A Constante da Bad
1 Capítulo 1 - O Início da Jornada.
Notas iniciais
– Parte 1 — O Inicio. -
Aaah... Acordei. Bom dia, dia. Como você está hoje? Eu fico mais feliz por você estar reluzindo para o meu dia de hoje. Nossa, mas já são onze horas e eu tenho que correr, afinal, hoje eu tenho escola, cara!
Por mais que eu às vezes escute umas zoeirinhas aqui, outras ali, eu ainda gosto de ir pra escola. Eu tenho taaantas amigas lá, me sinto em casa na escola. Tem duas professoras que nossa, elas só faltam comer meu cu com farinha, mas eu mesmo assim gosto delas.
Levantei-me rapidamente da cama e fui direito para o banheiro do meu quarto, tomar um banho, e acabei ficando preocupado por que... Eu tinha que tomar banho, lavar meu cabelo e bater minha punheta diária. Rapaz, o que seria de mim sem minha mínima punheta diária...
Por mais que nossas mães achem isso nojento, os pais sabem bem o que é a necessidade de eliminar os hormônios que nosso corpo produz a mais. É uma compulsão.
Eu vou ser bem sincero, eu bati pensando naquele menino da escola... Mas, ele parece o Zac Efron na época do HSM, não tem como não ficar excitado com ele.
Saí do banho, me sequei, me vesti como sempre: calça jeans, meu coturno, uma camiseta de banda (eu no mundo do rock, gosto do mais leve até o mais pesado, gosto tanto de Epica, quanto gosto de Deicide), e o meu sorriso estampado no rosto.
Passei na casa de nove amigas no caminho. ODEIO ir pra lá ao meio dia alone, sempre gosto de ir com alguém.
Eis que, das nove amigas minhas, só a Tainá iria para escola naquela segunda infernal. Aquelas filhas da puta, que ódio. Mas tudo bem, tudo bem, vamos para a escola. Party!
Antes que eu me esqueça, a Tai ela é linda, baixinha, tem um corpo que todo heterossexual deseja, cabelo longo castanho, sardas, e ela é toda linda com aqueles olhos verdes esmeralda.
Chegamos lá, adivinha? Quase ninguém tinha ido. Sentamos eu e a Tainá com as costas para a parede da quadra da escola, só pra jogar conversa fora, bater um papo, botar as fofocas do final de semana em dia, coisas do tipo.
– Tai, e o boy? Conta tudo, como foi no final de semana?
– Aff Gan, você não sabe o que aconteceu...
– Lógico que não, você ainda não contou — Ambos demos risada — Vai filha, continua.
– Lembra que o Carlos tinha me falado que tinha 26 anos e tals, que ele tinha até carteira de motorista, e não sei o que, não sei o que lá?
– Lembro, o que que tem?
– Ele tem 16.
– MENTIRA?!
– Verdade... Ele tem 16 anos, mentiu pra mim o tempo t-o-d-o.
– Ah lá, mas não é ele ali na secretaria?
Uma coisa boa era que do muro da quadra, a gente podia ver a secretaria da escola, qualquer pessoa que fosse lá seja para tentar se matricular, pedir uma declaração ou perguntar as horas, nós conseguíamos ver.
– Vai lá amor, acaba com ele.
– Não precisa, já acabei com ele ontem mesmo. Tá vendo aquele puta arranhão no pescoço dele? — Balancei a cabeça em afirmação — Fui eu que fiz.
– MENTIRA?! Ah, há, bem feito, mereceu mesmo. Achei digno.
E por um tempo nossa conversa morreu, acho mais porque o assunto acabou depois disso. O Carlos foi embora e ficamos olhando lá. E deu a hora que a secretaria começava a ficar mais movimentada, e nós que não somos gente, ficávamos zoando qualquer pessoa que se aproximasse da secretaria.
Mas, por algum motivo, um menino em especial não merecia ser zoado.
Ele não era tão bonito quando o Zac Efron de lá, mas... Ele tinha algo... Ele tinha um brilho tão especial, um jeito de ser, parecia que... Ele emanava luz, só por ele existir. A Tainá arrumou alguma forma de zoar ele, mas falei pra ela ficar quieta, que eu só queria observar ele.
– Arrumou um crush né viado?
Corei.
– Não, não, só achei ele bonitinho, só isso.
Tainá, ah Tainá como você me conhece bem, sua desgraçada. Ela só deu uma respirada funda e disse:
– Gan, você quer que eu vá até lá, pedir o msn ou o número dele?
Se eu estava rosa, agora fui pra um carmim.
– C-Claro, mas, fala disfarçadamente, não quero parecer desesperado pra ele.
Mas eu estava, eu era virgem cara, VIRGEM, VIRGEM, virgem só é legal pra Signo do Zodíaco, não para ser sexualmente. Tainá levantou-se, pegou um caderno, um estojo, e quando ela chegou a secretaria, ele estava para sair. Eles falaram alguma coisa e eu ficava cada vez mais curioso. O que eles estavam conversando? Será que ele era gay? Será que ele vai passar o contato porque se sentiu atraído pela Tai? E se eu chamar ele e ele for grosso? Ai meu deus, são tantas dúvidas.
Eis que a Tai volta, e fica parada na minha frente, com aquela cara de criança que comeu o batom da mãe.
– Conseguiu? — Perguntei.
E então ela me entrou um pedaço de papel:
Vinny Corrêa Barbosa
sms: 8254-0956
– Tainá, se você fosse um homem, eu chuparia seu pau agora mesmo.
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