Notas iniciais
Bom dia turma!Bom, esta one é divertida e cheio de coisa fofas! Bom, nem tanto. Sou fã de Gajeel e Levy juntos, mas a ideia de um triângulo amoroso com o Rogue faz o meu coração se encher de coisas romanticas e pra lá de clichês!Espero que gostem!Boa leitura!

E lá estava Levy McGarden, segurando três livros de uma vez só pelas ruas de Magnólia, e ainda, insistia em levar livros que eram grossos e pesados. Quanto mais paginas, melhor, pensava. Com muita dificuldade em olhar para onde ia, acabou descobrindo que tinha destreza em desviar de crianças serelepes e de mal-educados apressados. Nesse vai-e-vem nas calçadas, faltando pouco para chegar a Fairy Hills ela quase foi atropelada por uma carroça desgovernada se não fosse por uma sombra amiga. Sim, uma sombra. A sombra a puxou rapidamente para outra calçada, porém os livros foram de encontro com o chão.


O cocheiro xingou Levy até não querer mais, enquanto a mesma estava na outra calçada choramingando ao ver os livros no chão, ela viu seu “salvador”. Olhos vermelhos e sérios, atentos ao cocheiro boca-suja. Rosnou baixo quando foram as palavras “vaca” e “vadia” que o deixaram mais irritado.

– Já. Chega. – ordenou. O cocheiro mudou de idéia e saiu dali sem pensar. Levy já ia de encontro aos pobres livros quando o viu.

– Ah... O-Obrigada... – agradeceu envergonhada. O rapaz dos olhos vermelhos suspirou e ajudou a pegar os livros.

– Não há de que. – e deu um singelo sorriso. Quando terminou, Levy livrou uma das mãos para cumprimentá-lo adequadamente.

– Mesmo que você talvez me conheça... – e esticou a mão. – Levy McGarden, de Fairy Tail – e sorriu.

–Rogue Cheney, de Sabertooth.

– Obrigada pela ajuda! Quase virei massa de pão. – e suspirou. – Então... Rogue... O que faz perdido por aqui? – “Uou! Como se parecem!”, analisou. Enquanto observava a semelhança entre Gajeel e ele.

– Eu queria falar com o Gajeel–san... Ele está na cidade?

– Infelizmente não... Quer dizer! Digo... Ele... Ah... Ta em uma missão! – o “infelizmente” a deixou tão nervosa que, alem de ter ficado sem palavras, seu rosto corou por completo. – El-Ele está em uma missão de três dias com a Lily.

– Ah! – respondeu um pouco descontente. E foi ai que ele cometeu um erro fatal a partir de um simples gesto. Antes de segurar firmemente os livros, Levy colocou uma mecha grande de seu cabelo atrás da orelha. Ela olhou para ele novamente. Agora ele que ficou sem graça, mas de conhecê-la.

– Está tudo bem? – e inclinou um pouco a cabeça.

– S-Sim...Está eu...

– Rogue!? – a voz fina e meiga de Frosch interrompeu a conversa.

– A Fro ficou com medo de te perder – depois fitou Levy ficando encantada com a Exceed. – O-Oi?

– Frosch, esta é Levy. Ela é da Fairy Tail.

– Prazer... – e deu um sorriso.

– Ah! A Fro gostou de te conhecer! Fairy Tail é legal!

Depois dos cumprimentos, o trio se despediu. Levy foi em direção á Fairy Hills, — com os pesados livros, e Rogue e Frosch estavam em direção oposta quando o Dragon Slayer se interrompeu. O cheiro, o sorriso até a forma de falar chamou sua atenção. Quem era aquela garota? Por que aqueles olhos chamaram tanto sua atenção?

Balançou a cabeça abruptamente ignorando esses sentimentos estranhos que passavam por sua mente e coração. Rogue nunca se apaixonou ou se quer gostou de alguém. Desde a sua luta contra Gajeel nos Jogos, ele estava disposto a se tornar uma nova pessoa. E por que não começar a fazer amizade come ela? Frosch o viu parar e encarar a jovem desaparecer aos poucos pelo horizonte.

– Acho que vou... Nada esquece... – e se virou. Mas não andou...

– Fro acha que você devia ir lá, falar com ela.

– Ok... Eu... Vou. – engoliu em seco e foi. Não foi necessário andar muito rápido para alcançá-la. Ela estava andando devagar por contas dos livros. – Hã... Levy? — ele já estava do lado dela.

– Oi? – respondeu. – Achei que tinha ido embora...

– É que eu não poderia deixá-la segurar esses livros... Parecem pesados. – Levy fez uma careta, sim estavam.

– Pois é, eles são... Mas, não se preocupe, eu agüento. Se vamos nos encontrar mais uma coisa você precisa saber: eu amo livros.

– Deu para perceber...

Por alguns momentos, Levy lembrou-se das cenas agonizantes que viu quando Rogue, — possuído, quase matou Gajeel na frente de todos. Seu coração começou a disparar, e Rogue percebeu essa alteração repentina.

– Você está bem?

– Ah! Não se preocupe. É a minha ansiedade. – mentiu – Eu não vejo a hora de lê-los. De novo.

– Você realmente ama livros então? – observou divertido.

– O imbecil do Gajeel me chama de Devora Livros. – e revirou os olhos. – Aquele idiota! – Rogue sentiu-se aliviado por alguns momentos, era amiga de Gajeel também. Uma forma de se aproximar de seu mentor.

Levy distribuiu apenas um livro, mas, após a insistência de Rogue, ela cedeu todos os livros a ele. Chegaram aos portões de Fairy Hills. Levy avisou que é proibida a entrada de homens no lugar. Mas contou que tem muito marmanjo que entra as escondidas.

– Nossa... Acontece cada coisa aqui. – e riu. – Bom Rogue, agora nos despedirmos de fato. Foi legal te conhecer.

– O prazer foi meu Levy–san. – e novamente deu um sorriso.
– Sem o “san”. Só, Levy. Ok?

– Ok. – e antes de sair pedi um favor. – Quando o Gajeel–san voltar, por favor, avise-o que eu estive aqui.

– Claro! Pode ficar sossegado.


___

Dias se passaram, e finalmente Gajeel chegara juntamente com Lily, — e muito cansados, na Guilda Fairy Tail. Gajeel foi logo ao bar, sedento por água assim como Lily. Ele decidiu que hoje não iria ingerir nenhum tipo de bebida alcoólica. Até ouvir a noticia de Mirajane.

– Lily! Gajeel! Sejam bem-vindos! Como foi a missão?

– Tranquila e chata. – respondeu Gajeel com desdém.

– Poderiam ser mais de 50 bandidos, mas... Todos muito fracos. O bom era a recompensa. – disse Lily, um tanto satisfeito. – Ficaremos tranquilos por bastante tempo. – completou.

Cansados, Lily e Gajeel não viam a hora de voltar para casa. Um pouco antes de ir embora, Gajeel começou a farejar um cheiro familiar no ar. De todos que estavam ali. Aquele cheiro era diferente, Ah... O único aroma cítrico daquele enorme hall.

–Nanica... – murmurou. Ao se virar a viu entretida com um dos livros que havia pego na biblioteca. Jet e Droy discutiam sobre qualquer coisa. – E ai Devora Livros!

– Hã? Ah, oi Gajeel... Oi Lily e oi Mira! – os cumprimentou. Voltou a ler o livro.

– Olá Levy, sempre no mundo dos livros, hein? – observou Lily divertido. Gajeel revirou os olhos.

– Sempre Lily! Ah! Vocês não vão acreditar quem está na cidade!
– Quem? – Mirajane perguntou, muito curiosa!

– O Rogue! E ele até me salvou... Quase fui atropelada por um louco. – Gajeel cerrou os punhos, mas agiu com indiferença.

– E o que ele faz aqui? – Gajeel indagou, não gostara muito da noticia.

– E-eu não sei, mas disse que queria falar com você. – explicou.

Gajeel saiu, dando as costas para todos – até para Lily – e ao que parece, algo o incomodava. Lily o alcançou usando suas asas ele observava silenciosamente a expressão do amigo, preferindo não falar nada. Gajeel sempre fala tudo para Lily, uma hora ou outra, ele contaria ao Exceed o que estava acontecendo. Em meio á uma campina e algumas arvores, o armazém que antiga armazenava material para construção, servia como casa para os dois. Tinha estrutura de uma casa grande, já que na parte superior foi construído dois quartos, um banheiro e no piso inferior, a cozinha, uma sala modesta e o espaço que sobrou foi adaptado para treinar. No alto do armazém pode-se ver uma silhueta com vestes escuras.

– Gajeel–san! – cumprimentou a sombra.

– O que faz aqui?

– Não queria incomodar. – murmurou e depois em um pulo, estava diante dos dois. – Quero pedir um conselho. – Gajeel e Lily se entreolharam. Gajeel suspirou.

– Tá bom, entra ai. – e abriu o enorme portão de ferro para o ilustre visitante. Gajeel pediu para que o visitante sentasse em qualquer lugar que desejasse. Ofereceu bebida, mas Rogue não queria. Ao ver a geladeira praticamente vazia pensou, “preciso fazer compras”. – Que tipo de conselho você quer? Eu não sou muito bom nisso, mas... No que eu puder ajudar...

– Eu... Eu estava pensando no que me contaram... Que tinha outro eu do futuro. E que queria destruir tudo e a todos... – e baixou a cabeça.

– E que tipo de conselho você procura? – foi Lily que perguntou, sentando-se ao lado no visitante.

– Como faço para me tornar uma pessoa melhor? – falou baixo, porém todos da sala puderam ouvir. Gajeel arqueou a sobrancelha.
– Está perguntando para mim? – e deu uma breve risada. – Pergunte para o Salamander, ou para a Erza... Eu não sei como explicar isso.

– Mas... Eu ouvi de seus colegas sua grande mudança. Você se tornou um amigo, você faz parte da Fairy Tail. Eu quero ser alguém melhor para Frô e para os outros também. Não quero que aquele mal que há em mim apareça e destrua tudo o que conheço e preservo. – Gajeel respirou fundo, encarou Lily, o mesmo balançou a cabeça positivamente.

– O que exatamente quer saber?

– Você tem alguma meta ou algo assim do tipo?

– Não... Exatamente. Ela não é uma meta.

– “Ela”? – indagou. Rogue pareceu curioso.

– Normalmente, na Guilda, temos sempre alguém para proteger. Um amigo, um irmão ou um gato. – e deu um leve sorriso Lily. – Você tem a sua gata e seus nakamas de Sabertooth. Eu tenho uma pessoa.

– Entendi... E essa pessoa é da Guilda?

– Sim. As perguntas acabaram?

– Sim. Obrigado Gajeel–san. – e levantou-se. – Ah... Só uma pergunta.

– Fala... – e o acompanhou até o portão.

– Essa pessoa... É alguém que você ama? – Rogue deixou, sem querer, Gajeel sem graça. Evidentemente que o mago não sabia sobre os sentimentos de seu mentor com a devora livros.

– N-Não! Agora de o fora daqui. A sessão de perguntas acabou. –e fechou a porta assim que Rogue saiu.

O mago Dragon Slayer da Escuridão retornou para casa com vários pensamentos. As idéias enchiam a sua mente que antes era obscura e não pensava no próximo. Enquanto Frô dormia tranquilamente na cama, ele ainda refletia sobre estes sentimentos novos que invadiam o seu coração. E então, ele se lembrou do aroma cítrico, — quase parecido com o cheirosemelhante da fruta laranja — dela. Olhos caramelos e vivos. Sorriso simpático e cativante.

– Acho que achei um alguém. – murmurou para si mesmo. Antes de dormir e sonhar com o seu reencontro.

–--

Depois de alguns dias, Rogue retornou á Magnólia. O dia estava lindo, com poucas nuvens e uma brisa refrescante. Pessoas indo e vindo, trabalhando, conversando ou apenas vadiando. Rogue estava gostando daquilo, daquela experiência. Não levou Frô consigo, pois a mesma havia ido com o Lector conhecer os outros Exceeds da antiga Extalia juntamente com Happy, Lily e Charlie.

Andou por mais alguns metros quando chegou ao grande prédio que sedia a grandiosa Fairy Tail. Antes de entrar ouviu alguém chamar pelo seu nome com grande felicidade. E surpresa também.

– Rogue!

– Levy... – a cumprimentou com uma rápida reverencia. – Como está?

– Muito bem... E você? O que faz perdido por aqui, de novo?

– Bom, vim ver o Gajeel–san novamente.

– Assim... Meninos. – e chamou seus inseparáveis amigos. – Bom, mesmo que o conheça, este é Rogue. Rogue estes são Jet e Droy. Meus melhores amigos.

– É... Prazer – Jet bateu continência.

– Oi! – Droy o cumprimentou e voltou a comer salgadinhos.

– O prazer é todo meu. – “isso que quer dizer amizade?”, pensou, dando um leve sorriso. Levy viu o sorriso.

– Ta tudo bem Rogue?

– Ah! – e ficou meio sem graça. – Está sim...

– Levy–chan vamos entrar, você vem? – Jet e Droy estavam dentro dos portões quando viu que sua nakama não se mexera.

– Ah, ainda não. Hã Rogue?

– Sim?

– Gosta de livros?

– Um pouco... Por que?

– Venha...

Ela o puxou pelo braço em direção á uma das bibliotecas de Magnólia. Ela deslizava os dedos pelos livros enfileirados e bem conservados. Alguns poderiam ser um pouco mais velhos, mas continuavam intactos. Por mais que a biblioteca da Fairy Tail fosse lotada de livros, ela sempre gostava de olhar livros de outros lugares. Uma nem sempre tinha o mesmo titulo que a outra. Rogue só observava, e se viciava ainda mais naquele aroma.

– Então Rogue... Quer que eu leia alguma dessas histórias. Já que está disposto a unir laços conosco, e eu acredito que seja uma boa você ouvir algumas historias de reflexão.

– Adoraria. – e foi de novo puxado por ela. – Você é meio apressadinha, hein? – e sorriu.

– Um pouquinho. Você se acostuma. – ela acabou corando assim como ele. Desde quando se tornaram tão íntimos?

– Por mim tudo bem... Gosto de fazer novas amizades.

– Eu também.

Eles passaram a tarde inteira juntos. Aos poucos foram se conhecendo e viram que poderiam ter algo em comum. Sentados na grama de um dos jardins de Magnólia, tomavam sorvete. Fazia muito tempo que o mago não saboreava um picolé.

– Nossa... Como isso é bom.

– Eu ainda não consigo acreditar que você conseguiu sobreviver tanto tempo sem isso. – e riu.

– Obrigado pela tarde divertida. – e levantou-se limpando a capa. – Já tenho que ir.

– Ah... – e levantou também. – Ta bom. Venha mais vezes quando puder. — Espera ai, tem um pouco de sorvete aqui. – e apontou para o nariz do moreno.

– Mas... Não tem nada aqui. – e passou a mão.

– Agora tem. – e passou o pedaço que tinha tirado do picolé no nariz dele. Ele ficou sem entender no começou e depois riu. Obviamente revidou.

– O seu também.

– Ah não! — ambos limparam o nariz, mas, alguns resíduos ainda tinham ficado no rosto do Dragon Slayer.

– Agora é sério, ficou um pouquinho aqui. Deixa eu limpar. – passou os dedos finos e delicados na área onde o sorvete estava.

O momento não era constrangedor. Era mais estranho que isso: Levy havia se apaixonado, também, pelo Rogue. “Droga! Levy alem daquele idiota agora ele também!”. Ela não estava mais num quadrículo romântico, mas sim, num quíntuplo romântico! Seus livros estavam a deixando cada vez mais influenciada por cliches românticos.

– Hã... Bem... Devo ir... – e se afastou da mão de Levy. – Obrigado pela tarde.

– Ma-Magina... – e recuou envergonhada. – Volte quando quiser.

– Com certeza voltarei. – e deu um breve sorriso.

Em silencio, Rogue a acompanhou até a Guilda. Se despediram e cada um seguiu seu caminho, Lucy e Mira a olhava com malicia. Levy ignorava o que elas faziam, ignoravam a Guilda barulhenta... Só não ignorava o que sentia. “Oh Mavis... O que foi que eu fiz?”. E debruçou-se no balcão do bar.

–--

– Olha só quem está por aqui. – disse Gajeel ao abrir a porta para Rogue. O mesmo voltou depois de alguns dias.

– Olá! Posso entrar?

– Claro... Entra ai, dessa vez eu fiz despesa. Então quer almoçar, foi o Lily que fez o frango.

– Ah! Não obrigado não quero inco... – antes de terminar a frase Gajeel já tinha o puxado pela gola da capa e de forma “gentil” o sentado na cadeira.

– Sem frescuras. Você é da família. Deve comer. – e colocou os pratos á mesa. – Sirva-se.

– Rogue coma, eu fiz com carinho. – disse Lily, depois rindo. Ambos estavam num bom humor assustador.

– Que mané carinho Lily. O meu gato não vai virar uma mariquinha!

– Relaxa Gajeel, eu estava brincando.

Os três almoçaram. Conversaram um pouco, deixava o clima descontraído e se familiarizavam mais. Lily ficou encarregado de lavar a louça enquanto Gajeel dava uma “organizada” bem tapeada na cozinha. Rogue retirou a capa e começou a ajudar seu mais novo amigo.

– Ah! Como eu tenho preguiça de limpar isso daqui.

– Não desanime, é pouca coisa.

– Hm... Faz para mim então... – bufou.

– Hã... Não obrigado. – passou–se uns 10 minutos de silencio, a cozinha estava quase limpa. Rogue respirou fundo e resolveu falar. – Gajeel–san?

– Hm? – colocou a ultima cadeira no lugar. E o fitou.

– Lembra quando você me disse que eu precisava encontrar alguém para proteger?

– Sim, lembro.

– Eu achei... – Gajeel arqueou a sobrancelha.

– Ah! – e deu um sorriso malicioso. – É aquela moça do cabelo branco? Hein? Hein? – e o cutucou de leve com o cotovelo. Isso deixou Rogue envergonhado.

– Não! A senhorita Yukino? Não... E-Ela é só uma amiga.

– Então...?

– Bom, ela é uma nova amiga que eu fiz... E... Ela me faz sentir vivo. E ela tem um perfume cítrico tão... Gajeel–san? Por que ta fazendo essa cara? – Gajeel mudou seu humor radiante para o seu humor normal, só que um pouco pior.

– Perfume cítrico? Como essa menina é?

– Ah... Bom... Talvez você conheça. É a Levy. – e corou um pouco ao lembrar-se dela.

– Vish... – murmurou Lily. – Bom... E-Eu... Vou lá fora ver como está o jardim... Até mais! – e saiu voando dali o mais rápido que podia.

– De tantas pessoas do mundo, por que ela? – elevou a voz, deixando Rogue confuso.

– Por que ela é simpática, bonita e muito inteligente. Ela parece se importar comigo. Até tomamos sorvete...

– AH! AQUELA NANICA! – e bateu com força na mesa. Quase a quebrou.

– Gajeel–san, por que a raiva?

– Por que ELA é pessoa de que me importo, Rogue.

– Ah! Sinto muito, eu... Eu não sabia!

– Agora que sabe, não chegue mais perto dela!

– Por que? Ela não é nada sua!

– E nem sua! O almoço já acabou... Não acredito que aceitei ser seu amigo e seu mentor e você vai roubando assim a... A... Bom. – respirou fundo. Procurou acalmar-se. – Rogue, é o seguinte: vamos esquecer esta briga idiota.

– Não poderia concordar mais, mas, eu não vou desistir da Levy. Se é isso que você quer.

– Sabe que eu te venço na força, não sabe?

– Você pode tentar de novo. Agora que eu tenho um motivo para lutar. – pegou a capa. – Até mais Gajeel–san. – E deu as costas.

Antes de sair, Gajeel pediu “gentilmente” para que ele não fosse embora. Não queria parecer tão estúpido assim.

– Sabe Rogue, eu só fiquei assim, porque... Porque... – engoliu em seco — Por nada...

–--

Passaram-se uma semana depois das confissões e confusões. Rogue não apareceu mais, o que preocupava Levy. Ela voltava de uma missão fácil com a Shadow Gear, cumprimentou Mira, Erza, Juvia e Lucy, — debruçada e entediada no balcão. Conversaram a respeito da missão, algo realmente bem simples. Só organizar uma cidade pequena que foi vandalizada por alguns marginais.

– Levy–chan, você está bem? Parece triste... – Lucy a observou cautelosamente.

– Estou meio chateada. Mas não é nada demais...

– É o caso de um certo alguém não ter retornado mais? – provocou a maga Take Over. Levy corou.

– NÃO! Cl–Claro que não... Eu não tenho nada! Eu vou para Fairy Hills, tchau meninas! – isso só deixou evidente que Levy estava preocupada com seu mais novo amigo.

Ela saiu correndo da Guilda, querendo um lugar mais vazio possível. Eu sentimentos eram esses que borbulhavam em seu estomago? E quanto ao Gajeel? Ela o amava, não amava? Ah! Perguntas e mais perguntas, e nada de respostas. Levy correu tanto, que nem percebeu onde estava, acabou no litoral. A praia estava praticamente deserta se não fosse por alguns turistas despreocupados andando pela areia branquinha. Levy tirou as sandálias e andou descalça até o mar. A água estava morna, uma temperatura bem agradável, o que fazia Levy relaxar um pouco mais. Fechou os olhos para desligar-se do mundo. Sentiu alguém se aproximar do seu lado e logo abriu os olhos cor caramelo.

– Nunca tinha percebido o quanto Magnólia é bonita nesse horário. – voz grave de, porém, calma de Gajeel comentou sobre o fim de tarde.

– É sim... Sempre quando não estou bem, eu venho para cá ler ou somente apreciar esta vista.

– E por que você não está bem?

– Estou confusa no momento... – e virou o rosto.

– Boa tarde... – agora uma terceira voz vinha de trás dos dois. Ambos viraram para trás. E se surpreenderam com a visita inesperada.

– Boa tarde Rogue... – Levy deu um leve sorriso, e observou que o rapaz mudara as roupas. Estava vestindo uma camiseta presta e uma calça jeans escura, e também estava descalço.

– Que diferente!

– Ah... É. Mudei um pouquinho... — corou por alguns segundo, depois fitou o nakama ao lado — Gajeel–san? Sinto muito por ontem.

– Hã? O que aconteceu? – e cruzou os braços. – O que vocês aprontaram?

– Está tudo bem Rogue. E não aconteceu nada Nanica. Apenas o desentendimento.

– Ahan, sei...

Rogue foi para um lado de Levy e Gajeel ficou do outro. Levy continuou a observar as ondas calmas que se desfaziam aos seus pés. Respirou fundo umas duas ou três vezes. E teve uma brilhante idéia:

– Ah! Já sei! O que acham de fazermos uma missão juntos? Nos três? Assim podemos nos conhecer mais e deixar os empecilhos de lado! – Gajeel e Rogue se entreolharam e depois fitaram Levy. – É claro que Lily e Frô poderão ir. E então? O que acham?

– Hm... Por mim tudo bem. – respondeu Rogue.

– É... Pode ser... – e revirou os olhos.

– Vamos então para a Fairy Tail! E escolher uma missão. – pegou as sandálias e seguiu em frente.

– Não pense que desisti dela. — disse Rogue, ainda não tirando os olhos da azulada á sua frente.

– Digo o mesmo para você... — respondeu Gajeel, andando na frente de Rogue. — Isso será divertido... — murmurou para si mesmo.

Fim

Notas finais
Yay! E ai o que acharam? Não deixem de comentar!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!