A Cor Púrpura De Teus Cabelos
17 Incontrolável
Chegando na casa de Lola, Miranda estacionou o carro e se surpreendeu com o convite da garota.
– Venha conhecer a minha casa — convidou animada.
– Não acho que seja uma boa ideia...
– Porquê não? Eu já visitei a sua casa e não seria justo você não conhecer a minha.
– Mas seu pai não está presente, Lola...
– E daí? Aceita logo! Pelo menos aceite um copo d'água.
– Já que você insiste tanto...
Miranda foi vencida pela insistência de Lola. Ao entrar na casa, Miranda reparou na brancura das paredes, na decoração da casa; que julgou ser decorada por uma arquiteta, havia espelhos grandes, sofá grande na cor cinza, móveis de madeira na cor branca, no chão havia um tapete lilás bem felpudo, uma televisão de 52' polegadas que ficava pendurada na parede e haviaum móvel espelhado abaixo dela na qual havia vários porta-retratos emoldurados feitos de madeira pintados na cor roxa e no teto, um lustre imenso e virtuoso estava pendurado.
– Sua casa é linda! — elogiou a professora.
– Obrigada — respondeu a menina vergonhosa — Sente-se que buscarei água para nós.
E a cena se repetia, enquanto Lola se dirigia à cozinha, Miranda não se conteve e foi dar uma olhada nas fotografias que estavam expostas acima do móvel espelhado.
Havia fotos de Lola pequena, sem ter ainda a coloração púrpura nas madeixas. No lugar da cor chamativa havia um castanho escuro que realçava a brancura da pele da menina. Na foto, ela sorria, com a falta de um dente, deveria ter por volta de oito anos de idade. Lúcio aparecia em outra imagem,com os braços envolvendo a filha enquanto ela estava fantasiada com uma roupa típica de festa junina, mas a que mais chamou a atenção de Miranda foi a foto de uma linda mulher loira com os cabelos tão lisos quanto os de Lola e ambas tinham o mesmo sorriso encantador.
Neste momento Lola chegou na sala trazendo nas mãos dois copos de vidro cheios de água.
– É a sua mãe? — Miranda perguntou com curiosidade.
– Sim. É ela — Lola soltou um suspiro — Ela não era linda?
– Tão linda quanto você.
As duas admiraram a foto de Mayra por alguns instantes, então Lola sentou-se no sofá e convidou a professora a fazer o mesmo. Miranda sentou e bebeu toda a água e devolveu o copo vazio. Quando Lola voltou da cozinha, depois de ter levado os copos vazios para a pia, ela teve a ideia de sugerir que Miranda conhecesse o resto de sua casa.
– Não. É melhor eu ir embora. Só vim lhe trazer em casa.
– Por favor! — Lola fez beicinho — Quero lhe mostrar o resto da casa.
– Lola, já lhe disse.
– Vem logo! — Lola puxou a professora pelo braço e tanto insistiu que Miranda acabou cedendo aos caprichos da menina.
As duas seguiram para o corredor onde havia diversos quadros pendurados. Nos dois lados do corredor havia portas. Dolores abriu a mais próxima do lado esquerdo.
– Aqui é o banheiro.
– Lindo. Adoro essa cor turquesa — observou a professora.
Lola deu mais dois três passos para a frente e girou a maçaneta da porta dizendo:
– Este aqui é o quarto do meu pai.
Miranda colocou a mão sob a mão de Lola impedindo-a de abrir. Lola ficou supresa.
– Não precisa me mostrar o quarto de seu pai. Não quero invadir a privacidade dele.
– Tudo bem então... mas lá não tem nada de mais mesmo.
– Este é o meu quarto. Meu refúgio — disse a menina com um sorriso nos lábios.
Miranda apenas sorriu e deu uma olhada por fora.
– Venha! Não se acanhe.
Lola puxou novamente Miranda pelo braço, levando-a para dentro do quarto. Miranda entrou e olhou tudo em sua volta. Lola se sentou na cama.
O quarto de Lola tinha as paredes pintadas de branco neve mas uma delas se destacava na cor púrpura.
Os móveis eram de madeira pintados de branco, havia um grande espelho pendurado em uma das paredes, uma prateleira com pequenos enfeites de porcelana e uma escrivaninha com um computador por cima. Na parede púrpura havia um painel magnético com fotografias de artistas, ingressos de show,abaixo disto ficava a cama de Lola .
– Você realmente gosta de roxo...
– Não é roxo. É púrpura.
– É verdade. Uma cor bastante única.
– Sente-se aqui comigo — convidou a menina, enquanto dava batidinhas com a palma da mão em cima da cama, indicando para que a professora se senta-se naquele lugar.
Miranda se sentou sem relutância pois sabia que a garota iria insistir tanto que ela cederia de qualquer forma.
– Nunca desabafei com alguém antes como fiz com você.
– Sinta-se a vontade para se abrir comigo. Como lhe disse antes, me considere como sua amiga — Miranda esboçou um largo e sincero sorriso.
– Muito obrigada.
Lola se aproximou de Miranda para lhe dar um abraço. Na hora em que iriam se abraçar, as duas ficaram tão próximas que poderiam ouvir a respiração uma da outra.
Se abraçaram e sentiram seus corpos quentes juntos. Depois do abraço, Lola levou seus lábios até a bochecha de Miranda e se afastou rapidamente. Miranda olhou para a menina, esticou as mãos para fazer carinho no rosto de Lola com as costas da mão.
Lola fechou os olhos neste momento e sentiu o leve toque de Miranda em sua face, isto despertou um sentimento de desejo na menina. Desejo de beijar a professora novamente. Então Lola abriu os olhos, se aproximou de Miranda, encostou seus carnudos e belos lábios nos lábios de Miranda.
A professora ficou sem ação então deixou-se ser conduzida pela emoção. O beijo de Lola acendeu dentro dela um desejo fulgaz e lascivo, por mais que soubesse que aquilo não era correto, não conseguia fazer com que a razão vencesse a emoção, então retribuiu o beijo.
As duas se beijaram em um ritmo acelerado. Miranda sentiu a língua de Lola dentro de sua boca e então fez o mesmo com a língua. Quando Lola sentiu a língua quente da professora percebeu a presença de um calor percorrendo o seu corpo. O calor do desejo de possuir o corpo de Miranda.
A menina se afastou por um instante e tirou a blusa branca, por cima da cabeça. Miranda observou e admirou os belos seios de Lola, cobertos por um sutiã de renda da cor preta. Lola se aproximou de Miranda e ambas voltaram a se beijar ardentemente. Lola subiu no colo de Miranda e fou deitando-a na cama conforme iam se beijando.
Lola chegou perto do ouvido de Miranda e disse com malícia para que também tirasse a blusa.
– É melhor pararmos. Isto não é certo — resmungou Miranda mas foi calada por um longo e ardente beijo de Lola.
A garota desabotou os botões da blusa de Miranda, revelando os seios dela cobertos por um sutiã vermelho sangue.
Lola umideceu os lábios com a língua, enquanto por dentro se ardia de desejo.
Tirou a calça legging que estava vestindo e ficou só de calcinha que fazia par com o sutiã preto de renda e um pouco transparente. O corpo de Lola era esbelto mas com curvas bem destribuidas.
Miranda esticou as mãos e deixou que elas percorressem pelo corpo da jovem. Miranda estremecia por dentro pois o desejo estava a consumindo por inteira. Deixou que suas insanas mãos repoussasem na cintura da menina. Lola se aproximou e deu um doce beijo com sabor de morango que ainda estava em sua boca.
Miranda estava deitada por baixo de Lola e a menina por sua vez estava de joelhos em cima dela.
A garota se virou e exibiu provocantemente o seu belo corpo. Miranda ficou cega de desejo. Levou as mãos até a cintura da moça, deslizando seus dedos até chegarem no bumbum de Lola. Então apertou com força, sentindo a maciez da pele jovem e deixou uma marca de leve em sua pele tão branca. Lola deu uma gargalhada sacana e virou-se de frente para Miranda.
Lola puxou a alça do próprio sutiã e foi o retirando aos poucos até que ficou completamente desnuda exibindo os seios fartos,redondos e perfeitos.
Os olhos de Miranda brilharam de desejo.
A garota pegou as mãos de Miranda e as levou até aos seus seios. Miranda apalpou-os com leveza e fechou os olhos enquanto seu corpo se enchia de prazer.
Dolores sentou de frente no colo da professora e beijou sua boca. Miranda pegou nos cabelos coloridos de sua ninfeta e enquanto com a outra mão apertava o farto glúteo da garota.
Lola gemeu de prazer. Levou os próprios seios até a boca de Miranda. A mulher, por sua vez, abriu a boca e recebeu o bico do seio da garota que tinha uma leve cor rosada.
– Me chupa! — Lola disse aos gemidos.
Foi então o que a professora fez. Primeiro deu um leve beijo no bico do seio de Lola e observou quando o mesmo enrijeceu, depois chupou com força enquanto fazia com a língua movimentos circulares em volta da auréola do seio.
Lola delirou de prazer. Desvenciliou das carícias da professora. Se levantou do colo dela e ficou de joelhos enquanto levava sua pelvis para perto da face de Miranda. Pegou a mão da professora e levou ao seu sexo. Por cima da calcinha, Miranda pôde sentir que Lola estava molhada, então levou os dedos até a entrada dos grandes lábios da menina, sem tirar a calcinha, e enfiou-os de leve. Lola gemeu alto. Miranda sentiu o gozo de Lola nos dois dedos e resolveu retirá-los, levando o doce gosto do prazer juvenil aos próprios lábios. Este gesto provocou Dolores.
O coração de Miranda disparava à mil. Tudo em Lola era atraente. Começava pelo seu rosto de boneca, passava pelo corpo escultural e terminava em seus longos e belos cabelos.
Aquela imagem de Lola desnuda da cintura para cima, com os cabelos cor de púrpura cobrindo um dos seios enquanto a menina repousava as mãos nas alças da calcinha como se fosse retirá-la a fez ir ao ápice do prazer. Lola era a perfeita representação da deusa Vênus para Miranda.
Naquele instante, não existia nada a sua volta. O mundo tinha parada de girar. Só existia ela e Lola naquele quarto. Finalmente juntas, em cima da cama e desfrutando de um prazer proibido e uma paixão alucinante. Duas amantes em uma nova descoberta envoltas por sentimentos que ambas não conseguiam explicar, apenas sentir e deixar se levar pelo desejo.
Quando Lola já exibia a metade de sua pelvis,um barulho as fizeram se assustar. Era uma música. O toque do celular de Lola as fez despertar deste momento de prazer. Lola recolocou a calcinha e foi ver quem a ligava, era Erick mas ela não atendeu. Desligou o celular e voltou-se para Miranda.
– Eu preciso ir embora — disparou Miranda enquanto levantada da cama e retomava os sentidos.
– Porquê? — Lola a observava sem ação e sem acreditar no que tinha acabado de acontecer.
– Não posso continuar. Isso não é certo — Miranda recolheu no chão a sua blusa e colocou-a no corpo novamente.
– Você vai embora? — perguntou Lola, incrédula.
– Preciso ir...
Miranda saiu rapidamente do quarto e foi em direção à sala.
Lola pegou um casaco grande de zíper, cobriu o corpo e a seguiu até à sala.
– Onde está a chave? Abra a porta para mim! — suplicava a professora- Eu só posso estar enlouquecendo...
Lola abriu a porta e antes de abrir caminho para Miranda ir embora disse:
– Não conte a ninguém sobre oque aconteceu aqui.
Miranda abriu a boca, incrédula no que tinha acabado de ouvir e balançou a cabeça enquanto dizia:
– Ninguém vai saber disso!
– Deixe que isso faça parte de mais um de nossos segredinhos — provocou Lola mordendo os lábios.
– Está louca? Isto ninguém vai ficar sabendo e não se repetirá.
Lola se aproximou da professora esticando o braço para toca-lá mas Miranda recuou.
– Afaste-se de mim, por favor! Não consegue ver que isso tudo é errado?
Miranda não deu tempo de ouvir mais nenhuma palavra de Lola, acelerou o passo e foi para o seu carro, bateu a porta com força e deu a partida para ir embora.
Lola ficou na porta de casa, olhando o carro de Miranda se afastando aos poucos. Uma lágrima caiu de sua face enquanto balançava a cabeça e levava as mãos aos cabelos, confusa com tudo oque tinha acontecido, mas de uma coisa ela sabia: tinha gostado de cada toque de Miranda em sua pele, cada beijo, cada carícia e ansiava por mais.
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