A Conspiração Invisível

7 PARTE 6: O bilhete


Quando desvendaram o ultimo dos enigmas Astrid logo chamou o motorista para levá-los a universidade. Já eram três horas, todos estavam confiantes de que não passara mais nenhum dia com aquele bilhete sem tradução.

— Até que em fim vamos saber o que está escrito — E pegando o papel no bolso de traz que alias nunca tirara do bolso desde que seus pais foram assassinados — Aqui.

— E graças ao Fabio — Luana comenta dando-lhe um abraço.

— Parece que você estava certo em questão ao anagrama — Exclamou Astrid dando um aperto de mão em Fabio — Como você adivinhou que era assim?

— Eu apenas arrisquei e deu certo.

— Ainda bem, né?

Fabio concorda em um gesto com a cabeça.

Eles logo chegaram à universidade, mas logo tem uma grande decepção Mauricio não estava mais em sua sala tinha ido embora se só voltava no dia seguinte, todos voltam para suas casas desapontados.

Peter logo que chega ao seu quarto de hotel sai sem dizer para onde ia. Ele fica uma hora e meia fora deixando todos preocupados.

Quando ele chega todos dão um grande suspiro aliviado por vê-lo bem.

— Onde você estava? — Perguntou Olivia dando-lhe um abraço e com um tom de preocupada na voz.

— Só fui andar um pouco.

— Peter.

— É serio só fui anda um pouco.

Ninguém desconfiou dele, pois ele nunca havia mentido para eles. Nesse momento todos estavam sem o que fazer, já que tinha decifrado o ultimo enigma. E por isso todos vão para a cama bem cedo.

Peter por sua vez acorda de proposito para observar a janela da cozinha. Ele ficou ali durante duas horas sem parar e nada até que às três e meia quando ele estava para voltar para cama viu novamente aquele rosto que agora ficara apenas alguns segundos olhando para dentro da cozinha do apartamento.

Peter agora volta para a cama, bem aliviado por poder ter visto o rosto do rapaz que estava do lado de fora da janela.

Quando ele acorda no dia seguinte não toma nem o café e vai com Fabio até o beco em frente à cozinha onde tinha instalado uma câmera.

— Onde você colocou essa câmera?

— Era para estar bem ali — E aponta para um lugar logo acima da janela.

Nesse momento Fabio avista um rapaz com sobre tudo preto segurando uma câmera que poderia ser a de Peter.

— Peter por acaso é aquela ali?

— Onde?

— Com aquele cara ali — E aponta para o homem que estava saindo do beco.

Os dois saem correndo para alcançá-lo.

— Ei! — Começa a gritar Peter correndo cada vez mais rápido.

— Pare ai, fique onde esta — Ajuda Fabio.

Mas o homem de sobre tudo preto também começa a correr dos dois ele se esquiva das pessoas que estão na calçada para tentar se distanciar, mas não obtém sucesso, pois Peter e Fabio são rápidos e ágeis, Peter percebe que ele entra na mesma rua onde o taxista entrou para despistar a Mercedes, quando o rapaz faz o mesmo percurso diminui o ritmo confiante que não esta mais sendo perseguido, foi tudo em vão, pois quando ele olha para traz Peter e Fabio pulam em cima dele o imobilizando. Os dois o viram para ver o rosto dele.

Ele tinha uma pele muito pálida, Peter abre o sobre tudo para ver se era toda sua pele ou apenas o rosto. Quando ele faz isso se assusta com a quantidade de queimadura que havia em seu peito e barriga, mas não hesita em perguntar:

—Quem é você? E quem te mandou?

Mas ele só ouvia a mesma resposta:

— Apenas cumpro ordem, sou da classe mais baixa da pirâmide.

Peter o solta sem saber o que significavam aquelas palavras. Que pirâmide?

Eles deixam o homem ir em bora com a câmera, pois não precisavam mais, pois já tinha visto o rosto dele.

Eles voltam para o hotel sem dizer uma palavra, mas pensando no que tinha acontecido.

— Onde vocês foram? — Pergunta Oliva, observando as caras de assustados de Peter e Fabio.

— Nada — Responde Peter tentando disfarçar.

— Eu sei que é mentira.

Fabio toma a palavra.

— Peter instalou uma câmera do lado de fora da cozinha para ver quem... — E Fabio conta toda a história.

Todos ficam perplexos com a estranha história que acabará de ouvir.

— Mas ele não falou o nome dele?

— Infelizmente não Luana — Respondeu Peter ainda abalado com o acontecido.

Nesse momento o telefone toca e todos já sabem quem era do outro lado da linha. Astrid os chamando para ir à universidade.

Quando o carro de Astrid chega todos já estavam na frente esperando por ela.

— Vocês me parecem um pouco tenso — Comenta Astrid os vendo entrarem.

Fabio e Peter contam a história novamente para que Astrid fique a par de tudo. Astrid também fica tensa diante da história que agora preferiria não saber.

Faltando apenas alguns metros para chegar eles se calam sem falar um pio um para o outro.

Agora eles não querem nem saber de secretaria vão logo entrando na sala do professor que se assusta com o estrondo que a porta faz quando é aberta com força e rispidez por Peter.

— A tradução anda.

— O enigma primeiro meu caro Peter.

— Aqui esta! — Exclama muito nervoso e jogando o papel com o enigma resolvido na mesa.

— Excelente quem resolveu? — Pergunta o professor com um tom de surpresa.

Fabio lá no fundo levanta a mão.

— Você foi digno, me dê o bilhete.

Peter joga o papel na frente de Mauricio que por sua vez, pega um isqueiro e queima o bilhete.

— O que você esta fazendo?! — Pergunta Peter vendo o papel virar cinzas na mão do professor.

— Aqui esta sua tradução — Brada Mauricio tirando outro papel da primeira gaveta de sua mesa:

“Você deve aprender a conviver só para poder se tornar um de nós.

Quando traduzir este bilhete saberá que está pronto.

Assinado : Conspiração invisível”