CAPITULO IV

Olhei pela terceira vez o relógio , a aula de sociologia estava sendo entediante como sempre. O pior de tudo e que ainda era o segundo período, isso deixava tudo ainda mais entediante. Sempre fui boa na maioria das matérias, mas ser boa não significava gostar e esse era o caso agora.

A Sra.: Morsh andava de um lado para o outro na sala, falando qualquer coisa que envolvesse o antigo sistema de castas indiano. Em quanto ela andava noventa por cento da sala dormia, os outros dez por cento se dividiam entre copiar os exercícios de matemática, que seria o nosso quarto período, e checar suas redes sociais, mas a professora não parecia se importar com isso.

Desde mais cedo, quando o vi pela primeira vez, o novato vinha atormentando meus pensamentos, ele era um tipo problema, e o último tipo problema que apareceu no Sant's Paul School não me rendera tantas experiências agradáveis.

Dante havia causado um reboliço tanto nas solteiras quanto nas comprometidas, e ele não parecia se importar nem um pouco com isso não parecia ligar para os olhares furtivos que recebia diariamente não so de garotas como dos garotos também, ao menos foi oque eu reparei quando ele caminhava pelos corredores, oh não, o caso era bem ao contrário. Em todas as vezes que topei com o estranho ele estava com aquele andar confiante e um olhar de predador, sem contar com o sorriso de canto que ele exibia, e que o deixava ainda mais sedutor.

– Rora ! — Emily me chamou, olhei ao redor e a sala estava parcialmente vazia, parece que o sinal tocou e eu estava tão absorta em meus pensamentos que não notei.

– Vamos logo — Megan disse me puxando da cadeira para que eu me levantasse — Sharon deve estar tendo um ataque, estamos praticamente atrasadas.

– e você sabe como ela gosta que todos cheguem dez minutos antes não é ? — Emily completou

– Eu sei, eu sei — falei me levantando por fim — vamos só passar no meu armário para eu poder guardar minhas coisas e pegar meu uniforme, ai nos trocamos e corremos para a quadra interna está bem ?

Ambas assentiram positivamente e sairam me puxando da sala em direção aos armarios.

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DANTE

Entrei na quadra de basquete interna, so queria me divertir e relaxar um pouco. Talvez o basquete aliviaria essa maldita dor de cabeça.

Havia uma bola no centro da quadra, dei de ombros e arrisquei alguns arremessos com a mesma, senti meu corpo se relaxar e tirei meu casaco, ficando somente com a camiseta preta que usava por baixo dele, marquei uma cesta de três pontos.

Meus sapatos faziam barulho ao entrar em atrito com o chão envernizado da quadra, barulho que chegava a ser irritante, mas, mesmo assim, continuei a jogar. Alguns giros, pulos, e eu já começava a suar, estava ficando empolgado.

Sempre gostei muito de esportes e o basquete era um dos meus favoritos , além de qualquer tipo de luta, amava lutar.

– hey ! — ouvi um grito e imediatamente parei de jogar — Você não pode ficar aqui agora — a a voz feminina falou, seu tom era um tanto presunçoso e irritadiço.

– Desculpe gatinha — falei me virando e dando de cara com mais ou menos 15 garotas — quer dizer — sorri de leve para elas — Gatinhas — enfatizei bastante o plural na frase, algumas delas ruborizaram, outras desviaram o olhar, mas a loira irritada que provavelmente seria que havia falado comigo se mantinha impassível.

Elas usavam uniformes idênticos, saias um tanto curtas de mais, exibindo boa parte das coxas bem torneadas e blusinhas apertadas e que só cobriam ate um pouco abaixo dos seios, uns cinco dedos a cima do umbigo, e bem apertadas, o uniforme era nas cores rosa e branca.

As lideres de torcida provavelmente.

– Desculpem o atraso meninas — uma voz doce, um tanto melodiosa apesar de apressada chamou minha atenção .

Meus olhos viajaram ate a porta da quadra, onde três garotas estavam, duas eram totalmente idênticas, e a terceira, que estava entre elas, eu já havia visto mais cedo, a baixinha gostosa que cheirava a chocolate.

Ela estava usando o mesmo uniforme das outras, mas nela havia ficado um tanto mais bonito, ele delineava perfeitamente as curvas da garota.

Eu a encarava sem pudor, estava quase comendo-a com os olhos, e pode acreditar, se estivéssemos sozinhos eu não faria isso so com s olhos.

– Acho que agora eu vou indo gatinhas — falei pegando meu casaco e dando de ombros — bom treinos para vocês cheers — disse caminhando para a saída, passando pelas gêmeas e pela baixinha, lançando-lhe um olhar provocante, examinando mais uma vez cada uma de suas curvas rapidamente. Pude ver sua expressão de desagrado antes de virar o rosto, pude sentir os olhares queimando em minha nuca.

Era sempre assim.....

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–Ele estava praticamente te comendo com os olhos — Megan falou com um sorriso, a malícia brilhava em seus olhos. E eu revirei os meus

–Ele come — fiz aspas com os dedos ao falar “come” — todas as garotas com os olhos- fiz uma careta — e tenho certeza que ele não vai continuar comendo só com os olhos por muito tempo.

Estávamos caminhando pelo estacionamento, a manhã estava no fim e as aulas do dia haviam terminado a alguns minutos. Olhei ao redor procurando o carro de Clay, que não estava na vaga de sempre oque era um tanto estranho, mas em vez de achar o carro do meu amigo oque vi foi, ao mesmo tempo, surpreendente e previsível.

A moto preta lustrosa estava não só com um mas com dois passageiros, um deles era do sexo feminino e famosa por “passar o rodo” na escola.

Marcela realmente não perdia tempo.

–Ela realmente não perde tempo não é ? — Emily fez uma careta

–Sabe que eu pensei a mesma coisa – sorri e observei um pouco mais antes dele, Dante, dar partida na moto e sair sem chamar nem um pouco de atenção, vamos sentir um os sentir o sarcasmo escorrendo nessa frase, do estacionamento.

–Pelo menos a tarde dela vai ser melhor que a nossa – Megan falou — temos prova de biologia e física, e como somos pessoas responsáveis e queremos ter um futuro vamos passar a tarde estudando muito

–Essa e a nossa triste realidade – Emily completou — vamos logo Clay deve estar pondo um ovo de tanto esperar

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– Será que podemos finalmente estudar ? — Emily perguntou pela terceira vez – temos prova na segunda gente.

Em quanto ela tentava nos convencer Megan, Clay e eu estávamos perambulando pela cozinha. Megan estava no fogão mexendo o brigadeiro, Clay decidia qual filme veríamos, as opções estavam espalhadas pelo balcão da cozinha, e eu terminava de pôr cobertura de chocolate no bolo que também era de chocolate.

– Não tem muito chocolate ai não ? — Clay perguntou e eu o olhei incrédula.

– Nunca ha chocolate de mais querido, nunca ! — respondi rindo

– Cade a Evangeline Rora ? — Megan perguntou tirando a panela do fogão – tira as patas Clay – disse ao pôr a panela no balcão o mais afastado possível dele.

– Ela saiu com um amigo – respondi dando de ombros, então um coro de “ hummmm “ foi ouvido, um sorriso brincalhão espalhou-se pelo meu rosto.

– Alguém está perdendo terreno – Emily gritou rindo alto e olhando sugestivamente para Clay, que nos encarava com uma expressão nada amigável.

– Cala a boca Emily – ele respondeu de “ cara amarrada “

– So estou falando oque todo mundo pensa – ela riu passando as mãos pelos cabelos loiros, seu rosto já tomava um tom avermelhado por conta do riso exagerado.

– Tem preconceito com os mais novos é Clay ? — Megan provocou, pegando uma generosa colherada do brigadeiro e tentando parar de rir para comer.

Aquele era um assunto muito antigo, se Evangeline soubesse que a queda secreta, não tão secreta assim, dela por Clay era motivo de diversão e provocações ela provavelmente me mataria e depois

se mataria.

– Vamos ver os Vingadores hoje — Clay falou escolhendo o filme, tentando mudar de assunto e fingindo que não ouvia nossas provocações.

A tarde seria realmente boa, e divertida, isso sempre acontecia quando marcávamos de “estudar”, nos nunca estudávamos de verdade, mas sempre eram dias maravilhosos.

MARCELA

Talvez eu tenha agido errado em ser tão direta com ele, ou em trazê-lo a minha casa e convidá-lo para entrar. Mas la estava aquele belo moreno sentado no sofá da minha sala de estar, observando as fotos e quadros nas paredes, com um leve sorriso de canto que o deixava ainda mais sexy do que ele já era naturalmente. Eu estava sentada no sofá a sua frente, o observando em quanto ele observava minha casa, vez ou outra seu olhar caia sobre mim, aquecendo-me por dentro por meros segundos.

Ele sabia as minhas intenções, e eu sabia que as dele eram as mesmas, mas ele não movia um músculo, seu olhar dizia que ele estava esperando que eu me jogasse em seus braços, praticamente implorando por algo mais que o toque leve dos seus lábios, e se demorássemos mais um pouco naquele joguinho inútil eu realmente o faria.

– Bem já que chegou agora achei que você poderia querer ajuda para pegar as anotações e atividades que perdeu – foi a desculpa mais esfarrapada que já inventei em minha vida, mas era melhor do que falar “ hey gato quero que você me coma “

Assim que as palavras saíram dos meus abios me levantei e caminhei para as escadas, subindo degrau por degrau bem devagar, na esperança que ele me acompanhasse.

– Pode subir se quiser – falei quando já estava na metade da escadaria, notando que ele continuava me observando do sofá.

– Não gosto de me meter em quarto de garotas – ele falou se levantando e caminhando para a escada – muito menos em suas camas – o sorriso mais cafajeste que já vira em minha vida se espalhou pelo belo rosto a minha frente – Por isso podemos resolver isso por aqui mesmo – sua voz estava um tando rouca, ouvi uma leve gargalhada, baixa, então uma mão forte me puxou pelo braço e em poucos segundos eu estava prensada contra o corrimão da escada e uma parede de músculos fortes e bem definidos.

As mãos de Dante eram precisas, vagavam pelo meu corpo tocando nos lugares certos, no momento exato, fazendo-me derreter a cada segundo em que seus dedos vagavam sob mim.

Seus lábios faziam uma trilha de beijos que subiam pelo meu pescoço e espalhavam arrepios por todo meu corpo.

Seus dedos adentraram em meus cabelos e os fios foram puxados com um pouco de força, se havia uma palavra para descrever oque eu estava sentindo ela seria “fogo”, literalmente era como se meu corpo pegasse fogo, de uma maneira muito boa.

Minhas penas rodearam a cintura dele e, ao contrário do que pensei que faríamos, ele começou a descer as escadas, em pouco tempo eu estava sendo jogada no sofá.

–Vou dar-lhe somente um aviso – ele disse em quanto fazia uma trilha de beijos pela minha barriga, levantando minha blusa a medida que subia com os beijos — Não sou o tipo de cara que faz amor okay- ao ouvir aquilo soube que essa seria uma das melhores tardes da minha vida.

Soube também que provavelmente eu estava me metendo em uma boa encrenca, mas quem liga ?

Estar com ele talvez valesse a pena….

Notas finais
Oiee gente *~* Bem espero que tenham gostado do capitulo, deixem seus comentários e me digam oque estão achando da historia, deixem suas criticas e duvidas. Lembrando que essa historia também e postada por mim no site do wattpad Obrigado pelas leituras beijokas e ate a proxima *~*