A Constante da Bad
12 Capítulo 12 - Um violão, Lana del Rey, um pedido e coisa de irmãos.
Notas iniciais
Eu fiquei me sentindo muito mal aquele dia depois que o Math saiu.
Realmente pensei em ligar pro Vinny e desmarcar tudo, porque cara, eu machuquei o irmão dele. Foi digno? Claro que foi. Faria de novo? Claro que sim. Mas, e se o Math corresse pra casa e contasse pro irmão dele tudo o que eu havia feito e tudo o que eu disse? Será que o crush me veria da mesma forma?
E então meu celular no bolso começa a vibrar e sinto até um medo de pegá-lo.
Vinny
+55118254-0956
Atender Recusar
E agora? Atendo ou não? Bom, é melhor atender, afinal, quem não deve não teme. E se eu não anteder vai ser pior.
– Alô?
– Já te contei como é bom ouvir sua voz? E como ela é maravilhosa de se ouvir?
Corei. Ainda bem que não era vídeo-chamada.
– Não – E ri. – Qual é o porquê dessa ligação inesperada?
– Ah nada, queria ouvir a voz do meu príncipe antes da gente ir... Você já está pronto?
– Quase... Só falta eu colocar o tênis, por quê?
– Então você pode abrir aqui a porta pra mim?
– Claro.
Sai correndo até a porta, destranquei e abri. E ele estava mesmo lá e não estava sozinho: Durga, Tainá, Math, todos os meus amigos estavam com ele. Ele estava com um violão. Beijou-me e disse:
– Gostaria de cantar uma música pra você.
– Claro. – Eu disse já com olhos cheios de lágrimas de tanta surpresa, e, como esse menino consegue me ter tanto em suas mãos? Como ele consegue tão bem? Ele mal apareceu na minha vida e ele já me tem por todo. E isso é incrível, ninguém nunca tinha me tocado de tal forma, me deixado tão apaixonado assim, ele fez eu me sentir muito... Desejado. Coisa que ninguém antes tinha conseguido. Eu só sentia que queriam me comer, mas com ele, eu sinto que ele quer me comer para o resto da minha vida.
E então ele começou a tocar e cantar:
– They say I'm too young to love you. I don't know what I need… They think I don't understand, the freedom land of the seventies… I think I'm too cool to know ya, you say I'm like the ice, i freeze… I'm churning out novels like, beat poetry on amphetamines… I say, I say… — Ele olhou para mim e soltou um lindo sorriso, que ia uma bochecha a outra. — Well, my boyfriend's in a band, he plays guitar while I sing Lou Reed, i've got feathers in my hair, i get down to beat poetry, and my jazz collection’s rare, i can play most anything, i'm a brooklyn baby, i'm a brooklyn baby… — E então ele parou, e ficou me olhando durante alguns segundos e me disse – Gan, ér… Você por mais que tenha entrado na minha vida há pouco tempo, para mim era difícil imaginar minha vida ao lado de alguém, mas agora, é difícil pra mim me imaginar viver sem você. Você é totalmente especial pra mim, você não tem noção do quanto eu estou te amando. – E então eu desabo em lágrimas – Não, não, não, não chore. Você nunca mais vai precisar chorar, sabe por quê? Porque eu estou com você. Porque eu amo você e você vai estar para sempre no meu coração. Na verdade, meu coração é você agora. Mas preciso da sua aprovação, afinal, ninguém pode namorar sozinho certo?
– Certo.
Ele se ajoelhou, pegou na minha mão, e olhou dentro dos meus olhos como se ele pudesse ver minha alma, como se soubesse todos os meus segredos mais ocultos, parecia que tudo o que eu conseguia esconder da sociedade, com um único olhar, ele conseguia ver.
– Ganesha Shiva Borgez, você gostaria de ser meu único e exclusivo príncipe picorudo?
Nem preciso comentar que eu não conseguia parar de chorar certo? Mas, eu sabia a única resposta possível para aquela pergunta.
– Sim Vinny. Eu quero.
E enquanto todos os outros vibravam que eu havia aceitado, ele levantou-se e me beijou, mas esse beijo, foi uma coisa de outro mundo, foi algo muito bom, eu senti um calor subindo pela minha espinha, meu cabelo todo na nuca se arrepiou e me senti bem e feliz ao lado dele.
– E então, nós vamos ver o filme?
– Claro. Todos nós vamos. Tem problema?
CLARO QUE TEM, EU QUERO IR AO CINEMA COM VOCÊ PORRA, SE EU QUISESSE IR COM TODO MUNDO TERIA CHAMADO TODO MUNDO.
– Não, tem problema não.
– Ótimo! Então vamos todos!
Entrei pra pegar minha carteira, fui até o segundo andar, não vi que o Vinny havia entrado junto comigo, ele apertou minha bunda e me jogou na cama com toda a força que podia. Ele sentou no meu colo e começou a me beijar. Ele me beijava muito intensamente, muito mesmo. Eu que não sou bobo, já comecei a colocar a mão no pau dele, e já fazia alguns movimentos um pouco tanto quanto bruscos com um tanto quanto de força, se é que me entende. Eu tirei a calça dele e deixei nos joelhos, e abaixei a cueca. Masturbava-o bem forte enquanto eu o beijava. Pensar que havia gente na porta? Nunca, só pensava naquele momento em que eu estava tendo com o Vinny.
E então, comigo sentado nas coxas dele e o masturbando, ele se curvou até minha orelha e disse:
– Me chupa.
E o que eu fiz? Chupei! Coloquei minha boca toda no pau dele, chupando desde a cabeça até a base do pau dele. E fiz isso várias e várias vezes. Parava de chupar, o masturbava, e voltava a chupar com mais intensidade e mais desejo por ele cada vez que eu parava. E então eu comecei a perder total noção do tempo. Eu poderia ter ficado li o dia e a noite toda. E então, quando eu percebi que o Vinny estava para me penetrar, eu esqueci a porra da porta aberta e o Math apareceu:
– Vocês podem se chupar depois, vamos logo pro cinema, a gente vai perder a sessão.
– Tudo bem... – Disse o Vinny – Já estamos descendo.
Eu fiquei extremamente envergonhado e constrangido com aquela situação. Cara, o irmão dele que eu já chupei, me flagra chupando ele. Que merda.
– Não precisa ficar com vergonha – Disse Vinny subindo a calça dele – Isso é normal. Coisa de irmãos. A Tainá podia ter subido e visto essa cena.
E imaginei o quão mais seria vergonhoso se fosse a Tainá que visse essa cena. Complicado.
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