A Cor Púrpura De Teus Cabelos
15 A Detenção
As aulas ocuparam a sua manhã como de costume, Lola sentiu a falta de Erick, que tinha faltado neste dia e então resolveu visitá-lo assim que acabasse o último tempo de aula.
O sinal finalmente tocou e ela guardou o material na mochila e quando estava colocando nos ombros, para ir embora, foi surpreendida pois seu professor de matemática leu em voz alta os nomes dos alunos que estavam na detenção e Lola era um desses alunos. Além de Lola, mais dois alunos de sua sala também ficaram na detenção: Felipe Almeida e Anna Mazzochi.
Todos os demais alunos levantaram de suas carteiras e foram embora. Os três alunos detentos foram encaminhados para uma outra sala. No meio do caminho, Lola estranhou com a presença de Anna, a filha esnobe do diretor.
– Ora,ora,ora... Vejamos quem também está na detenção! — Lola zombou sarcasticamente enquanto mascava chiclete.
– Por sua culpa! Naquele dia em que você derramou o suco em cima de mim de propósito! — esbravejou a loira.
– Então nem tudo está perdido. Temos justiça neste lugar! Vou até parabenizar o seu pai, querida — disse rindo.
– Garota, cala a boca! Antes que eu lhe dê um tapa e faça por merecer essa maldita detenção! — disparou com raiva.
– Meninas, parem de brigar! Senão essa detenção pode se estender por mais tempo. Sigam o exemplo de Felipe. Se comportem e percebam que estão ambas erradas — aconselhou o calmo professor de matemática.
Quando chegaram na sala, os três alunos se uniram com mais cinco alunos, estes vindos de outros anos do ensino médio.
Lola fez questão de sentar no fundo da sala, como de costume, e fez questão de sentar bem longe de Anna, tentando assim não se meter em confusão. As duas eram como óleo e água, dois elementos que não se misturavam.
Depois de dois minutos de espera uma professora adentro sala e disse pigarreando para chamar a atenção:
As aulas ocuparam a sua manhã como de costume, Lola sentiu a falta de Erick, que tinha faltado neste dia e então resolveu visitá-lo assim que acabasse o último tempo de aula.
O sinal finalmente tocou e ela guardou o material na mochila e quando estava colocando nos ombros, para ir embora, foi surpreendida pois seu professor de matemática leu em voz alta os nomes dos alunos que estavam na detenção e Lola era um desses alunos. Além de Lola, mais dois alunos de sua sala também ficaram na detenção: Felipe Almeida e Anna Mazzochi.
Todos os demais alunos levantaram de suas carteiras e foram embora. Os três alunos detentos foram encaminhados para uma outra sala. No meio do caminho, Lola estranhou com a presença de Anna, a filha esnobe do diretor.
– Ora,ora,ora... Vejamos quem também está na detenção! — Lola zombou sarcasticamente enquanto mascava chiclete.
– Por sua culpa! Naquele dia em que você derramou o suco em cima de mim de propósito! — esbravejou a loira.
– Então nem tudo está perdido. Temos justiça neste lugar! Vou até parabenizar o seu pai, querida — disse rindo.
– Garota, cala a boca! Antes que eu lhe dê um tapa e faça por merecer essa maldita detenção! — disparou com raiva.
– Meninas, parem de brigar! Senão essa detenção pode se estender por mais tempo. Sigam o exemplo de Felipe. Se comportem e percebam que estão ambas erradas — aconselhou o calmo professor de matemática.
Quando chegaram na sala, os três alunos se uniram com mais cinco alunos, estes vindos de outros anos do ensino médio.
Lola fez questão de sentar no fundo da sala, como de costume, e fez questão de sentar bem longe de Anna, tentando assim não se meter em confusão. As duas eram como óleo e água, dois elementos que não se misturavam.
Depois de dois minutos de espera uma professora adentro sala e disse pigarreando para chamar a atenção:
– Desculpem a demora, alunos. Me escalaram de última hora para aplicar as atividades extracurriculares para vocês.
– Desculpem a demora, alunos. Me escalaram de última hora para aplicar as atividades extracurriculares para vocês.
Lola não gostou da ideia de sentar próxima de Anna e a parte mais tensa seria ter que se aproximar de Miranda que a deixava sem jeito e que sentia algo por ela.
A menina se encaminhou para frente da sala como lhe foi pedido. Ocupou um assento entre Anna e Felipe.
– Bom, antes de começarmos a aula, gostaria que me falassem porquê estão aqui. Por qual motivo vocês acham que merecem levat uma advertência?
Felipe levantou a mão para poder falar. Miranda balançou a cabeça como sinal para o menino poder falar.
– Acho que estou aqui por ter confrontado com o professor de filosofia na aula dele. Temos pensamentos diferentes, entende?
– Ele quis dizer que o sonho dele é tomar o lugar do professor. Esse sabe-tudo é irritante! — interrompeu Anna enquanto lixava as unhas que estavam pintadas de rosa pink.
– Anna, não é a sua vez de falar. Respeite o seu colega! — avisou Miranda.
– Bom, como eu estava falando, o professor e eu nos dessentendemos devido a pensamentos divergentes... — disse o menino enquanto passava a mão pelo cabelo bem arrumado cheio de gel.
– Daí o professor se irritou, porque oviceo Felipe dava palpite em tudo e o professor se irritou e colocou ele para fora de sala — Anna interrompeu novamente.
– Garota, agora quem está se intrometendo onde não foi chamada é você! Se toca! — Lola esbravejou cansada dos palpites de Anna.
– Querida, eu me intrometo onde eu quiser. Quem manda nesse colégio é o meu pai! Se esqueceu? -rebateu Anna levantando as sobrancelhas enquanto deixava de lado a lixa de unha.
– Meninas,parem de brigar! — Miranda disse tentando repartar a discussão.
– Disse certo, quem manda é o seu pai e não você! — Lola disse em voz alta.
– Calem-se! -gritou Miranda enquanto batia com a régua no quadro, produzindo um barulho que fez com que todos prestassem atenção nela.
– Prestem atenção, ao meu ver todos vocês já estão muito grandes para agirem como alunos do ensino fundamental. Vocês não são mais crianças! Independente do motivo que os levaram para a detenção, vocês devem aprender com isso e reconhecer os erros de cada um. Vocês são adolescentes partindo para a vida adulta e que daqui há alguns anos vão para a faculdade. Vocês acham mesmo que estão preparados para a vida adulta, agindo desse modo?
A professora ficou calada por algins segundos para que os alunos pudessem refletir sobre como estavam de comportando.
– De agora em diante, quero e exijo que se comportem em minha aula pois não admitarei esse tipo de comportando daqui para frente. É sou somente eu que estou exausta do mal comportamento de vocês, os outros professores também estão reclamando. Até mesmo o diretor não está mais aguentando isto — desabafou a professora.
– Ouviu, loira de farmácia? Nem seu pai te aguenta mais — provocou Lola.
Quando Anna iria responder a jovem rebelde, a professora surpreendeu à todos indo até a mesa da jovem e puxando-apuxando-a de leve pelo braço.
– Basta! Você vai comigo para a sala do diretor.
Lola levou um susto, era a primeira vez que via Miranda ficar tão brava. Miranda encaminhou Lola para o corredor do colégio enquanto a segurava pelo braço.
– Por favor, não me leve! — suplicou a menina — Se meu pai ficar sabendo disso eu entraria numa fria. Ficaria de castigo para sempre ou pior, seria expulsa do colégio.
Miranda parou de andar, levou as mãos à cintura e respirou profundamente.
– Lola, eu não posso mais admitir este seu comportamento. Parece que você faz de propósito para me tirar do sério. Eu só queria saber o porquê disto.
– Professora, eu não fiz por mal. É só que, eu não suporto aquela garota!
– " Aquela garota" é a filha do diretor e você sabe que se continuar implicando com ela, poderá ser expulsa deste colégio.
– Mas isso não é justo! Ela também não é nenhuma santa! — reclamou Lola.
– Estou ciente disto mas você sabe como as coisas são: quem tem "poder" é que manda. E eu não consigo te entender, você me passou ser uma pessoa boa naquele dia lá em casa. Eu não consigo entender porquê você age dessa maneira.
– Estou passando por momentos difíceis com o meu pai e sinto falta da minha mãe. Se ela estivesse viva tudo seria diferente...
– Então Lola, pense que onde ela estiver ela estará te vendo e te protegendo.
– Sabe, é difícil porquê ninguém me entende ou tenta me ouvir... — os olhos de Lola ficaran marejados.
– As vezes me pergunto porque a vida teve que ser tão cruel comigo? Porque tudo é tão difícil? — a menina se engasgou e engoliu o choro que estava quase saindo.
A professora ficou comovida pela Lola.
– Olhe, saiba que quando você quiser, pode se abrir comigo — sorriu Miranda.
– Melhor não... Não depois do que houve entre nós — Lola disse e olhou para o chão e sentiu vergonha por relembrar daquele dia e suas bochechas ficaram vermelhas.
Miranda arregalou os olhos, abriu a boca pela surpresa ao ouvir sobre o beijo daquele dia. Passou as mãos por seus cabelos loiros escuros e ondulados, por estar sem graça com a situação.
– Podemos esquecer aquele dia. Vamos fingir que aquilo nunca aconteceu. Oque acha? — Miranda estendeu a mão direita- Combinado?
– Combinado... -disse Lola relutante e estendeu a mão para selar o acordo.
Neste exato momento o diretor Cézar apareceu e foi em direção as duas.
– Oque está havendo, professora Miranda? Está tudo bem por aqui? — perguntou com o cenho franzido com um ar de incompreensão.
– Está tudo bem, senhor diretor — disfarçou Miranda.
– Então porquê esta aluna está fora da sala de aula? Você não ficou responsável por aplicar as atividades com os alunos suspensos?
– Esta aluna não estava se sentindo bem, então a trouxe aqui para o corredor para que ela pudesse pegar um pouco de ar fresco.
– Entendi. Bom, eu estava indo justamente em sua sala para verificar se tudo estava ocorrendo bem.
–Bom, agora que o senhor se certificou que tudo está bem, vou voltar para sala. Com licença.
– Sim. Boa aula para a senhora. Qualquer problema já sabe, não é mesmo? É só me comunicar que eu darei um jeito.
– Estou ciente. Qualquer coisa lhe comunico mas não se procupe pois está tudo sob controle.
Cézar deu uma piscadela para Miranda, olhou Lola com um olhar severo, deu meia volta e foi embora.
–Ufa! Imagina se ele chega na sala bem na hora da confusão? — disse Lola.
– Nem me fale...
– A senhora sempre me salvando dos problemas. Acho que achei meu anjo da guarda — brincou Lola enquanto estampava na face u sorriso largo.
A professora devolveu com um sorriso e passo a mão pelos ombros de Lola condunzindo-a para a sala novamente.
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Lola sentou em sua carteira e sentiu o olhar de Anna fitando-a.
– Bom, creio que já esclareci como quero que se comportem de hoje em diante. Agora abram o livro na página 107.
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No fim da aula, Miranda dispensou todos os alunos exceto Lola.
– Permaneça sentada, Lola. Quero conversar com você.
Anna ouviu e olhou para Lola enquanto soltava um sorriso de deboche.
Quando todos se retiraram, Lola levantou da cadeira e perguntou:
– O quê eu fiz dessa vez? — questionou com os olhos arregalados.
– Nada. Queria lhe fazer um convite...
– Qual convite? — perguntou a menina cheia de curiosidade.
– Quer tomar um milk shake comigo? É claro, se não tive nada para fazer.
Os olhos de Lola brilharam com o convite inesperado.
– É claro que aceito!
Então as duas partiram para uma lanchonete que ficava perto do colégio.
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