A Constante da Bad

15 Capítulo 15 - The Dark Knight of School.


Notas iniciais
SEU CORAÇÃO TÁ FODA NÉ AMIGO? EU SEI!!!

Acho desnecessário dizer o quão envergonhado eu fiquei naquele momento. Imagine você estar transando com o seu namorado, e quando ele está prestes a atingir o orgasmo, a mãe dele entra no quarto. Grande tesão, né? Deve ser uma coisa de mãe e filho também, porque independente da vergonha, ele continuou com a mesma intensidade e força que estava antes, até que finalizou.

Ele deitou ao meu lado, me colocou no seu ombro e me encheu de beijos.

– Amor, você gostou?

– F-Foi ótimo a-amor. – Disse gaguejando. Como eu explicaria para ele a vergonha que é estar perdendo a virgindade e a sogra entrar no quarto? – Eu não me arrependo de ter entregado minha virgindade a você.

– Calma, você era virgem daí de trás?

– Sim, eu era.

– Nossa, eu fui com força achando que você já aguentava a intensidade.

– Não, eu era virgem, era a primeira vez que algo... Entrou lá.

– Meu deus, desculpa amor, eu deveria ter perguntado, eu iria mais devagar e mais fraco, pra não te machucar e tudo mais...

– Amor. Você não me machucou. Foi ótimo, eu também gozei quando você terminou.

– Que ótimo amor... Só achei estranho que minha mãe entrou aqui.

É puta que pariu. Foi um tanto quanto vergonhoso. O pior de tudo nem foi ela ter entrado, o pior foi eu não ter tempo de ter uma reação, não podia me esconder debaixo das cobertas porque ela ainda sim entenderia o que estava acontecendo, não podia me levantar, afinal estava completamente nu e nossas roupas jogadas ao longo do chão, não podia assumir uma posição normal que ela veria que estávamos transando. Então nossa reação foi a melhor: continuar transando.

No fim das contas, nós nem conversamos muito mais depois daquilo, porque é normal depois do orgasmo sentir sono, e eu senti um sono muito pesado. Eu não pedi, mas o Vinny me agarrou em conchinha e dormimos juntos a noite toda. Fora alguns momentos em que eu acordava com ele excitado e ele sussurrava “Desculpa amor” na minha orelha, de que adianta pedir desculpa depois que acordo com a cabeça do seu pau dentro de mim? Réloou.

Mas cada dia é um novo dia, e eu tinha que voltar pra escola de qualquer jeito, o inferno te persegue independente de onde você correr, ele sempre estará lá. Sentei-me na cama, me espreguicei e vi que o Vinny também acordou.

– Bom dia meu anjo.

– Bom dia meu príncipe.

– Pronto pro segundo round? – Ele perguntou.

– Agora?

– Agora.

Ele me puxou pra cama, me beijava cada vez mais forte, com mais intensidade e nós repetimos tudo o que havíamos feito anteriormente, só que dessa vez foi com muito mais intensidade, porque de alguma forma bizarra, parecia que durante o sono, o Vinícius havia criado uma energia sexual fenomenal.

Assim que terminamos, fomos direto para o banho, porque por mais que ele já tenha terminado, eu ainda não acabei a escola, e estava um pouquinho em cima da hora. Tomamos banho, nos secamos, peguei umas roupas emprestadas do Vinny, uma mochila, um caderno e o antigo estojo dele, com uns lápis e canetas. Apenas um materialzinho básico para não ir com nada pro inferno.

E então, ele agarrou minha mão e me levou até a escola naquela merda de sexta-feira. Sextas-feiras são dias confusos, pois é difícil saber se as amamos ou odiamos. Elas são o dia mais próximo do final de semana, dia de sair com os amigos, de dar uma volta por ai, de se divertir, mas para a escola, sextas-feiras são um dia sagrado, tão sagrado que nenhum aluno aparece. Então sou obrigado a ficar naquele lixo sozinho, porque por mais que os outros alunos não estejam se importando com o futuro, eu estou.

Nós chegamos e ficamos encostados no muro da quadra da escola. Apontei para a secretaria e disse:

– Foi daqui que eu te vi a primeira vez. E a Tainá estava onde você está agora. A gente tava zoando qualquer pessoa que passasse por aqui, mas por algum motivo eu não queria te zoar. Talvez porque você fosse muito gostoso pra isso.

– Nossa amor, você é delicado como um coice de mula. – Ele disse e riu. – Brincadeira, mas eu já te conhecia antes, sabia?

Eita peúga, como assim?

– Como assim?

– Minha mãe é conhecida da sua, e teve uma vez que ela te levou lá em casa e nós brincamos. Mas se eu não me engano você tinha 2 eu tinha 5 ou era 6, eu consigo me lembrar bem porque já era mais crescidinho...

E então o Vinny foi interrompido por uma mini gangue de meninos liderados pelo Pedro, tinha mais ou menos três ou quatro meninos com ele.

– Ora, ora, ora, veja se não é a Nany People que voltou a escola com a RuPaul?

– Você conhece esses meninos, Gan? – Vinny perguntou.

– Claro. Foram eles que me mandaram pro hospital?! – Disse.

– E vamos te mandar de novo se continuar chupando rolas por ai.

E então o Vinny deu o primeiro soco de direita no nariz dele. No mesmo instante ele caiu para trás que seu amigo, Judas, teve que lhe segurar para que não batesse no chão, mas ele não pode evitar a rajada de sangue que voou do seu nariz.

– Você pode até bater no meu namorado, tudo bem, ele era fraco, sozinho, não tinha como se defender. Mas agora, ele tem a mim, eu sou o namorado dele e sempre estarei com ele. Por mais que não esteja em todo canto que ele estiver, sempre estarei com ele em pensamento, e se algo de ruim acontecer com ele, vou atrás de cada um de vocês, vou pegar uma navalha e cortar o lindo pescoçinho de vocês um por um, até que eu tenha sangue o suficiente para encher uma banheira e tomar banho. Estamos conversados?

Pedro que já estava em pé novamente levou outro soco, mas de esquerda.

– Estamos conversados?

– Sim, sim, sim, estamos, estamos, estamos sim. – Pedro respondeu.

– Ótimo, ótimo. Saiam daqui.

E todos saíram correndo. Literalmente, correram muito, com muito medo mesmo.

– Você é meu Superman!

– E você é meu Batman, ué.

E nos beijamos bem forte, e fiquei feliz por saber que aquele menino, era o meu namorado.

– Amor... – Eu disse.

– Oi anjo...

– Amo você.

– Eu também amo você.

– Você sabe o quanto eu te amo? – Perguntei.

– Não, me conta.

– Conta quantas gotas existem nos oceanos, quantas folhas existem em todas as árvores do mundo, quantos grãos de areia existem em um deserto, quantos seres vivos existem nesse planeta. Some todos esses números, e vai dar cerca de um por cento do tanto que eu te amo.

Ele corou.

– Ain amor. Você não sabe a minha felicidade de ter você como meu príncipe.

Notas finais
Peço o favor que entre em contato comigo para que eu saiba se devo continuar a história ou não .Facebook: Vinícius André Junqueira Email: viihzin@hotmail.com