puxou para mais perto e gemeu baixinho. Mordisquei o bico do seio dela e depois o chupou com vontade. Minha mão que estava em um lugar muito íntimo começou a fazer movimentos de vai e vem e massageando devagar o local. Lola mordiscou o lóbulo de minha orelha e me puxou para cima para que nos beijássemos. Nossas línguas se encontravam e se entrelaçavam enquanto minha mão ainda a acariciava com afinco. Quando senti que ela havia gozado, soube que era hora de parar pois não tínhamos mais tempo. Quando me afastei do corpo dela pude ouvi-la soltar uma gargalhada sacana. Ela pegou uma de minhas mãos e passou em seu sexo deixando-o molhado e depois o chupou enquanto me lançava um olhar lascivo. Naquele momento eu queri montar em cima dela e beijá-la da cabeça aos pés mas não poderíamos nos atrasar para o colégio, então contive meus sentimentos e soltei uma gargalhada para ela. Bati na bunda dela de leve e lhe mandei terminar o café da manhã pois não podíamos nos atrasar. E ela com aqueles cabelos coloridos como de uma sereia que encantada à todos, começou a penteá-lo enquanto mordiscava a torrada e alguns pãezinhos. Naquela manhã, depois da noite especial que tive, pude ter certeza do que eu realmente queria; ter Dolores ao meu lado pelo resto da vida, mas eu sabia que no fundo isto não seria fácil de conseguir.

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NARRAÇÃO DE ANNA

Meus pés tinham acabado de tocar o chão da entrada do colégio, quando avistei Erick de longe. Naquele maldito dia, tinha resolvido usar meu par de botas de salto alto de uma marca muito cara e fiquei arrependida depois de ter feito tal escolha pois o paralelepípedo e o cimento irregular do chão haviam arrasado com os meus sapatos. Me despedi de meu motorista e corri em direção à ele. Não fiquei satisfeita com o que ele havia me dito da última vez em que nos falamos. Quem ele pensava que era para se arrepender e desfazer o acordo que tinha feito comigo? Eu sabia que ele ainda gostava de Lola mas não sabia que iria se arrepender de me ajudar em acabar com ela de uma vez por todas. Então, depois de discutir com ele por telefone, resolvi que fingiria ser amiga dele e iria fazer de tudo para que ele voltasse atrás do nosso plano. Dentro daquele coração havia uma fagulha de ódio que só bastaria de uma ignição para que o fogo tomasse conta de seu ser. A fagulha era o amor não correspondido e a ignição ficaria por minha conta pois eu não desistiria tão fácil.

Ele estava conversando com a Roberta, aluna da outra classe, foi então que algo chamou sua atenção e ele se encaminhou para o estacionamento. Sorrateiramente, eu comecei a segui-lo. Ele cruzou a entrada do colégio e foi em direção a moto dele que já estava estacionada. Com passos curtos e apressados, fui em direção à ele e me escondi atrás de uma árvore quando ele se abaixou atrás da própria moto. Ele estava apreensivo e olhava para todos os lados como se estivesse com medo de ser descoberto. Foi então que eu percebi o que lhe chamava tanta atenção. Reconheci a chegada de um carro estacionando em uma das vagas. Levei a mão à boca para repreender um grito agudo. Não podia acreditar no que via. Eu reconheceria a dona daquele cabelo de longe; era Lola saindo do carro da professora Miranda. Minha visão ficou turva na hora pois uma coisa é você saber que algo acontece, outra bem diferente é presenciar com os próprios olhos. Erick também ficou mexido mas não sei como, pude perceber que não era a primeira vez que ele presenciava aquilo. Vi quando ele balançou a cabeça em reprovação. Quando as duas saíram do carro, Lola olhou para os lados para ver se não tinha ninguém olhando. Erick fingiu estar mexendo em algo na moto e eu me escondi agachada atrás do tronco de uma árvore. Foi neste momento que tive a brilhante ideia de registrar aquele flagra com o a câmera de meu celular. No momento em que foquei nas duas, me contorci de raiva quando as vi se beijando. Foi um beijo rápido. Neste exato momento meu celular registrou aquele momento e esbocei um vitorioso em meus lábios. Lola foi em direção à entrada do colégio e Erick, para não ser percebido, resolveu voltar pelo mesmo caminho que havia feito, então me apressei em me retirar de seu foco de visão. Corri o máximo que pude na direção contrária, mas meus sapatos não me ajudavam. Senti minhas pernas ficarem fracas e o solavanco que o salto fez ficando preso entre um vão de dois paralelepípedos quase me fez ter um taquicardia quando vi o semblante familiar. Era Erick, erguendo uma de seus mãos para me ajudar a levantar do chão.

— Estava correndo de quem, Anna?

Antes de respondê-lo, fui erguida do chão, limpei minhas mãos e meus joelhos sujos.

— Malditos sapatos! Não valem um terço do preço que paguei! — ajeitei minha saia rosa de pregas e rezei baixinho para que ninguém tivesse visto aquela cena e muito menos terem visto algo a mais por baixo de minha peça de roupa — Obrigada, Erick.

— Anda, Anna. Vai me dizer o que estava fazendo?

Retorci os lábios e desviei o olhar em busca de alguma desculpa esfarrapada para dizer.

— Não vai me dizer que estava me seguindo...

Erick cruzou os braços, que por sinal, eram musculosos.

— Está bem! Eu estava atrás de você...

— Eu espero que não tenha sido para pedir aquilo de novo. Já lhe disse que não a ajudarei.

Bufei e com isso fiz com que minha franjinha recém cortada voasse na minha testa.

— Eu não preciso mais de você...

— Como assim? O que você quer dizer com isto?

Senti minha sobrancelha se arquear e um sorriso surgir em minha face.

— Na hora certa saberá.

Foi então que parti, deixando-o sozinho com uma pulga atrás da orelha. Mal sabia que graças à ele eu tinha a prova mais valioso em minhas mãos. Enquanto eu andava e jogava meus cabelos loiros para o lado, sorria lembrando da foto que tirara de Lola e Miranda se beijando no estacionamento do colégio. Mal podia esperar para finalmente colocar meu plano em prática.