A Conspiração Invisível
5 PARTE 4: O segundo enigma
Depois de terem descoberto o que estava escrito Astrid queria acompanha-los durante o encontro.
Então saem todos agora com uma pessoa a mais.
— Onde esse professor leciona?
— Na universidade de Harvard — Responde Peter.
— Como ele chama?
— Mauricio, porque você o conhece?
— Acho que sim, se for que eu estou pensando foi que me ensinou sobre esse tipo de código.
— A propósito porque você colocou aquele cartaz dizendo que sábia decifrar o código? — Pergunta Luana com um tom de curiosidade.
— É que nos últimos dias tem havido muitos desses códigos pela cidade. Acho que agora sei que esta por traz de tudo.
Eles chegam à universidade e vão logo a sala do professor Mauricio.
— Ora, ora se não minha ex-aluna preferida — Exclama o professor com um tom de ironia, e completa — Devem ter desvendado o enigma para estarem aqui, estou certo?
— Sim — Fala Peter quase gritando.
— Então o que estava escrito?
— Estava escrito:
“Você conseguiu responder o primeiro enigma parabéns”
— Parabéns Astrid percebo que prestou atenção em minhas aulas, eu contava com isso.
— Como assim? — Astrid pergunta confusa.
— Ora, eu precisava que você desvendasse o código se não ele nunca iria conseguir.
— Então quer dizer que foi você que mandou aqueles bilhetes para aquelas pessoas?
— Mas é claro eu sábia que você iria me pedir um conselho então dei.
— Você que me disse para por os cartazes.
— Exato, assim eles iriam ver, e entrar em contato com você.
— Então foi tudo uma armação para eles?
— Mas uma vez esta certa minha querida.
— Vamos parar com a discussão, cadê o segundo enigma? — Pergunta Peter nervoso.
— Calma meu bom rapas eu estou cansado, você só vai ficar sabendo dele amanhã as dezesseis e trinta nenhum minuto a mais nenhum minuto a menos, esta certo?
— Não eu quero agora.
— Então é melhor espera sentado, porque de pé cansa.
Peter saiu da sala soltando fumaça pelas ventas, mas não tinha jeito Mauricio mandava na situação e tinha que ir.
Astrid foi para sua casa enquanto os outros foram para o quarto de hotel que estavam hospedados.
Peter se arruma novamente para sair, mas é interrompido por Luana:
— Aonde você vai?
— Vou esfriar a cabeça.
— É mentira eu te conheço, Peter, aonde você vai?
— Ta bem vou comprar uma arma.
— Uma arma, por quê?
— Porque se aquele desgraçado não falar o próximo enigma eu o ameaço e ai ele vai falar.
— Peter não precisa disso.
— Do que? — Olivia entra na conversa.
— Ele quer comprar uma arma.
— Por quê?
— Porque se ele não falar o enigma eu o ameaço.
— Peter não precisa disso.
— Eu disse isso pra ele, mas ele não me ouviu.
— Não adianta tentar me convencer do contrario eu vou e ponto final.
— Ah! Então vai, mas vê se não faz nenhuma besteira — Exclama Olivia triste por não ter conseguido fazê-lo desistir da ideia.
Peter sai deixando Olivia e Luana na porta, preocupadas.
— Ele não vai fazer nada, fica tranquila Olivia, eu o conheço.
Peter chega à rua ainda muito nervoso, procurando uma loja de armas ali por perto.
Enquanto isso Astrid pensa como seu professor preferido a manipulou como se fosse uma marionete.
O telefone toca e Astrid vai atendê-lo
— Alô.
— Astrid?
— Sim quem fala?
— É a Olivia.
— Oi, Olivia como vai tudo por ai?
— Nada bem.
— Por quê?
— O Peter saiu para comprar uma arma.
— Uma arma! Mas por quê?
— Ele falou que se o professor não der o enigma amanhã e vai ameaça-lo.
— Ele não iria fazer nenhuma besteira, iria?
— A Luana disse que não, e quem sou eu para questionar a irmã dele.
— Então não devemos nos preocupar com ele, daqui a pouco ele volta melhor com a cabeça fria.
— Tem razão.
— Tchau, e desculpe incomodar.
— Imagina não é incomodo nenhum, tchau, qualquer coisa liga, qualquer coisa mesmo.
— Tá, tchau, até amanhã.
— Até amanhã — E Astrid coloca telefone no gancho.
Nesse momento a porta do apartamento em que Luana esta se abre é Peter, que recebe um grande abraço de Luana.
— Peter eu fiquei preocupada com você, pensei que ia fazer alguma besteira.
— Eu só fui comprar a arma, mas não tive coragem.
— Graças a Deus.
— Esta tudo bem agora eu já esfriei a cabeça.
Todos bem mais tranquilos vão para a cama ha dez da noite para que o dia decorrente chegue logo.
Astrid pelo contrario não consegue pregar o olho pensando na diferença em o jeito que seu professor era de verdade e o professor que ela achava que era. Ela cochila por uns vinte minutos a noite inteira.
O dia amanhece e Astrid não consegue pregar o olho diferentemente do grupo que dorme no apartamento apertado.
Seis horas e todos já estão de pé.
— Acordamos cedo de mais, o encontro é só daqui a nove horas — Observa Fabio.
— É mais não vamos conseguir dormir mais — Exclama Peter com a cabeça baixa.
— Vamos ter que arranjar algo para passar o tempo — Fala Luana ao fundo.
— Vamos á casa da Astrid — Completa Luana.
— Vamos então — Peter se adianta feliz por terem achado um ótimo passa tempo.
Todos saem logo após terem tomado café.
Luana liga para Astrid para avisa-la e esta a caminho.
Quando eles chegam à casa da Astrid são recebidos pela empregada simples e gentil que mora na casa da patroa.
— Oi como vai você? — Pergunta Peter.
— Vou bem e você? Desistiu de comprar a arma?
— Olivia pediu a sua ajuda?
— Sim, não fique bravo com ela.
— Como eu poderia ficar bravo com ela, estava só querendo me ajudar. E sim eu desisti de comprar a arma.
— Que bom.
Momentos depois a empregada de Astrid chega com uma bandeja repleta de bolachas e cafés.
— Por favor, se sirvam.
— Obrigado Astrid.
— Mas então o que vão fazer até na hora do encon... — Ela é interrompida por um ótimo bocejo — Me desculpe eu não consegui pregar os olhos esta noite.
— Por quê?
— Ah, Peter fiquei pensando no jeito que eu achava que o professor Mauricio era e o que se tornou.
— Ele era um bom professor? — Pergunta Fabio curioso.
— O melhor.
— Mas agora é uma praga — Termina Luana.
— Eu concordo com você. Ele mudou muito, ou se fazia de legal.
Eles passam horas e horas discutindo sobre o professor.
— Senhora Astrid, como à senhora me pediu agora são duas e cinquenta.
— Obrigado Fatima.
— E então vamos?
— Sim não quero chegar atrasado — Exclama Peter ansioso.
O grupo sai da sala onde estavam passam pelo jardim e vão ao carro que os espera.
— Para onde senhora?
— Para a universidade de Harvard.
— Sim, senhora.
O carro sai e todos dentro dele ansiosos para saber o enigma que os deixara mais perto de descobrir os assassinos dos pais de Peter e Luana.
Enquanto o carro caminha para Harvard eles continuam a discutir sobre o professor Mauricio.
— Chegámos, senhora.
— Muito o brigado, Lincoln.
— Não a de que, senhora.
Eles dessem do carro olhando para o relógio que tinha dentro da universidade.
Todos se dirigem rapidamente à sala do professor, pois faltava um minuto para as três.
Quando eles entram na sala escutam o professor.
— Dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um, três horas em ponto.
— E então cadê o enigma? — Pergunta Peter se querer saber de rodeio.
— Calma meu caro já irei pegá-lo para vocês.
— Calma nada eu quero logo isso.
— Aqui esta. Mas tem um pequeno, porém vocês vão ter que adivinhar aqui o que é.
— Está bem me dê isso logo.
O professor lhes da um papel com alguns números:
“33-6-1-7-13-20”
— Eu reconheço esses números — Disse Astrid.
— Conhece o que é Astrid? — Pergunta Peter com um pequeno sorrido no rosto.
— A sim, é a sequencia Fibonacci.
— O que?
— Sequencia Fibonacci, olhe.
“1-6-7-13-20-33”
— Um é a soma do anterior.
— Exatamente minha querida aluna exemplar.
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