A Conspiração Invisível

14 PARTE 13: O encontro


Quando Peter termina de ler o bilhete se afasta com um pulo na mesa derrubando todos os papeis que segurava e bate com as costas na parede.

— Peter o que você viu? — Pergunta Olivia com muito medo.

Peter por estar tão assustado com o que leu se senta e começa a chorar. Olivia rapidamente se aproxima dele para tentar entender o que tinha acontecido.

— Peter? — Quando ele escuta a voz de Olivia e a vista ajoelhada ao seu lado se afasta um pouco. Olivia se aproxima mais uma vez segura sua mão e volta a perguntar — Peter o que aconteceu?

— Vocês não podem ficar perto de mim, todos vocês vão morrer igual a ele, por estar tentando me ajudar agora esta... MORTO! — Peter grita e se levanta enxugando as lágrimas.

Assim que termina de enxugar pega os papeis do chão e sai correndo pelo lado da mesa, passando no meio de todos sem que ninguém o impeça.

— Fábio! Anda vai atrás dele! — Exclama Olivia ainda atrás da mesa quase aos prantos.

Fábio sem saber o que fazer decide escutar sua irmã e corre atrás de Peter.

— Ei! Ei! Peter! Para, volta aqui! — Peter finge não escutar os berros de Fábio e continua correndo. — Pra onde você vai? Na? Lembre-se que não tem mais casa e todas as suas coisas estão na casa da Astrid!

Peter pra subitamente e se senta em uma fonte que estava um pouco atrás dele. Fábio o alcança e faz a mesma pergunta que sua irmã havia feito:

—O que aconteceu Peter? Pra mim você pode falar, a Olivia e a Luana estão na sala ainda e Astrid esta com elas.

Peter desdobra todos os papei e mostra o bilhete que lhe havia assustado. Fábio tem a mesma reação quase cai na fonte, se não fosse por Peter segurá-lo.

— Peter, calma ninguém mais vai morrer, eu te garanto isso.

— Como você pode ter certeza? O Mauricio era um deles e agora onde ele esta? MORTO!

Fábio se assusta com o tom que Peter lhe respondeu, mas não demonstrou fisicamente para não deixar seu amigo mais preocupado.

— Você tem razão, mas nós temos uma coisa que ele não tinha em lugar nenhum.

— O que?

— O amor que todos nós recebemos o amor que nos rodeia, ele não tinha isso... Não agora pelo menos — Ele abaixa a cabeça lembrando-se da história que o professor tinha contado a eles — Mas depois que ele entrou pra conspiração, o mais próximo que chegou de ser amado foi quando nós aparecemos.

Peter não sabe o que faz se chora se lamente por Mauricio, se derruba seu amigo na fonte e volta a correr. Mas ele decide se levantar e voltar para a sala buscar as meninas.

Os dois voltam pelo corredor e avisam a secretária que ainda não havia entrado na sala que o professor estava morto no chão da sala dele. Ela se assusta e rapidamente pega o telefone e liga para policia.

Os dois voltam correndo para a sala para que não tenham que encontrar com a policia. Assim que chegam à sala dão de cara com Olivia sentada no chão atrás da mesa e Luana e Astrid a consolando. Quando ela vê Peter de pé na porta se levanta de um pulo corre até seu encontro e lhe da um abraço apertado, depois de alguns segundos, ela o solta e lhe da um tapa.

— Nunca mais faça isso, entendeu?

— Ta eu juro que não vou mais fazer isso meu amor. — Depois de mais alguns segundos em silêncio ele volta a falar — Vamos embora rápido, não deixem nenhum vestígio, a policia “ta” vindo.

— Mas a gente não pode fugir a secretária pode falar que a gente esteve aqui. — Exclama Astrid preocupada.

— Droga, vamos lá conversar com ela pra não falar que a gente teve aqui hoje.

— Boa, vamos. — E Fábio toma a frente, seguido pelos outros.

Chegando à secretária Peter toma a palavra.

— Por favor, você pode nos fazer um grande favor?

— Sim eu não falo a policia que vocês estiveram aqui hoje.

— Nossa como você sábia que era isso?

— O professor me pediu apenas isso para que eu pudesse trabalhar aqui: “se a policia precisar vier aqui, por que eu morri você encontrou o corpo e ninguém veio me encontrar aqui no dia da minha morte”, foi o único pedido dele.

Todos se entreolham e saem correndo pela porta central.

Depois que todos já estavam no carro em direção a casa de Astrid começam a pensar o que estaria acontecendo na universidade. E também no que a secretária disse a eles.

Depois de um bom tempo de silêncio Astrid o quebra.

— Vamos para o aeroporto?

— Pra que? — Pergunta Fábio.

— Ora, temos que ir para Massachusetts, para poder liberar logo Peter das garras da conspiração.

— Astrid, me desculpa, mas você não vai — Exclama Peter surpreendendo a todos.

— Por que não Peter? — Fábio pergunta se aproximando de Astrid e pegando sua mão com medo de ter que deixá-la.

— Ela não tem nada a ver com isso, ela apenas nos ajudou com o enigma mais nada.

— Não Peter, ela vai! — Fábio grita impondo — Por que se ela não for eu não vou também.

— E se ele não for eu também não vou — Olivia se intromete — Desculpa, mas ele é meu irmão não poderia deixá-lo.

Peter fica em uma sinuca de bico, e é obrigado a deixar que Astrid a acompanhá-los.

Assim que chegam a casa, todos correm para seus quartos para arrumarem as malas.

— É para ser rápido ouviram, temos que sair daqui a pouco. — Peter faz um comentário endereçado a Fábio e Astrid, assim que termina de falar todos caem da gargalhada.

Alguns minutos depois todos descem com as malas prontas e dessa vez com faz um comentário é Olivia.

— Olha não é que foram rápidos — E novamente todos riem.

Todos riem, mas apenas para tentar descontrair e tirar o pensamento da universidade que rondavam os seus pensamentos. Todos entram no carro agora mais tenso, pois voltam a se lembrar do acontecido.

— Aeroporto, rápido! — Grita Astrid para o motorista.

— Sim, senhora.

O carro sai pelo grande portão da casa de Astrid, e vai em direção ao aeroporto. A distância era grande, mas mesmo assim ninguém abriu a boca. Chegando lá, Astrid foi comprar as passagens enquanto os outros foram passar as bagagens.

Agora já no avião todos voltam a falar das pessoas estranhas vindas de outros países que viram no portão de desembarque.

Olivia e Peter como sempre sentam em poltronas vizinhas. Astrid sentam ao lado de Fábio, mas Luana acaba sentando longe de todos. Depois de alguns minutos um garoto de aparentemente dezesseis anos senta na poltrona ao seu lado. Luana repara em um pedaço da barriga dele que acaba aparecendo quando ele coloca a sua mochila no bagageiro: Ela tinha uma enorme cicatriz que vinha de sua calça e subia por sua barriga e sumia por debaixo da camisa.

— Olá, Henrique. Eu sei que é estranho, mas é que toda vez que eu viajo tento fazer uma nova amizade, nem sempre eu consigo, mas de vez em quando em conheço alguém.

— Oi, Luana.

— Prazer, nome bonito.

— Obrigada, o prazer é todo meu — Ela fica toda encabulada ao lado de Enrique.

— Você esta viajando sozinha? Uma menina bonita como você não pode é perigoso.

— Não... Estou com o meu irmão, mas não conseguimos cadeiras vizinhas.

— Ata, mas se você quiser que eu troque de lugar com ele, seria um prazer.

— Não... Não precisa ele esta com a namorada dele.

— A sim.

Luana não consegue despregar os olhos do garoto que até agora a pouco era desconhecido.

— Será que você poderia pegar minha mochila pra mim Enrique?

— Claro. — Ele se levanta e empurra a sua mochila para o lado e pega a de Luana no fundo. — Aqui está.

— Obrigada. — Ela pega um papel, e nesse momento o avião já havia decolado. — Por favor? — E mostra o bagageiro.

— Claro, não precisava nem pedir. — Enrique se levanta e guarda a mochila.

Assim que Luana abre o papel, era o das instruções que Peter precisaria para poder sair, ainda criptografado. Depois de alguns segundos olhando aquele papel e não entendendo nada, ela ouve uma voz ao seu lado.

— Hector.

— Não entendi?

— Hector, é o professor que vocês estão procurando.

— Ainda não entendi?

— Ai está escrito que é para vocês procurarem o professor de Descriptografia da universidade de Harvard, é o professor Hector.

— Você sabe ler isso?

— Sim eu faço aula com ele, estou indo pra lá as aulas dele começam amanhã.

— Com licença. — Luana sai e vai em direção a poltrona onde Peter estava com Olivia.

— Peter, tem um moleque lá sentado comigo ele falou que sabe o professor que a gente deve procurar.

— Não entendi?

— Eu peguei as instruções ainda criptografadas e ele conseguiu ler e falou que o professor de Descriptografia se chama Hector.

Peter se levanta de um e acaba batendo a cabeça no bagageiro e volta a sentar com a mão na cabeça.

— Cadê ele? Não sei se podemos confiar nele?

— Calma, ele não me parece desse tipo, ele é simpático, cavalheiro.

— Mesmo assim, eu achei que poderia confiar no aleijado que me ajudou a achar ele mesmo.

— Mas eu sei lá ele não tem jeito de psicopata.

— Não sei. Cadê ele? — Assim que pergunta Peter levanta e segue sua irmã.

— Oi.

— Oi. Henrique. Prazer. Você deve ser o irmão da Luana? Certo?

— Sim, o Prazer é todo meu. Ela me falou que você sabe ler esse tipo de código, e que você sabe o professor que a gente precisa, é verdade?

— É sim, ele se chama Hector e da aula pra mim. Amanhã começa as aulas, por isso, estou indo pra lá.

— Hum... Será que você poderia nos levar até ele?

— Claro seria um grande prazer.

— Obrigado.

— Acha não foi nada.

— Com licença.

— Toda.

— Luana.

— Sim? — Ela tenta olhar para o rosto de seu irmão para tentar ver se teria aprovado ou não seu novo amigo.

— Ele me parece realmente... — Peter faz uma parada que acaba com ela por dentro —... Um bom rapaz — Assim que termina a frase abre um sorriso sacana.

— Peter eu te amo, eu te amo. — Luana o abraça, e pula em cima dele, fazendo com que ele caia.

Assim que os dois se levantam, Luana volta a se sentar ao lado de seu mais novo amigo e Peter volta ao lado de Olivia.

Depois de mais alguns minutos o avião pousa e todos descem e são apresentados a Henrique, todos ficam encantados com ele, pois era muito simpático e alegre.

— Ele vai levar a gente até o professor que precisamos encontrar — Comenta Peter aos outros.

— Ele sabe que é? Quem falou pra ele? — Pergunta Fábio desconfiado.

— É o professor dele — Depois de uma risadinha Peter completa — Ele conseguiu ler o código, ele sabe ler em código, pode ser muito útil para nós.

— Ele sabe? Realmente será sim.

Depois de alguns minutos esperando Astrid alugar um carro para que todos possam ir a universidade, Astrid vem com a chave e a papelada. Assim que ela chega vão ao estacionamento tentar avistar o carro.

Depois de um tempo andando pelo estacionamento Olivia consegue encontrar e alerta a todos aonde ir. Assim que chegam todos se impressionam com o tipo do carro que havia... Astrid havia alugado uma limusine. Rapidamente entram no carro para que possam se livrar das garras da conspiração.

Todos se divertem, pois nunca tinham entrando em uma limusine daquelas, a de Astrid não era tão luxuosa.

Em alguns eles chegam à universidade, pelo menos foi o que pareceu, pois eles estavam tão entretidos com as bebidas e brinquedos que a limusine ofereciam que se esqueceram de tudo.

— Pessoal... Pessoal, chegamos! — Astrid precisou gritar para que todos a ouvisse.

— Já? — Pergunta Luana.

— Sim.

— Henrique agora é com você — Exclama Peter logo que si do carro.

— Ta me seguia.

Assim que Henrique começa a andar todos o acompanham de perto para que não se percam.

Eles passam por um gigantesco campus e ficam espantados com o tamanhão nunca tinha entrado em Harvard. Depois de alguns bons minutos eles chegam à sede e se surpreendem mais ainda com o tamanho que era à sede. Eles começam a passar por enormes pilares de cimento branco e entram por uma porta gigante e marrom feita com madeira de lei.

Logo que entram dão de cara com um enorme salão, com várias estantes de livros e uma gigantesca estante com vários troféus: Grandes, pequenos, médios, dourados, pratas e de bronze.

Henrique os leva para uma enorme escadaria, que iria levá-los ao segundo andar onde ficava a sala de descriptografia.

Eles chegam ao segundo andar após alguns segundos, eles passam por várias salas: De ciências, física, química, sociologia e mais algumas, até chegarem à sala do professor Hector.

Assim que Henrique bate na porta ouve-se uma voz vinda de dentro da sala:

— Pode entrar.

— É ele — Comenta Henrique para os demais.

— A Henrique. Que prazer em revê-lo, faz tempo que não o vejo.

— Professor.

— Peter, a última vez que te vi era apenas um bebezinho.