A Constante da Bad
24 Capítulo 24 - Hu3, senhora e a Marina dos Diamantes.
Notas iniciais
– É brincadeira pessoal – O Matheus disse – Encontrei com ele aqui na porta e a gente só fez essa brincadeira.
Porra, mas que brincadeira mais legal de se fazer né?
– Tá, mas porque você estava aqui na porta? – Disse o Vinny pro Math – Depois de tudo que você fez o Gan passar, é muita falta de vergonha na tua cara você vir pra cá.
– Relaxa ai He-Man. Só vim dar uma passada, avisar que a mãe tá te mandando mensagem e você não respondeu, ela ficou preocupada, e, como ela sabia que tava aqui perto, ela mandou uma mensagem pra mim e pediu pra eu passar aqui.
O Vinny bateu no bolso e sentiu o celular. Pegou-o, desbloqueou a tela, foi clicando em várias coisas até chegar às mensagens, mas, não tinha nenhuma não lida. Até mesmo verificou o sinal pra ver se estava sem sinal, ou acidentalmente entrou no modo avião, mas estava com sinal.
– Não tem nenhuma mensagem dela aqui não. O que ela te mandou?
Math tirou o celular do bolso, colocou na mensagem da mãe dele e entrou o celular pro Vinny:
Mãe – 11:03 – Math, você tá perto da casa do Gan?
Math – 11:05 – S, pq?
Mãe – 11:07 – Tem como você ir lá, e falar pro filho da puta do seu irmão me dar um sinal de vida? Aquela bixinha sai, não me avisa pra onde vai nem que horas volta, eu sou a mãe dele né, fico preocupada.
Math – 11:08 – ok, to indo lá.
O Vinny devolveu o celular pro Math.
– E foi assim que cheguei aqui. – Falou o Math – Não vim estragar o amorzinho de ninguém não, só vim falar o que a mãe pediu mesmo.
– Okay, então acho que você já pode ir embora, certo?
– Calma cowboy, pra que isso tudo, to indo, to indo, relaxa. – Ele se virou e foi até a porta e quando estava no batente da porta, pronto para sair, virou-se – Só quero te lembrar irmãozinho, que o primeiro a pegar nessa beyblade fui eu.
– Matheus, vai embora, por favor. E não precisa mais voltar aqui. – Eu disse – Na próxima chame o Vinícius no portão.
Virou-se e então foi embora.
– Eita – Disse o Mau que até agora só observava. – Qual foi a treta ai, maluco?
– Nada de mais, Mau. É porque assim [leitor, aproveite esse momento para recapitular tudo o que aconteceu] eu sentia tesão no Math e conheci o Vinny. Ai eu não sabia se o Vinny era viado ou se era hetero, e o Math pediu pra ficar comigo, como não sabia se era hetero ou não, dei uns pega no Matheus mesmo. A gente começou a fazer certas “coisas” – E realmente gesticulei as aspas – Mas acabou que não deu pra gente “terminar”, então combinei de ir na casa do Math pra gente finalizar isso, quando bato o Vinny abriu. E desde então não fico mais com ele e tals, ele pegou minha melhor amiga, fez um monte de gente ficar bêbada, o que causou a morte de um mano e tals... Então acabei criando certa raiva por ele, entende?
– Sim, nossa – respondeu o Mau abismado – Ele fez tudo isso mesmo?
– Lógico que sim né M, acha que eu ia inventar as coisa?
– E eu que vou saber? – E caímos na gargalhada – Enfim, o que tua mãe fez de bom pra gente comer?
– Além de mim? – Percebi o olhar que o Vinny deu – Lasanha, é muito boa à lasanha da minha mãe... Ah você lembra né, não preciso falar tudo de novo pra tu.
– Amor – Falou o Vinny com a mão dele na minha bunda – Preciso ir... Minha mãe tá causando já e não to com paciência pra ela.
Virei, agarrei ele pelo pescoço, ele agarrou na minha bunda e demos um beijo. Mas não foi um beijo comum, foi um daqueles que a gente sente o corpo todo da outra pessoa no nosso, um beijo bem forte e intenso, no bom português, um beijo gostoso.
– Dori me, ameno, ameno, Dori me – ouvi o Mau cantando enquanto a gente se beijava. (Explicando as referências, Dori me é uma musica da banda Era! usada geralmente naqueles vídeos doidos de “mensagens subliminares” que falam as coisas da Disney e etc) – ameno, ameno, Dori me.
Parei de beijar o Vinny e só comecei a rir. O que mais eu podia fazer, ué?
– Quando você ficava beijando o Ezequiel eu não ligava, você lembra disso, senhor Maurício?
– Lógico que não, você ficava borrifando água na nossa boca.
– Eu nunca fiz isso! – E comecei a correr pelo cômodo e o Mau correndo atrás de mim.
– Senhora? Senhora? – Gritava o Mau atrás de mim – É verdade que você não sabe ser vela, senhora?
– Não! – Gritei.
– Nós temos gravado senhora. É verdade que você vai na livraria só pra ouvir o CD da Lady Gaga?
– Eu nunca fiz isso!
Continuei correndo, rindo e brincando, vi que o Mau e o Vinny também estavam rindo. Isso é bom, gosto de fazer as pessoas rirem. De verdade, me sinto super bem. Acho que é por isso que eu gosto tanto de fazer teatro.
Acredito eu que, graças as risadas e sons escandalosos que fazíamos, minha mãe desceu e foi até a sala:
– Acho que o Maurício veio nos visitar.
– Sogrinha! Que saudade de você! – O Mau falou pra minha mãe – Quanto tempo! O Gan comentou que você fez a sua maravilhosa lasanha!
– Sim – Ela disse e deu um risinho – Mas nem é tão boa assim...
– Já posso ficar com raiva dele? — O Vinny me perguntou sussurrando.
– Relaxa, mozão. Eu tenho um certo nível de amizade com o Mau que se eu pensar em beijar ele eu vomito.
– Ainda bem. – Retrucou o Vinny – Amor, preciso muito ir, sério , mais tarde eu volto por ai.
– Okay amor. – Respondi – MÃE! – Falei gritando – VOU LEVAR O VINNY ATÉ O PORTÃO TÁ? SERVE A LASANHA AI PRO MAU, OU DEIXA ELE SE SERVIR PRA DEIXAR DE SER PREGUIÇOSO.
Ele me mandou o dedo do meio na minha cara.
Levei o Vinny até o portão, dei um beijinho nele e voltei. O Mau estava na cozinha, sentado com minha mãe batendo papo.
Assim que ele me viu, ele socou o resto de lasanha que tinha no prato dele na boca e vaio falar comigo.
– Gan, preciso te contar um bafo.
– Conta ué.
– É MUITO ESCABROSO. – Disse ele pausadamente – Vamo pro seu quarto, por favor.
Então subimos as escadas, ele entrou e fechou a porta, até mesmo trancou-a.
– Olha Gan – Até sentei na cama, porque quando ele começa com “Olha Gan”, ai vem história pra escrever uma fanfic – Lembra que eu e o Ezequiel estávamos de boa né?
– Sim...
– Então, não tamo de boa mais...
– Você é de gêmeos né?
– Tu sabe que sim. A gente terminou faz algum tempo, e eu quis ficar com um outro menino, mas, sei lá, eu não consigo sabe, só ficar com o menino, igual tu quando pegou o Matheus, sem ressentimento, é porque eu só não consigo sabe? Eu me apego demais...
– Okay, vamo lá. Vou usar a filósofa contemporânea Marina e os Diamantes para te ajudar. Regra número um: você tem que se divertir! Mas meu amô, quando você terminar tem que ser a primeira a fugir. Regra número dois...
– Isso é uma música? – Ele perguntou.
– É. Para de me interromper. Regra número dois: também não se apegue a alguém que você pode perder, menina, deixa eu te contar. – Então levantei e comecei a cantar e dançar sozinho – THIS IS HOW TO BE A HEARTBREAKEEEEEEER, BOYS LIKE A LITTLE DANGEEEER, WE’LL GET HIM FALLING FOR A STRANGEER, A PLAYEEER, SINGING LO-LO-LOVE YOU. Ai repete o refrão. Regra número três: sempre deixe um coração na sua bochecha e nunca na sua manga, ao menos que queira demonstrar derrota. Regra numero quatro, que pra mim é essencial, tem que parecer puro, beije de despedida n porta, deixando aquele gostinho de querendo mais.
– Cabo? – Ele perguntou e assenti com a cabeça – Bixa, a senhora é destruidora mesmo viu, viado. – E ele me abraçou – Obrigado bixa – e me deu um selinho de amigos – eu não sei o que seria da minha vida sem a senhora viu.
– Samu? – Perguntei.
– Seu cu. – Ele respondeu instantaneamente.
E caímos na risada.
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